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Lula é erro grotesco que não pode se repetir

Ricardo Kertzman / ISTOÉ

 

Lula costuma dizer que é um retirante miserável, que passou fome e privações de toda sorte durante a infância no Nordeste, que é filho de mãe que ‘nasceu analfabeta’ (como se alguém nascesse diferente) etc.

Como não há prova em contrário – e diante do flagelo que acomete, sei lá, 80% a 90% dos nordestinos, infelizmente, a história contada pelo petista, como forma de vitimismo eleitoreiro -, é justo que acreditemos nele.

O que Lula não conta é que, muito jovem ainda, escolheu: não estudar; não trabalhar; se tornar agitador social; viver da política; perseguir poder e riqueza a qualquer custo; se transformar em um populista manipulador.

O pai do Ronaldinho dos Negócios – e a história me socorre irrefutavelmente -, jamais se preocupou com o País e o povo. Ao contrário. Pautou sua vida política pela destruição dos adversários, oposição irresponsável e cisão social.

Ao longo de décadas se aproximou e se associou ao que há de pior no mundo (terroristas e ditadores sanguinários), recebendo dinheiro e financiando horrores inimagináveis a quem, como nós, bem ou mal, vivemos em uma democracia.

Fez oposição sistemática e boicotou o Plano Real; as políticas assistencialistas e a lei de responsabilidade fiscal, de FHC; e reformas na educação, trabalho e saúde promovidas por todos os governos não petistas.

Uma vez no poder, cuspiu na cara de aliados históricos e correu para o colo do centrão, e de banqueiros oportunistas e empreiteiros corruptos, e liderou o maior esquema de corrupção que se tem notícia no ocidente democrático.

Graças à políticas desastradas e à cleptocracia sem freios, sobretudo após a hecatombe Dilma Rousseff, a sociedade cansou e decidiu mudar o rumo. Infelizmente, a alternativa ao lulopetismo se mostrou um desastre ainda maior.

Sim. Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, sempre foi isso: o anti-PT. Ou seja, essa desgraça em forma de gente só é o presidente da República por causa de Lula da Silva. Foi eleito pelo ódio coletivo, jamais por seus méritos.

Agora, após o salvo-conduto concedido vergonhosamente pelos compadres do STF, o líder do mensalão e petrolão encontra-se próximo a assumir novamente o País, leia-se, causar ainda mais mal do que já causou.

Sua eleição representará a vitória definitiva da impunidade e do tal ‘sistema’, onde bandidos da pior espécie ocupam os espaços do Poder e atuam em causa própria e de seus, contando com a ignorância política do eleitorado.

Lula sempre fez mal ao Brasil. Ao que tudo indica, seu saco de maldades está cheio. Hoje, é o favorito para nos castigar mais um pouco. Só eu e vocês, leitores amigos, através do voto, podemos mudar a direção dessa tragédia que se avizinha.

União Brasil busca um candidato, Moro muda alvo, linguagem e estratégia

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2022 | 03h00

Praticamente todos os partidos, grandes, médios e até pequenos, têm candidatos à Presidência em outubro, seja para valer, seja para esquentar a cadeira até o baile de fato começar. Já o União Brasil, fusão de DEM e PSL, não lançou nenhum nome e passa a ser um “partidão” disputado na eleição. Mas nada a ver com o velho partidão, hein!

Com 81 deputados, os 52 do PSL e os 29 do DEM, o União Brasil tem a maior bancada da Câmara e R$ 1 bilhão de fundo eleitoral e partidário. Um dote e tanto para uma noiva indecisa que, neste momento, parece mirar Sérgio Moro, do Podemos.

Em terceiro lugar nas pesquisas, mas sem atingir dois dígitos, Moro é por enquanto candidato a ser a terceira via numa eleição polarizada entre o favorito Lula, do PT, e Jair Bolsonaro, do PL, que tem a vantagem de disputar a reeleição. E Moro fez uma guinada e tanto na campanha, no discurso e no alvo.

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Em terceiro lugar nas pesquisas, mas sem atingir dois dígitos, Sérgio Moro é por enquanto candidato a ser a terceira via numa eleição polarizada entre o favorito Lula e Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A previsão era de que ele mirasse Bolsonaro, para colher o eleitorado conservador desiludido com o presidente, enquanto fechava uma espécie de pacto com João Doria, do PSDB, e Luiz Henrique Mandetta, do então DEM: o mais bem colocado nas pesquisas e com mais capacidade de chegar ao 2.º turno levaria o apoio dos outros.

A realidade, no entanto, é mais forte do que avaliações e estratégias. E a realidade foi mostrando a consolidação de Lula na dianteira e a insistência de Bolsonaro em dar tiro no pé sozinho e em afugentar o eleitorado que é conservador, mas não brucutu, negacionista ou absurdo. Logo, Moro trocou de alvo e de linguagem.

Quando Lula o chamou de “canalha”, Moro devolveu: “Canalha é quem roubou o povo brasileiro”. E engrenou: “Deveria estar preso”. Poderia ser só um rompante, mas é pragmatismo. Moro vê que sua chance é bater de frente com Lula e tirar de Bolsonaro a condição de grande adversário do petista no 2.º turno. Além dos bolsonaristas arrependidos, quer atrair os antipetistas de todas as cores.

As crescentes divisões do bolsonarismo contribuem para a estratégia: Abraham Weintraub e Ernesto Araujo atacando o Centrão, Eduardo Bolsonaro e Fábio Faria tomando as dores, Damares Alves disputando vaga ao Senado com Janaina Paschoal. E esses rachas se refletem no próprio União Brasil.

De outro lado, uma aliança de Lula com Geraldo Alckmin atrapalha Moro, assim como a determinação de Doria. Alckmin é o ímã de Lula para atrair o centro e a direita equilibrada e Doria quer ser o candidato desse centro e dessa direita. Quanto mais todos racham, mais Lula trabalha pela união e o União Brasil exercita a paciência, para escolher o noivo certo, na hora certa.

*COMENTARISTA DA RÁDIO ELDORADO, DA RÁDIO JORNAL (PE) E DO TELEJORNAL GLOBONEWS EM PAUTA

 

EXAME/IDEIA: Lula tem 41% no 1º turno, contra 24% de Bolsonaro

Por Fabiane Stefano / EXAME

 

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberia 41% dos votos no primeiro turno, seguido pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PL), com 24%, e pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 11%. Já o ex-governador Ciro Gomes (PDT) teria 7% dos votos e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), receberia 4%.

 

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 9 e 13 de janeiro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-03460/2022.

Ciro adota discurso de rebelde com causa e Lula tenta atrair Marina

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2022 | 17h02

Caro leitor,

Com dificuldade para decolar na campanha, o ex-ministro Ciro Gomes lançará sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PDT, nesta sexta-feira, 21, disposto a  transformar o que é visto como defeito em qualidade. O estilo explosivo virou “rebeldia”, palavra que dará a tônica do ato político. O discurso de Ciro marcará a nova etapa desta temporada, definida nos bastidores como a da rebeldia com causa.

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Arte da nova campanha de Ciro Gomes; há um movimento dentro do PDT para que o ex-ministro desista da candidatura à Presidência. Foto: Divulgação

No pronunciamento, o ex-ministro dirá que é necessário ser rebelde para enfrentar o desgoverno de Jair Bolsonaro, lutar contra quem não aceita a ciência e para mudar o quadro de polarização entre o atual inquilino do Palácio do Planalto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Criado pelo publicitário João Santana, o slogan “A rebeldia da esperança” já vem sendo criticado no mercado da política por lembrar o livro A audácia da esperança, do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama.  A estratégia que apresenta Ciro como um candidato inconformado com o sistema foi construída com base em pesquisas qualitativas, que a nove meses da eleição captaram sentimentos de desencanto e falta de alternativas, principalmente entre os jovens.

A ideia é atrair esse público para a campanha de Ciro, hoje “espremida” no pelotão da terceira via. Em sua quarta tentativa de chegar ao Planalto, o homem que já foi ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, prefeito de Fortaleza, governador e secretário de Saúde do Ceará, além de deputado federal e estadual, quer se mostrar como  opção a “tudo o que está aí”. Assim, ao mesmo tempo em que procura se aproximar cada vez mais do centro no espectro político, Ciro joga iscas na direção da esquerda não-lulista.

O problema é que no próprio PDT há um movimento para que o ex-ministro desista. Integrantes da bancada federal pedem que o partido não tenha candidato próprio e use o dinheiro do fundo eleitoral para investir no aumento das cadeiras na Câmara. Não é só: deputados estabeleceram prazo até março para Ciro sair das cordas. Caso contrário, ameaçam abandoná-lo. Alguns até dizem que deixarão o PDT, aproveitando a “janela partidária” daquele mês, quando podem trocar de sigla sem perder o mandato.

Marina Silva e uma parte da Rede, por sua vez, querem apoiar Ciro, mas também observam os próximos capítulos da rebeldia para decidir seus passos.  Como se sabe, Marina não pode nem ver João Santana, que hoje é marqueteiro de Ciro, mas produziu os ataques mais virulentos contra ela quando assinou a campanha de Dilma Rousseff ao segundo mandato, em 2014.

Enquanto isso, Lula tenta reconquistar Marina, que foi ministra do Meio Ambiente e rompeu com o PT em 2009, após quase trinta anos de filiação. Para atrair esse apoio, o ex-presidente usa como chamariz a promessa de apresentar um programa de governo que dará prioridade à questão ambiental. Lula tem dito que não quer transformar a Amazônia num  “santuário da humanidade”, mas, sim, explorar cientificamente as riquezas contidas na biodiversidade da floresta. Trata-se de um discurso que soa como música para a ex-ministra.

“A Marina é uma referência internacional e é importante que venha conosco”, disse o secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto. “Ela é fundamental para ajudar no processo de reconstrução do País e na luta do meio ambiente, tanto aqui como no exterior.”

A Rede, porém, está rachada. De um lado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defende a aliança com Lula. De outro, Marina, a ex-senadora Heloísa Helena e outros ex-petistas abrigados na Rede pregam a adesão à campanha de Ciro. Heloísa Helena foi expulsa do PT em 2003 por ser contra a reforma da Previdência apresentada no primeiro mandato de Lula.

A perspectiva de Marina ser candidata a vice na chapa liderada por Ciro já foi batizada no PDT como “Cirina”. Até agora, porém, as negociações não avançaram. Na prática, a Rede precisa do guarda-chuva de uma federação com outros partidos para sobreviver à cláusula de desempenho, mas também está negociando com o PSOL.

Nesta temporada de rebeldia, Cabo Daciolo vai se filiar ao PDT e declarar apoio a Ciro. Detalhe: na disputa presidencial de 2018, o candidato nanico – então no Patriota – ficou à frente de nomes tarimbados, como Marina e Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda.

Com uma Bíblia na mão, o pastor Daciolo desistiu de se lançar novamente ao Planalto, mas continua querendo expulsar o demônio da Praça dos Três Poderes. Glória a Deus!

Alas do MDB e do PSDB pressionam para união entre Doria e Simone

Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2022 | 14h01
Atualizado 19 de janeiro de 2022 | 16h26

BRASÍLIA - As pré-candidaturas ao Palácio do Planalto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e da senadora Simone Tebet (MDB-MS) têm enfrentado pressões de alas dos dois partidos para que se unam em uma candidatura única ou deixem a disputa. Com desempenho considerado fraco nas pesquisas de intenção de voto até agora — Tebet tem 1% e Doria tem 2%, de acordo com levantamento do Ipec —, os dois chegaram a conversar no mês passado, mas ainda não há uma definição sobre eventual aliança.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) é um dos que tentam atrair Doria para a campanha da correligionária. Em dezembro, ele esteve com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que perdeu para o paulista a indicação nas prévias presidenciais.

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Defensores do apoio à candidatura de Simone Tebet argumentam que ela tem menos rejeição que João Doria e, portanto, teria mais chances de se consolidar como um nome da terceira via. Foto: Gabriela Biló/Estadão e Dida Sampaio/Estadão

Na semana passada foi a vez de o ex-presidente receber o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), adversário de Doria no PSDB. Segundo relatos de integrantes dos dois partidos, o senador disse que Tebet pode ser "uma surpresa positiva" na corrida eleitoral. O parlamentar foi um dos apoiadores de Simone quando ela tentou ser presidente do Senado, no início de 2021. Procurada, a assessoria do senador evitou dar detalhes sobre o que foi discutido com Temer.

Defensores do apoio à candidatura de Simone argumentam que ela tem menos rejeição que Doria e, portanto, teria mais chances de se consolidar como um nome da terceira via — ela tem 5%, enquanto o tucano registra 23% no levantamento do Ipec. A senadora, porém, enfrenta resistência de setores do próprio partido – especialmente do Nordeste e do Norte – que preferem uma aliança do MDB em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Simone Tebet disse ao Estadão que tem proximidade com Tasso, mas afirmou desconhecer articulações do PSDB para apoiá-la. "Com Tasso falo sempre. Somos colegas, mas não sei de movimento algum", afirmou. Os dois atuaram juntos na CPI da Covid, que ajudou a projetar a emedebista.

Do outro lado, o entorno de Doria trata Simone como opção de vice. A avaliação interna é de que a campanha do governador paulista deve ganhar tração nos próximos meses, quando a população começar a associar avanços na vacinação e na economia do Estado à candidatura presidencial. O tucano tem como bandeira eleitoral o empenho na imunização contra covid-19, que começou por São Paulo há um ano, após o presidente Jair Bolsonaro ignorar e protelar ofertas de farmacêuticas.

Aliados rebatem também a crítica sobre a rejeição lembrando que o índice tem relação com o conhecimento do candidato. Lembram, ainda, que Doria, quando conquistou a Prefeitura de São Paulo, em 2016, também não apresentava bons resultados nas pesquisas meses antes de eleição, mas foi eleito.

O presidente estadual do PSDB em São Paulo e secretário de Desenvolvimento Regional do governo paulista, Marco Vinholi, descarta qualquer recuo de Doria sobre concorrer ao Planalto. “Nenhuma chance de não ser candidato e será o próximo presidente do Brasil”, disse. "Doria esta avançando a cada dia, seja na mobilização do partido, na unidade, na montagem de candidaturas nos Estados. Ontem mesmo, no Paraná junto com Beto Richa filiou o nosso pre candidato a governador, Cesar Silvestre Filho vindo do Podemos”, afirmou.

Doria tem dito que deseja ter uma mulher na sua chapa. Procurado, o governador de São Paulo afirmou, por meio de sua equipe de pré-campanha, que ele e a senadora estarão juntos na eleição.

Em São Paulo, as duas legendas fazem parte do mesmo grupo político. O PSDB é da base do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o MDB integra o governo Doria. Nunes diz estar esperançoso que Tebet ganhe musculatura e atraia o apoio de outras legendas. "Estou confiante que a população verá as qualidades da Simone, ela irá crescer. As consequências são naturais", afirmou ao Estadão.

No plano nacional as duas siglas também já foram aliadas. O MDB fez parte da base de apoio do governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e indicou a ex-deputada Rita Camata como vice de José Serra (PSDB) na eleição presidencial de 2002. No governo de Michel Temer (MDB), tucanos exerceram cargos importantes, como os ministérios das Relações Exteriores, das Cidades e da Secretaria de Governo.

Pós-prévias do PSDB

Doria venceu a eleição interna do PSDB em novembro após uma disputa agressiva, que mostrou publicamente as divisões internas do partido.

No último dia 13 de janeiro, em entrevista à rádio O Povo CBN, de Fortaleza, Eduardo Leite declarou que Doria deve desistir da eleição caso não decole nas pesquisas. Ao Estadão, Leite reforçou a avaliação de que o paulista não deve buscar ser obrigatoriamente candidato ao Planalto. "Não pode a aspiração pessoal de qualquer pessoa, por mais legítima que seja, prejudicar a viabilização de uma alternativa à polarização que aí está", disse ele.

Considerado o principal opositor do governador de São Paulo dentro da legenda, o deputado Aécio Neves (MG) deu o tom que agora é repetido por Leite. "Se nós chegarmos extremamente isolados, obviamente que o PSDB vai discutir a conveniência ou não de ter essa candidatura", disse o mineiro em entrevista ao Estadão menos de uma semana após o resultado das prévias. 

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