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Análise: Pesquisa sugere formação de onda na reta final das eleições

Letícia Sander / O GLOBO

SÃO PAULO - Eleições geralmente ocorrem em ondas, e a pesquisaDatafolha divulgada na noite desta quinta-feira deixou claro que a surfada por Jair Bolsonaro só ganha força. Desde segunda-feira, quando foi registrada a ascensão de Bolsonaro depois de um período de fortes ataques, choveram adesões no campo do candidato do PSL.

A bancada ruralista, os evangélicos e até empresários entusiastas do partido Novo passaram a pedir voto abertamente para o capitão reformado. Candidatos a governador e a deputado também abandonaram as próprias legendas e correram para tentar pegar carona no líder das pesquisas.

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Análise: Bolsonaro vira ‘estrela’, Haddad dobra aposta no debate da TV Globo

Paulo Celso Pereira / O GLOBO

 

BRASÍLIA — De casa, Jair Bolsonaro foi a estrela do debate. Fosse uma eleição comum, menos radicalizada, o risco de o deputado do PSL ser afetado nas urnas diante de tantos ataques — muitos deles precisos — era real. Ao longo de mais de duas horas, foram constantes as críticas às propostas polêmicas dos aliados do capitão reformado, que sugeriram criação de imposto e fim do 13º salário, e a seu perfil autoritário.

É difícil, no entanto, acreditar que os ataques atingirão o eleitorado disposto a votar no líder das pesquisas. Todos os temas levantados contra Bolsonaro já foram repetidamente alardeados nas propagandas eleitorais no rádio e na TV, e o candidato só ampliou sua liderança. Para piorar, Bolsonaro pôde aproveitar o espaço grátis de quase meia hora para falar sozinho em outro programa televisivo.

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Agradeça a Lula - ASCÂNIO SELEME

É verdade que Lula teve uma mãozinha do seu velho inimigo, o hoje quase irrelevante PSDB

Não importa quem vá para o segundo turno. Não importa quem ganhe a eleição no fim do mês. O vitorioso terá de agradecer ao ex-presidente Lula pelo seu sucesso. Se Fernando Haddad se credenciar agora e levar o pleito do dia 28, o poste terá vencido graças à genialidade do seu criador e mentor. Se Bolsonaro ganhar, aproveitando a onda antipetista que varre o país, será graças à política insistente do “nós contra eles” de Luiz Inácio.

Esse discurso começou no já remoto mensalão. Primeiro, quando o furúnculo explodiu mostrando o carnegão do esquema de compra de partidos em troca de apoio político, Lula disse que não sabia de nada, que foi traído e mandou alguns dos seus velhos companheiros para a guilhotina, como Genoino, Gushiken, Dirceu, Delúbio e João Paulo. Depois, quando percebeu que podia ir mais longe, passou a negar a existência do esquema que resultou na condenação e prisão de 24 pessoas, seis delas do PT.

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Agradeça a Lula

Não importa quem vá para o segundo turno. Não importa quem ganhe a eleição no fim do mês. O vitorioso terá de agradecer ao ex-presidente Lula pelo seu sucesso. Se Fernando Haddad se credenciar agora e levar o pleito do dia 28, o poste terá vencido graças à genialidade do seu criador e mentor. Se Bolsonaro ganhar, aproveitando a onda antipetista que varre o país, será graças à política insistente do “nós contra eles” de Luiz Inácio.

 

Esse discurso começou no já remoto mensalão. Primeiro, quando o furúnculo explodiu mostrando o carnegão do esquema de compra de partidos em troca de apoio político, Lula disse que não sabia de nada, que foi traído e mandou alguns dos seus velhos companheiros para a guilhotina, como Genoino, Gushiken, Dirceu, Delúbio e João Paulo. Depois, quando percebeu que podia ir mais longe, passou a negar a existência do esquema que resultou na condenação e prisão de 24 pessoas, seis delas do PT.

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Bolsonaro vem aí com série de vídeos #PTNão

A campanha do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, preparou uma série de vídeos com a hashtag #PTNão para propagar entre voluntários que atuam nas redes. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

Em alguns filmes, atores e personalidades fazem discursos críticos ao partido de Haddad. Há ainda peças com notícias desfavoráveis à sigla. Uma delas já explora a delação do ex-ministro Antonio Palocci.

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