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Pesquisas acertam ou erram mais? Confira balanço das últimas eleições

Na última semana de campanha, cresce a expectativa e a polêmica em torno das pesquisas eleitorais. Sempre há desconfianças a respeito de erros e mesmo manipulações de resultados. Mas, o que indica o histórico? As pesquisas são confiáveis?
O POVO Online fez levantamento baseado em todas as eleições presidenciais deste século, com os números dos dois principais institutos do Brasil: DatafolhaIbope. Em todos os casos, os dois institutos acertaram a colocação dos candidatos - quem foi primeiro, segundo colocado, quem foi para o segundo turno e quem venceu. Porém, em várias situações, os resultados estiveram fora da margem de erro das pesquisas. Foram considerados os números divulgados nas vésperas das eleições.

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Decisão médica vira álibi para fuga de Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem do seu lado um artigo insuperável como prevenção aos desastres em debates presidenciais: seus médicos. Ao proibir o capitão de comparecer ao debate da TV Globo, nesta quinta-feira, a equipe do hospital Albert Einstein prestou dois inestimáveis favores ao paciente. A pretexto de zelar pela integridade física, os doutores protegeram a saúde política do candidato.

A ordem médica impôs aos rivais de Bolsonaro uma concorrência desleal. A liderança em todas as pesquisas transformará o ausente em protagonista do programa. Arrisca-se a ficar mal com a audiência quem atacar um adversário que se recupera de duas cirurgias graves. Poupado do contraditório, Bolsonaro evita uma nova exposição dos seus pés de barro.

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Haddad viaja em mesmo jato que Odebrecht bancou para Lula

Juliana Braga / O ESTADÃO

03 Outubro 2018 | 07h00

 

 

O jato usado pelo candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, para visitar Lula na prisão em Curitiba na última segunda-feira, 1, já serviu ao ex-presidente em outras ocasiões. A Polícia Federal identificou deslocamentos de Lula na aeronave entre 2011 e 2015 bancados pela Odebrecht.

O Gulfstream G200 PR-WTR foi comprado no fim do ano passado pela empresa Icon P Táxi Aéreo, que hoje o aluga para a campanha do petista. No total, Haddad já utilizou R$ 471 mil de seu fundo eleitoral com várias empresas de táxi aéreo. Somente para a Icon P foram pagos R$ 45 mil. Procurada, a campanha disse: “Sem comentários”.

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Profecia autorrealizável?

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 03h00

 

Uma profecia autorrealizável é um prognóstico que, ao ser tomado como crença por quem o repete, acaba por provocar sua realização. O crescimento de Jair Bolsonaro a despeito de muitas circunstâncias adversas foi construído de maneira engenhosa por seus apoiadores muito com base nesse mecanismo simples, mas que foi usado com brilhantismo.

Começou com a construção da mitologia em torno de um deputado saído diretamente do folclore do baixo clero politicamente incorreto, ganhou alicerces nas redes sociais antes mesmo de ter um partido, tão fundados que prescindiram da antes poderosa propaganda em rede nacional de TV, e mostrou ser uma máquina muito bem azeitada, na verdade, depois do atentado a Bolsonaro.

Ali a estrutura que muitos – incluídos aí nós, jornalistas – julgavam mambembe se mostrou sofisticada no que tinha de organicidade, mas também de cálculo político.

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Munição de Bolsonaro no 2º turno virá de Lula

Embalado pelo crescimento no Datafolha e no Ibope, Jair Bolsonaro já prepara o roteiro para a fase final da eleição. Refere-se ao segundo turno no condicional. “Se houver…” , ele passou a dizer. Celebra o fato de que cada candidato terá o mesmo tempo no horário eleitoral. Um dos aliados do capitão disse ao blog que parte do roteiro a ser levado ao ar por Bolsonaro na TV e no rádio foi escrito por Lula. “Usaremos munição fornecida pelo inimigo”, ironizou.

Enquanto Fernando Haddad classifica seu padrinho como “perseguido político”, Bolsonaro recordará que o mensalão e o petrolão nasceram na administração de Lula. Como contraponto ao slogan do PT, que promete um “Brasil feliz de novo”, Bolsonaro jogará no colo de Haddad algo que o PT mantém no armário: a ruína econômica de Dilma Rousseff, a “gerentona” de Lula.

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