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Haddad não vê culpado pela rejeição no espelho

A taxa de rejeição atribuída a Fernando Haddad pelo Ibope deu um salto de 11 pontos percentuais. Agora, 38% do eleitorado declara que jamais votaria no petista. Por quê?, perguntou-se a Haddad. E ele: “Temos sofrido muito ataque do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, está favorecendo o fascismo. Alimentar o ódio é alimentar o fascismo. Quanto mais a gente alimentar o ódio, mais o fascismo vai crescer. Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia para o fascismo.”

Quer dizer: para Haddad, a culpa pelo crescimento do índice de aversão à sua candidatura é de Geraldo Alckmin. Nessa versão, os ataques do candidato tucano ao petismo aguçam o ódio que serve de nutriente para a candidatura de Jair Bolsonaro. Em português mais direto: em campanha, Haddad revela-se capaz de quase tudo, menos de pronunciar meia dúzia de palavras que se pareçam com uma autocrítica.

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Ibope: veja os últimos resultados das pesquisas para o governo em todos os estados

G1 reuniu as mais recentes pesquisas do Ibope de intenção de voto para governador nos 26 estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas entre 8 e 27 de setembro.

Em 5 estados, há empate técnico entre dois ou mais candidatos no primeiro lugar: Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. O cenário se repete no Distrito Federal.

Considerando disputas onde a vantagem do 1º para o 2º colocado é maior que a margem de erro, temos o seguinte cenário:

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O que esta eleição vai decidir

*FERNÃO LARA MESQUITA, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 03h00

 

Na campanha do Bolsonaro todo mundo diz a besteira que quer na hora que quer: que eleição sem ele é golpe, que o bandido é que era o herói e por aí afora. Na do PT, não. Todo mundo só fala o que o chefe manda na hora que o chefe manda. Ele, sim, pode dizer a besteira que quiser na hora que quiser: que eleição sem ele é golpe, que os bandidos é que eram os heróis, que roubar para reelegê-lo não é crime e por aí afora.

Mas tem outra diferença que é fundamental. O Bolsonaro só dura quatro anos e o PT, como explicou quinta-feira ao El País o comandante José Dirceu, “vai tomar o poder, é só questão de tempo, o que é muito diferente de ganhar uma eleição”.

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Antimarqueteiro, Bolsonaro contrata empresa de marketing pensando em 2º turno

O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (2) que a chapa contratou uma empresa de marketing para produzir conteúdo televisivo para a campanha em um possível segundo turno. Bolsonaro costuma se posicionar criticamente e se orgulha de falar que faz sua campanha "sem marqueteiro".

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Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica

Após três semanas de estabilidade, Bolsonaro subiu no Ibope de 27% para impressionantes 31% das preferências do eleitorado. Abriu dez pontos de vantagem sobre o vice-líder Haddad, que parou momentaneamente de subir. O desempenho do capitão desafia o prestígio de Lula e, sobretudo a lógica.

Todos os presidenciáveis ajustam seus discursos e suas táticas. Bolsonaro não. Suas (poucas) ideias continuam inabaláveis. Sua pregação não se alterou um milímetro, mesmo depois da facada. Muitos já disseram que a agenda de Bolsonaro é fascista. Houve quem enxergasse nele até pendores hitlerianos. O líder deu de ombros. Manteve-se  fidel aos seus valores: o moralismo bisonho, o desprezo pelos signos democráticos, o ódio à imprensa, a segurança imposta manu militari

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