Feitas as contas, quadro eleitoral pende para a esquerda
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 16/05/2018 - 6:30
Aos poucos, a despeito das irrealidade de alguns lulistas, que é autêntica, os fatos vão se impondo. Não há dúvida de que o ex-presidente é hoje a personagem mais influente da disputa eleitoral. Mas tal influência, convenham, pode deixar de existir caso ele se desligue da realidade e insista numa candidatura que será recusada pela Justiça Eleitoral. E isso pode se dar num momento em que é tarde demais para escolher um substituto e para fazer, por exemplo, o vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).
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‘Vaquinha virtual’
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
15 Maio 2018 | 05h00
Começa hoje uma etapa das eleições que envolve diretamente o eleitor, ou seja, o senhor, a senhora, você. Entra em vigor oficialmente a “vaquinha virtual”, ou “crowdfunding”, pela qual a pessoa física pode participar ativamente da campanha, não só votando, mas contribuindo financeiramente para o candidato que julgar melhor para o País.
Candidaturas de Dilma e Aécio sobem no telhado
O eleitorado mineiro pode ser privado de um dos mais emocionantes embates da temporada eleitoral de 2018. Considerando-se a expressão dos adversários, a briga talvez atraísse a atenção de todo país. Contudo, subiram no telhado as candidaturas de Dilma Rousseff e Aécio Neves ao Senado por Minas Gerais. PT e PSDB cogitam a sério a hipótese de excluir a dupla de suas respectivas chapas majoritárias. Já não há certeza nem mesmo quanto à possibilidade de os dois concorrerem à Câmara.
Órfãos de Cunha se juntam para assombrar 2018
O fantasma do centrão ocupa novamente o noticiário. Órfãos de Eduardo Cunha, os partidos que integram o grupo se reorganizam para assombrar a sucessão presidencial de 2018. A pretexto de assegurar a “governabilidade”, equipam-se para impor ao próximo presidente uma espécie de projeto centrão de poder. Baseia-se na ocupação predatória do Estado.
PP, DEM, PRB e Solidariedade fecham pacto para a eleição

Uma longa reunião na quarta-feira à noite selou um pacto mais do que relevante nesta fase da disputa eleitoral.
Por ele, DEM, PP, Solidariedade e PRB apoiarão um mesmo candidato à Presidência da República — Geraldo Alckmin seria a opção natural.
Os presidentes dos quatro partidos chegaram à conclusão, diante de Rodrigo Maia, em cuja residência oficial ocorreu o encontro, que juntos têm força suficiente para que seus pleitos sejam atendidos.
A indicação do candidato a vice é a mais importante delas. O grupo quer também ganhar mais corpo, com a adesão do PTB e PR.
Ao fecharem um acordo com essa feição, fica implícito que as candidaturas a presidente de Maia (pelo DEM) e Flávio Rocha (PRB) morreram e devem ser enterradas ao longo de junho. O GLOBO



