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Quaest: Cláudio Castro lidera no Rio com 25%, contra 18% de Marcelo Freixo

O governador Cláudio Castro (PL) lidera a disputa à reeleição no Rio de Janeiro com 25% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, segundo a mais recente pesquisa Quaest/Genial. O deputado Marcelo Freixo (PSB) aparece em seguida, com 18%.

Em terceiro lugar, está Rodrigo Neves (PDT), com 9%. No pelotão seguinte aparecem André Ceciliano (PT), com 2%, Paulo Ganime (Novo), também com 2%, e Felipe Santa Cruz (PSD), com 1%. Branco, nulo e os que não pretendem votar somam 33%. Os indecisos são 10%.

CENÁRIO 1

  • Cláudio Castro (PL): 25%
  • Marcelo Freixo (PSB): 18%
  • Rodrigo Neves (PDT): 9%
  • André Ceciliano (PT): 2%
  • Paulo Ganime (Novo): 2%
  • Felipe Santa Cruz (PSD): 1%
  • Branco/Nulo/Não pretende votar: 33%
  • Indecisos: 10%

 

​​O instituto ouviu de forma presencial 1.200 pessoas no estado de 12 a 15 de maio, e a margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança do levantamento é de 95%, sob o registro RJ-09916/2022 e BR-01548/2022. A pesquisa da Quaest é financiada pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, que é controlada pelo Banco Genial.

Já num segundo turno entre Castro e Freixo, o governador marcaria 38%, contra 27% do deputado. Nessa simulação, 27% dizem que votariam branco, nulo ou que não votariam. Os indecisos são 8%.

Castro é do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Freixo conta com o apoio do ex-presidente Lula (PT).

FOLHA DE SP

A PESCARIA DOS VOTOS DAS TERCEIRA VIA

Vamos combinar? O (até a conclusão desta coluna) pré-candidato à Presidência João Doria não é O problema do PSDB, mas UM DOS problemas de um partido que foi tão importante, mas não respeitou o próprio passado, não cuidou do presente e não preparou o futuro. Vive seu ocaso, sem renovação e sem união.

O País em chamas, com um presidente que armou sua milícia e brinca com fogo e com guerra, e cadê o PSDB, que comandou a estabilidade da economia, elegeu Fernando Henrique Cardoso em primeiro turno duas vezes e deixou uma herança bendita? Está perdido em reuniões inúteis e em rachuncho do fundo eleitoral.

Fazer novas pesquisas com MDB Cidadania para chegar a um nome da terceira via? Como ironiza o tucano Aloysio Nunes Ferreiraao anunciar apoio ao petista Lula, é pura perda de tempo, jogar dinheiro fora. O que essas pesquisas vão mostrar? O que todo mundo já sabe.

Já FHC ressaltou o óbvio, que as prévias devem ser respeitadas, mas a cúpula do partido ameaça derrubar Doria, que ameaça entrar na Justiça contra o nome da senadora Simone Tebet (MDB), que ameaça ser candidata de “união” no tapetão. É hora de petistas e bolsonaristas disputarem votos do centro, hora de atrair, não repelir. Logo, é burrice o PT bater nos tucanos e Bolsonaro amedrontar o País e falar em golpes. Mas é o que fazem.

Enquanto Lula põe o ex-tucano Geraldo Alckmin na sua vice e colhe o voto de Nunes Ferreira, como reagem os petistas? Atacam partidos, políticos de centro e até o que eles chamam de “jornalistas tucanos”. O que vem a ser isso? Os que estão alertas para o risco de Bolsonaro levar a “eleições conturbadas”, mas não babam ovo para Lula e não tapam nariz, boca, olhos e ouvidos para os erros do PT.

Alguém precisa dizer aos petistas que estiverem no mundo da lua que os “inimigos” não são o centro nem os tucanos e avisar a eles que tem um tal de Jair Bolsonaro arregimentando suas forças armadas, civis e militares, contra ministros do Supremo e defensores da democracia e das eleições, como defendiam vacinas, máscaras, isolamento social e Amazônia.

E Bolsonaro? Ele tem a caneta e as verbas, só faz campanha e inventou até uma “lanchaciata” em Brasília, que concentra a elite do funcionalismo e a maior renda per capita do País. Em vez de dar uma banana para o povo, os apoiadores esfregavam picanha na cara dos que passam fome. É assim que Bolsonaro disputa o voto de centro?

Com petistas xingando tucanos e a terceira via, bolsonaristas desdenhando da fome e do pobre, o PSDB passando rasteira no vencedor das prévias e o centro jogando dinheiro e tempo fora, a polarização é desesperadora.

ELIANE CATANHEDE / O ESTADÃO

Tebet: 'Doria é problema do PSDB. Estou pronta para ser cabeça de chapa ou vice'

Bianca Gomes / O GLOBO

 

SÃO PAULO - Pré-candidata do MDB à Presidência, a senadora Simone Tebet (MS) disse nesta segunda-feira ao GLOBO que o ex-governador João Doria é "problema" do PSDB e que ela está pronta para ser cabeça de chapa ou vice.

— (João Doria) é problema do PSDB. O PSDB aceitou fazer parte dessa pesquisa junto com Cidadania e MDB — afirmou Tebet. — Eu estou pronta para subir no palanque dessa frente democrática independentemente de cabeça de chapa ou vice.

Questionada sobre a carta na qual Doria diz não concordar com as pesquisas da terceira via ou ser vice de Tebet, a senadora ressaltou que respeita os critérios e concordará com resultado.

— Eu aceitei as regras do jogo e, posso falar por mim, vou aceitar o resultado na quarta-feira seja ele qual for — assegurou a pré-candidata do MDB, que acredita numa definição da terceira via nesta quarta-feira.

A senadora ainda afirmou que, se escolhida, será candidata à Presidência com ou sem PSDB e Cidadania, ou seja, sem depender do que acontecerá com Doria.

— Com ou sem frente democrática, se o meu nome for escolhido  e outros resolverem 'ah, não aceito as regras do jogo', tentarem judicializar, é um direito que lhes assiste. Eu continuo — concluiu Tebet, que defendeu a necessidade de o centro definir logo "um rosto, nome, sobrenome e uma cara para se apresentar ao Brasil".

Nesta segunda, Tebet participou de um ciclo de debates promovido pelo Conselho Político e Social (Cops), da Associação Comercial de São Paulo. Depois, almoçou com empresários acompanhada do ex-presidente Michel Temer.

Terceira via trava uma guerra de 3% contra 1%..

Josias de Souza

Colunista do UOL

16/05/2022 09h34

Dois partidos ainda simulam a busca por um candidato de consenso para representar a terceira via na sucessão presidencial. O PSDB dispõe de João Doria, um candidato que venceu as prévias, mas não levou o partido. O MDB oferece Simone Tebet, uma candidata que se mantém na pista enquanto parte da caciquia da sua legenda finca os cotovelos nas mesas dos jantares de Lula. No final de semana, a negociação ganhou ares de conflito. PSDB e MDB travam a guerra de 3% contra 1%. São esses os percentuais de votos atribuídos a Doria e Simone.

Considerando-se que Doria e Simone não admitem ser vice um do outro, era preciso estabelecer um critério. Numa negociação que incluiu o Cidadania, combinou-se a realização de pesquisas desfavoráveis a Doria, pois incluem a rejeição como fator de desempate. O candidato tucano chamou a manobra de "golpe"e enviou ofício à cúpula do PSDB. Cobrou respeito às prévias e ameaçou recorrer à Justiça.

Marcada para quarta-feira, a reunião dos partidos que ainda brincam de terceira via será precedida por um encontro em que a Executiva do PSDB decidirá, na terça, o que fazer com a carta de Doria. Nesse cenário, é nula a hipótese de surgir um candidato único em 18 de maio, como havia sido prometido. A questão não é que a terceira via empacou. O problema é que o grupo evoluiu de um congestionamento para um beco sem saída.

Saíram ou foram empurrados para fora da disputa presidencial Luciano Huck, Sergio Moro, Rodrigo Pacheco, Eduardo Leite, Alessandro Vieira e Luiz Henrique Mandetta. Doria e Simone sonhavam em substituir Bolsonaro num segundo turno contra Lula. O erro mais primário que pode ser cometido no momento é culpar os 30% de eleitores que flertam com a reeleição do capitão pela dificuldade dos seus rivais de atingir os dois dígitos nas pesquisas. O problema da terceira via nunca foi de escassez de nomes, mas de falta de unidade e de ideias.

Mandamentos de Lula começam com um 'não'.

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

14/05/2022 00h33

Os mandamentos econômicos de Lula tornaram-se negativos, meio fugidios. À medida que a campanha avança, o presidenciável do PT vai enumerando, a conta-gotas, os preceitos com os quais espera mobilizar os devotos que carregam sua candidatura no andor. Todos começam com "não".

Eleito, Lula não admitirá o teto de gastos. Ele não preservará a reforma trabalhista. Também não aceitará as mexidas feitas no modelo de financiamento sindical. Não tolerará privatizações como a da Eletrobras. Não engolirá a política de preços da Petrobras.

Num evento organizado pela Força Sindical na quinta-feira, Lula declarou que "a mentalidade de quem fez a reforma trabalhista, a reforma sindical, é a mentalidade escravocrata, de quem acha que sindicato não tem que ter força, não tem representatividade."

Michel Temer vestiu a carapuça: "A única intenção do ex-presidente Lula, certa e seguramente, é restabelecer o imposto sindical", disse ao Estadão. "Sendo assim, que o diga expressamente e não faça acusações a quem não retirou nenhum direito dos trabalhadores. Nossa reforma trabalhista acrescentou direitos aos trabalhadores brasileiros". Citou a possibilidade de parcelamento das férias, o registro formal do trabalho intermitente, o banco de horas e o home office.

Na véspera, num encontro com reitores universitários realizado em Juiz de Fora, Lula havia reiterado sua ojeriza ao teto de gastos, outra inovação introduzida na Constituição sob Michel Temer.

Numa campanha marcada pela inanição de ideias, aguarda-se com certa agonia pelo instante em que o primeiro colocado em todas as pesquisas presidenciais começará a dizer o que deseja colocar no lugar da reforma trabalhista e do teto de gastos, já destelhado por Bolsonaro..

Espera-se pelo instante em que Lula informará como planeja conter os reajustes dos combustíveis sem recorrer ao congelamento adotado sob Dilma, que abriu um rombo no caixa da Petrobras.

Há muita ansiedade para saber que precauções Lula planeja adotar para evitar que desçam novamente ao balcão da baixa política as estatais que ele não privatizará se retornar ao Planalto..

Lula leva a sério um raciocínio que expôs na entrevista publicada dias atrás pela revista americana Time: "Nós não discutimos política econômica antes de ganhar as eleições", disse ele.

Lula leva a sério um raciocínio que expôs na entrevista publicada dias atrás pela revista americana Time: "Nós não discutimos política econômica antes de ganhar as eleições", disse ele.

Atrás desse enunciado se esconde o receio de ser arrastado para um debate sobre o estrago produzido na economia durante a gestão de Dilma Rousseff. Foi a ruína de madame que impulsionou, na gestão Temer, a reforma trabalhista e o teto de gastos.

O desejo de Lula de receber do eleitor um cheque em branco não orna com um cenário em que se misturam a carestia, o desemprego e a desesperança. No evento da Força Sindical, Lula fez uma concessão ao óbvio ao dizer o seguinte:.

"Precisamos conquistar credibilidade, para que as pessoas acreditem naquilo que a gente fala. Precisamos ter previsibilidade." Bingo!.

O primeiro passo para dar previsibilidade a um eventual terceiro mandato seria Lula parar de se comportar como um freguês que entra no restaurante, senta-se à mesa, lê o menu e diz ao garçom o que não quer comer. Lula precisa começar a dizer o que quer.

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