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Base do Governo Elmano reage a encontro da oposição com André Fernandes e elogios a Ciro

Escrito por Marcos Moreira / DIARIONORDEESTE
 

Membros da base do Governo Elmano de Freitas (PT) utilizaram as redes sociais para criticar o encontro do deputado federal André Fernandes (PL) com vereadores oposicionistas na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), na manhã desta segunda-feira (19). Na ocasião, o parlamentar defendeu a “união” da oposição para o pleito eleitoral de 2026 e fez elogios a Ciro Gomes (PDT) — apontado pelo grupo como possível candidato ao Palácio da Abolição. 

Em contraponto, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), a 2ª vice-presidente da Alece, Larissa Gaspar (PT), e o secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, publicaram conteúdos reprovando a movimentação da aliança que busca aglutinar nomes da ala contrária ao atual governador. 

Já Larissa Gaspar alegou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ciro, André Fernandes, Roberto Cláudio (PDT), José Sarto (PDT), o vereador Inspetor Alberto (PL), entre outros políticos, então juntos no que chamou de “vale tudo pelo poder”.

“É muito ódio e desespero na construção dessa aliança. Ciro mostra mais uma vez que se entregou ao bolsonarismo e que não tem qualquer apreço à democracia. O povo cearense saberá pular essa fogueira!!”, escreveu a deputada.

Por sua vez, Chagas Vieira rebateu os elogios de André a Ciro ao mostrar falas do próprio ex-ministro com críticas ao então candidato à Prefeitura de Fortaleza em 2024, derrotado por Evandro Leitão (PT). No vídeo, o político do PDT diz que o bolsonarista não aguentaria ser confrontado por ninguém no segundo turno da disputa, “porque todo mundo vai mostrar a maluquice que esse cara representa”. “Sem comentários”, finalizou o chefe da Casa Civil no vídeo publicado. 

O NOME DE CIRO NA DISPUTA

No café com vereadores da oposição, André Fernandes fez elogios a Ciro Gomes e reforçou a disposição pelo diálogo entre a oposição. "Durante todo o seu histórico, ele (Ciro) mostrou ser uma pessoa preparada e inteligente e que tem coragem também para enfrentar o Elmano", pontuou.

A declaração ocorre em meio a movimentações de Ciro Gomes para 2026, o que inclui a reunião com deputados de oposição na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) no início do mês. Na oportunidade, ele sugeriu apoio a Alcides Fernandes (PL) na campanha ao Senado e chegou a ser defendido por colegas como candidato ao Governo do Estado.

Por sua vez, ainda nesta segunda-feira (19), o ex-deputado federal Capitão Wagner (União) disse não acreditar na postulação do pedetista, mas defendeu a união contra o projeto governista nas eleições. A manifestação ocorreu durante uma entrevista antes da audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados em Fortaleza, na Assembleia Legislativa do Ceará.

“Eu já dizia isso na eleição de prefeito, que era importante que as oposições se juntassem, e digo o mesmo, seja quem for o nome, seja o meu, do Roberto Cláudio, do Ciro, de alguém do PL, do Moses Rodrigues – que é o nome também que está colocado –, a gente tem que ter a humildade, tem que colocar qualquer anseio, desejo pessoal de lado pelo bem maior do estado do Ceará”, evidenciou o ex-deputado federal.

ROMEU LARISSA E CHAGAS

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Ciro Gomes nas fileiras da oposição para 2026 no Ceará

 Wagner Mendes / DIARIONORDESTE
 
 

Reverbera entre deputados e dirigentes partidários da oposição cearense a possibilidade do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ser candidato a governador em 2026. Dizem que ele não descarta a candidatura, embora tenha preferências por Roberto Cláudio (PDT). Tudo para “salvar o Ceará”. 

Se o fato se consolidará ou não, só a política vai revelar. Mas é verdade também que jogar o nome do Ciro em meio a essa possibilidade de candidatura já dá energia a uma oposição sem novidades nos últimos anos. 

Tudo bem que Ciro Gomes não é tão novidade assim, já foi prefeito, governador, deputado, ministro e candidato a presidente – inclusive enfrentando o pior resultado nas urnas no pleito de 2022. 

Ocorre que uma eventual candidatura ao Palácio do Abolição colocaria Ciro em um dos polos no Ceará, longe do discurso inviável de uma terceira via que nunca existiu no País, muito pior a nível estadual. 

Ciro conta que foi engolido pela polarização nacional entre Lula e Bolsonaro, o que teria justificado o fracasso nas urnas em 2022, terminando em quarto lugar no País e perdendo em Sobral para Lula e Bolsonaro. 

Agora, a eventual candidatura a governador ao lado da ala bolsonarista – o que sobrou de oposição para os ciristas – já tem surpreendentemente injetado ânimo ao grupo. Ocupando o polo de oposição, ele faria o enfrentamento direto com o governador Elmano de Freitas (PT) que disputará a reeleição. 

O repórter do PontoPoder, Marcos Moreira, publicou reportagem no Diário do Nordeste, nessa semana, com relatos de oposicionistas entusiasmados com a eventual candidatura do ex-presidenciável. É um movimento concreto, com pesquisas internas e debate acalorado. 

Tanto é assim que, ao ver a propagação do nome do irmão para o pleito estadual, Cid Gomes (PSB), que não é nada bobo, tratou de ir às redes sociais e defender o nome de Ciro para o embate presidencial. Ora, essa não é a pauta que está na ordem do dia.  

Diante de inúmeras derrotas da oposição, inclusive partidária e em número de aliados na Capital e Interior, o fator Ciro Gomes parece ser a última e mais interessante cartada de um grupo que pouco teve o que comemorar nas últimas eleições no Ceará.

ciro gomes JUNTO A OPOSIÇÃO NO CE

  

Base de Elmano em alerta: alianças e fusões desafiam o grupo governista para 2026

O aprofundamento das movimentações em Brasília traz incertezas ao tabuleiro político do Ceará. Duas articulações nacionais — a federação entre União Brasil e PP, e as especulações sobre a fusão entre PSDB e Podemos — acenderam alerta entre lideranças do grupo governista estadual, liderado pelo governador Elmano de Freitas (PT).  

A pouco mais de um ano das definições eleitorais para 2026, a base aliada corre o risco de sofrer perdas, enquanto a oposição ensaia passos para uma frente com tempo de TV considerável e mais capilaridade. 

Preocupação nos bastidores 

Apesar de viver um momento de estabilidade administrativa e alinhamento com o governo federal, Elmano começa a assistir a um redesenho forçado nas alianças partidárias com impacto nas tratativas para sua reeleição. As decisões tomadas nas cúpulas nacionais podem reconfigurar o campo de apoio ao petista. 

Diante do quadro político nebuloso, apurou esta coluna, o governador está atuando com mais intensidade na política partidária e isso deve continuar nos próximos meses. No horizonte, o gestor tem missões determinadas como segurar aliados que tenham estrutura e peso político. Mesmo assim, as tratativas nacionais podem atrapalhar os planos locais, dizem aliados do governador, nos bastidores. 

O caso de PSD e Republicanos é emblemático. Constando entre as maiores siglas do País, ambos estão na base de Elmano. Entretanto, de olho em 2026, as direções nacionais das legendas podem mover o leme em sentido contrário ao atual. 

A federação União Brasil-PP e o afastamento do grupo governista 

O primeiro fato relevante para a leitura do cenário veio com a oficialização da federação entre União Brasil e Progressistas. Embora o União já atue como oposição ao governo estadual no Ceará, o PP ocupa espaço no governo Elmano.  

No momento, conforme disse a esta Coluna o vice-presidente estadual da Legenda, Zezinho Albuquerque, o partido segue com Elmano. Para 2026, entretanto, a ida da federação para a oposição é praticamente certa. 

Fusão PSDB-Podemos: risco de nova baixa na aliança governista 

Outro ponto de tensão vem das negociações em torno da fusão entre PSDB e Podemos. O Podemos, que tem representação no governo estadual, pode ser tragado pela lógica nacional, onde o PSDB tende a caminhar com a oposição. Caso a nova legenda seja comandada pelos tucanos, o risco de uma nova debandada é real. 

Lideranças do Podemos no Ceará aguardam definições sobre o comando da nova sigla para avaliar os próximos passos.  

O efeito dominó das articulações nacionais no Ceará 

A formação de federações e fusões partidárias deve continuar até o início de 2026. Outras siglas médias estão em busca de alianças para garantir sobrevivência eleitoral. Isso poderá afetar ainda mais o equilíbrio de forças no Ceará. 

O redesenho nacional tende a impor novas acomodações aos líderes locais. Nesta posição se encaixam Republicanos e PSD, que ganham papel central nesse xadrez. 

ELAMANO COM DEPUTADOS

 
 
Inácio Aguiar O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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IARIONORDESTE

 

O fator Ciro Gomes nas fileiras da oposição para 2026 no Ceará

Escrito por Wagner Mendes / DIARIONORDESTE
 
 

Reverbera entre deputados e dirigentes partidários da oposição cearense a possibilidade do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ser candidato a governador em 2026. Dizem que ele não descarta a candidatura, embora tenha preferências por Roberto Cláudio (PDT). Tudo para “salvar o Ceará”. 

Se o fato se consolidará ou não, só a política vai revelar. Mas é verdade também que jogar o nome do Ciro em meio a essa possibilidade de candidatura já dá energia a uma oposição sem novidades nos últimos anos. 

Tudo bem que Ciro Gomes não é tão novidade assim, já foi prefeito, governador, deputado, ministro e candidato a presidente – inclusive enfrentando o pior resultado nas urnas no pleito de 2022. 

Ocorre que uma eventual candidatura ao Palácio do Abolição colocaria Ciro em um dos polos no Ceará, longe do discurso inviável de uma terceira via que nunca existiu no País, muito pior a nível estadual. 

Ciro conta que foi engolido pela polarização nacional entre Lula e Bolsonaro, o que teria justificado o fracasso nas urnas em 2022, terminando em quarto lugar no País e perdendo em Sobral para Lula e Bolsonaro. 

Agora, a eventual candidatura a governador ao lado da ala bolsonarista – o que sobrou de oposição para os ciristas – já tem surpreendentemente injetado ânimo ao grupo. Ocupando o polo de oposição, ele faria o enfrentamento direto com o governador Elmano de Freitas (PT) que disputará a reeleição. 

O repórter do PontoPoder, Marcos Moreira, publicou reportagem no Diário do Nordeste, nessa semana, com relatos de oposicionistas entusiasmados com a eventual candidatura do ex-presidenciável. É um movimento concreto, com pesquisas internas e debate acalorado. 

Tanto é assim que, ao ver a propagação do nome do irmão para o pleito estadual, Cid Gomes (PSB), que não é nada bobo, tratou de ir às redes sociais e defender o nome de Ciro para o embate presidencial. Ora, essa não é a pauta que está na ordem do dia.  

Diante de inúmeras derrotas da oposição, inclusive partidária e em número de aliados na Capital e Interior, o fator Ciro Gomes parece ser a última e mais interessante cartada de um grupo que pouco teve o que comemorar nas últimas eleições no Ceará.

ciro gomes JUNTO A OPOSIÇÃO NO CE

  

Disputa no Ceará estremece fusão entre PSDB e Podemos e especula Ciro e Tasso no mesmo partido

Escrito por Inácio Aguiar / DIARIONORDESTE
 
 
A semana política no Ceará foi marcada por uma movimentação de bastidores com potencial para influenciar o xadrez eleitoral no Estado. Com Ciro Gomes no centro da discussão, a possível fusão entre PSDB e Podemos, em âmbito nacional, gerou repercussões imediatas, causou desconfortos e acirrou disputas pelo comando da nova sigla no Ceará.
 

Embora tenha motivações claras no plano nacional — somar forças para superar a cláusula de barreira e manter relevância partidária —, a fusão também reacendeu alianças antigas e disputas latentes no cenário estadual.

O movimento mais emblemático foi o convite feito pelo ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) a Ciro Gomes (PDT) para que ele se filie ao novo partido oriundo da fusão. O próprio Ciro revelou o convite durante um encontro com parlamentares da oposição, na Assembleia Legislativa, na última terça-feira (6).

O gesto de Tasso reacende uma aliança histórica e traz à tona especulações sobre um possível retorno de Ciro à disputa pelo Governo do Estado — possibilidade que ele mesmo não descartou na conversa com deputados estaduais.

Nos bastidores, o movimento é interpretado como incerto e visto como uma tentativa de agitar o cenário político local, já tumultuado com o anúncio da federação entre União Brasil e PP, que também terá reflexos no Ceará.

Disputa pelo comando: oposição ou base aliada?

Se, em Brasília, o tom é de conciliação entre os dois partidos, no Ceará o clima esquentou e gerou desconforto. O epicentro da tensão é a disputa pelo controle da nova sigla.

De um lado, o grupo ligado a Tasso afirma que o comando local será dos tucanos e que o partido adotará uma postura de oposição. De outro, o Podemos, atualmente alinhado ao governo Elmano e com representação na base aliada, defende manter essa condição e reivindica a liderança da legenda no Estado.

A divergência ganhou um novo capítulo com a possibilidade de Eduardo Bismarck — deputado federal ainda filiado ao PDT, mas próximo ao grupo do Podemos — assumir o comando da sigla no Ceará. A tese defendida por interlocutores do Podemos é a de que, nos estados onde apenas uma das legendas tenha representação na Câmara dos Deputados, o comando local caberia a ela.

Neste caso, o partido de Renata Abreu sairia na frente. A interpretação, no entanto, é contestada nos bastidores tucanos, que veem a nova sigla como uma força de oposição liderada por Tasso e seus aliados, incluindo, possivelmente, Ciro Gomes.

Tensão e pausa estratégica

Diante das indefinições nacionais e do aumento da temperatura local, lideranças estaduais articulam uma espécie de “pausa estratégica”. A ideia é aguardar o desfecho da fusão e as diretrizes que serão anunciadas pela Executiva nacional das legendas até o mês de junho. Até lá, as conversas devem seguir nos bastidores, com articulações silenciosas.

O movimento que envolve Ciro Gomes e Tasso Jereissati é mais do que uma disputa por comando partidário: é a possibilidade de reconfiguração de forças no Ceará para a eleição de 2026.

Tasso Ciro JLeomar

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