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Sexta estimativa de safra de grãos indica produção recorde, diz Conab

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São Paulo, 10 – A produção brasileira de grãos na safra 2019/20 deve alcançar recorde de 251,9 milhões de toneladas, com aumento de 4,1% (mais 9,9 milhões de t) em comparação com o período anterior (241,99 milhões de t). O resultado representa também um leve crescimento de 0,3% ante o levantamento anterior, de fevereiro (mais 786 mil t). Os números fazem parte da sexta pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta terça-feira, 10.

A área total, favorecida pela boa distribuição de chuvas na maioria dos Estados, deve crescer 2,4%, alcançando cerca de 64,8 milhões de hectares. As culturas de primeira safra estão respondendo por 46,5 milhões de hectares (71,7%), enquanto que as de segunda, terceira e de inverno, por 18 milhões de hectares (28,3%).

A Conab informa em comunicado que “as condições climáticas vêm favorecendo as lavouras de grãos nas principais regiões produtoras do Brasil. A perspectiva é que os níveis de produtividade apresentem bom desempenho nesta temporada, sobretudo para as lavouras de soja e milho que impulsionam o volume total e devem garantir mais um recorde na safra de grãos do País.”

Segundo a estatal, para as lavouras de soja está reservada uma área 2,6% maior, com expectativa de boa produtividade. A produção estimada é de 124,21 milhões de toneladas e um acréscimo de 8%, o que confirma mais um recorde na série histórica, graças à boa distribuição de chuvas, sobretudo nos Estados do Centro-Oeste, onde estão adiantadas as etapas de colheita.

A Conab destaca que a produção total do milho de primeira e segunda safras é de cerca de 100 milhões de toneladas, com um crescimento de 0,4% acima da safra passada, tendo como estímulo as boas cotações do cereal no mercado internacional. A estimativa de área semeada do milho primeira safra é de 4,23 milhões de hectares, 3,2% maior que o da safra 2018/19. Na segunda safra, cuja semeadura começou em janeiro e continua ocupando o espaço deixado pela colheita de soja, o crescimento de área deve ser de 2,1%, tendo em vista a rentabilidade produtiva e as condições climáticas favoráveis. A terceira safra está estimada em 1,2 milhão de toneladas.

Após crescimentos significativos da área de algodão nas duas últimas safras, que também aproveita o espaço deixado pela colheita da soja, a Conab observa que desta vez o crescimento deve ser com menor variação, cerca de 3,3% na área, atingindo 1,7 milhão de hectares. A produção também recorde, deve alcançar 2,85 milhões de toneladas de pluma, enquanto a destinação ao caroço alcança 4,28 milhões de toneladas, com 1,6 % de crescimento frente a safra passada.

Com relação ao feijão, a Conab informa que o feijão primeira safra, apesar de menor área semeada com acréscimo de 0,2%, pode ter produção 6,1% maior com a ajuda da produtividade, atingindo 1,05 milhão de toneladas. A segunda safra, que está em início de cultivo, deve ocupar pouco mais de 1,4 milhão de hectares, similar à safra passada. As maiores áreas estão nesse período nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná. A segunda safra da leguminosa deve atingir 1,36 milhão de t, aumento de 5,2% ante 2018/19 (1,28 milhão de t). A terceira safra de feijão está projetada em 734 mil t, queda de 1,3% ante o período anterior (743,5 mil t). Assim, as três safras de feijão devem totalizar 3,14 milhões de t, aumento de 3,9% em comparação com 2018/19.

Em contrapartida, a safra de arroz apresenta redução de 2,4% na área cultivada, totalizando 1,6 milhão de hectares e uma produção de 10,5 milhões de toneladas, 0,8% acima da obtida em 2018/19 (10,45 milhões de t). Para a safra de inverno, ainda a ser cultivada, a Conab projeta safra de trigo de 5,35 milhões de t, aumento de 3,7% ante 2019 (5,15 milhões de t). ISTOÉ

“Sistema de votação é seguro”, diz Rosa Weber ao rebater Bolsonaro

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A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, divulgou nota nesta terça-feira (10) para reafirmar que o sistema de votação utilizado no Brasil é de “absoluta confiabilidade e segurança”.

Ela também afirmou que o sistema é auditado, o que permite a apuração de eventuais denúncias e suspeitas.

A nota de Rosa foi feita para rebater as afirmações do presidente Jair Bolsonaro que diz “ter provas” de que venceu as eleições de 2018 no primeiro turno. E que, portanto, no “entender” dele, “teve fraude” no processo de votação.

Confira a nota na íntegra:

“Ante a recente notícia, replicada em diversas mídias e plataformas digitais, quanto a suspeitas sobre a lisura das eleições 2018, em particular o resultado da votação no 1º turno, o Tribunal Superior Eleitoral reafirma a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação e, sobretudo, a sua auditabilidade, a permitir a apuração de eventuais denúncias e suspeitas, sem que jamais tenha sido comprovado um caso de fraude, ao longo de mais de 20 anos de sua utilização.

Naturalmente, existindo qualquer elemento de prova que sugira algo irregular, o TSE agirá com presteza e transparência para investigar o fato. Mas cabe reiterar: o sistema brasileiro de votação e apuração é reconhecido internacionalmente por sua eficiência e confiabilidade. Embora possa ser aperfeiçoado sempre, cabe ao Tribunal zelar por sua credibilidade, que até hoje não foi abalada por nenhuma impugnação consistente, baseada em evidências.

Eleições sem fraudes foram uma conquista da democracia no Brasil e o TSE garantirá que continue a ser assim.”

ISTOÉ

Biden xinga trabalhador que o questionou sobre controle de armas

O Globo e agências internacionais

BIDEN E O TRABALHADOR

 

DETROIT — O ex-vice-presidente americano Joe Biden xingou um trabalhador durante um evento de campanha, nesta terça-feira, após ser questionado sobre sua posição acerca do controle de armas. O homem, que é operário da indústria automobilística, perguntou se o candidato democrata iria desarmar as pessoas e o acusou de estar "ativamente tentando acabar com a Segunda Emenda" — que, pela Constituição americana, garante o direito da população ao porte de armas.

— Você fala muita merda — respondeu o candidato, que ainda chamou o trabalhador de "anta".

Biden ainda tentou continuar, explicando que os direitos consagrados pela Segunda Emenda não são absolutos, mas sua irritação — ele levantou a voz para o interlocutor — não ajudou a apaziguar a situação.

Prévias:Disputa pela indicação democrata à Presidência chega a dia decisivo com primárias desta terça

Após uma virada excepcional na Superterça — quando foram realizadas primárias em 14 estados e no território de Samoa Americana no dia 3 — e de ter obtido mais delegados até agora, o ex-vice de Barack Obama é considerado o principal nome para conseguir a nomeação do Partido Democrata e concorrer à Presidência dos Estados Unidos contra Donald Trump, em novembro. 

O xingamento aconteceu durante uma sessão de fotos na primeira montadora de automóveis de Detroit construída em décadas, no estado de Michigan, um dos seis estados onde ocorrem primárias nesta terça-feira. Vídeos do momento que o ex-vice deixou a fábrica, da Fiat Chrysler Automobiles, mostram alguns operários gritando o nome de Trump.

Otimismo: Encorajado por Superterça, mercado financeiro aposta suas fichas em Biden

O episódio é mais um em que Biden deixou de seguir o roteiro da campanha e acabou turvando a imagem de conciliador que pretende apresentar na campanha. Há algumas semanas, o ex-vice-presidente viralizou nas redes sociais ao chamar uma jovem de "recruta loroteira com cara de cão", quando questionado sobre a capacidade que teria de vencer a eleição, após ter um resultado ruim no caucus de Iowa. O xingamento era uma referência ao filme "O soldado da rainha" (1952). 

Exclusivo:'Tudo o que me importa é derrotar Donald Trump', diz Hillary Clinton

Biden apoia o direito constitucional de portar armas, garantido pela Segunda Emenda. Porém, assim como outros candidatos democratas, ele defende que os antecedentes dos compradores sejam verificados e que haja limite para o porte de munição e armas de alto calibre. O caso desta terça fez com que o ex-vice fosse criticado nas redes sociais. A Associação Nacional de Rifles (NRA na sigla em inglês), maior grupo pró-armas do país, escreveu no Twitter que o candidato "levantou a voz" contra um "patriota". 

"Joe: donos de armas estão vendo suas mentiras", escreveu a associação.  

Leia mais: Pesquisa mostra avanço de Joe Biden, e não de Bernie Sanders, após desistência de Elizabeth Warren

Biden e seu principal adversário, Bernie Sanders, disputam nesta terça as prévias democratas em Washington, Missouri, Mississippi, Idaho e Dakota do Norte, além de Michigan. 

'Responder quem foi que matou a Marielle é um compromisso que o Brasil tem com a democracia', diz Monica Benicio

Por G1 — São Paulo


 

“Responder quem foi que matou a Marielle é um compromisso que o Brasil tem que ter com a democracia”, disse Monica Benicio, viúva de Marielle Franco, à jornalista Andréia Sadi.

A vereadora foi assassinada em 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes, no Rio.

A entrevista vai ao ar no Em Foco com Andréia Sadi, que vai ao ar às 23h desta terça (10) na GloboNews.

Única forma da economia se recuperar é se governo Bolsonaro fizer investimento, diz Lula

Arthur Cagliari / FOLHA DE SP
BERLIM

Só há uma forma para a equipe de Bolsonaro recuperar a economia brasileira e evitar que ela acompanhe a crise global que deve ser desencadeada pelo coronavírus, e esse caminho se dá pelo investimento do governo.

Essa foi a avaliação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Festsaal Kreuzberg, em Berlim, nesta terça-feira (10).

“Se quisermos recuperar a economia brasileira, [precisamos] deixar de olhar para as firmas, e o governo que faça investimentos como eu fiz [na crise de 2008]”, disse.

Essa não foi a única vez que o ex-presidente mostrou descontentamento com o empresariado. Primeiro, ao comparar ricos e pobres, Lula disse que é difícil agradar quem tem dinheiro.

“Aprendi que a coisa mais fácil e mais barata de um governo é cuidar dos pobres porque eles pedem e custam pouco e se contentam com o mínimo necessário”, afirmou.

“O que é duro é cuidar do rico, porque ele custa caro, é mal agradecido e ainda dá golpe.”

Em outro momento, Lula criticou o posicionamento da Fiesp (Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo) frente o cenário econômico de baixo crescimento.

“Por que a Fiesp não vai agora colocar os patinhos e cobrar o Bolsonaro?”, disse, em referência à campanha "Não vou pagar o pato", lançada pela entidade em 2015 contra o aumento de impostos.

Para Lula, se o governo não parar com as políticas de contenção de gastos, como a PEC 95, do teto de gastos, e não colocar dinheiro em obras de infraestrutura, o Brasil não vai se recuperar tão cedo.

“Se o governo não tem e não merece credibilidade, se não passa previsibilidade para a sociedade, eu quero saber quem vai investir no Brasil. Então ele [governo] é que tem que investir.”

Ao comentar o derretimento das Bolsas no mundo todo, o ex-presidente disse que o mundo vive uma crise econômica e financeira. A primeira seria devido a paralisação chinesa e a segunda graças a fragilidade dos bancos.

“Estejam preparados para dias difíceis no Brasil. A economia e o PIB não crescem, e o presidente, cara de pau como é, em vez de explicar para a população, preferiu contratar um humorista da Record para esculhambar”, afirmou.

 

Em balanço da Lava Jato, Deltan culpa Congresso e STF por atrasos no combate à corrupção

Katna Baran /FOLHA DE SP
DELTANDALLOGOL
CURITIBA

Em balanço de seis anos da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol atacou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e iniciativas do Congresso Nacional, afirmando haver hoje um ambiente “mais difícil” de combate à corrupção se comparado ao do início da operação.

"No último ano, identificamos uma série de decisões e posições do Parlamento e do Supremo Tribunal Federal que acabam resultando em dificuldades do exercício do nosso trabalho, das investigações e processos”, disse o chefe da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal paranaense.

Embora ele não tenha feito referência a isso, a fala de Deltan, em entrevista coletiva nesta terça-feira (10), ocorre às vésperas de atos contra o Congresso e o Judiciário, incentivados pelo presidente Jair Bolsonaro e marcados para domingo (15).

Entre as críticas que destinou ao Legislativo, o procurador citou a aprovação, em setembro do ano passado, da Lei de Abuso de Autoridade. Segundo ele, há na legislação “regras boas”, mas outras que “impedem e dificultam a atuação de autoridades públicas contra corruptos poderosos”.

O procurador avaliou de forma negativa a configuração final do pacote anticrime, elaborado pelo ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.

“Vimos uma grande tentativa de aprovação de reformas por meio do pacote anticrime, mas infelizmente, ao longo de sua tramitação no Parlamento, boa parte das regras anticorrupção foram retiradas”, afirmou.

Após obter a prisão de políticos, empresários e operadores financeiros em seus primeiros anos, a Lava Jato sofreu uma sequência de reveses a partir de 2019, que incluiu a ordem do Supremo que barrou a prisão de condenados em segunda instância, definida em novembro passado.

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