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Congresso empurra reformas para depois da eleição... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza

Colunista do UOL

17/03/2020 06h16

Contrariando apelos do ministro Paulo Guedes (Economia), a cúpula do Congresso não cogita votar em regime de urgência propostas de reformas estruturais. Alega-se que a prioridade agora é a aprovação de medidas emergenciais contra a crise provocada pelo coronavírus.

Nesta segunda-feira, ao anunciar um pacote anticrise que prevê a injeção de R$ 147,3 bilhões na economia, Guedes reiterou a necessidade de colocar para andar a agenda de reformas. Na concepção do ministro, os atores políticos de Brasília precisam "transformar crise em reformas".

Em privado, líderes partidários queixam-se de que a pregação do ministro da Economia não orna com o comportamento de Jair Bolsonaro, hostil ao Congresso. Rodrigo Maia, o comandante da Câmara, diz que o presidente precisa tomar a dianteira do processo de combate à crise, liderando-o.

Das 19 propostas de reforma que tramitam no Congresso, Guedes avalia que pelo menos três deveriam ser aprovadas antes do recesso parlamentar do meio do ano: privatização da Eletrobras; PEC emergencial, e a chamada Emenda Mansueto. Nada disse deve ser votado antes da eleição municipal.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Mandetta é caso raro de ministro que frita presidente... - JOSIAS DE SOUZA

Josias de Souza
 

Colunista do UOL

17/03/2020 04h52

A crônica política já registrou inúmeros casos em que presidentes fritaram ministros. Henrique Mandetta tornou-se um caso raro de ministro que frita o presidente. Fritava-o sem tocá-lo. Ao participar de encontro urdido pelos chefes do Legislativo e do Judiciário para desgastar Bolsonaro, Mandetta virou protagonista de uma novidade culinária: a fritura terceirizada.

O ministro tornou-se cozinheiro meio sem querer. Foi Bolsonaro quem pulou na frigideira. O presidente chamuscou-se ao desdenhar do coronavírus. Ficou bem passado ao infringir recomendações sanitárias baixadas pela pasta da Saúde. Mandetta deu conteúdo autoral à receita ao encostar seu prestígio numa reunião em que a ausência de Bolsonaro era parte do script.

O encontro nasceu de uma articulação de Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. No gogó, o objetivo era unificar esforços no combate à pandemia do coronavírus. Na realidade, desejava-se constranger Bolsonaro, que participara na véspera da manifestação que teve como alvos o Legislativo, o Judiciário e seus dirigentes.

Encerrada a reunião, Dias Toffoli declarou que o momento pede união. Sem dar detalhes, falou de "ações conjuntas". Coisas que "os poderes têm que fazer para atuar, para o melhor que possamos dar de competência das nossas atividades para evitar o surto, que já é uma pandemia, mas para evitar suas consequências de uma maneira ruim e prejudicial à população."

Em privado, os mandachuvas do Legislativo e do Judiciário tacharam Bolsonaro de "irresponsável" por estimular e participar da manifestação da véspera. O presidente deu de ombros. Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, voltou a desdenhar da crise provocada pelo coronavírus.

"Existe o perigo, mas está havendo um superdimensionamento nesta questão", afirmou Bolsonaro. "Eu não vou viver preso dentro lá do Palácio da Alvorada esperando mais cinco dias, com problemas grandes para serem resolvidos no Brasil. Essa é minha posição."

Pelo menos 13 dos integrantes da comitiva que acompanhou Bolsonaro em sua viagem aos Estados Unidos foram infectados pelo coronavírus. Embora seu teste tivesse apresentado resultado negativo, o presidente encontra sob observação médica. Nesta terça-feira, ele se submeterá a novo exame.

"Não convoquei o movimento", afirmou Bolsonaro. "E tenho obrigação moral de saudar o povo que foi na frente aqui do Palácio do Planalto. Se eu me contaminei, está certo, olha, isso é responsabilidade minha, ninguém tem nada a ver com isso. Agora, está havendo uma histeria."

Os repórteres espremeram Mandetta. Mas o ministro pegou leve com o presidente. "Eu acho que o presidente teve a sua passagem ali, que vocês podem questionar. Agora, ontem a praia estava superlotada no Rio de Janeiro. Os bares do Leblon, que eu os conheço ali, o Baixo Leblon, tenho amigos meus que me mandavam várias fotos brindando."

Mandetta insinuou que Bolsonaro não é o único que precisa melhorar os modos: "Ao invés de apontar o dedo: 'Olha o que esse fez, o que que esse fez', eu acho que está na hora de todo mundo entender que vai ser do comportamento coletivo que a gente vai ter mais intensidade ou menos intensidade dos casos."

A despeito da contemporização, aliados de Mandetta receiam que o ministro tenha se colocado na linha de tiro do presidente da República e da família Bolsonaro. O ministro é filiado ao DEM, partido de Rodrigo Maia, tratado pelo bolsonarismo radical como uma espécie de pixuleco da temporada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Teoria da conspiração, exposição ao coronavírus, revisionismo histórico: o que especialistas dizem sobre Bolsonaro

RIO e BRASÍLIA — As críticas do presidente Jair Bolsonaro ao seu comportamento durante a manifestação no último domingo foram rebatidas por especialistas entrevistados pelo GLOBO. Contrariando medidas sanitárias, Bolsonaro, que deveria ficar em isolamento durante 14 dias, aproximou-se do público e interagiu mantendo curta distância, tirando selfies com seus apoiadores. Em entrevistas, menosprezou o impacto do coronavírus e fez insinuações sobre a dimensão que ele tomou no planeta.

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Os entrevistados assinalaram a falta de informação de Bolsonaro sobre a história das pandemias e descartaram uma suposta conspiração internacional na área econômica, uma tese que chegou a ser levantada pelo presidente. Além disso, segundo a análise, Bolsonaro submeteu-se desnecessariamente a um potencial contágio, que poderia ser agravado pelo fato de que está no grupo de risco — os efeitos da Covid-19 são mais graves entre pessoas de idade avançada; ele tem 64 anos.

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O que disse Bolsonaro:

‘Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha’

O que diz Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações:

"O exame de coronavírus do presidente deu resultado negativo, então ele não passaria o vírus para ninguém, mas isso não quer dizer que está imune a um contágio. Sabemos que a maioria das pessoas é assintomática ao patógeno, ou seja, podem transmiti-lo sem saber. E isso é uma possibilidade cada vez mais real, considerando como a epidemia está se expandindo.

Bolsonaro tem 64 anos e, por isso, está no grupo de risco, onde se encaixam mais de 80% dos casos de coronavírus. Se ele fosse infectado, poderia desenvolver um quadro grave da doença. O fato de já ter realizado cirurgias (ele passou por operações após levar uma facada em 2018) o tornaria ainda mais frágil durante o tratamento.

O índice de letalidade por coronavírus é pequeno, abaixo dos 3%, mas o patógeno pode provocar complicações. A influenza tem um percentual semelhante e, ainda assim, é responsável por 5 mil internações na UTI por ano.

Ao participar da manifestação, Bolsonaro gerou um mau exemplo em um momento em que pedimos para que a população fique em isolamento. É um sacrifício que todos devem passar".

O que disse Bolsonaro:

Vírus mais graves não provocaram essa histeria’

O que diz Ana Luce Girão, historiadora e pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz:

"Não sei se Bolsonaro estava se referindo a ela, mas tivemos uma pandemia de gripe espanhola em 1918. Era o final da Primeira Guerra Mundial e houve um grande deslocamento de pessoas pelo mundo. A doença assumiu proporções gravíssimas no Brasil. Houve histeria, as pessoas tinham dificuldades para enterrar todos os cadáveres. Entre os mortos estava o presidente eleito Rodrigues Alves, que sequer tomou posse.

Hoje, porém, não podemos falar de histeria. Pelo contrário. Embora a cura do coronavírus ainda não seja conhecida, as autoridades de saúde conhecem medidas de contingenciamento para evitar o contágio simultâneo de muitas pessoas. Afinal, temos muito mais estudos epidemiológicos do que no início do século passado.

Conhecemos o coronavírus há pouco tempo, mas, baseado no que vimos agora, já podemos fazer projeções. É certo que ele vai se propagar no Brasil.

Falta saber como isso ocorrerá — na Itália, por exemplo, ele provocou um colapso no sistema de saúde. Precisamos tomar medidas para conseguir atender todas as vítimas."

O que disse Bolsonaro:

Certamente tem um interesse econômico nisso’

O que diz Carlos Eduardo Young professor titular do Instituto de Economia da UFRJ:

"Não vejo qualquer interesse econômico relacionado ao coronavírus. Pelo contrário, trata-se de uma tragédia de proporções globais, uma situação sem vencedores. Os ativos financeiros perderam valor. Vemos, simultaneamente, uma crise provocada pela falta de demanda, já que as pessoas terão que se recolher, e o desabastecimento, porque a pandemia provoca estragos no mercado mundial que podem dificultar a importação de produtos.

Nossa mão de obra é cada vez mais precária. Há muitos autônomos no país e que, como não poderão trabalhar, devido à ordem de isolamento, também não terão recursos para sobreviver. O governo precisará investir em programas de transferência de renda para lidar com a população mais atingida pelas restrições provocadas pelo coronavírus. Será necessário criar políticas públicas assistenciais.

O governo ainda não soube incentivar políticas mundialmente consagradas de bem-estar social. Desenvolver, por exemplo, programas de sustentabilidade, mitigação de mudanças climáticas, melhoria da mobilidade.  Diante de uma crise econômica, isso vai ficar cada vez mais claro."

 

Senadores condenam apoio de Bolsonaro a manifestações em meio a coronavírus

Senadores usaram suas redes sociais para comentar os atos pró-governo neste domingo (15) em diversas cidades brasileiras. A maior parte dos parlamentares condenou a participação do presidente Jair Bolsonaro na manifestação em Brasília em meio ao aumento dos casos de coronavírus no país.

 

Contrariando as recomendações médicas de isolamento devido ao contato com pessoas diagnosticadas com coronavírus, Bolsonaro cumprimentou manifestantes que carregavam faixas com pedidos inconstitucionais como intervenção militar e o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). A conta pessoal do chefe do Executivo no Twitter também compartilhou imagens e vídeos dos atos pelo país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou como “inconsequente estimular a aglomeração nas ruas” e apontou que Bolsonaro contraria as orientações do Ministério da Saúde.

 

“A gravidade da pandemia exige de todos os brasileiros, e inclusive do presidente da República, responsabilidade! Todos nós devemos seguir à risca as orientações do Ministério da Saúde”, escreveu o senador.

 

Pelo Twitter, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também afirmou que “convidar para ato contra os Poderes é confrontar a democracia”.

 

“É tempo de trabalharmos iniciativas políticas que, de fato, promovam o reaquecimento da economia, criem ambiente competitivo para o setor privado e, sobretudo, gerem bem-estar, emprego e renda para os brasileiros”, defendeu o presidente do Senado.

 

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), que já foi ministro da Saúde, Bolsonaro presta um desserviço à nação. Costa afirmou que o presidente deveria dar o exemplo.

“Enquanto líderes mundiais vêm adotando rígidas medidas contra a pandemia do coronavírus, os integrantes do governo Bolsonaro e seus defensores prestam um completo desserviço à nação e ao planeta.”

Já o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) saudou as manifestações e afirmou que os atos teriam atraído uma quantidade maior de pessoas não fosse pela pandemia.

“Impressionante o nível das manifestações democráticas de hoje. Se não fossem as recomendações contrárias devido ao coronavírus, as ruas não comportariam o público verde e amarelo. Muito elevado o grau de insatisfação do povo com parlamentares e magistrados”, avaliou.

 

Enquanto Bolsonaro estimulava as manifestações, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), saiu às ruas para pedir o encerramento do ato na Praça Cívica, em Goiânia, para evitar a disseminação do coronavírus. A atitude de Caiado foi elogiada pelo senador Luiz do Carmo (MDB-GO):

 

— Eu quero aqui apoiar o governador Ronado Caiado pelo que ele está fazendo para proteger os goianos desse vírus maldito que está chegando no Brasil. A população saberá reconhecer no momento grave dessa crise — afirmou o parlamentar. 

 

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) alerta que o momento não é de incentivar aglomerações de nenhum tipo:

 

“Temos de ter clareza: a hora não é para manifestação nas ruas, aglomerações, seja da direita seja da esquerda. Estamos buscando minimizar o impacto do coronavírus. Já manifesto a minha solidariedade a quem passa pela dificuldade de lidar com essa contaminação”.

 

Outros senadores também se manifestaram pelas redes sociais:

 

Eliziane Gama (Cidadania-MA): “Surreal. O mundo em isolamento, por conta de uma pandemia, e aqui no Brasil o presidente comemora e ainda acompanha uma aglomeração. Inacreditável”

Renan Calheiros (MDB-AL): “Lamento repetir que a reação dos chefes do Legislativo está aquém dos arreganhos de @jairbolsonaro”

 

Jean Paul Prates (PT-RN): “É tanto absurdo que não cabe num tuíte espaço para comentar este Circo de Horrores que foram essas 'manifestações' de hoje. Começando pela cobertura presidencial, passando por veículos do Exército desfilando e pastores descredibilizando a gravidade da pandemia. Lamentável ao cubo!”

 

Paulo Rocha (PT-PA): “Passamos pela maior crise de saúde pública do século 21 e o presidente da República incentiva pessoas a irem às ruas, quando o próprio governo incentiva o contrário? O Congresso Nacional não pode se calar diante de tamanha irresponsabilidade institucional."

 

Randolfe Rodrigues (Rede-AP): “Qualquer chefe de Estado minimamente sério está tomando medidas duras para conter o avanço do novo coronavírus. Mas o presidente do Brasil irresponsável, está no Twitter comemorando as aglomerações formadas através do seu chamado contra o Congresso e o STF. O nosso país pagará caro!”

Fonte: Agência Senado

Witzel vai decretar emergência no Rio, manda fechar pontos turísticos e reduzir movimento de bares e restaurantes

RIO — O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, vai decretar situação de emergência no estado por conta da pandemia do novo coronavírus. Witzel afirmou que passou o dia reunido com entidades, donos de bares e restaurantes e produtores culturais, além do secretariado, com o objetivo de discutir medidas ainda mais restritivas para a circulação de pessoas. O decreto deve ser publicado ainda nesta segunda-feira.

Leia:  Patrulhas da PM pedem que pessoas voltem para casa

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O governador anunciou que os principais pontos turísticos do Rio serão fechados a partir de amanhã, entre eles o Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Museu do Amanhã e a Roda Gigante Rio Star. Os bares e restaurantes deverão reduzir em pelo menos 30% o movimento de clientes, priorizando o serviço de delivery e incentivando que as pessoas comprem comida e a levem para casa. Além disso, shoppings centers também se comprometeram funcionar em turno único, fechar lojas e abrir apenas as praças de alimentação.

— Estamos recomendando que os restaurantes façam o serviço de entrega em casa. Nesse caso, devem evitar o contato com o entregados. Em alguns países, os entregadores deixam a comida na porta da casa — orientou o governador.

Análise:  Falta compreender a gravidade da pandemia do coronavírus

Em reunião com a equipe econômica, Witzel decidiu oferecer ajuda de R$320 milhões para pequenos e microempresários que, na avaliação do governo, serão os mais prejudicados no período da crise.

Segundo Witzel, a situação de emergência serve para dar justificativa e suporte para empresários e dá aval para que o estado adote medidas restritivas durante o período de proliferação do vírus. Além disso, a condição permite a contratação de profissionais e compras de equipamentos.

— Quero pedir à população pelo amor de Deus e pelo amor que você tem aos seus pais e aos seus avós — disse Witzel, fazendo um apelo para que as pessoas evitem sair de casa.

Witzel frisou que o novo decreto e uma ampliação do que foi publicado na semana passada, quando foi determinada a suspensão de aulas em escolas públicas e privadas. O novo texto tem medidas restritivas, mas caso a população não colabore, o estado poderá aplicar multas a quem descumprir as determinações. O governador disse que está em conversa com os governadores de São Paulo (João Doria) e de Minas Gerais (Romeu Zema.

— Nos falamos diariamente. Podemos recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para estabelecer multas por descumprimento. Apelo a todos. Se nada for feiro, em três semanas poderemos ter mais de 230 mil infectados — alertou Witzel.

Prevenção durante reuniões

Para evitar contatos mais próximos, o governador fez a reunião com o secretariado no Jardim de inverno do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Uma grande mesa foi montada no local, que fica  na parte dos fundos do palácio, é aberto e sem ar-condicionado. Outra medida para evitar o contágio pelo coronavírus foi a mudança do local que Witzel concedeu a entrevista coletiva. A imprensa foi acomodada numa área ao ar livre.

Até as 15h50 da tarde desta segunda-feira, foram confirmados 234 casos do novo coronavírus no Brasil, 31 deles no Rio de Janeiro. As cidades do Rio e de São Paulo são as únicas em que há transmissão comunitária, ou seja, não é possível identificar como algumas pessoas pegaram o vírus, o que preocupa autoridades. O GLOBO

Governo do Ceará decreta estado de emergência em saúde pública e suspende aulas

O governador Camilo Santana anunciou na tarde desta segunda-feira (16) que o Ceará entra em estado de emegência em saúde pública para combater o novo coronavírus. Essa e outras medidas vão ser objeto de um decreto estadual a ser publicado ainda nesta segunda. O secretário da Saúde do Ceará, Carlos Alberto Martins, é o coordenador das ações. A Secretaria de Saúde anunciou, nesta segunda (16), que são 9 casos no Ceará com o coronavírus. 

 

Decisões anunciadas: 

- Suspensão de aulas e atividades em escolas e universidades públicas ( o mesmo é recomendado para escolas privadas) a partir de quinta-feira (19) por 15 dias;

- Suspensão de visitas a unidades prisionais;

- Suspensão de férias de servidores públicos da saúde;

- Obrigatoriedade de higienização, pelo menos uma vez ao dia, do transporte público;

- Suspensão de eventos públicos que devam reunir mais de 100 pessoas;

- Ofício para Anac e Anvisa solicitando a suspensão de voos internacionais para o Ceará.


Na noite domingo (15), três casos foram, confirmados do Covid-19 no Ceará sendo dois homens e uma mulher infectados.

O anúncio das medidas foi feito ao fim da primeira reunião do comitê estadual de combate à Covid-19. A formação do grupo consta no Diário Oficial do último dia 13. Fazem parte do grupo, além da Secretaria da Saúde, a Casa Civil; a Secretaria da Educação; a Segurança Pública e Defesa Social; a Secretaria da Administração Penitenciária; e a Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos. 

Também são convidados para participar das reuniões representantes dos seguintes órgãos:

  • Assembleia Legislativa do Ceará;
  • Tribunal de Justiça do Estado do Ceará;
  • Ministério Público Estadual;
  • Justiça Federal no Ceará;
  • Ministério Público Federal;
  • Prefeitura Municipal de Fortaleza;
  • Tribunal Regional do Trabalho;
  • Ministério Público do Trabalho;
  • Tribunal de Contas do Estado;
  • Defensoria Pública do Estado;
  • Ordem dos Advogados do Brasil  (OAB/CE);
  • Universidade Federal do Ceará (UFC);
  • Universidade Estadual do Ceará (Uece);
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa;
  • Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece);
  • Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC);
  • Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio);
  • Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL;
  • Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT)

No último domingo (15), o governador Camilo Santana se reuniu om o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Araújo, com o procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro, e com o prefeito Roberto Cláudio para avaliar as ações de prevenção e combate ao coronavírus no Ceará. O gestor realizou, no mesmo dia, um encontro com um grupo de médicos epidemiologistas para debater as ações realizadas em todo o Estado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia do Covid-19, no dia 11 de março. O órgão alertou que o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias e semanas.

O termo pandemia se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

TRANSMISSÃO E CUIDADOS

O novo vírus é transmitido por vias respiratórias, pelo ar, e por gotículas de saliva que saem em um espirro ou tosse, por exemplo, e também podem ser transferidas por contato físico ou superfícies contaminadas.

SINTOMAS

Os principais sintomas são tosse seca, febre e cansaço. Algumas pessoas podem sentir dores no corpo, inflamação na garganta, congestionamento nasal e diarreia.

PREVENÇÃO

As pessoas devem ter cuidado com a higienização das mãos e evitar tocar mucosas do olho, nariz e boca. DIARIONORDESSTE

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