PP da Bahia anuncia saída oficial da base do governo de Rui Costa
Camila Zarur / O GLOBO

BRASÍLIA — O PP da Bahia anunciou oficialmente, nesta segunda-feira, a saída do partido da base do governador baiano, Rui Costa (PT). A decisão de romper a aliança de 14 anos com o Partido dos Trabalhadores se deu pela escolha dos petistas de um novo nome para concorrer ao Executivo estadual, após o impasse iniciado pela desistência do senador Jaques Wagner (BA) na disputa.
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Na quinta-feira passada, o PT anunciou que seu candidato será o secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, nome de preferência de Rui Costa. O PP, por sua vez, alegou em nota que a sua saída da base do governador se deveu ao fato de que o partido foi excluído da chapa para disputar o governo baiano deste ano.
Segundo João Leão, vice-governador da Bahia e presidente do Progressistas, ele assumiria o comando do Executivo após Rui deixar o cargo para se lançar candidato ao Senado. Com o novo pré-candidato do PT ao governo, porém, Leão e o PP teriam sido excluídos da composição da chapa.
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“Na segunda-feira, 07 de março, porém, em entrevista a um programa de rádio de Salvador, o senador Wagner anunciou a nova composição da chapa. Nela, o vice-governador João Leão não teria nenhuma participação. Leão também não mais assumiria o governo”, disse o PP em nota. “Além de considerar inaceitável a quebra do acordo, a indelicada comunicação da decisão pela imprensa causou uma imensa decepção e a constatação de que o PP não era mais desejado e não tinha espaço na aliança que nos trouxe até aqui”.
Com a quebra de aliança do PP com o PT na Bahia, os membros do governo que integram o Progressistas entregaram seus cargos. Leão, que continuará como vice, pediu sua exoneração da Secretária estadual do Planejamento. O mesmo foi feito pelos secretários Nelson Leal, do Desenvolvimento Econômico, e Leonardo Góes, de Infraestrutura Hídrica e Saneamento.
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Na quarta-feira passada, Leão já tinha manifestado seu desconforto com a articulação do PT. Na ocasião, indicou que poderia lançar sua própria candidatura ao governo do estado ou endossar a campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), um dos principais adversários de Rui Costa. Outra opção seria tentar a vaga ao Senado — ocupada hoje na chapa petista pelo senador Otto Alencar (PSD), que tenta a reeleição.
Após anunciar a saída da base do governo, Leão disse:
— Quero ressaltar que nos 14 anos de aliança com os governos do PT, jamais faltou da nossa parte lealdade, dedicação, apoio parlamentar e espírito público. Após amplo debate e consultas às lideranças progressistas, decidimos, por unanimidade, se afastar da aliança atual e buscar outros caminhos onde possamos continuar trabalhando pelo povo baiano.
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Bolsonaro na Bahia
Com a saída da base do governo de Rui Costa, o PP, que faz parte da tríade de partidos de sustentação de Jair Bolsonaro no cenário nacional, pode endossar o palanque do presidente na Bahia.
Hoje, o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), tenta ser o candidato ao governo baiano que terá o apoio de Bolsonaro. No entanto, o próprio partido de Roma avalia que será melhor que ele concorra ao Senado. Nesse sentido, há conversas para que o presidente endosse a campanha de ACM Neto, de quem João Leão vem se aproximando.
Dirigentes do União Brasil, MDB e PSDB se reúnem para discutir candidatura única
Julia Lindner / O GLOBO

BRASÍLIA — Mesmo com o fracasso da federação partidária, dirigentes do União Brasil, MDB e PSDB fizeram uma nova reunião no último domingo e decidiram continuar as tratativas em busca de uma candidatura única à presidência da República, que representará a 'terceira via' na disputa. A ideia é definir os critérios para a escolha do nome a partir de abril, após o período da janela partidária. Conforme antecipou o GLOBO, a definição deve ocorrer até junho.
Apesar de uma parte do grupo cogitar atrair o ex-ministro Sergio Moro como possível aliado, a presidente do Podemos, Renata Abreu, não foi convidada para o encontro, assim como ocorreu em outras ocasiões.
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As reuniões entre Baleia Rossi (MDB), Luciano Bivar (União Brasil) e Bruno Araújo (PSDB) têm sido realizadas esporadicamente com o objetivo de demonstrar união entre as siglas como alternativa às postulações de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no momento à frente nas pesquisas.
Desde o início, eles deixaram claro a intenção de formar um grupo que pudesse ter um nome consensual e competitivo na disputa. A escolha deve se basear, entre outras coisas, nas pesquisas de intenção de voto.
"Tive ontem mais uma conversa com os presidentes Luciano Bivar (União Brasil) e Bruno Araújo (PSDB). A partir de abril, devemos nos reunir de novo para estudar critérios de escolha de um nome único ao Planalto. O MDB defende e defenderá Simone Tebet", escreveu Baleia Rossi, no Twitter.
Conforme o GLOBO antecipou na semana passada, o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, lançou a ideia de uma eleição interna para escolher um candidato único ao Palácio do Planalto. A proposta, de autoria do líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA), seria a formação de uma espécie de colégio eleitoral.
Segundo essa ideia, cada uma dessas legendas inscreveria um postulante à Presidência da República. A partir daí, a escolha seria feita pelo voto de candidatos a deputado, senador e governador em cada estado. O modelo, no entanto, só deve ser definido de fato após o período da janela partidária, que termina em abril.
Até agora, entre os partidos envolvidos, a senadora Simone Tebet (MDB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foram lançados como pré-candidatos. O União ainda não definiu candidato. Paralelamente, o nome de Sergio Moro não é consensual como possível representante do bloco.
Além de não ter derretido, Bolsonaro é competitivo e pode vencer
REINALDO AZEVEDO / FOLHA DE SP

Chegamos a meados de março, e a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição não derreteu como muitos previam. Nunca apostei nessa possibilidade, como sabem os que me acompanham aqui e alhures. Ao contrário: escrevi, e mantenho a avaliação, que ele deve chegar competitivo ao segundo turno.
Subestimá-lo, ignorando a arena sanguinolenta das redes sociais em que também se trava a disputa, foi o erro mais tolo cometido em 2018. Por "competitivo", entenda-se: o presidente pode ser reeleito.
Lula parece ter a mesma avaliação. Em encontro com lideranças femininas na manhã desta quinta (10), foi direto: "A luta não será fácil. Não existe essa do ‘já ganhou’. Eleição, a gente só sabe o resultado depois da apuração".
A fala do petista apela ao risco real da derrota para justificar as alianças, inclusive com quem defendeu o impeachment. O provável vice na chapa, Geraldo Alckmin, foi escolhido antes que este definisse o partido em que vai ingressar.
Não é o PSB a indicar a disposição de Lula de fazer uma frente tão ampla quanto possível pela governabilidade, mas a própria figura do ex-governador de São Paulo, que não tem como se confundir com a caricatura de um radical. Se a empreitada der certo, ele não será um mero adorno no Palácio do Jaburu.
Lula nunca acreditou que Bolsonaro seria tragado ou pela ruindade do seu governo ou por vagas de opinião. Poucos políticos têm um ouvido aguçado como o seu para ouvir a voz das ruas —mesmo a das ruas virtuais de hoje em dia.
O petista deve ter percebido uma evidência sobre a qual a nossa sociologia até agora não se debruçou: a direita brasileira nunca deu à luz uma personagem com as características do atual presidente. Assim como a esquerda, antes, nunca tinha produzido um... Lula.
Em muitos aspectos, os embates ideológicos brasileiros, e assim foi até a redemocratização, eram um confronto de elites mais ou menos letradas. Lula foi o primeiro esquerdista brasileiro cuja linguagem era realmente compreendida pelo chamado "chão da fábrica", como se dizia ao tempo em que emergiu como liderança. Não cabem aqui as minudências, mas o marxismo nativo das décadas de 70 e 80 torcia o nariz para ele e para o que considerava suas "simplificações".
Tanto o conservadorismo como o reacionarismo brasileiros, que entendo distintos —mas as diferenças são irrelevantes para o que vou apontar—, sempre foram um tanto envergonhados. Esse pudor, é certo, poupava os ouvidos mais sensíveis das barbaridades que Bolsonaro engrola, mas a delicadeza do discurso era só a máscara suave da truculência.
Alguém duvida de que Gama e Silva teria engulhos caso ouvisse um discurso do "Mito"? Ele não teve, no entanto, nenhuma dificuldade de redigir o AI-5, o monstrengo legal que punha em letra impressa a "ditadura escancarada".
Ainda que ambos possam repudiar o paralelo —se acontecer, é sinal de que não terão entendido o texto, e Padre Vieira diria que a culpa também pode ser minha—, a verdade é que Lula ainda é o político brasileiro que traduz com mais clareza as aspirações de justiça social, de redenção dos oprimidos, de uma vida mais digna para os pobres.
Bolsonaro, sua nêmesis, conseguiu dar expressão popular à voz da reação porque, goste-se ou não, consegue falar para os simples. Quer dizer que são iguais, mas em campos opostos? Não. Isso explica por que tem faltado povo à tal "terceira via".
Olhemos a pauta do atual presidente e as figuras que já se alinham em defesa do seu segundo mandato. Há ali, com raras exceções, um Brasil primitivo, alheio à ciência e às urgências do mundo moderno, muito especialmente às ambientais. São o seu suporte material, mas sua resiliência não vem daí. Bolsonaro ainda pode vencer uma eleição democrática porque conseguiu dar expressão popular ao ódio à democracia.
Convenham: isso, até agora, não foi devidamente compreendido pelo processo político. Se a democracia sobreviveu a seu primeiro mandato, é improvável que resistisse a um segundo. E ainda há quem repudie uma política de alianças ou que insista na farsa de que Lula e Bolsonaro são males opostos, mas combinados. Uns e outros não entenderam nada.
Matemática do voto: partidos no Ceará calculam expectativa de sucesso nas urnas para formar chapas
Escrito por Luana Barros, O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. / DIARIONORDESTE
Os preparativos para outubro continuam se intensificando, com aumento das agendas de pré-candidatos nos municípios cearenses, nas inaugurações de obras, além das movimentações para mudanças partidárias. No caso do Legislativo, outro fator é essencial para aumentar as chances de conquistar um mandato: a matemática.
Com a mudança de regras eleitorais, legendas projetam o número de vagas a serem conquistadas e articulam a formação das chapas de acordo com o potencial de votos previsto para cada candidatura.
O Legislativo exige cálculos mais complexos do que para cargos majoritários. No caso de presidente, governador e senador, vence aquele com maioria absoluta de votos. Já para as cadeiras da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa, entram em cena também os quocientes eleitoral e partidário - o que possibilita que, nem sempre, sejam eleitos os candidatos mais votados do pleito.
Com mais de 6,2 milhões de eleitores aptos a votar no Ceará, os dirigentes partidários e futuros candidatos já fazem as contas para calcular o valores dos quocientes eleitorais e partidários para 2022.
Na matemática feita pelos partidos, até agora, se projeta quociente eleitoral entre 80 mil e 100 mil votos para a Assembleia Legislativa e entre 190 mil e 200 mil para a Câmara dos Deputados.
A projeção, contudo, pode flutuar de acordo com quantos eleitores cearenses decidam ir às urnas e com o número de votos brancos e nulos.
MUDANÇAS ELEITORAIS
A primeira mudança para outubro é o fim das coligações partidárias. Essa será a primeira vez em que partidos não poderão formar, para as eleições, alianças para a disputa a deputado estadual e federal. O novo formato exige das legendas um maior trabalho para preencher as chapas.
Para 2022, cada partido poderá apresentar até 23 candidaturas para deputado estadual e 47 para federal. Presidente estadual do PSB, o deputado federal Denis Bezerra aponta que essa mudança alterou as estratégias das legendas.
"Em 2018, por exemplo, a cota de indicação do PSB foram 3 para a nossa coligação para deputado federal. Para deputado estadual, foram cinco candidatos que o partido indicou dentro da proporcionalidade das chapas", detalha.
Com a desistência de integrar a federação com PT, PCdoB e PV, o PSB irá formar a chapa apenas com filiados do próprio partido e projeta ampliar as bancadas tanto na Câmara como na Assembleia.
Para estadual, Bezerra aponta que a primeira vaga deve ser conquistada com votação entre 30 a 35 mil votos. "A segunda e terceira viriam decrescendo, podendo chegar a 25 mil votos. Mas vai depender da conjuntura", projeta. Com isso, a meta seria fazer entre 3 e 4 deputados estaduais, completa.
PROJEÇÃO DE VOTAÇÃO
Em outras legendas, dirigentes partidários falam sobre a projeção de quantos votos toda a chapa deve alcançar e como isso se refletiria na quantidade de cadeiras conquistadas no parlamento.
Presidente do PL no Ceará, o prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves considera que o partido deve alcançar entre 750 mil e 800 mil votos para a Câmara Federal. Para a Assembleia Legislativa, a projeção é de 500 mil. "Nós pretendemos (eleger) 4 deputados federais e de 5 a 6 deputados estaduais, contando com as sobras", afirma.
Com a recente filiação do deputado federal Célio Studart - segundo mais votado em 2018 -, a projeção do PSD é de conquistar 1 milhão de votos à Câmara Federal, o que proporcionaria ao partido conquistar 5 das 22 vagas a deputado federal do Ceará.
A projeção da legenda também é conseguir 1 milhão de votos para a Assembleia Legislativa, o que somaria oito cadeiras no parlamento estadual - uma ampliação em relação aos 2 deputados do partido na atual legislatura.
"Temos um compromisso de que passe pelo crivo dos pré-candidatos uma possível nova filiação. (...) No fundo, a concorrência é com os correligionários, a partir dos votos dados nominalmente, se divide o número de vagas. É absolutamente justo fazer dessa forma transparente", explica o presidente do PSD Ceará, Domingos Filho.
FORÇA DA BANCADA PARLAMENTAR
Com as maiores bancadas cearenses na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal - atualmente com 6 federais e 14 estaduais -, o PDT tem como meta ampliar o número de parlamentares nas duas casas legislativas.
Segundo o presidente do diretório estadual da legenda, o deputado federal André Figueiredo, as projeções ainda dependem dos diálogos em andamento com pré-candidatos.
"Quem vier para o PDT, sabe que a linha de corte é mais alta. (Mas) Temos expectativa de eleger muitos deputados. Quem está na suplência, tem uma maior possibilidade de exercer mandato, diferente de um partido que só elege um", ressalta.
Figueiredo afirma que é necessário "aguardar o fim do prazo da janela partidária e novas filiações", que encerra no começo de abril, para ter "um número mais preciso" de quantos votos seriam necessários individualmente para se eleger. Nos bastidores, pedetistas projetam que pré-candidatos com 50 mil votos para deputado estadual, por exemplo, conseguiriam conquistar a cadeira.
ALINHAMENTO IDEOLÓGICO
Para o presidente estadual do PT, Antônio Conim, as chapas da legenda devem ser formadas mais pelo alinhamento com o projeto político partidário do que pelos cálculos eleitorais.
"Estamos conversando com lideranças que tenham afinidade com o projeto que estamos apresentando para o Brasil. São aqueles que já votam no Lula, já votam nos deputados PT, já participam de gestões petistas. Estamos indo pelo critério de afinidade política".ANTÔNIO CONIMPresidente do PT Ceará
Apesar disso, o partido tem realizado projeções de quantos petistas irá eleger em outubro: seriam 4 deputados estaduais e entre 7 e 8 federais, aponta Conim. Número que pode ser ainda maior com a federação entre PT, PCdoB e PV for firmada, completa.
Os três partidos não são os únicos que devem usar o novo mecanismo político-eleitoral já em 2022. Com debates nacionais avançados, PSDB e Cidadania também devem fechar a aliança, o que terá reflexos para o Ceará.
Lula lidera com 43%; Bolsonaro tem 28%, diz pesquisa do Ipespe
Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11/3) mostra que a disputa pelo Palácio do Planalto permanece sem grandes alterações. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança, com 43% das intenções de voto na pesquisa estimulada, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que está no segundo lugar com 28% das intenções.
O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados na disputa pelo terceiro lugar. Ambos têm 8% das intenções. A margem de erro da mostra é de 3,2 pontos percentuais. O cenário é de estabilidade nos três últimos levantamentos, com o desempenho dos nomes principais variando dentro da margem de erro.
João Doria (PSDB) segue em quinto lugar, com 3% das intenções. Já Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante) têm 1% cada. Eduardo Leite (PSDB) também ficou com 1%. Nesta quinta-feira (10), após a desistência do presidente do Senado, Rodrigo Pachedo (PSD-MG) na disputa, o governador do Rio Grande do Sul, que é visto como "plano B" pelo PSD, sinalizou que a decisão sobre se candidatar à Presidência virá nas próximas semanas.
Diferentemente da última pesquisa divulgada, o pré-candidato do Novo, Luiz Felipe DÁvila (Novo), que tinha acumulado 1% das intenções de voto, não pontuou nesta pesquisa. Alessandro Vieira (Cidadania) também foi citado, mas não pontuou.
Brancos e nulos foram 7% e não sabem ou não responderam foram 2%.
Segundo turno
Nas projeções para segundo turno, Lula manteve a liderança. Contra Bolsonaro, o petista teria 53% dos votos e o atual presidente, 33%. Em um suposto segundo turno com Moro, Lula registra 51% e o ex-ministro 30%. Contra Eduardo Leite, o ex-presidente fica com 55% e o governador, 17%. Na disputa contra Doria, Lula tem 53% e o tucano, 18%. Já contra Ciro, o petista atinge 50% das intenções e o pedetista 25%.
Em um cenário com Moro e Bolsonaro no segundo turno, o ex-juiz e o presidente ficam empatados com 33%. Contra Ciro, Bolsonaro teria 36% e o ex-governador cearense, 47%. Já em um cenário com Doria, o tucano lidera com 38% e Bolsonaro, 37%. Em um segundo turno com Leite, Bolsonaro fica à frente com 40% e o governador gaúcho, 35%.
Rejeição
O levantamento indica que 52% dos entrevistados classificam o governo Bolsonaro como "ruim ou péssimo" e 27% consideram como "ótimo ou bom". Em relação à aprovação do mandato, 63% desaprovam o seu governo, enquanto 32% aprovam.
O Ipespe ouviu mil eleitores entre segunda-feira e quarta-feira. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03573/2022. correio braziliense

