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Reação conservadora e antipetista alavanca Bolsonaro

Mauro Paulino e Alessandro Janoni / FOLHA DE SP

Os dados divulgados pelo Datafolha confirmam a tese, já apontada pelo instituto em análises anteriores, de que o crescimento do PT nas intenções de voto alimenta também seu antagonista, Jair Bolsonaro (PSL).

A expressiva ascensão de Fernando Haddad (PT) na pesquisa de sexta-feira (28), além de nova mídia espontânea no último final de semana, em função das manifestações pró e contra sua candidatura, permitiu ao deputado capitalizar o discurso antipetista e não só intensificar apoio em segmentos onde já encontrava entusiastas como também garimpar eleitores em estratos que mais o rejeitam.

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Bolsonaro cresce e atinge 32%; Haddad tem 21% e vê rejeição subir, mostra Datafolha

Ricardo Balthazar
SÃO PAULO

Líder da corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) alcançou 32% das intenções de voto na mais recente pesquisa do Datafolha, realizada nesta terça (2). 

Foco de manifestações que levaram milhares de opositores e admiradores às ruas das principais cidades no fim de semana, Bolsonaro ganhou quatro pontos percentuais desde a semana passada, segundo o instituto.

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Ibope: veja os últimos resultados das pesquisas para o governo em todos os estados

G1 reuniu as mais recentes pesquisas do Ibope de intenção de voto para governador nos 26 estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas entre 8 e 27 de setembro.

Em 5 estados, há empate técnico entre dois ou mais candidatos no primeiro lugar: Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. O cenário se repete no Distrito Federal.

Considerando disputas onde a vantagem do 1º para o 2º colocado é maior que a margem de erro, temos o seguinte cenário:

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Haddad não vê culpado pela rejeição no espelho

A taxa de rejeição atribuída a Fernando Haddad pelo Ibope deu um salto de 11 pontos percentuais. Agora, 38% do eleitorado declara que jamais votaria no petista. Por quê?, perguntou-se a Haddad. E ele: “Temos sofrido muito ataque do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, está favorecendo o fascismo. Alimentar o ódio é alimentar o fascismo. Quanto mais a gente alimentar o ódio, mais o fascismo vai crescer. Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia para o fascismo.”

Quer dizer: para Haddad, a culpa pelo crescimento do índice de aversão à sua candidatura é de Geraldo Alckmin. Nessa versão, os ataques do candidato tucano ao petismo aguçam o ódio que serve de nutriente para a candidatura de Jair Bolsonaro. Em português mais direto: em campanha, Haddad revela-se capaz de quase tudo, menos de pronunciar meia dúzia de palavras que se pareçam com uma autocrítica.

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Antimarqueteiro, Bolsonaro contrata empresa de marketing pensando em 2º turno

O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (2) que a chapa contratou uma empresa de marketing para produzir conteúdo televisivo para a campanha em um possível segundo turno. Bolsonaro costuma se posicionar criticamente e se orgulha de falar que faz sua campanha "sem marqueteiro".

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