Bolsonaro chega a 59% dos votos válidos em pesquisa BTG Pactual
Jair Bolsonaro (PSL) tem 59% das intenções de votos válidos para presidente da República e Fernando Haddad (PT) tem 41%, afirma a mais recente pesquisa BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (15). O dado se refere ao cenário estimulado.
Considerando a totalidade dos dados, ou seja, registrando os votos brancos, nulos e o número de indecisos, o ex-capitão do Exército ainda assim tem o apoio de mais da metade do eleitorado: 51%. Fernando Haddad (PT), aparece com 35% das intenções. Brancos e nulos são 5%. Já os que disseram que não votariam em ninguém somam 6%. Não sabem ou não responderam 3%.
De todos os perfis avaliados, o candidato petista só venceria em três: os eleitores do Nordeste, os que ganham até 1 salário mínimo e os jovens com idade entre 16 e 24 anos.
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Era o que faltava: a sucessão virou guerra santa
Nesta sexta-feira (12), dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a sucessão presidencial ganhou ares de guerra santa. Preocupado com a devoção de evangélicos pentecostais a Jair Bolsonaro, Fernando Haddad achegou-se aos católicos. Após participar de uma missa na periferia de São Paulo, Haddad relatou episódio que diz ter ocorrido na véspera, quando participou em Brasília de evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
''Um ativista do Bolsonaro começou a ofender a Igreja Católica”, afirmou Haddad. “Nós nos retiramos da CNBB, onde a entrevista ia ser concedida. E ele começou a ofender a igreja chamando de 'igreja comunista', de 'igreja gay', coisas completamente sem sentido…''
A resposta de Bolsonaro veio por meio das redes sociais: “O PT agora tenta jogar católicos e evangélicos uns contra os outros. Essa divisão ofende várias famílias que, assim como a minha, são formadas por diferentes vertentes. Não conseguirão! Estamos todos unidos contra a inversão de valores que impera há anos e que destrói nosso país!”
Num país laico, envolver igrejas em campanhas políticas em é algo tão apropriado quanto convidar orquestras sinfônicas para festivais de rock. Deus, como se sabe, está em toda parte. Mas de maneira geral o Tinhoso é quem controla a sucessão presidencial de 2018. JOSIAS DE SOUZA
Haddad não vai à cadeia, mas envia um preposto
Beneficiado por um habeas-Lula, Fernando Haddad absteve-se de bater ponto na cela especial de Curitiba nesta segunda-feira. Entretanto, num sinal de reverência, enviou um preposto: o tesoureiro do PT, Emidio de Souza. Melhorou a cenografia, pois o candidato saiu da cadeia. Mas não alterou o enredo, pois a cadeia não saiu da candidatura. Emidio é, hoje, o petista mais ligado a Haddad no comitê eleitoral.
Está entendido que as visitas semanais de Fernando Haddad à carceragem da Polícia Federal visavam acelerar a transferência de eleitores de Lula, empurrando o candidato para o segundo turno. Mas ficou entendido que os encontros também grudaram na imagem de Haddad a brutal taxa de rejeição do seu padrinho, potencializando o discurso anti-PT do rival.
Jair Bolsonaro está com um pé no Planalto. Quando colocar os dois, o alto comando do PT talvez inclua o beija-mão carcerário no rol dos erros cometidos durante a campanha. A derrota de Dilma Rousseff na disputa por uma cadeia no Senado por Minas Gerais estilhaçou o discurso de que apresentava o impeachment como golpe. O provável insucesso de Haddad aniquilará a retórica segundo a qual Lula é preso político. JOSIAS DE SOUZA
Lula era a fortaleza, mas também a fraqueza do PT; a transferência de votos se deu, mas…
Publicada: 15/10/2018 - 6:58

Lula era a fortaleza do PT — e a aposta se mostrou correta. Mas também era, e seus índices de rejeição já o indicavam — a sua fraqueza. Quando o TSE declarou a sua inelegibilidade, ainda vencia todas as simulações de segundo turno, mas quase metade do eleitorado dizia não votar em alguém que ele indicasse. Outra quase metade afirmava que o faria ou poderia fazê-lo. A transferência de votos se deu de modo, vamos convir, espetacular. Em três semanas, Fernando Haddad saiu do quase nada para disputar o segundo turno e obteria, ainda que derrotado por Bolsonaro segundo as simulações feitas até agora, mais de 40% dos votos válidos. Se, no entanto, o viés não mudar, esses votos não serão suficientes para vencer o candidato do PSL. A vitória inicialmente buscada, qualquer que fosse o adversário, está assegurada. A questão agora é o que vai acontecer com o país.
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