Fogo no circo
Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo
15 Julho 2018 | 03h00
Se o Judiciário fez um mutirão para apagar o incêndio causado pelo desembargador Rogério Favreto, do TRF-4, o Legislativo pôs fogo nas contas públicas e queimou a largada do próximo governo, seja quem for o presidente. A sociedade civil e os quartéis estão indóceis com tanta fumaça.
PROGRAMA DESTAQUE POLITICO EDIÇAÕ DO DIA 14 DE JULHO
PROGRAMA DESTAQUE POLITICO EDIÇAÕ DO DIA 14 DE JULHO
AS MANCHETES
HEITOR FÉRRER COBRA CONCLUSÃO DAS OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO
ROBERTO MESQUITA VOLTA A COMENTAR SOBRE OBRA DO PORTO DO MUCURIPE
CAPITÃO WAGNER COMENTA SOBRE PARTO NA PRAÇA DA ESTAÇÃO
EVANDRO LEITÃO APONTA BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO COM MENSAGENS APROVADAS
CRISTOVAM BUARQUE DIZ QUE VÊ MILHÕES DE BRASILEIROS PRISIONEIROS DA IGNORÂNCIA E DA MISÉRIA
CÂMARA APROVA PROPOSTA QUE REGULAMENTA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE QUEIJO ARTESANAL
O COMENTÁRIO DO DIA
O DESAFIO DA RENOVAÇÃO DO CONGRESSO
Ferrovia Transnordestina – Obra que já consumiu R$ 6,4 bilhões continua sem entrar nos trilhos

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Com o título “Transnordestina parada”, eis o título do Editorial do O POVO desta quarta-feira. Trata de uma obra importante para a região nordestina, mas que continua sem sair dos trilhos. Confira:
Iniciada em 2006 – durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva -, a previsão original era entregar a ferrovia Transnordestina no ano de 2010. No entanto, depois de consumir R$ 6,4 bilhões, a obra está parada há mais de um ano, como mostrou este jornal em reportagem na edição de ontem. A obra ferroviária, de mais de 1.700 km, se concluída, fará a ligação da cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e de Suape (PE).
Simplesmente vergonhoso
O Estado de S.Paulo
11 Julho 2018 | 05h00
Três parlamentares de um mesmo partido realizaram uma manobra jurídica para tentar livrar da cadeia, contra todas as regras do Direito, o líder máximo da legenda. Foi por pouco, mas as autoridades judiciais conseguiram a tempo desvelar a malandragem, pondo fim à nefasta tentativa de burlar o Judiciário em favor da impunidade do político. Uma vez revelada a tramoia, seria de esperar que o referido partido estivesse profundamente envergonhado com a atitude de seus três parlamentares. A tentativa de ludibriar o Judiciário é grave atentado contra o País e contra a moralidade pública.
A esquerda e a corrupção
Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo
04 Julho 2018 | 03h00
Um dos grandes fatores a unir a esquerda, capitaneada pelo PT, à classe média urbana e permitir a ascensão de líderes como Lula, José Genoino, Aloizio Mercadante e José Dirceu era o discurso impiedoso de combate à corrupção.
À sombra desses caciques, assessores parlamentares do PT, como foi um dia o jovem José Antonio Dias Toffoli – que começou sua carreira no petismo na CUT, passou pela Assembleia Legislativa de São Paulo, pela Câmara e chegou ao Planalto com a eleição de Lula –, eram fontes disputadas pela imprensa pelo que levantavam de irregularidades em governos aos quais o partido fazia oposição.
O STF e o cumprimento das penas — oremos!
Segue o esforço de políticos (de rabo preso), advogados criminalistas (no exercício de seu múnus) e de ministros do STF (dois por lealdade, Toffoli e Lewandowski; dois por convicção, Celso de Mello e Marco Aurélio; um por falta de convicção, Gilmar Mendes), para mudança da jurisprudência da Corte quanto ao cumprimento de pena após condenação em segundo grau. Fala-se até em acordo do Planalto, do PT e de pressão junto ao Supremo para buscar a alteração de voto de algum ministro dentre os seis vencedores e que se abrace a tese lançada por Toffoli, de se aguardar o julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça para cumprimento da pena.


