Lula lidera com 37,3% das intenções de voto, diz pesquisa
Renan Truffi e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo
20 Agosto 2018 | 11h48
O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Luiz Inácio Lula da Silva, alcançou, nesta segunda-feira, 37,3% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto MDA em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Mesmo condenado no âmbito da Operação Lava Jato e preso, o petista continua crescendo na preferência eleitoral e saltou de 32,4%, em maio, para 37,5% em agosto. Atrás do petista aparecem Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, e Marina Silva (Rede), com 5,6%.
O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, está em 4º lugar no levantamento, com 4,9% das intenções. Ciro Gomes, do PDT, aparece atrás do tucano, com 4,1%. Depois deles, a pesquisa ainda registra Alvaro Dias (PODE), com 2,7%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 0,9%. O candidato do Novo, João Amôedo, tem 0,8%, mesmo porcentual de Henrique Meirelles (MDB). Já o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, teve 0,4%, seguido de Vera, do PSTU, com 0,3%, João Goulart Filho (PPL), com 0,1%, e José Maria Eymael (DC), com 0,0%.
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Desaprovação alta atinge maioria dos candidatos ao Planalto nas eleições 2018
Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo
19 Agosto 2018 | 19h31
Os principais candidatos à Presidência nas eleições 2018 começam oficialmente a campanha eleitoral desaprovados pela maioria absoluta da população, segundo a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, que analisa a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico.
Entre os concorrentes ao Planalto, os ocupantes do topo do ranking da desaprovação são Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ciro Gomes, do PDT. O desempenho do tucano é desaprovado por 70%, e do pedetista, por 65%.
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, há probabilidade de que ambos estejam empatados. Mas desde abril, as opiniões negativas sobre Alckmin têm ficado numericamente acima das de Ciro.
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Marina atinge Bolsonaro
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
19 Agosto 2018 | 03h00
Só uma mulher, e uma mulher com a força moral de Marina Silva, poderia botar o dedo na ferida, citando uma das cenas mais lamentáveis da campanha eleitoral para condenar Jair Bolsonaro por “pegar a mãozinha de uma criança e ensinar como é que se faz para atirar”. E concluir: “É esse o ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro?”.
Ela também o acusou, no debate da Rede TV!, de fazer “vista grossa” para um problema real: “Só uma pessoa que não sabe o que significa uma mulher ganhar um salário menor que os homens, tendo a mesma capacidade, a mesma competência, e ser a primeira a ser demitida e a última a ser promovida e, quando vai na fila de emprego, só por ser mulher, não ser aceita”.
Um balbuciante Bolsonaro replicou que Marina “é uma evangélica que defende a legalização do aborto e da maconha” e insistiu na ideia lamentável de “militarização das escolas, para ter disciplina”. Logo ele, que saiu prematuramente do Exército por ser indisciplinado e preferir concorrer a vereador.
O livro esquecido de Ciro Gomes
Luiz Maklouf Carvalho, O Estado de S.Paulo
19 Agosto 2018 | 05h00
Na mais longa entrevista que já concedeu até hoje – em 1994, publicada no livro No país dos conflitos, esgotado –, o hoje presidenciável Ciro Gomes, do PDT, contou que sua primeira candidatura a deputado estadual, em 1982, pelo PDS (ex-Arena), desrespeitou o prazo de filiação partidária. “No dia seguinte (ao aceitar a proposta do pai, prefeito de Sobral, para ser candidato) lembrei que eu não era filiado a partido nenhum e que havia passado já o prazo de filiação. Mas deram lá um jeito no assunto, conforme os costumes da terra, e a minha filiação foi feita”, relatou Ciro Gomes aos jornalistas Ancelmo Gois, Geneton Moraes Neto, Marcelo Pontes, Miriam Leitão e Suely Caldas.
Marina rasga os manuais
Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo
19 Agosto 2018 | 03h00
Sempre mencionada como alguém frágil física e politicamente, alvo de uma campanha de desconstrução inédita por parte do PT em 2014 e questionada constantemente por “sumir" em momentos cruciais da vida nacional, Marina Silva precisou dar dois passos à frente no centro de um tablado para se agigantar e vencer o debate da Rede TV! na última sexta-feira.
Ninguém mais esperava nada de um confronto até então marcado por uma estética de programa de auditório e candidatos na retranca evitando os grandes temas nacionais. Tinha tudo para acabar no zero a zero de performances e no 7 a 1 da falta de ideias, como havia sido no debate da Band.
Foi quando, chamada ao ringue por Jair Bolsonaro, Marina vislumbrou uma chance de fazer um embate direto, duro, sem volteios e nem meias palavras, com o líder nas pesquisas. Confrontou o adversário naquele que é seu principal calcanhar de aquiles: a desconfiança que as pesquisas mostram haver em relação a ele por parte do eleitorado feminino.
Conseguiu de forma clara, altiva e dura encaixar um golpe no capitão, que ficou visivelmente desconcertado e não soube como reagir pela primeira vez em confrontos televisivos recentes.

