Atos contra Bolsonaro ocorrem no Centro do Rio e no Largo da Batata, em SP; Copacabana tem manifestação a favor
No Rio e em São Paulo, manifestantes foram às ruas para atos contrários à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) neste sábado (29). O movimento, chamado de #EleNão, foi convocado pelas redes sociais, com o apoio de artistas, durante o mês de setembro.
Em resposta ao movimento, entusiastas de Bolsonaro também se reuniram em atos pelo Brasil para demonstrar apoio ao presidenciável.
No Rio, manifestantes contrários ao candidato se reuniram na Cinelândia, no Centro, no início da tarde. Inicialmente, a concentração foi em frente ao Cine Odeon. Às 17h, parte dos manifestantes deixou a Cinelândia e seguiu em passeata por ruas do Centro do Rio. Ainda não há estimativa de público.
Os apoiadores de Bolsonaro se concentravam na Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio, na altura do Posto 5. A Polícia Militar acompanha a manifestação. O sentido Leme da via foi interditado às 15h no trecho.
A hora do compromisso - FOLHA DE SP
Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das urnas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo.
Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, no entanto.
Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.
Após entrevistas de Bolsonaro, PT recorre ao TSE para que emissoras deem espaço para Haddad
A coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/ PC do B/PROS) entrou neste sábado (29) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a TV Bandeirantes e a rádio Jovem PAN concedam espaço para uma entrevista com o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad.
Ao TSE, a coligação pede “igualdade de oportunidade” depois que os dois veículos de imprensa transmitiram nesta semana entrevistas com o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.
A vingança anunciada de Lula
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, negou pedido de seu antigo parceiro do Trio Ternura da Segunda Turma Ricardo Lewandowski, que requereu o agendamento da votação de duas ações que podem mudar a jurisprudência da autorização para prisão após condenação em segunda instância. Isso não quer dizer necessariamente que o ex-advogado de José Dirceu, do PT e da União no primeiro mandato de Lula tenha mudado de opinião sobre o tema. Ele continua firme ao lado de Lewandowski, MarcoAurélio Mello, Celso de Mello e Gilmar Mendes na defesa da volta ao status quo ante, que, numa interpretação duvidosa do artigo 5.º, inciso VII, da Constituição, subordinava o começo do cumprimento de pena ao chamado “trânsito em julgado”. Ou seja, que os quase infinitos recursos sejam julgados, o que leva a pena para as calendas.
Como Lula opera a campanha da cadeia 2
O esforço de Lula no sentido de solapar, da sala-cela em Curitiba, candidaturas adversárias de seu poste ousou beliscar o ninho tucano no Piauí. Lá, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, que apoiava oficialmente a candidatura do tucano Geraldo Alckmin, virou casaca depois de receber um bilhete de Lula levado pelo deputado José Guimarães. “Ciro Nogueira tem que trocar Alckmin por Haddad”, determinou Lula. A intervenção do petista fez com que Haddad subisse de 6% para 38% no Piauí e Alckmin estacionasse no Estado.

