Paraná Pesquisas: Lula lidera com 41%, seguido de Bolsonaro, com 35%
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou mais um levantamento estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao eleitor, sobre a corrida presidencial. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança com 41,4% das intenções de voto no principal cenário. O presidente Jair Bolsonaro (PL) surge na segunda posição, com 35,3%.
Na pesquisa divulgada em maio, o petista tinha 40% contra 35,2% do atual presidente.
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou mais um levantamento estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao eleitor, sobre a corrida presidencial. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança com 41,4% das intenções de voto no principal cenário. O presidente Jair Bolsonaro (PL) surge na segunda posição, com 35,3%.
Na pesquisa divulgada em maio, o petista tinha 40% contra 35,2% do atual presidente.
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para Aécio Neves, a declaração foi ‘arrogante’ e ‘desrespeitosa’
Em nota, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) classificou como “arrogante” e “desrespeitosa” a declaração de Lula. O petista e o tucano nunca se enfrentaram diretamente em um eleição presidencial. Aécio perdeu a eleição para Dilma em 2014, no segundo turno.
Na resposta a Lula, Aécio voltou a criticar “equívocos” da cúpula tucana. “Arrogante e desrespeitosa a afirmação do ex-presidente Lula de que o PSDB acabou. Por maiores que tenham sido os equívocos dos nossos atuais dirigentes ao priorizar, até aqui, um projeto regional em detrimento da nossa responsabilidade maior de lançar uma candidatura presidencial competitiva para se contrapor aos dois extremos, o PSDB continua e continuará a ser essencial ao Brasil. E o tempo mostrará isso”, disse o tucano em nota oficial.
A declaração de Lula também provocou a reação de um outro tipo de adversário do petista: os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles afirmou que nunca pensou que “algum dia iria concordar em algo com Lula” e defendeu a ideia de que o PSDB acabou.
Já o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 do presidente, compartilhou a declaração de Lula e questionou: “E quem ainda vota no PSDB quer o ex-presidiário de volta à cena do crime?”. CONTINUAÇÃO/ O ESTADÃO
LULA IMPÕE ÚLTIMA HUMILHAÇÃO A0 PSDB
J R GUZO / O ESTADÃO
A agonia do PSDB, até algum tempo atrás um partido de primeira grandeza na política brasileira, está sendo demorada, vergonhosa e miserável. Sua última humilhação acaba de acontecer, e veio pela boca de alguém que deveria, pelo menos, ter um pouco de dó dos antigos tucanos e de seus projetos de salvar a pátria através da “socialdemocracia”. Bastaria isso - um pouco de misericórdia. Mas nem isso houve. Numa cerimônia pública em São Paulo, o ex-presidente Lula, candidato a presidente da República nas próximas eleições e atual objeto de veneração por parte do PSDB, disse que o partido “acabou”.
O PSDB e os seus líderes estão fazendo qualquer coisa para dizer que o ex-presidente, seu ex-adversário supremo, é um santo consagrado da política brasileira, mas não adianta. Lula não é homem de ter pena, nem de comportar-se com gratidão - ou, pelo menos, com educação. Pronunciou, com gosto, a sentença de morte do partido do “equilíbrio”, da “modernidade” e da “civilização europeia”. Precisava? O PSDB já não tem onde cair morto; seu “candidato presidencial”, João Doria, virou suco, suas chances de ganhar alguma coisa importante estão entre mínimas e nulas, e seus líderes se tornaram peças de museu. Mas Lula não perdeu a oportunidade de esfregar sal na ferida.
O desprezo público do candidato é tanto mais notável quando se considera que um dos seus novos serviçais de maior destaque, o ex-governador Geraldo Alckmin, foi a mais cara esperança que o PSDB e o “Brasil moderado” tiveram para voltar ao governo neste século. Alckmin, há pouco, dizia que Lula se candidatou à Presidência da República para “voltar à cena do crime”. De um momento para o outro, vendo o seu mundo tucano ir a pique, esqueceu tudo e passou a ser o devoto número 1 da esquerda e do seu líder máximo. Hoje é candidato a vice na chapa petista, e já chama as pessoas de “companheiro” e de “companheira”.
O ex-presidente poderia pensar em Alckmin e ter um pouco de pena do PSDB e suas redondezas, mas faz o contrário - em vez de ficar grato à tucanada, mostra desprezo por ela. No mais, e além de Lula, é uma debandada geral. Raramente os ratos nadam na direção de um navio que está afundando.
PSDB reage a Lula, fala em ‘hipocrisia’ e diz que gestão do PT ‘quase acabou com o Brasil’
Por Natália Santos / O ESTADÃO
O PSDB reagiu nesta terça-feira, 31, à fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o partido “acabou”. Nas redes sociais, o PSDB disse que o pré-candidato à Presidência deveria estar mais preocupado em “responder à população por que a gestão do PT quase acabou com o Brasil”.
O PSDB ainda afirmou que Lula “segue na hipocrisia procurando líderes tucanos”. O vice na chapa do petista é o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que deixou a legenda tucana em dezembro de 2021, após 33 anos filiado. Lula e Alckmin, historicamente, foram grandes adversários nas disputas presidenciais brasileiras e representavam forças políticas antagônicas.
O partido ainda defendeu na publicação que o País foi “salvo da destruição” com a aprovação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, o PSDB foi uma das legendas a favor do processo de destituição da petista.
Nesta terça-feira, 31, durante evento do lançamento do livro Querido Lula: Cartas a um Presidente na Prisão, Lula afirmou que o PSDB chegou ao fim. “Um senador do PFL disse uma vez que era preciso acabar com a ‘desgraça do PT’, o Jorge Bornhuasen. O PFL acabou. Agora, quem acabou foi o PSDB. O PT continua forte, continua crescendo e conseguiu construir a maior frente de esquerda já feita nesse País”, afirmou Lula.
O PSDB vive hoje o momento mais delicado de sua história após um histórico de ter um presidente da República por dois mandatos consecutivos - Fernando Henrique Cardoso - e ter terminado em segundo lugar em quatro eleições (2002, 2006, 2010 e 2014). Pela primeira vez, não deve ter candidatura presidencial própria, após o ex-governador de São Paulo João Doria deixar a disputa.
Bolsonaristas fazem cerco à agenda de Lula, e PT evita expor ex-presidente
A pouco mais de dois meses do início oficial da campanha eleitoral, apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) dão amostras nas ruas do clima de polarização que permeia a disputa presidencial deste ano.
A preocupação com a segurança, que já era uma constante na cúpula do PT, intensificou-se neste último mês e ficará evidenciada nos próximos eventos.
O ex-presidente cancelou, por exemplo, a viagem que faria a Santa Catarina na quinta-feira (2). Uma das razões foi a ausência de local adequado para realizar os eventos que gostaria, segundo a equipe de segurança do petista.
Nesta quarta-feira (1º), Lula vai ao Rio Grande do Sul e também teve de adaptar a agenda para evitar lugares em que ficasse muito exposto.
Desde que aumentou o número de viagens, no início de maio, o pré-candidato petista convive com protestos de bolsonaristas.
Mesmo que esparsas, as manifestações de aliados do presidente da República são agendadas com antecedência e já obrigaram a pré-campanha de Lula a reorganizar rotas do ex-presidente previamente marcadas, como ocorreu em ida a Juiz de Fora (MG).
A vereadora Carla Ayres (PT-SC) conta que Lula gostaria de fazer um ato aberto em Florianópolis, mas a previsão de chuva e a recomendação da equipe de segurança para que o evento fosse em local fechado brecaram a agenda. Isso porque não foi possível achar um lugar mais amplo.
Segundo o presidente estadual do PSB, Cláudio Antônio Vignatti, a equipe de segurança do ex-presidente visitou a associação de servidores da Eletrosul, onde ocorreria uma das agendas —e desaconselhou a realização ali.
Uma das causas, segundo ele, é que a área tinha capacidade para 1.000 pessoas e já havia 3.000 cadastrados.
No caso de Santa Catarina, um fator político também pesou para o cancelamento.
O PSB decidiu recomendar o adiamento devido à falta de consenso acerca do candidato ao governo do estadual da coligação –lá, Dario Berger (PSB) e Décio Lima (PT) postulam o posto– o que dificultaria a presença de ambos no palanque do ex-presidente.
Em outro caso, Lula havia manifestado desejo de caminhar pelo centro de Porto Alegre. A ideia, porém, teve de ser abortada devido à concentração de prédios no local, de onde pessoas poderiam arremessar objetos.
O grande ato político da agenda do Sul ocorrerá em local fechado, num estádio, com capacidade para 7.000 pessoas.
A recomendação do comando da campanha é que 3.000 fiquem do lado de fora, fazendo um cordão de isolamento na área. O mesmo ocorreu em Juiz de Fora, onde uma reunião com prefeitos foi transferida às pressas de endereço.
O público que participará do ato é previamente cadastrado pelas delegações de partidos. No Rio Grande do Sul, serão sete siglas.
Chegando ao estádio, os participantes serão submetidos a detector de metal, como tem ocorrido em outros eventos da pré-campanha, e passarão por uma fila montada segundo ordem alfabética.
Também receberão uma pulseira que dá acesso a diferentes áreas. No local, será proibido o uso de cartazes com nomes do candidato porque podem ser usados por algum infiltrado para ferir militantes.
Apesar dos cuidados, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, nega que haja alguma diretriz na pré-campanha no sentido de evitar a ida de Lula a ambientes não controlados.
"De jeito nenhum [há diretriz]. Aliás, se fosse diretriz, o presidente não ia cumprir porque ele gosta é de ficar com o povo", diz Gleisi.
No entanto, até o momento o ex-presidente não participou de eventos e agendas com a presença de opositores.
Segundo integrantes da cúpula do PT ouvidos pela reportagem, há na pré-campanha quem defenda justamente que Lula privilegie os ambientes só com a presença de apoiadores.
Este é um debate que ocorre desde o ano passado, mas o ex-presidente sempre rechaça essa ideia quando lhe é sugerida.
Segundo relatos, há ainda representantes da pré-campanha que advogam que o ex-presidente use colete à prova de balas nas suas agendas externas —o que o petista refuta.
Lula tem afirmado que quer viajar pelo Brasil e que sua campanha não será só pelas redes sociais.
"Tem gente que acha que não precisa mais fazer campanha com comício, é só pela rede social. Quem quiser ficar na rede social, que fique. Eu vou viajar o Brasil, quero conversar com o povo brasileiro", disse em evento da executiva nacional do Solidariedade, no começo de maio.
De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que irá atuar na pré-campanha, é preciso ter cuidado no deslocamento do petista em suas agendas. "Todo deslocamento será uma dor de cabeça grande. É um ajuste que vamos ter que fazer sempre na campanha", diz.
"Não estamos antagonizando com um candidato em circunstâncias normais, mas sim com um criminoso. O Bolsonaro é vocacionado ou a matar ou a incitar contra a vida das pessoas. Ele ficará o tempo todo incitando um atentado contra o Lula", continua.
Uma ala do PT minimiza os protestos bolsonaristas, dizendo que até então eles têm sido pequenos, e afirmam por ora não ver caráter de atos organizados.
Isto é, a avaliação é que os apoiadores de Bolsonaro tomam conhecimento das agendas de Lula por reportagens na imprensa, e não por redes de infiltrados na pré-campanha petista.
O tema da segurança foi abordado na primeira reunião com Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que será seu vice na chapa presidencial, presidentes e representantes dos partidos aliados, na semana passada.
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), disse na ocasião que está preocupado com a exposição de Lula e de Geraldo Alckmin e que é necessário reforçar a segurança do ex-presidente. Outros presentes à reunião concordaram. Lula, porém, ficou em silêncio.
Aliados do ex-presidente argumentam que Bolsonaro e seus apoiadores farão o possível para tumultuar o processo eleitoral vão se utilizar da violência como um instrumento.
Por isso, acreditam que os atos violentos só tendem a aumentar conforme o andamento do processo eleitoral e diante das seguidas declarações de Bolsonaro.
Segundo o ex-governador Wellington Dias (PT-PI), a ordem é "não entrar na onda de provocações, mas também não descuidar". "A tensão, o espalhar de ódio e as mentiras levam a riscos. Não abrimos mão de ir ao povo, mas cada vez com mais cuidados", diz ele.
O ex-governador também afirma que governos estaduais têm colaborado nas agendas externas de Lula, assim como a polícia. "Ao contrário do que dizem, muitos policiais federais e estaduais, civis e militares atuam de forma profissional, na inteligência, prevenção e para evitar atos de violência", diz.
O próprio Lula tem reforçado em conversas reservadas e eventos públicos a orientação para que os seus apoiadores não provoquem, nem caiam em provocação. O ex-presidente tem aproveitado essas oportunidades para lançar o mote de que essa será a campanha do "amor" contra o "ódio" de Bolsonaro.
No último dia 5 de maio, durante viagem a Campinas, o carro em que estava Lula foi cercado por bolsonaristas.
A manifestação ocorreu em frente a um condomínio onde Lula esteve no local para um almoço. O incidente ocorreu no momento em que ele deixava o local.
Em 11 de maio, Lula foi a Belo Horizonte, onde também enfrentou protestos bolsonaristas. Depois, em Juiz de Fora, uma das agendas teve de ser alterada. Lula se reuniria com líderes locais em um hotel, vizinho a uma concentração de bolsonaristas, mas o encontro foi transferido.
Houve clima de tensão. Um policial militar apontou arma a um grupo do MST que esperava por Lula na cidade, mostra vídeo publicado nas redes.
Reportagem da Folhamostrou que a polarização eleitoral entre Bolsonaro e Lula e a perspectiva de uma disputa acirrada levaram a Polícia Federal a reforçar o esquema de segurança de candidatos à Presidência para este ano.
Nesta terça (31), a PF se reunirá com as equipes de cada pré-candidato para apresentar o plano de proteção de presidenciáveis.

