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Pesquisa FSB/BTG: Lula sobe 5 pontos e vai a 46%; Bolsonaro se mantém estável, com 32%

Por Gustavo Queiroz / O ESTADÃO

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou um número maior de potenciais eleitores no último mês, enquanto os demais concorrentes permanecem estáveis, mostra levantamento do Instituto FSB Pesquisa, encomendado pelo BTG Pactual. Na rodada de entrevistas publicada nesta segunda-feira, 30, a primeira sem o ex-governador João Doria (PSDB), o petista aparece com 46% das intenções de voto, cinco pontos a mais que um mês atrás, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve no mesmo patamar anterior, com 32%.

 

Na sequência, Ciro Gomes (PDT) tem 9%, Simone Tebet (MDB) aparece com 2 % e André Janones, com 1%. Os demais candidatos, juntos, somam 1%.

Em um segundo cenário avaliado, retirando os candidatos que menos pontuaram do páreo e incluindo nome do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) na disputa, Lula teria 41% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 31%, Ciro, com 13% e Leite, com 3%. Tebet e Janones ficam empatados, com 2% cada. Entre os entrevistados, 72% dizem que não pretendem mudar de ideia quanto ao voto.

Na pesquisa espontânea, Lula também cresceu cinco pontos porcentuais, subindo de 36% para 41% e Bolsonaro perdeu um, sendo lembrado por 29% das pessoas. Ciro é escolhido por 3% dos eleitores. Felipe D’Ávila (Novo) e Simone Tebet têm 1 cada.

No segundo turno, a vantagem é do petista. Ele vence Bolsonaro por 54%, a 35%.

O levantamento também mostra que a maioria dos eleitores que disseram votar em Ciro e Janones na pesquisa estimulada votariam no ex-presidente em um segundo turno contra Bolsonaro. Já o eleitorado de Tebet pretende anular ou votar em branco se este cenário se confirmar.

Nesta segunda-feira, 30, o Estadão lançou um agregador de pesquisas eleitorais, que usa dados dos levantamentos de 14 empresas, considerando suas peculiaridades metodológicas, para calcular a Média Estadão Dados - o cenário mais provável da disputa a cada dia. Veja mais aqui.

O levantamento foi realizado por telefone, entre os dias 27 e 29 de maio de 2022. Foram entrevistados 2 mil eleitores. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número TSE: BR-03196/2022.

LULA PRECISA VIVER UMA CAMPANHA DOS SONHOS PARA VENCER NO PRMEIRO TURNO

Mestre em ciência política pela UNB e diretor da consultoria Eurasia Group

última rodada de pesquisas eleitorais reacendeu a discussão sobre uma vitória de Lula no primeiro turno. O cenário ficou evidente no levantamento do Datafolha, que indicou 54% dos votos válidos para o ex-presidente, acima da margem de erro da pesquisa.

Ganhar no primeiro turno está sim ao alcance de Lula, mas não é o cenário mais provável. Para que isso aconteça, é preciso uma conjunção de vários fatores: praticamente uma campanha dos sonhos para o PT. Dentre eles, Lula precisa escapar incólume de ataques cada vez mais duros; Bolsonaro tem que fracassar no esforço de melhorar a imagem de seu governo; e a terceira via - especialmente Simone Tebet e Ciro Gomes - precisa continuar muito fraca.

No primeiro ponto, a rejeição a Lula, a tendência é de haver algum aumento ao longo da campanha à medida que aumente o volume de peças negativas contra o ex-presidente. A lembrança ruim da crise econômica iniciada no governo de Dilma Rousseff, por exemplo, pode ser um calcanhar de Aquiles importante, pois mancha a reputação de Lula e do PT justamente no tema mais importante dessas eleições - a economia.

É preciso tomar cuidado para não exagerar na expectativa de um forte sentimento anti-PT durante a campanha. Mesmo quando Lula estava preso, em junho de 2018, sua taxa de rejeição era apenas 3 pontos superior à atual, segundo o Datafolha (36% vs 33%). Mas a campanha negativa deve surtir algum efeito, e o aumento de alguns pontos porcentuais na rejeição a Lula tenderia a jogar a eleição para o segundo turno.

Sobre o segundo ponto, a aprovação de Bolsonaro, é preciso reconhecer que candidatos à reeleição normalmente conseguem elevar suas taxas de aprovação na reta final da campanha. Os governos concentram as bondades no ano eleitoral, e a propaganda oficial ajuda a lembrar os eleitores das realizações do governo.

Foi o caso de Lula em 2006 e de Dilma em 2014, por exemplo. De fato, está sendo também o caso de Bolsonaro: ainda que o Datafolha mostre um pequeno aumento da rejeição ao presidente em maio, a tendência em relação ao segundo semestre de 2021 tem sido de melhora, puxada em parte pela geração de emprego em alta. A inflação persistente, especialmente em combustíveis e alimentos, é seu maior desafio.

Por fim, para ganhar no primeiro turno, Lula precisa contar com uma terceira via muito fraca. Hoje, Ciro e Tebet não parecem competitivos, e por isso muitos eleitores consideram o voto útil em Lula para derrotar Bolsonaro. Mas isso pode mudar mais à frente, quando Tebet se tornar mais conhecida dos eleitores. Se ela subir nas pesquisas a ponto de parecer uma candidata viável, pode tirar alguns pontos porcentuais de eleitores de Lula que não têm afinidade com o PT. Tebet terá muitas dificuldades para ir ao segundo turno, mas pode se tornar o fiel da balança para evitar uma vitória de Lula ainda no primeiro. O GLOBO

Aborto – Cássia Kis versus Lula

Carlos Alberto Di Franco, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2022 | 03h00

Em recente entrevista no programa de Fátima Bernardes, Cássia Kis, uma das maiores atrizes brasileiras, surpreendeu ao falar da alegria de sua fé católica e ao criticar o aborto com a autenticidade de quem passou por uma transformação sofrida, mas profundamente libertadora.

Não faz muito tempo, outra surpresa: Lula. O político astuto, calculista e com notável capacidade de se posicionar na linha dos ventos favoráveis tem provocado perplexidade entre os seus próprios correligionários.

Falando pelos cotovelos, Lula disse que vai resolver os problemas do Brasil abrindo mais estatais. Anunciou que vai acabar com o teto de gastos. Vai criar o Ministério do Índio. Vai detonar a reforma trabalhista e ressuscitar o Imposto Sindical. Disse que policial, para ele, não é gente. Vai criar a moeda que acabará com o dólar. Mas o que mais surpreendeu – pelo menos a mim – foi sua forte, aberta e declarada defesa do aborto. Lula falou de costas para o Brasil, um país que aceita tudo, menos o aborto. Não dá para entender o que está acontecendo com o ex-presidente. Talvez seja uma estratégia de desconstrução de sua candidatura. Sei lá. Mas aproveito o gancho para conversar com você, amigo leitor, a respeito das sucessivas tentativas de forçar a barra para ampliar o aborto no País.

No Brasil, como sempre, grupos favoráveis ao aborto e muito pouco democráticos já começam a ensaiar um roteiro bem conhecido: contornar o Congresso Nacional e levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF). A rejeição ao aborto no Brasil é fantástica. As pesquisas estão aí. E são inequívocas. A legalização do aborto é uma agressão à sociedade. Mas a ideologia não está nem aí com o sentimento da maioria. Democracia só vale se estiver alinhada com o pensamento único de uma militância autoritária.

A legalização do aborto sempre foi uma prioridade da esquerda. Contra a vontade expressa da sociedade, e em nome da “democracia” e dos direitos reprodutivos, defende a eliminação do primeiro direito humano fundamental: o direito à vida.

No aborto há duas vítimas: o bebê não nascido e o coração desgarrado da mãe.

No tocante ao inegável sofrimento vivido pela gestante, reproduzo um depoimento emblemático. Trata-se da carta de uma mãe que, não obstante a dor provocada pela morte do feto anencéfalo, justificou a sua decisão de levar a gravidez até o fim. Sua carta, publicada no jornal O Globo, foi um contundente recado aos governantes.

“Fui mãe de uma criança com anencefalia e posso afirmar que durante nove meses de gestação convivi com um ser vivo, que se mexia, que reagia aos estímulos externos como qualquer criança no útero. Afirmo, também, que não existe dano à integridade moral e psicológica da mãe. O problema é que estamos vivendo numa sociedade hedonista e queremos extirpar tudo o que nos cause o mínimo incômodo.” (...) “Se estamos autorizando a morte dos que não conseguirão fazer história de vida, cedo ou tarde autorizaremos a antecipação do fim da vida dos que não conseguem se lembrar da sua história, como os portadores do mal de Alzheimer”, escreveu Ana Lúcia dos Santos Alonso Guimarães.

Trata-se de uma carta impressionante e premonitória. A autora se opunha ao aborto anencefálico. A legalização do aborto, estou certo, é o primeiro elo da imensa cadeia da cultura da morte. Após a implantação do aborto descendente (a eliminação do feto), virão inúmeras manifestações do aborto ascendente (supressão da vida do doente) – a eutanásia já está incorporada ao sistema legal de alguns países –, do idoso e, quem sabe, de todos os que constituem as classes passivas e indesejadas da sociedade.

Aprovar a autorização legal para abortar, como bem comentam os filósofos Robert P. George e Christopher Tollefsen, em seu livro Embryo: A defense of Human Life, é dar licença para matar uma certa classe de seres humanos como meio de beneficiar outros. Defender os direitos de um feto é a mesma coisa que defender uma pessoa contra uma injusta discriminação, a discriminação dos que pensam que existem alguns seres humanos que devem ser sacrificados por um bem maior. Aí está exatamente o cerne da questão, que nada tem que ver com princípios religiosos nem com a eventual crença na existência da alma.

Hoje, o que está sendo questionado não é tanto a realidade biológica, inegável, mas uma coisa muito mais séria: o próprio conceito de “humano” ou de “pessoa”. Trata-se, portanto, de uma pergunta de caráter filosófico e jurídico: quando se pode afirmar sobre um embrião ou um feto que é propriamente humano e, portanto, detentor de direitos, a começar pelo direito à vida?

Fala-se, arbitrariamente, de tantos dias, de tantos meses de gravidez... E se chega até a afirmar, como já foi feito entre nós, que só somos seres humanos quando temos autoconsciência. Antes disso, só material descartável ou útil para laboratório. Mas será que um bebê de dois meses ou de dois anos tem “autoconsciência”?

Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa, democrática e digna para seres humanos (os adultos) com a morte de outros (as crianças não nascidas).

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JORNALISTA

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Média Estadão Dados: Lula lidera por 46% a 30% sobre Bolsonaro

Sobre o Agregador

O agregador de pesquisas eleitorais do Estadão usa dados dos levantamentos de 14 empresas, considerando suas peculiaridades metodológicas, para calcular a Média Estadão Dados - o cenário mais provável da disputa a cada dia, de acordo com nosso modelo.

A média de cada candidato não é a simples soma dos resultados e divisão pelo número de pesquisas. O agregador controla diversos parâmetros e dá pesos diferentes aos levantamentos para impedir que números destoantes ou desatualizados puxem um dos concorrentes para cima ou para baixo.

A série histórica do agregador tem dados divulgados pelas seguintes empresas: Datafolha, Ipec (o antigo Ibope), Quaest, Paraná Pesquisas, Vox Populi, Sensus, MDA, PoderData, Ipespe, Ideia, Futura, FSB, Gerp e Real Time Big Data. As seis primeiras fazem pesquisas presenciais, ou seja, seus entrevistadores abordam as pessoas face a face, na rua ou em suas casas. As sete últimas promovem sondagens por telefone. O MDA usa os dois métodos.

A forma como os dados são coletados tem influência significativa nos resultados. Na média, pesquisas telefônicas tendem a subestimar a taxa de intenção de votos no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a superestimar a do presidente Jair Bolsonaro (PL). É possível que isso aconteça porque sondagens feitas por telefone tenham mais dificuldades de aferir a opinião dos mais pobres - segmento em que o petista se sai melhor.

Nosso modelo considera que, na média, as pesquisas presenciais são mais precisas ao atribuir a taxa de intenção de votos de cada candidato. Por outro lado, as pesquisas telefônicas são feitas com maior frequência e podem captar melhor eventuais mudanças de tendência.

A Média Estadão Dados considera o desempenho de cada candidato nos dois tipos de pesquisas, mas depois que essas últimas são submetidas a um fator de correção. Veja as principais características do agregador:

1) São calculadas separadamente as médias de pesquisas presenciais e telefônicas. A média das primeiras é usada como parâmetro para estimar eventuais vieses das demais. Um fator de correção, que pode variar ao longo do tempo e é calculado para cada empresa, é aplicado para compensar esses possíveis vieses.

2) A linha de tendência de cada candidato, ou seja, a evolução de seu desempenho nas duas pesquisas mais recentes de um mesmo instituto, é levada em conta para calcular sua taxa a cada dia.

3) Há anteparos para evitar que números destoantes afetem o resultado final. Se uma pesquisa traz resultados muito diferentes de outras feitas em datas próximas e com metodologia semelhante, seu peso é reduzido no cálculo da média. O mesmo acontece quando uma determinada linha de tendência destoa das demais.

4) Se uma empresa fica muito tempo sem divulgar pesquisas, suas taxas e linhas de tendências deixam temporariamente de ser consideradas, até que novos números sejam publicados. Atualmente só entram na conta dados de institutos com pesquisas divulgadas nos últimos 77 dias. Essa “janela de inclusão” vai diminuir com o tempo para que, na data do primeiro turno, sejam considerados apenas os resultados dos três dias anteriores.

5) Quanto mais recente é uma pesquisa, maior é seu peso na definição da média final. Levantamentos com maior quantidade de entrevistados (e, portanto, com menor margem de erro), também ganham mais peso no cálculo.

6) Datafolha e Ipec (instituto que mantém a equipe e a metodologia do antigo Ibope) entram no agregador com status de “padrão ouro”, por seu desempenho em eleições passadas. Empresas que tiverem os resultados ou linhas de tendência mais distantes do padrão ouro terão o peso reduzido no resultado final.

O agregador de pesquisas do Estadão estreia com 57 levantamentos publicados desde o dia 1º de dezembro de 2021, sendo 40 feitos por telefone e o restante presencialmente. A ferramenta vai trazer sempre dados dos últimos seis meses.

Além da Média Estadão Dados, o aplicativo permite visualizar, separadamente as médias das pesquisas presenciais e telefônicas, cada uma delas calculada segundo metodologia própria do núcleo de jornalismo de dados do Estadão.

Os usuários poderão fazer recortes dos resultados, destacando apenas as linhas do gráfico de determinados candidatos, e compartilhar essas visualizações em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Paraná Pesquisas diz haver empate técnico entre Bolsonaro e Lula em São Paulo.

Um levantamento do Paraná Pesquisas publicado neste sábado 28 diz haver empate técnico entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) no eleitorado do estado de São Paulo. O ex-capitão aparece com 39,1%, ante 35% do ex-presidente. O instituto diz que a margem de erro do levantamento é de “aproximadamente 2,3% para os resultados gerais”.

 

Aparecem a seguir Ciro Gomes (PDT), com 5,4%; João Doria (PSDB), com 3,9%; e André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 1,1% cada. Não chegaram a 1% Pablo Marçal (PROS), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC), Luiz Felipe D’Ávila (Novo) e Luciano Bivar.

 

Brancos e nulos somam 8,4%. Não sabem ou não responderam 4,3%.

O Paraná Pesquisas diz ter entrevistado presencialmente 1.880 eleitores em 76 municípios de São Paulo entre 22 e 26 de maio. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-06924/2022..CARTA CAPITAL

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