Políticos de esquerda caem em fake news de vacina cubana
No afã de defender o regime comunista de Cuba, políticos brasileiros de esquerda ajudaram a espalhar nas redes sociais uma fake news de que o país havia desenvolvido uma vacina para prevenir o coronavírus. Na verdade, o país forneceu à China um medicamento, o Interferon alfa 2B, para o tratamento de infectados pelo vírus. O remédio, que já é usado em pacientes de hepatite B, hepatite C e leucemia, ajuda a combater os problemas respiratórios, um dos sintomas do coronavírus.
O jornal estatal de Cuba, o Granma, declarou que o remédio já produziu “resultados palpáveis na cura de mais de 1.500 pacientes”. Não há, no entanto, ainda nenhum imunizante desenvolvido capaz de evitar a doença. “O vírus é tão novo e diferente que ainda precisa de uma vacina própria”, diz a Organização Mundial da Saúde.
Nesta quinta-feira, o coordenador do MTST e candidato a presidente do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, publicou que a China estava utilizando uma “vacina produzida em Cuba”. Depois, fez uma correção dizendo que o medicamento “não era uma vacina, mas sim um antiviral”. “Algumas reportagens falaram indevidamente em vacina, induzindo ao erro”, escreveu ele.
O economista do PT Marcio Pochmann também publicou no Twitter sobre a “vacina anticoronavírus apresentada original e pioneiramente” por Cuba. “China, Itália e outros se rendem ao sucesso da saúde pública cubana”, escreveu ele.
Outros deputados e senadores do PT celebraram o uso do remédio cubano na China, mas sem recorrer à fake news da vacina. “Nada como um dia atrás do outro, daqui a pouco vai pedir o remédio de Cuba sucesso no tratamento da doença”, escreveu a presidente do partido, Gleisi Hoffmann. VEJA
A mamata acabou: a nova realidade dos sindicatos sem o imposto obrigatório
Um amontoado de mesas e cadeiras empoeiradas no 5º andar de um edifício no centro de Brasília foi o que restou da representação nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital do país. O escritório foi desativado depois da demissão de mais de vinte funcionários devido à nova realidade financeira da entidade. Com o fim do chamado imposto sindical, a arrecadação total da CUT caiu 80%. A contribuição obrigatória passou de 62,2 milhões de reais em 2017 para 441 539 reais no ano passado. O corte de custos se tornou inevitável. “Incharam demais a máquina sindical. A CUT mantinha cargos políticos. Eram sindicalistas que queriam fazer política”, diz Luzia Aparecida da Silva, responsável pela homologação dos acordos de rescisão trabalhista dos empregados da central. Ligada ao PT, a CUT já teve até uma bancada de deputados federais nos anos de dinheiro fácil. Na gestão de Lula e de Dilma Rousseff, aceitou o papel de soldadesca do petismo, lutando para manter o partido no poder. Seus cofres também serviram para financiar marchas e manifestações de apoio ao governo e até para garantir emprego ao notório Delúbio Soares depois que ele foi condenado à cadeia no processo do mensalão. Os tempos agora são outros.

Há no Brasil 10 892 sindicatos, vinculados a 551 federações, 48 confederações e seis centrais. Durante décadas, essa estrutura teve uma fonte de receita garantida graças ao imposto sindical, que obrigava cada empregado com carteira assinada a doar à sua respectiva entidade, todo ano, um valor equivalente a um dia de trabalho. Os recursos eram repassados mesmo que o sindicato não atuasse em prol de seus filiados. Diz o petista Chico Vigilante, ex-deputado federal e fundador da CUT: “O imposto sindical era um vício. Os caras não precisavam fazer nada e tinham aquele dinheiro sagrado ali”. Só em 2017, no último ano de vigência desse tributo, foram arrecadados 3,6 bilhões de reais. Em tese, a contribuição obrigatória deveria ser revertida em ações em defesa dos interesses dos sindicalizados. Na prática, enriqueceu dirigentes e patrocinou o inchaço da estrutura sindical, sem que houvesse necessariamente ganhos para a base. A desconhecida Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) chegou a arrecadar 5 milhões de reais em 2017. No ano passado, foram 300 000 reais. Resultado: demitiu 29 de seus 32 funcionários.
“O fim do imposto sindical foi devastador, um verdadeiro massacre”, reclama o presidente da CSPB, João Domingos, que acumulou patrimônio expressivo à frente da entidade, conforme reportagem publicada por VEJA em 2012. Até aqui, é certo que o efeito foi devastador apenas para os líderes, os principais beneficiários da boa vida propiciada pelo antigo tributo, e para seus subalternos. Entre 2017 e 2018, foram demitidos 7 097 funcionários de organizações sindicais. As grandes manifestações das centrais, muitas delas com objetivo meramente político, também perderam força. Não há, no entanto, nada que indique prejuízo para os filiados. “A tendência é que sobrevivam aqueles sindicatos criativos, que consigam prestar serviços à base”, diz Antônio Augusto Queiroz, coordenador do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Ele estima que haja no Congresso cerca de quarenta parlamentares de origem sindical, o que representa uma redução significativa, já que essa bancada superou no passado uma centena e elegeu até um presidente da Câmara, o petista Marco Maia.

Mesmo com a extinção da contribuição obrigatória, há exemplos de entidades que continuam atuantes. Um dos braços mais fortes da própria CUT, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizou uma greve de vinte dias em fevereiro e conseguiu reabrir negociações com a Petrobras em torno de demissões e de turnos de trabalho. A federação manteve sua força porque convenceu seus filiados a colaborar espontaneamente para a continuidade de suas atividades. “Com o fim do imposto sindical, o trabalhador não perde nada. Na realidade, ele deixa de descontar um dia de seu trabalho”, lembra José Maria Rangel, coordenador nacional da FUP. Mas um alerta: o desmame das organizações não ocorre sem reação. Nos bastidores do Congresso, há um lobby permanente pela recriação do tributo. Dois argumentos são usados. O primeiro, que beira a insanidade, é a possibilidade de cooptação dos sindicatos em dificuldades financeiras pelo crime organizado. O segundo: o risco de os trabalhadores se enfraquecerem nas negociações. Para darem força a essa alegação, parlamentares ligados ao sindicalismo costumam afirmar que o ritmo de reajustes salariais diminuiu nos últimos anos. Eles só se esquecem de dizer que até hoje o país luta para se recuperar da recessão econômica, o que explica em boa parte os resultados das negociações.
Relator de uma proposta de emenda constitucional que trata de reforma sindical, o deputado Fábio Trad (MDB-MS) enfrenta o lobby pela recriação do tributo, mas afirma que 95% dos parlamentares são contrários à medida e que os sindicatos que viviam à custa do Estado serão dizimados. Diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre: “O impacto do fim do imposto sindical foi muito forte. O que temos de fazer numa situação dessas é cortar custos e buscar receitas novas. Estamos ampliando a sindicalização. Temos de trabalhar para recuperar nossa capacidade de financiamento”. Perfeito. Os outros brasileiros é que não podem pagar essa conta.
Publicado em VEJA de 18 de março de 2020, edição nº 2678
Alerj, Tribunal de Justiça, Câmara e Defensoria restringem acesso devido ao coronavírus
RIO — A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Tribunal de Justiça (TJRJ), Câmara dos Vereadores e Defensoria Pública decidiram adotar medidas de prevenção ao novo coronavírus.
Na Alerj, de acordo com o ato da Mesa Diretora que será publicado nesta sexta-feira, ficam suspensas audiências públicas e reuniões de comissões e frentes parlamentares, além das visitas guiadas no Palácio Tiradentes e o atendimento público na biblioteca. As sessões deliberativas no plenário, no entanto, estão mantidas.
Restrição do acesso às dependências da Casa, permitido apenas a parlamentares, autoridades, funcionários do Legislativo, profissionais de imprensa e representantes de instituições públicas e privadas previamente credenciados. As medidas devem entrar em vigor na segunda e vão durar 30 dias, validade que pode ser prorrogada. As sessões deliberativas no plenário, no entanto, seguem mantidas.
Infográficoexplica detalhes sobre o coronavírus
Em nota, o TJRJ informou que colocará em prática medidas a partir desta segunda-feira para diminuir a circulação de pessoas na corte. Nesta sexta, o expediente será normal em todos os fóruns do estado.
A principal medida é restringir a circulação nos prédios de público externo, já que entre 40 mil e 50 mil pessoas circulam diariamente somente no Fórum Central. Para facilitar a adoção das medidas, as audiências e sessões de julgamento de primeiro e segundo graus serão suspensas por 60 dias.
— Os prazos dos processos físicos serão suspensos por 14 dias podendo ser prorrogados, caso necessário. Assim, os advogados e as partes não precisarão ir aos fóruns nos próximos dias. Em relação aos processos eletrônicos, os prazos correrão normalmente. Mas todas as serventias estarão funcionando — disse o presidente do TJRJ, desembargador Claudio de Mello Tavares.
Ao RJTV da TV GLOBO, o desembargador afirmou que sobre trabalho em casa:
— Os serventuários irão trabalhar "home office", ou seja, vão prestar o serviço em casa através do meio eletrônico. O prazo inicialmente será de 14 dias e poderá ser renovado por mais 14 dias.
Câmara de Vereadores
Já a Câmara dos Vereadores permitirá apenas a entrada de parlamentares, servidores, estagiários, terceirizados, profissionais de imprensa, assessores de entidades e órgãos públicos e representantes de instituições de âmbito nacional. Os visitantes só terão acessos de autorizados pelos respectivos gabinetes e cadastrados.
A Câmara decidiu ainda que eventos não relacionados com as atividades legislativas estão suspensos. Sessões solenes também deverão ser evitadas e o número de convidados para os debates de audiências públicas será reduzido. A visitação pública e o uso das galerias também estará suspenso. As medidas serão publicadas no Diário Oficial desta sexta.
Os parlamentares, servidores, terceirizados, estagiários e colaboradores que estiveram em locais constantes da lista do Ministério da Saúde serão afastados administrativamente por até 14 dias a conta da data de regresso dessas localidades.
Defensoria Pública
A Defensoria Pública estadual também divulgou resolução com medidas de prevenção. O documento estabelece o trabalho remoto para quem faz parte de grupo de risco, cancela eventos em suas unidades e suspende o atendimento presencial aos usuários, exceto para casos específicos e urgentes. As medidas têm duração de 30 dias e começam a valer a partir desta sexta-feira.
Fazem parte do grupo de risco defensores, servidores, estagiários e residentes jurídicos que têm mais de 60 anos, doença cardíaca ou pulmonar; realiza tratamento com medicamentos imunodepressores ou quimioterápicos; é diabético ou transplantado. Será aplicado regime especial, relacionado ao trabalho presencial e remoto, para os demais defensores, servidores, estagiários e residentes jurídicos.
O governo do estado vai se reunir nesta sexta com representantes de setores de entretenimento e transportes para definir medidas de prevenção ao coronavírus. O GLOBO
Energias renováveis: Sul do Estado tem capacidade para 28,8 mil MW

Acompanhando o crescimento do segmento de energias renováveis no Ceará, o Cariri também tem demonstrado interesse em ampliar sua atuação no ramo. De acordo com o Atlas Eólico e Solar do Estado, a região Sul Cearense, que inclui o Cariri, possui cerca de 2,38 mil quilômetros quadrados (km²) aptos para exploração de energia solar e eólica, totalizando 28,8 mil megawatts (MW) de capacidade instalável na área.
Ao todo, o Ceará possui 10,9 mil km² de área hábil para geração de energia renovável, que representa 137 mil GW.
Para interiorizar cada vez mais essa prática e possibilitar mais negócios, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE) promoveram a segunda edição do 'Energia em Pauta', em Juazeiro do Norte. O encontro expôs para os participantes - entre empresários e cidadãos - a funcionalidade do mercado livre de energia e também da geração distribuída.
O primeiro é referente aos consumidores de maior porte, com mais de 500 KW contratados. Já o segundo, abrange todo consumidor e empreendedor que queira gerar sua própria energia.
O coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, Joaquim Rolim, ressalta o potencial a ser desenvolvido da Região. "O Cariri, na área urbana, tem ótimo potencial para energia solar. Enquanto na Chapada do Araripe pode ser explorado tanto o potencial solar quanto o eólico. Temos visto, inclusive, um crescimento da Região. Nos últimos leilões de energia, tivemos projetos aprovados. Há usinas sendo planejadas em Milagres e Mauriti", aponta.
Juazeiro do Norte já é o terceiro município do Ceará com mais unidades consumidoras de geração distribuída, totalizando 326 unidades com 5,2 mil KW, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Crato também está no Top 10 do Ceará, com 110 unidades consumidoras e pouco mais de 1 mil KW instalados.
Benildo Aguiar, presidente do Sindienergia-CE e diretor da Fiec, lembra que, por ter uma economia pujante, o Cariri tem excelentes condições de despontar no segmento de energias renováveis. Segundo ele, já há cerca de 30 empresas de instalação de placas fotovoltaicas apenas em Juazeiro do Norte.
"O potencial daqui é fantástico. Nós queremos consolidar o sindicato aqui para a gente conseguir gerar mais negócios, envolver as indústrias e comércios e trazer esse crescimento", reforça.
Rolim também visualiza bons negócios na Região e revela que uma segunda edição do evento deve acontecer em Juazeiro daqui a 90 dias. "Vamos continuar com o tema em voga para buscar novas oportunidades", acrescenta.
A Fiec e o Sindienergia-CE proveram a segunda edição do 'Energia em Pauta', em Juazeiro do Norte. Encontro expôs a empresários e cidadãos o mercado livre de energia e também da geração distribuída. DIARIONORDESTE
Passeata em meio ao coronavírus? - ISTOÉ
Marcam para o próximo dia 15 uma manifestação sem pé nem cabeça – fora de hora e de encontro às recomendações das organizações de saúde, com riscos concretos para quem participa – em protesto aos “inimigos” de Bolsonaro, alocados no Congresso e no Supremo. Em outras palavras, articula-se na marra e à revelia do momento delicado uma intimidação aos demais poderes, impulsionada irresponsavelmente – como de resto até as pedras do Lago Paranoá já sabem – pelo próprio mandatário Messias nas suas redes sociais e por asseclas aloprados.
A ideia: reunir centenas (quem sabe, milhares!) de pessoas nas ruas pelo Brasil afora para mostrar força de reação e resistência às decisões que contrariam o “mito”. Dom Quixote, nas vestes de senhor do Planalto, e seu Exército de Brancaleone seguem marchando contra moinhos de vento. A satírica armada do capitão repete como farsa a esquadra do desajeitado cavaleiro de Nórcia, que tentava enfrentar perigos, inadvertidamente, como a peste negra, sarracenos, bizantinos, bárbaros, o que aparecesse pela frente.
Herói de araque, tanto lá como cá. O patético capitão das paragens brasilienses imagina, quem sabe, sitiar e atemorizar parlamentares que não lhe são subservientes. Que falta do que fazer e de senso sobre o papel republicano que lhe cabe. Bolsonaro não percebe – nem se dá ao trabalho de buscar entender – que está mais do que na hora de acertar a sua articulação política, sem a qual chafurda no ridículo de um mandatário errante. Não se busca o entendimento via quebra-quebra e canelada, como gangues de briga de rua. O assustador, desta feita, é a absoluta leviandade e negligência de contrariar precauções sociais, estabelecidas globalmente, e que o momento está a exigir. O planeta inteiro vem evitando aglomerações, suspendendo eventos com maior afluxo de pessoas – seja qual for, de qualquer natureza. Nenhum encontro com mais de cinco mil participantes – diz a OMC – é aconselhável, devido ao avanço avassalador do coronavírus.
Assembleias, manifestações, seminários corporativos, jogos da Libertadores – cogita-se até as Olimpíadas – vêm sendo cancelados. Mas no Brasil, não. Não precisa! Messias garante. Pegue a sua máscara, embarque na aventura ideológica – mesmo que possa atentar contra a própria vida, vai saber tem um das centenas de suspeitos de contaminação por lá – e siga-o cegamente. As falanges do mandatário, em muitos casos, se comportam tal e qual àqueles rebanhos suicidas de descerebrados que pulam até da ponte se o líder mandar. Havia desconfiança de que o fanatismo em curso poderia levar a extremos. Era um comportamento já verificado lá atrás em tribos petistas que veneravam o demiurgo de Garanhuns. Lamentavelmente, volta a se repetir em profusão, por ordem do Messias das milícias. O vírus da manifestação “nonsense” mostra-se, talvez, tão letal quanto o Covid-19 que vem vitimando milhares em todo o mundo.
Organizações tresloucadas não medem esforços para martelar que a hora do confronto é agora. É o momento do “nós contra eles”! Lembram do mantra? Todo salvador de araque da Pátria o repete quando quer converter incautos e manter acesa a chama da beligerância. Portanto sigam todos, com desapego aos fatos, para atender ao chamado estúpido de quem propaga, diuturnamente, o odor putrefato do golpismo. A pequenez e fragilidade presidenciais são escancaradas em praça pública em atitudes bisonhas de quem, como ele, não sabe enfrentar os reais e urgentes desafios impostos à Nação. Bolsonaro é patético, na assepsia plena da palavra. Demonstrações para tanto exibe fartamente. A qualquer hora. Não precisa nem relacionar porque, todos sabem, preencheria um livro (quiçá, uma enciclopédia de aberrações), apenas ao longo do primeiro ano de gestão. Caminha, rapidamente, para compor uma biblioteca inteira de besteirol. Basta esperar! O medíocre militar (expulso dos quartéis) que virou medíocre parlamentar (com quase nenhum projeto em seus 27 anos de Congresso) foi ungido ao Planalto por uma conjunção acidental de fatores – a combinar o extremismo desmiolado e achacador dos petistas, com uma facada que lhe vitimou, além da anemia de líderes em outras frentes.
Ali tenta agora consagrar a máxima de que a mesma mediocridade triunfará. E há quem acredite! Mesmo nas altas rodas. Até quando? O PIB ofereceu na semana passada um sinal de refluxo relevante: a menor taxa dos últimos três anos, portanto inferior a da gestão anterior de Michel Temer. É o preço por tantas trapalhadas. Meter o povo nas ruas nessa conjuntura será outra delas. Resta encontrar o paradeiro dos sensatos para barrar essa. ISTOÉ
Fed injeta mais de US$ 1 tri no mercado para conter pânico com coronavírus

O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, decidiu intervir mais uma vez e anunciou um programa de oferta de liquidez avaliada em mais de 1 trilhão de dólares por meio de duas operações de compras reversas para amenizar as perdas ocorridas pela crise do novo coronavírus (Covid-19).
A empreitada ocorreu após perdas significativas nas bolsas americanas, que chegaram a registrar as maiores perdas desde 1987. O Dow Jones, por exemplo, chegou a cair quase 10% e entrar em circuit breaker, quando as negociações são paralisadas. Este foi o segundo dia consecutivo e a terceira vez nesta semana o Fed decidiu intervir no mercado.
Depois da intervenção, as bolsas americanas tiveram ligeira recuperação, e operam com queda na casa dos 7%. A atuação do Fed também repercutiu na bolsa brasileira. O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, derreteu, chegando a registrar queda acima de 19,5%. Por duas vezes durante o pregão, o circuit breaker, mecanismo que paralisa as negociações, foi acionado para conter a desvalorização. Tudo indicava que um novo circuit breaker estava a caminho, mas após o anúncio do Federal Reserve, as perdas passaram a ser menores. Por volta das 15h07, a bolsa caía 13,77%.
A crise no mercado financeiro mundial afundou depois de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou a suspensão de viagens entre o país e a Europa para conter a disseminação do vírus. A dura medida gerou nervosismo dos mercados, que passaram a estimar consequências ainda maiores para a economia devido ao surto.
Economistas americanos ainda estimam que o Fed pode cortar para 0% a sua taxa de juros nos próximos dias para estimular a economia global. Recentemente, o BC dos EUA realizou um corte extraordinário de 0,25 ponto porcentual nos juros para tentar combater a crise econômica causada pelo coronavírus. Em todo mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, a pandemia já matou ao menos 1.130 pessoas. VEJA


