CCJ da Câmara aprova projeto que proíbe venda de refrigerantes em escolas

Refrigerantes podem ter venda proibida nas escolas
Projeto de lei que proíbe a venda de refrigerantes nas escolas do ensino fundamental, do 1° ao 9° ano, foi aprovado hoje (8) pela Comissão de Constituição e de Justiça da Câmara (CCJ). O projeto está pronto para ser votado no plenário da Câmara e, se for aprovado, será encaminhado ao Senado para apreciação.
De autoria do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que é primeiro vice-presidente da Casa, recebeu parecer favorável do relator, Luiz Couto (PT-BA), e foi aprovado pelos membros da CCJ. De acordo com o relator, a proposta vem em bom momento, “tendo em vista os riscos relacionados ao excesso de consumo de bebidas açucaradas e o aumento dos casos de sobrepeso e de obesidade”. O relator afirmou que a lei que trata da alimentação escolar estabelece que a merenda deve seguir princípios de alimentação saudável e adequada.
Na justificativa do projeto, Fábio Ramalho afirma que obesidade infantil vem crescendo e, com ela, as preocupações dos pais em fazerem com que seus filhos percam peso e evitem danos à saúde. “Um dos grandes vilões da obesidade infantil é o consumo indiscriminado de alimentos de alto teor energético e pouco nutritivos. Estudos demonstram que uma das maiores fontes de gordura e açúcar na dieta infantil vem dos lanches escolares, que cada vez mais se reduzem a alimentos industrializados e pouco saudáveis, quando não nocivos à saúde,” diz.
Em outro trecho da justificativa, o deputado afirma que a obsedidade infantil vem acompanhada, em muitos casos, de múltiplas complicações como o diabetes, o aumento dos níveis de colesterol no sangue, a hipertensão arterial e outros problemas cardiovasculares. Segundo o texto, a obsesidade já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras.
Fernando Hugo ressalta economia de água em Fortaleza
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Ferreira Aragão sugere Exército para pacificar conflitos em comunidades
Deputado Ferreira AragãoFoto: Máximo Moura
Deputados aprovam PEC que extingue o Tribunal de Contas dos Municípios
Coerência: 108 deputados votaram pelo afastamento de Cunha, Dilma e Temer
Em política, como na vida, a coerência é um caminho sem volta. Funciona mais ou menos como a virgindade. Perdeu, perdida está. Não dá segunda safra. Há na Câmara 513 deputados. Apenas 108 —ou 21% do total— votaram coerentemente a favor da cassação de Eduardo Cunha, do impeachment de Dilma Rousseff e da continuidade do processo contra Michel Temer por corrupção passiva.
A faxina na Câmara - ISTOÉ
O escândalo da Petrobras. As delações envolvendo políticos de todos os partidos nas doações eleitorais irregulares de empresas. O pagamento de propinas para políticos e autoridades, sobretudo do PT. A denúncia contra o presidente Michel Temer. A impactante condenação do ex-presidente Lula. A crise ética. O crescimento do sentimento da antipolítica. Esse ambiente indica que haverá uma renovação na Câmara acima dos 62% registrados em 1990, nas eleições que se seguiram à posse de Fernando Collor de Melo.
Senado instala CPI para investigar empréstimos do BNDES
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) foi instalada, nesta quarta-feira, no Senado. Foram eleitos os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP) para presidente e Sérgio Petecão (PSD-AC) para vice, além de Roberto Rocha (PSB-MA) para relator.
Presidente garantiu apoio de 2/3 da base
Daniel Bramatti, Cecília do Lago e Thiago Faria, O Estado de S.Paulo
03 Agosto 2017 | 03h26
BRASÍLIA - Dois em cada três dos integrantes dos partidos da base de apoio ao governo Michel Temer ajudaram o presidente a barrar a denúncia por corrupção passiva na Câmara. Nas bancadas das legendas aliadas, o peemedebista teve 234 votos a favor e 93 contra. Outros 20 se ausentaram ou não votaram, apesar de estarem presentes na sessão de ontem na Casa.
Discursos hipócritas e retórica furada rebaixam a Câmara
Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo
03 Agosto 2017 | 03h42
Os discursos na hora do voto evocaram temas nobres, como a recuperação econômica e o combate à corrupção. Apenas para encobrir as verdades nada secretas de deputados cada vez mais desmoralizados por votações e sessões da Casa transmitidas ao vivo para todo o País. Boa parte da turma que evocava a estabilidade política e econômica para votar “sim” (contra a denúncia) queria encobrir no grito o toma lá, dá cá dos últimos dias, pois o Planalto abriu o cofre em busca dos votos dos “indefinidos” ou “indecisos” – deputados que ficaram de boca fechada para negociar benesses até o último minuto.
Câmara barra denúncia por corrupção contra Michel Temer
Eduardo Luiz Kattah, O Estado de S.Paulo
02 Agosto 2017 | 20h38
O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira, 2, a autorização para que o Supremo Tribunal Federal julgue a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Por volta das 20h20, a base aliada já tinha votos necessários, somando ausências e abstenções, para arquivar a denúncia.
A sessão de votação, que durou cerca de 8 horas, teve 263 votos favoráveis ao parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava o arquivamento da acusação formal da PGR, e 227 contrários. A votação contou com 19 ausências e 2 abstenções. Com a decisão, a denúncia contra Temer por este crime só poderá ser eventualmente analisada após o peemedebista deixar o cargo.


