Carta de Lula contra Alckmin e sua vice já é uma aposta: tucano iria ao 2º turno contra Haddad. Será que tal otimismo permite incendiar navios?
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 29/08/2018 - 22:30

Mais do que os eventos de uma disputa eleitoral em si, o que interessa, nessa fase da corrida, é tentar entender a leitura que os contendores estão fazendo da disputa.
Lá da cadeia, Luiz Inácio Lula da Silva, ainda candidato do PT à Presidência, já faz o seu prognóstico, que até coincide com o de muitos “politicólogos”. Mas há nele boa dose de crença. Não sendo isso, pode ser coisa pior: a aposta no dilúvio. Esclareço o que quero dizer.
Em carta endereçada a rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, o líder petista desceu o sarrafo em Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência, e em sua vice, a senadora Ana Amélia (PP). Pior: por caminhos tortos, ligou um episódio de violência, de que sua caravana foi vítima no Paraná, aos dois adversários. Afirmou ter sido recebido com muito carinho pelos pobres, mas com hostilidade pelas elites.
Análise: No Jornal Nacional, um Alckmin que dobra a aposta no estilo... Alckmin

O modelo entrevista-sabatina do Jornal Nacional com os presidenciáveis já se tornou um clássico das campanhas brasileiras. Todos os candidatos competitivos são duramente escrutinados em relação a fragilidades de suas candidaturas e aspectos relevantes de seus programas. Nesta quarta-feira, foi a vez de Geraldo Alckmin. E o tucano, para o mal e para o bem, fez valer sua fama de picolé de chuchu.
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Alckmin foi duramente confrontado com as acusações de corrupção contra integrantes de partidos aliados, políticos do próprio PSDB e assessores dos governos tucanos em São Paulo. Alckmin tergiversou, minimizou, usou o nada novo bordão de que há bons quadros em todas as legendas, mas o que ficou foi a frase lembrada por Renata Vasconcellos: diga-me com quem anda, que te direi quem és.
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Alckmin diz ao JN que chefes de facção não dão ordens de dentro do presídio e nega irregularidades no Rodoanel
O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, negou nesta quarta-feira (29), em entrevista ao Jornal Nacional, que os presídios de São Paulo – estado governado por ele durante 11 anos – sejam controlados por facção criminosa.
Ele também negou irregularidades na obra do Rodoanel, em São Paulo, e defendeu Laurence Casagrande, ex-presidente da Dersa, empresa de infraestrutura viária do estado. Casagrande é um dos 12 indiciados pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro das obras do trecho norte do Rodoanel.
Por que o PT insiste no nome de Lula
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá julgar até amanhã se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, preso em Curitiba e, segundo a Lei da Ficha Limpa, inelegível – poderá ser apresentado como candidato na propaganda eleitoral no rádio e na TV. É provável também que já indefira a candidatura de Lula, embora tenha mais uma semana para tomar a decisão.
A partir deste fim de semana, portanto, o PT terá de encarar a realidade: seu candidato terá de ser o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, apresentado como vice na chapa de Lula. Mesmo assim, a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffman, insiste que Lula será o candidato.
No Jornal Nacional, Alckmin fala sobre Aécio e alianças com o Centrão
Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo
29 Agosto 2018 | 21h24
Na terceira entrevista do Jornal Nacional com os presidenciáveis nas eleições 2018, o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, foi questionado sobre a tolerância do partido com tucanos envolvidos em casos de corrupção e confrontado com as alianças que a sigla fez para chegar ao Palácio do Planalto.
O tucano, que é presidente nacional do PSDB, foi pressionado pelos apresentadores a responder por que não tomou medidas no âmbito partidário contra o senador Aécio Neves (MG), que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça no caso da delação da J&F, e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, preso pelos crimes de peculato (apropriação indevida de bem) e lavagem de dinheiro no caso do mensalão mineiro.
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