‘Mil dias de tormenta’, de Bernardo Mello Franco, traz lufada de ar a ambiente político fétido
RIO - Perto de se aposentar como colunista político, o jornalista e escritor norte-americano William Safire (1929-2009) ofereceu aos leitores um conjunto de dicas para ajudá-los a interpretar criticamente a obra de seus iguais. Elencou uma dúzia de regras para orientar a leitura de colunas políticas, em texto publicado em 24 de janeiro de 2005, resumido poucos dias depois por Elio Gaspari na imprensa brasileira. A mais valiosa das dicas dizia que o leitor deveria se questionar sempre sobre qual fora a fonte do texto e a quem ele poderia beneficiar. Essa seria a baliza mais segura para sopesar os argumentos apresentados.
População miserável vive esquecida pelo estado em favela nascida nas Olimpíadas

Para evitar uma tragédia, a população da comunidade criou regras rígidas que inviabilizam até o uso de um simples chuveiro elétrico. Por serem frágeis e feitas com poucos recursos, as casas estão sujeitas a incêndios. Como aconteceu há uns dois anos, quando um curto-circuito numa das residências quase destruiu outras quatro e, por pouco, não transformou tudo em cinzas. Hoje, toda a área, que abrange as ruas do Céu, do Amor e da Portelinha, só recorre ao “gato” — ligação clandestina — para ter o básico: água e luz.
ONU corta comida para refugiados em países da África por falta de verba
Jamil Chade, Correspondente, O Estado de S.Paulo
13 Agosto 2018 | 05h00
GENEBRA - A falta de verbas internacionais para lidar com crises humanitárias levou a ONU a cortar o volume de alimentos que destina a cada um dos refugiados que atende na Etiópia e em outros países da África. O objetivo do racionamento é garantir que a mesma quantidade de pessoas continue recebendo alimentos, apesar das dificuldades financeiras.
Para o período 2018-2019, o orçamento da ONU está estimado em US$ 5,4 bilhões. Segundo o secretário-geral da entidade, António Guterres, o dinheiro acabou no fim de junho, o que nunca havia ocorrido. Naquele mês, as contas já apresentavam déficit de US$ 139 milhões.
Na Etiópia, vivem cerca de 1 milhão de refugiados, principalmente do Sudão do Sul. “A falta de dinheiro está comprometendo de forma severa a qualidade da proteção prestada aos refugiados”, disse Messeret Debebe, representante da Administração Etíope para Refugiados.
Com 63.880 vítimas, Brasil bate recorde de mortes violentas em 2017
Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo
09 Agosto 2018 | 10h14
O Brasil bateu em 2017 o recorde de mortes violentas intencionais, como homicídios e latrocínios, da sua história. Foram 63.880 vítimas, o equivalente a 175 por dia ou 7 por hora. A taxa de mortes por 100 mil habitantes atingiu a marca de 30,8. Os dados foram revelados nesta quinta-feira, 9, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo. Em 2016, o País havia registrado 61,6 mil mortes violentas. Em um ano, o crescimento foi de 2,9%. Doze unidades da Federação apresentaram crescimento das mortes violentas no País, puxando a taxa nacional. O Rio Grande do Norte assumiu a liderança entre os Estados mais violentos, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre (63,9) e Ceará (59,1). Foi também o Ceará que viveu o maior crescimento proporcional da violência: 48,6%. As menores taxas foram constatadas em São Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).


