Juiz não pode julgar pensando em consequência política, diz Moro
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância, disse neste sábado (13), em um debate na universidade de Oxford, na Inglaterra, que juízes não podem julgar pensando na consequência política que a decisão irá gerar.
Sérgio Moro (à direita) participa de seminário ao lado de José Eduardo Cardozo (à esquerda) (Foto: Cynthia Vanzella/Brazil Forum UK)
Em apresentação no Brazil Forum UK, o magistrado foi questionado sobre a exposição de juízes na mídia e respondeu: "não creio que isso gera um grande problema, desde que não invadam política partidária".
Bilhete premiado - O ESTADO DE SP
No final de agosto de 2008, diante de uma plateia de empresários reunidos no Palácio do Planalto para ouvir as projeções de investimentos do governo federal para os quatro anos seguintes, o então presidente Lula da Silva – notório por seus exageros verbais – recomendava parcimônia, por mais estranho que isso pudesse soar àquela entusiasmada plateia: “Não é porque tiramos o bilhete premiado que vamos sair por aí gastando o que não temos ainda. O pré-sal é um passaporte para o futuro”.
A arrogância contra a lei e o Direito
Aloísio de Toledo César, O Estado de S.Paulo
13 Maio 2017 | 03h05
Jamais a arrogância, a valentia, o teatro político e a mentira serão capazes de pôr de joelhos a Justiça e beneficiar pessoas sobre as quais pesam acusações das mais graves, como é o caso do ex-presidente Lula. É tão extrema a sua arrogância, tão cega a sua visão da realidade que chegou a afirmar, com todas as letras, que se for novamente eleito presidente da República vai mandar prender todos os que agora o acusam e contra ele abrem processos judiciais. Incrível, ele se sente tão poderoso e inalcançável pelos rigores da Justiça que se coloca acima da lei.
A falta do marqueteiro - JOÃO DOMINGOS
João Domingos, O Estado de S.Paulo
13 Maio 2017 | 03h00
Não será nenhuma surpresa se o ex-presidente Lula, que hoje se considera o bambambã do enfrentamento à Lava Jato, chegar amanhã à conclusão de que foi um grande erro de estratégia a forma como ele respondeu ao interrogatório feito pelo juiz Sérgio Moro e por três procuradores da República na última quarta-feira. Como em outro depoimento à Justiça, só que em Brasília, Lula discursou. E bem, porque hoje, certamente, ele não tem rival num palanque nem no domínio das massas que o seguem. Lula só se esqueceu de que ele não estava num palanque nem falava à multidão. Estava de frente a um juiz, na condição de réu numa ação que apura se é dele ou não um apartamento triplex, no Guarujá. O Ministério Público afirma que é. Lula afirma que não é.
Campanha de Dia das Mães da Lojas Marisa gera polêmica na internet
Publicação da Lojas Marisa na internet brinca com caso de dona Marisa Letícia (Foto: Reprodução/Lojas Marisa)
PT E OS “guerreiros do povo brasileiro
A escalada de ataques do ex-presidente Lula ao Judiciário, à imprensa livre e à democracia não conhece limites. Pior: agora, o petista transforma os eventos do PT numa espécie de convescote do deboche, em que políticos do partido processados e denunciados pela Lava Jato fazem troça de procuradores, tentam intimidar a Justiça e atentam contra a liberdade de informação. Durante a abertura do 6º Congresso do PT de São Paulo, realizado na Quadra dos Bancários, em São Paulo, na última sexta-feira 5, Lula disse que, caso eleito, vai “mandar prender jornalistas”, como se, numa democracia, presidente da República fosse dotado desse poder. Não é.
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