TSE define tempo de propaganda política em rádio e TV para primeiro semestre de 2022
Mariana Muniz / O GLOBO
BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o tempo da propaganda partidária gratuita em rádio e televisão para o primeiro semestre de 2022. Os partidos com mais minutos de antena no primeiro semestre de 2022 serão o PL, do presidente Jair Bolsonaro, o PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de DEM, MDB, PDT, PP, PSB, PSD, PSDB, PSL e Republicanos, cada um com 20 minutos e 40 inserções.
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De acordo com a Corte eleitoral, os partidos DC, PMN, PTC e Rede elegeram candidatos em 2018, mas não cumpriram o critério de percentual mínimo de votos ou mínimo de propaganda partidária. Por isso, ficarão de fora das transmissões.
A portaria que regulamenta o tema foi publicada nesta terça-feira e apresenta os critérios que foram aplicados para a distribuição dos 305 minutos de veiculação que foram disponibilizados aos 23 partidos que cumpriram os requisitos para utilizá-los em até 610 inserções durante o período.
Para a distribuição do tempo de antena, foram consideradas a cláusula de desempenho nas eleições de 2018 e aspectos da Lei das Eleições, como a quantidade de deputados federais eleitos em 2018, desconsideradas as trocas de legendas que tenham ocorrido; as eventuais retotalizações de eleições para a Câmara dos Deputados que tenham sido feitas por decisão da Justiça Eleitoral; e os efeitos das fusões e incorporações de partidos que tenham ocorrido nesse período.
Segundo o TSE, os partidos que terão acesso ao tempo de rádio e TV poderão exibir peças de propaganda que "difundam os ideais partidários; transmitam mensagens aos filiados sobre a execução do programa e a realização de eventos da legenda; divulguem a posição da agremiação em temas políticos ou de interesse da sociedade; incentivem a filiação partidária; e promovam a participação de mulheres, jovens e negros na vida política do país".
Lula é erro grotesco que não pode se repetir
Ricardo Kertzman / ISTOÉ
Lula costuma dizer que é um retirante miserável, que passou fome e privações de toda sorte durante a infância no Nordeste, que é filho de mãe que ‘nasceu analfabeta’ (como se alguém nascesse diferente) etc.
Como não há prova em contrário – e diante do flagelo que acomete, sei lá, 80% a 90% dos nordestinos, infelizmente, a história contada pelo petista, como forma de vitimismo eleitoreiro -, é justo que acreditemos nele.
O que Lula não conta é que, muito jovem ainda, escolheu: não estudar; não trabalhar; se tornar agitador social; viver da política; perseguir poder e riqueza a qualquer custo; se transformar em um populista manipulador.
O pai do Ronaldinho dos Negócios – e a história me socorre irrefutavelmente -, jamais se preocupou com o País e o povo. Ao contrário. Pautou sua vida política pela destruição dos adversários, oposição irresponsável e cisão social.
Ao longo de décadas se aproximou e se associou ao que há de pior no mundo (terroristas e ditadores sanguinários), recebendo dinheiro e financiando horrores inimagináveis a quem, como nós, bem ou mal, vivemos em uma democracia.
Fez oposição sistemática e boicotou o Plano Real; as políticas assistencialistas e a lei de responsabilidade fiscal, de FHC; e reformas na educação, trabalho e saúde promovidas por todos os governos não petistas.
Uma vez no poder, cuspiu na cara de aliados históricos e correu para o colo do centrão, e de banqueiros oportunistas e empreiteiros corruptos, e liderou o maior esquema de corrupção que se tem notícia no ocidente democrático.
Graças à políticas desastradas e à cleptocracia sem freios, sobretudo após a hecatombe Dilma Rousseff, a sociedade cansou e decidiu mudar o rumo. Infelizmente, a alternativa ao lulopetismo se mostrou um desastre ainda maior.
Sim. Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, sempre foi isso: o anti-PT. Ou seja, essa desgraça em forma de gente só é o presidente da República por causa de Lula da Silva. Foi eleito pelo ódio coletivo, jamais por seus méritos.
Agora, após o salvo-conduto concedido vergonhosamente pelos compadres do STF, o líder do mensalão e petrolão encontra-se próximo a assumir novamente o País, leia-se, causar ainda mais mal do que já causou.
Sua eleição representará a vitória definitiva da impunidade e do tal ‘sistema’, onde bandidos da pior espécie ocupam os espaços do Poder e atuam em causa própria e de seus, contando com a ignorância política do eleitorado.
Lula sempre fez mal ao Brasil. Ao que tudo indica, seu saco de maldades está cheio. Hoje, é o favorito para nos castigar mais um pouco. Só eu e vocês, leitores amigos, através do voto, podemos mudar a direção dessa tragédia que se avizinha.
Ciro adota discurso de rebelde com causa e Lula tenta atrair Marina

20 de janeiro de 2022 | 17h02
Caro leitor,
Com dificuldade para decolar na campanha, o ex-ministro Ciro Gomes lançará sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PDT, nesta sexta-feira, 21, disposto a transformar o que é visto como defeito em qualidade. O estilo explosivo virou “rebeldia”, palavra que dará a tônica do ato político. O discurso de Ciro marcará a nova etapa desta temporada, definida nos bastidores como a da rebeldia com causa.
No pronunciamento, o ex-ministro dirá que é necessário ser rebelde para enfrentar o desgoverno de Jair Bolsonaro, lutar contra quem não aceita a ciência e para mudar o quadro de polarização entre o atual inquilino do Palácio do Planalto e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Criado pelo publicitário João Santana, o slogan “A rebeldia da esperança” já vem sendo criticado no mercado da política por lembrar o livro A audácia da esperança, do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A estratégia que apresenta Ciro como um candidato inconformado com o sistema foi construída com base em pesquisas qualitativas, que a nove meses da eleição captaram sentimentos de desencanto e falta de alternativas, principalmente entre os jovens.
A ideia é atrair esse público para a campanha de Ciro, hoje “espremida” no pelotão da terceira via. Em sua quarta tentativa de chegar ao Planalto, o homem que já foi ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, prefeito de Fortaleza, governador e secretário de Saúde do Ceará, além de deputado federal e estadual, quer se mostrar como opção a “tudo o que está aí”. Assim, ao mesmo tempo em que procura se aproximar cada vez mais do centro no espectro político, Ciro joga iscas na direção da esquerda não-lulista.
O problema é que no próprio PDT há um movimento para que o ex-ministro desista. Integrantes da bancada federal pedem que o partido não tenha candidato próprio e use o dinheiro do fundo eleitoral para investir no aumento das cadeiras na Câmara. Não é só: deputados estabeleceram prazo até março para Ciro sair das cordas. Caso contrário, ameaçam abandoná-lo. Alguns até dizem que deixarão o PDT, aproveitando a “janela partidária” daquele mês, quando podem trocar de sigla sem perder o mandato.
Marina Silva e uma parte da Rede, por sua vez, querem apoiar Ciro, mas também observam os próximos capítulos da rebeldia para decidir seus passos. Como se sabe, Marina não pode nem ver João Santana, que hoje é marqueteiro de Ciro, mas produziu os ataques mais virulentos contra ela quando assinou a campanha de Dilma Rousseff ao segundo mandato, em 2014.
Enquanto isso, Lula tenta reconquistar Marina, que foi ministra do Meio Ambiente e rompeu com o PT em 2009, após quase trinta anos de filiação. Para atrair esse apoio, o ex-presidente usa como chamariz a promessa de apresentar um programa de governo que dará prioridade à questão ambiental. Lula tem dito que não quer transformar a Amazônia num “santuário da humanidade”, mas, sim, explorar cientificamente as riquezas contidas na biodiversidade da floresta. Trata-se de um discurso que soa como música para a ex-ministra.
“A Marina é uma referência internacional e é importante que venha conosco”, disse o secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto. “Ela é fundamental para ajudar no processo de reconstrução do País e na luta do meio ambiente, tanto aqui como no exterior.”
A Rede, porém, está rachada. De um lado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defende a aliança com Lula. De outro, Marina, a ex-senadora Heloísa Helena e outros ex-petistas abrigados na Rede pregam a adesão à campanha de Ciro. Heloísa Helena foi expulsa do PT em 2003 por ser contra a reforma da Previdência apresentada no primeiro mandato de Lula.
A perspectiva de Marina ser candidata a vice na chapa liderada por Ciro já foi batizada no PDT como “Cirina”. Até agora, porém, as negociações não avançaram. Na prática, a Rede precisa do guarda-chuva de uma federação com outros partidos para sobreviver à cláusula de desempenho, mas também está negociando com o PSOL.
Nesta temporada de rebeldia, Cabo Daciolo vai se filiar ao PDT e declarar apoio a Ciro. Detalhe: na disputa presidencial de 2018, o candidato nanico – então no Patriota – ficou à frente de nomes tarimbados, como Marina e Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda.
Com uma Bíblia na mão, o pastor Daciolo desistiu de se lançar novamente ao Planalto, mas continua querendo expulsar o demônio da Praça dos Três Poderes. Glória a Deus!
União Brasil busca um candidato, Moro muda alvo, linguagem e estratégia
21 de janeiro de 2022 | 03h00
Praticamente todos os partidos, grandes, médios e até pequenos, têm candidatos à Presidência em outubro, seja para valer, seja para esquentar a cadeira até o baile de fato começar. Já o União Brasil, fusão de DEM e PSL, não lançou nenhum nome e passa a ser um “partidão” disputado na eleição. Mas nada a ver com o velho partidão, hein!
Com 81 deputados, os 52 do PSL e os 29 do DEM, o União Brasil tem a maior bancada da Câmara e R$ 1 bilhão de fundo eleitoral e partidário. Um dote e tanto para uma noiva indecisa que, neste momento, parece mirar Sérgio Moro, do Podemos.
Em terceiro lugar nas pesquisas, mas sem atingir dois dígitos, Moro é por enquanto candidato a ser a terceira via numa eleição polarizada entre o favorito Lula, do PT, e Jair Bolsonaro, do PL, que tem a vantagem de disputar a reeleição. E Moro fez uma guinada e tanto na campanha, no discurso e no alvo.
A previsão era de que ele mirasse Bolsonaro, para colher o eleitorado conservador desiludido com o presidente, enquanto fechava uma espécie de pacto com João Doria, do PSDB, e Luiz Henrique Mandetta, do então DEM: o mais bem colocado nas pesquisas e com mais capacidade de chegar ao 2.º turno levaria o apoio dos outros.
A realidade, no entanto, é mais forte do que avaliações e estratégias. E a realidade foi mostrando a consolidação de Lula na dianteira e a insistência de Bolsonaro em dar tiro no pé sozinho e em afugentar o eleitorado que é conservador, mas não brucutu, negacionista ou absurdo. Logo, Moro trocou de alvo e de linguagem.
Quando Lula o chamou de “canalha”, Moro devolveu: “Canalha é quem roubou o povo brasileiro”. E engrenou: “Deveria estar preso”. Poderia ser só um rompante, mas é pragmatismo. Moro vê que sua chance é bater de frente com Lula e tirar de Bolsonaro a condição de grande adversário do petista no 2.º turno. Além dos bolsonaristas arrependidos, quer atrair os antipetistas de todas as cores.
As crescentes divisões do bolsonarismo contribuem para a estratégia: Abraham Weintraub e Ernesto Araujo atacando o Centrão, Eduardo Bolsonaro e Fábio Faria tomando as dores, Damares Alves disputando vaga ao Senado com Janaina Paschoal. E esses rachas se refletem no próprio União Brasil.
De outro lado, uma aliança de Lula com Geraldo Alckmin atrapalha Moro, assim como a determinação de Doria. Alckmin é o ímã de Lula para atrair o centro e a direita equilibrada e Doria quer ser o candidato desse centro e dessa direita. Quanto mais todos racham, mais Lula trabalha pela união e o União Brasil exercita a paciência, para escolher o noivo certo, na hora certa.
*COMENTARISTA DA RÁDIO ELDORADO, DA RÁDIO JORNAL (PE) E DO TELEJORNAL GLOBONEWS EM PAUTA
EXAME/IDEIA: Lula tem 41% no 1º turno, contra 24% de Bolsonaro
Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberia 41% dos votos no primeiro turno, seguido pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PL), com 24%, e pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 11%. Já o ex-governador Ciro Gomes (PDT) teria 7% dos votos e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), receberia 4%.
Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. A sondagem ouviu 1.500 pessoas entre os dias 9 e 13 de janeiro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-03460/2022.



