Partiu Fim do Mundo: dano a país será ainda maior do que o perigo

Não! Não estou mudo de espanto, não! É que as demandas são muitas. Se alguém me pedisse para imaginar o pior cenário, o mais grave, o mais espantoso… Bem, se me pedisse, eu não chegaria a tanto. E, no entanto, as coisas estão aí. O dano, acreditem, será maior do que o perigo. Vamos lá. Partiu Fim do Mundo. REINALDO AZEVEDO
Flagrante contra Aécio Neves parece armado para prender senador
É evidente que a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, não é nada confortável. E não se enganem: as forças de investigação agiram com o objetivo de pedir a prisão do senador. Já explico por que digo isso. Vamos aos fatos.
Ação controlada, flagrante preparado e a gravação que não é prova
Se a questão fosse apenas jurídica, parece não haver muita dúvida, do ponto de vista penal, que as “provas” — chamemos a coisa assim enquanto não se tem mais informação — obtidas pelos irmãos Wesley e Joesley Batista são ilegais. Por quê?
‘Se renunciarem, melhor’ diz Janaina Paschoal sobre Temer e Aécio

Coautora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que acabou por conduzir Michel Temer à presidência da República, a jurista e professora do Departamento de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Janaina Paschoal entende que, em se confirmando o conteúdo das gravações do dono da JBS sobre Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), reveladas nesta quarta-feira pelo jornal O Globo, ambos devem deixar seus cargos.
Episódio sepulta a ideia da Lava Jato como uma operação seletiva
O governo estava sob a espada de Dâmocles e o risco que corria era binário. Ou entraria para a história como reformista acidental, ancorado em maioria congressual cuja coesão derivava do seu próprio risco coletivo. Ou seria abatido pelo tsunami das delações premiadas.
Com grampo, só renúncia ou cassação pelo TSE serão opções para Temer, dizem aliados e rivais
A cruz e a espada Comprovada a existência de gravações envolvendo o presidente Michel Temer, aliados e adversários do governo reconhecem que a hecatombe lançada pelos donos da JBS sobre o Planalto legará ao peemedebista só dois caminhos: a renúncia ou o afastamento pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A corte, que julga a cassação da chapa pela qual ele se elegeu, será pressionada a restaurar a “institucionalidade” no país. Ato contínuo, a oposição vai fazer carga por eleições diretas.

