Impeachment parece descer sobre Brasília, mas as aparências enganam
Demétrio Magnoli
Sociólogo, autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”. É doutor em geografia humana pela USP. / o globo
Nuvens de chumbo. As taxas de aprovação de Bolsonaro desabaram para 25%, enquanto a alta finança e o agronegócio finalmente abandonam o presidente. O cerco se fecha no Congresso, com a CPI da Covid, e nas ruas, com manifestações em plena pandemia. A sombra do impeachment parece descer sobre Brasília. Aqui, porém, vale o mais clássico dos chavões: as aparências enganam.
Impeachment exige, além de crimes de responsabilidade, que não faltam, um alto nível de consenso político e social. Consenso político: a ruptura de uma expressiva maioria parlamentar com o Planalto. Consenso social: o rechaço majoritário à figura do presidente, expresso não só em sondagens de opinião mas em massivas mobilizações populares. As duas precondições estão ausentes do cenário.
Na sua primeira etapa, a CPI da Covid documentou a extensa coleção de crimes do governo federal contra a saúde pública. Normalmente, CPIs têm a missão de desvendar mistérios. No caso da CPI em curso, não havia mistério: à luz do dia, o governo federal deixara a nação à mercê da pandemia, agravando desastrosamente a crise sanitária. A tarefa dos senadores circunscrevia-se à coleta de provas dos crimes cometidos pelo presidente e por seu círculo próximo.
A missão foi cumprida --mas, no lugar de um relatório devastador, base política e jurídica para o impedimento presidencial, a CPI desviou-se para um labirinto de investigações sobre obscuros esquemas de corrupção na aquisição de vacinas. O novo foco a converte em ferramenta de uma estratégia eleitoral. Renan Calheiros desempenhou papel crucial na reorientação, o que nada tem de casual.
A corrupção é a nota musical perene da vida política nacional desde a redemocratização. Hoje, a troca do foco do crime maior, contra a saúde pública, pelo menor, as artimanhas corruptas que cercam o contrato da Covaxin, atende aos interesses da campanha lulista. Até 2003, o PT exibia-se como o partido dos diferentes: uma ilha de santidade em meio ao oceano da depravação. Depois dos traumas do mensalão e do petrolão, inverteu seu discurso, passando a apresentar-se como o partido dos iguais: não somos nem mais nem menos corruptos que os outros.
Sob essa ótica, a CPI está destinada a marcar a testa de Bolsonaro com o sinete da corrupção. Seu relatório final, adiado para as calendas, não servirá para gerar a ruptura entre o Congresso e o Planalto, mas para sustentar um álibi eleitoral.
As ruas também não são o que parecem. Sob a direção de partidos e movimentos que orbitam ao redor do lulismo, as manifestações antibolsonaristas são esculpidas de forma a evitar a unidade. É por esse motivo que, ao lado da bandeira do impeachment, os organizadores erguem estandartes contra a "política neoliberal" e as privatizações.
Vivian Mendes, da coalizão Povo na Rua, explicita a rejeição à tática de frente única: "Nós trabalhamos para que as forças de direita não tenham voz nas ruas. A rua é de todos, mas vamos nos esforçar para que elas não tenham fala ou protagonismo". Tradução: os protestos de rua devem preparar a campanha eleitoral, cristalizando a polarização entre Bolsonaro e Lula.
A operação de mobilização limitada funciona. As manifestações são suficientemente amplas para produzir impacto político, mas permanecem restritas o suficiente para não precipitar um desenlace indesejado. O que se pretende não é impedir o presidente, mas sitiá-lo na sua casamata de Brasília até o dia do voto.
O interesse nacional é remover um presidente catastrófico, que rendeu a nação ao coronavírus e, ameaçando a democracia, planeja contestar sua inevitável derrocada eleitoral. O interesse da esquerda lulista, por outro lado, é prolongar a tragédia para retornar ao governo no turno inicial das eleições. A falência do chamado "centro" político assegura o triunfo do segundo sobre o primeiro.
Um dia após ameaça de Bolsonaro contra eleições, Arthur Lira critica 'oportunismo'
10 de julho de 2021 | 11h27
Atualizado 10 de julho de 2021 | 12h08
BRASÍLIA – Um dia após declarações do presidente da República Jair Bolsonaro suscitar nova ameaça à democracia e desencadear fortes reações no Congresso e Judiciário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo, fez declarações sobre a força das instituições, oportunismo e responsabilidade dos membros de poderes nas redes sociais. Sobre as eleições de 2022, o deputado afirmou ainda que o eleitor é quem dará o veredito. Além de Lira, um grupo de oito dirigentes partidários divulgou uma nota em defesa da democracia e dizem que nenhuma forma de ameaça a ela "pode ou deve ser tolerada".
“Nossas instituições são fortalezas que não se abalarão com declarações públicas e OPORTUNISMO. Enfrentamos o pior desafio da história com milhares de mortes, milhões de desempregados e muito trabalho a ser feito. Em uma hora tão dura como a que vivemos hoje, saibamos todos que o Brasil sempre será maior do que qualquer disputa política. Tenhamos todos, como membros dos poderes republicanos, responsabilidade e serenidade para não causar mais dor e sofrimento aos brasileiros”, escreveu Lira no Twitter, neste sábado, 10.
O tom das declarações de Lira é mais ameno do que o repúdio demonstrado pelos seus demais colegas às falas do chefe do Executivo, depois que, na sexta-feira, 9, Bolsonaro subiu o tom e chamou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de “imbecil” e “idiota”. Integrantes da cúpula dos Poderes fizeram questão de condenar publicamente a atitude, considerada golpista, e só aventada por quem é “inimigo da Nação”.
Alvo dos xingamentos, Barroso divulgou uma nota na qual destaca que a tentativa de impedir as eleições configura “crime de responsabilidade”, primeiro passo para a abertura de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo. Ao Estadão, o presidente do TSE afirmou que pode assegurar a disputa de 2022. “Eu não paro para bater boca. Cumpro o meu papel pelo bem do Brasil. Mas eleição vai haver, eu garanto”, afirmou Barroso, que também integra o Supremo Tribunal Federal (STF).
Eleito presidente do Senado com o aval do Palácio do Planalto, assim como Lira, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) se distanciou afirmou que não aceitará retrocessos ao estado democrático de direito. Foi também uma resposta às últimas manifestações das Forças Armadas.“Todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado democrático de direito, esteja certo, será apontado pelo povo brasileiro e pela história como inimigo da Nação”, afirmou Pacheco. “As eleições são inegociáveis”, afirmou Pacheco.
As declarações de Bolsonaro na sexta-feira vieram na esteira da iminência da mudança constitucional para a adoção do voto impresso ser derrotada na Câmara. Ainda no Twitter, Lira falou sobre o papel da Casa presidida por ele ser um espaço para diálogo.
“A Câmara avançará nas reformas, continuará a ser o poder mais democrático e plural do país e não se deixará levar por uma disputa que aprofunda ainda mais a nossa crise. A Câmara será sempre a voz de um povo livre e democrata e sempre estará pronta para ajudar o Brasil a continuar a crescer e se encontrar com seu destino de país desenvolvido e socialmente justo”, disse.
O presidente da Câmara também citou as eleições. “Deixemos que o eleitor tenha emprego e vacina, que deixe o seu veredito em outubro de 2022 quando encontrará com a urna; essa sim, a grande e única juíza de qualquer disputa política. O nosso compromisso é e continuará sendo trabalhar pelo crescimento e a estabilidade do país”, escreveu.
Dirigentes partidários
Presidentes de oito partidos da chamada terceira via também divulgaram uma nota em defesa da democracia e do direito do voto após as declarações do presidente Bolsonaro. Na nota, os dirigentes, incluído o do ex-partido de Bolsonaro, o PSL, ameaçam fazer oposição ao governo.
“Quem se colocar contra esse direito (eleições) de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firme oposição”, dizem os presidentes de partidos ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Eduardo Ribeiro (Novo), José Luiz Penna (PV), Luciano Bivar (PSL), Paulinho da Força (Solidariedade) e Roberto Freire (Cidadania).
Na nota, os presidentes de partidos falam também sobre a democracia. “A Democracia é uma das mais importantes conquistas do povo brasileiro, uma conquista inegociável. Nenhuma forma de ameaça à Democracia pode ou deve ser tolerada. E não será. Nas últimas três décadas, assistimos a muitos embates políticos, tivemos a sempre salutar alternância de Poder, soubemos conviver com as diferenças e exercer com civilidade e responsabilidade o sagrado direito do voto”, escrevem.
Seis desses mesmos dirigentes compõem o grupo de 11 signatários de uma carta contra a adoção do voto impresso, proposta em discussão na Câmara. Na nota deste sábado, 10, eles reafirmaram a confiança no sistema atual de votação.
“Temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro, que é moderno, célere, seguro e auditável. São as eleições que garantem a cada cidadão brasileiro o direito de escolher livremente seus representantes e gestores. Sempre vamos defender de forma intransigente esse direito, materializado no voto.”
Assinam o documento:
- ACM Neto (Democratas);
- Baleia Rossi (MDB);
- Bruno Araújo (PSDB);
- Eduardo Ribeiro (Novo);
- José Luiz Penna (PV);
- Luciano Bivar (PSL);
- Paulinho da Força (Solidariedade);
- e Roberto Freire (Cidadania).
Leia abaixo a íntegra da nota.
"A Democracia é uma das mais importantes conquistas do povo brasileiro, uma conquista inegociável.
Nenhuma forma de ameaça à Democracia pode ou deve ser tolerada. E não será.
Nas últimas três décadas, assistimos a muitos embates políticos, tivemos a sempre salutar alternância de Poder, soubemos conviver com as diferenças e exercer com civilidade e responsabilidade o sagrado direito do voto.
Temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro, que é moderno, célere, seguro e auditável.
São as eleições que garantem a cada cidadão brasileiro o direito de escolher livremente seus representantes e gestores.
Sempre vamos defender de forma intransigente esse direito, materializado no voto.
Quem se colocar contra esse direito de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firme oposição."
Datafolha: Reprovação a Bolsonaro sobe a 51%, novo recorde do presidente
A reprovação a Jair Bolsonaro (sem partido) subiu e atingiu 51%, o maior índice nos 13 levantamentos feitos pelo Datafolha desde que o presidente assumiu o governo, em 2019.
A pesquisa foi feita presencialmente nos dias 7 e 8 de julho com 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
O Datafolha: Reprovação a Bolsonaro sobe a 51%, novo recorde do presidente
A reprovação a Jair Bolsonaro (sem partido) subiu e atingiu 51%, o maior índice nos 13 levantamentos feitos pelo Datafolha desde que o presidente assumiu o governo, em 2019.
A pesquisa foi feita presencialmente nos dias 7 e 8 de julho com 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
Na rodada anterior, realizada em 11 e 12 de maio, Bolsonaro tinha seu governo avaliado como ruim e péssimo por 45% dos ouvidos.
O crescimento ocorreu sobre segmentos que viam o presidente como regular, em um período marcado fortemente por denúncias de corrupção no Ministério da Saúde na pandemia, a atuação da CPI da Covid e os três primeiros dias nacionais de protestos contra Bolsonaro.
Já a avaliação positiva do presidente, que havia atingido seu pior nível com 24% em março, seguiu estável. Nesse sentido, o derretimento agudo da popularidade do mandatário estancou nesse levantamento, o que não deixa de ser uma boa notícia para o Planalto em meio ao festival de intempéries.
Os que o consideram regular caíram de 30% para 24%, comparando com o levantamento de maio.
Bolsonaro segue sendo o presidente com a segunda pior avaliação a esta altura de um primeiro mandato para o qual foi eleito desde a volta dos pleitos diretos para presidente, em 1989.
Só perde para Fernando Collor, que em meados de 1992 já enfrentava a tempestade do impeachment que o levou à renúncia no fim daquele ano. O hoje senador tinha 68% de ruim/péssimo, 21% de regular e apenas 9% de ótimo/bom.
Outros presidentes tiveram avaliações piores, como José Sarney e Michel Temer, mas eles não se encaixam no critério de comparação por não terem sido eleitos de forma direta como cabeça de chapa a um primeiro mandato.
O mau desempenho do presidente, em que pese a estabilidade de seu piso em comparação a maio, vem numa constante desde a pesquisa de dezembro de 2020, quando seu ótimo/bom havia chegado ao recordista 37%.
De lá para cá, foi ladeira abaixo. O agravamento da crise política desde que uma testemunha citou que o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, comandava um esquema de corrupção com conhecimento do presidente, tem tido efeitos imediatos no humor palaciano —foi aberto inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar se Bolsonaro prevaricou.
A turbulência teve novos capítulos, como a afirmação feita à Folha que um funcionário da Saúde quis cobrar propina numa nebulosa transação com imunizantes inexistentes.
Ela chegou novamente às Forças Armadas, criticadas na CPI pelo envolvimento de membros da reserva da corporação nas denúncias de irregularidades. O presidente, por sua vez, refez ameaças à ordem democrática.
Temperando o caldo, houve o superpedido de impeachment de Bolsonaro, tentando juntar todas as acusações contra o presidente, apesar da resistência do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de analisá-lo.
A erosão na popularidade presidencial é homogênea entre os diversos grupos socioeconômicos, com exceção de um recuo na reprovação entre mais ricos (seis pontos entre quem ganha de 5 a 10 salários mínimos e cinco, entre os que ganham mais de 10 salários).
É no grupo econômico mais populoso da amostra, dos que ganham até 2 salários, que a situação foi pior para o presidente. Entre eles, que compõem 57% da população, Bolsonaro viu sua reprovação acelerar de 45% para 54%.
Acompanhando a toada vieram aqueles que moram no Nordeste, região mais carente que concentra 26% da população, que passaram de 51% para 60% na avaliação ruim ou péssima.
Bolsonaro segue sendo avaliado negativamente por mulheres (56%), jovens de 16 a 24 anos (56%), pessoas com ensino superior (58%) e os mais ricos (58%), apesar do recuo indicado.
Já seu desempenho é visto como mais positivo por quem tem mais de 60 anos (32% de ótimo ou bom), mais ricos (32%) e entre quem ganha entre 5 e 10 mínimos (34%).
Regionalmente, sua melhor avaliação segue nos bastiões que o acompanham, com variações, desde a campanha eleitoral de 2018. No Norte/Centro-Oeste (15% da amostra), Bolsonaro é visto com um presidente ótimo ou bom por 34%. No Sul (15% da amostra), por 30%.
Na mão inversa, seu pior desempenho é no Nordeste (60%), região na qual ele havia logrado uma melhora expressiva de avaliação no ano passado com a primeira fornada do auxílio emergencial para os afetados pela pandemia.
Aparentemente, a nova e mais magra versão da ajuda deste ano, renovada pelo governo nesta semana, não surtiu efeito.
Empresários seguem sendo o único grupo (de apenas 2% da amostra) em que Bolsonaro goza de apoio maior do que reprovação: 49% o consideram ótimo ou bom.
O presidente mantém seu apoio com melhores índices entre os evangélicos, segmento ao qual é fortemente associados: nesta semana, ele anunciou que irá indicar o "terrivelmente evangélico" advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal, por exemplo.
Sua reprovação cai para 34% entre eles, e a aprovação sobe a 37%. Evangélicos somam 24% da amostra do Datafolha.
O instituto buscou saber a opinião de pessoas por sua orientação sexual. Como Bolsonaro é historicamente conhecido por suas declarações homofóbicas, é pouca surpresa que seja reprovado por 72% dos homossexuais e bissexuais (8% da amostra, dividida igualmente entre os dois grupos).
Quando o quesito é racial, Bolsonaro atinge sua maior reprovação entre pretos (57%), com certa homogeneidade entre os demais grupos (brancos, pardos e amarelos).
Rejeição a Bolsonaro alcança metade da população, de acordo com pesquisa XP/Ipespe
08 de julho de 2021 | 15h27
A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro manteve a tendência de alta em relação às pesquisas anteriores, de acordo com o levantamento mais recente da XP/Ipespe. A avaliação negativa do governo é a pior desde a posse; vem aumentando nas últimas 11 rodadas e atingiu 52% dos entrevistados que apontam a administração como ruim ou péssima. Em outubro, eram 31%. Os que consideram o governo bom ou ótimo caíram de 39% a 25%.
De acordo com a XP/Ipespe, foram realizadas 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, nos dias 5, 6 e 7 de julho. O instituto afirma que a margem de erro do levantamento é de 3,2 pontos percentuais, mas não informou qual o índice de confiança correspondente à margem. Sobre um pedido de impeachment do presidente, os favoráveis subiram de 46% a 49% da população. Os contrários eram 47% e hoje são 45%. Em relação ao cenário eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem crescendo em relação aos demais potenciais oponentes. Faltando quinze meses até as eleições presidenciais, Lula atingiu 38% das intenções de voto, contra 26% de Bolsonaro.
A pesquisa XP/Ipespe salientou que a piora na imagem do governo está em descompasso com outros indicadores, como a melhora na percepção sobre o caminho da economia – oscilou de 29% para 30% a avaliação de que ela está no caminho – e diminuição do medo em relação à pandemia (os que dizem temer a pandemia caíram de 45% para 38%).
Em relação às suspeitas de desvios sobre a compra de vacinas, 81% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento, 63% creem que as denúncias devem ser verdadeiras, 41% acreditam que há participação de membros do governo e 15% avaliam que Bolsonaro é um dos envolvidos. A percepção de que o noticiário é negativo para Bolsonaro também seguiu crescendo e atingiu 60%.
Eleições 2022
Seguindo Lula, que tem 38% das intenções de voto, e Bolsonaro, que tem 26%, aparecem o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (10%), o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (9%), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (3%), o governador de São Paulo, João Doria (2%), e o líder do MTST, Guilherme Boulos (2%).
Em outro cenário, com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato tucano no lugar de Doria, ele atinge 4%. Nesse mesmo cenário, Moro é substituído pelo apresentador José Luiz Datena, que também pontua 4%. A liderança permanece com Lula, que fica com 35%, ante 27% do atual presidente. Em simulações de segundo turno, Lula também amplia vantagem sobre Bolsonaro e atinge 49%, contra 35%.



