gigantesca-rejeicao-a-renan-deu-vitoria-a-davi - JOSIAS DE SOUZA
Davi Alcolumbre, até ontem um inexpressivo membro do baixíssimo clero parlamentar, foi guindado ao comando do Senado pela exclusão, não pela preferência. A maioria dos seus 42 eleitores votou nele para evitar a vitória de Renan Calheiros. Resta agora saber se Davi terá dimensão para se converter de vencedor em presidente.
Para presidir com a grandeza que o momento requer, Davi terá de superar dois desafios imediatos: 1) Pacificar o Senado, devolvendo funcionalidade à Casa; 2) Provar que consegue distinguir os papeis de presidente do Poder Legislativo e de amigo do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), seu correligionário do DEM.
Renan transformou-se no principal cabo eleitoral de Davi porque confiou na sua invulnerabilidade. Para um oligarca que sobreviveu às urnas de 2018 mesmo estando encrencado em múltiplos inquéritos criminais, isso não chega a surpreender. Mas Renan exagerou.
O coronel do MDB reelegeu-se escorado no prestígio de Lula entre os alagoanos. Depois, autoproclamou-se um "novo Renan". E passou a flertar com o antipetista Jair Bolsonaro.
Renan revelou-se a favor de tudo e contra qualquer outra coisa, desde que o acomodassem pela quinta vez no comando. Não se deu conta de que o plenário do Senado, remoçado pela presença de 46 novos senadores, deixou de ser um pedaço de sua Alagoas hipertrofiada.
Feitiço de Toffoli virou-se contra feiticeiro Renan... - JOSIAS DE SOUZA
Ao candidatar-se à presidência do Senado pela quinta vez, Renan Calheiros livrou a instituição de um mito que arruinava sua imagem: a esperteza da velha raposa de Alagoas. Em má fase, Renan demonstrou que, entre o certo e o errado, há sempre espaço para mais erros na política.
De todos os equívocos que produziram a derrota de Renan o despacho noturno do amigo Dias Toffoli foi a macumba mais surpreendente. A raposa e seu séquito celebraram efusivamente a anulação judicial da votação na qual 50 senadores haviam instituído o voto aberto na escolha do comandante do Senado. Enxergaram uma luz no fim do túnel. Era pus.
Há no Senado 81 senadores. Ao restabelecer o voto secreto, Toffoli tornou-se uma espécie de 82º senador, mais poderoso que os demais. Sua presença invisível no plenário transformou a eleição do novo presidente da Casa numa espécie de teatro de bonecos —do tipo em que o boneco é manipulado por pessoas vestidas de preto dos pés à cabeça.
Senado cedeu ao clamor popular
José Nêumanne / O ESTADO DE SP
02 Fevereiro 2019 | 21h05
Alcolumbre encarnou o anti-Renan e, com a desistência do alagoano, teve votos necessários no primeiro turno. Foto: Dida Sampaio/Estadão
Eleição de Davi Alcolumbre, do DEM, para presidente do Senado, sepultou as pretensões do alagoano Renan Calheiros de voltar ao posto pela quinta vez. Além deste perderam feio o presidente do STF, Dias Toffoli, que mandou José Maranhão dirigir uma votação secreta, a senadora Katia Abreu, que furtou a pasta com documentos de votação de 50 a 2 em favor da eleição aberta e deveria ter sido presa por punga por um delegado de bairro e o veterano emedebista paraibano, que meteu os pés pelas mãos na direção da sessão em que, felizmente, Senado cedeu ao clamor popular. Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.
Onyx comemora vitória de Davi com passagem bíblica
Redação, O Estado de S.Paulo
02 Fevereiro 2019 | 19h53
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, usou uma passagem bíblica para comemorar a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado “Davi respondeu: - Você vem contra mim com espada, lança e dardo. Mas eu vou contra você em nome do Senhor Todo-Poderoso, que você desafiou”, postou Onyx, no Twitter, trecho do primeiro livro de Samuel, do Antigo Testamento. A histórica bíblica conta que Davi, um jovem pastor de ovelhas, venceu o gigante Golias, com quase três metros de altura, por ter fé em Deus.
Onyx fez campanha para Alcolumbre, enquanto a equipe econômica preferia Renan Calheiros (MDB-AL), por considerar que ele teria mais capacidade para negociar as reformas econômicas, principalmente a da Previdência.
Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara pela terceira vez
/ FOLHA DE SP

Atual presidente da Câmara e um dos principais defensores da agenda de reformas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito em primeiro turno nesta sexta-feira (1º) e comandará a Casa por mais dois anos.
O parlamentar teve 334 votos.
O segundo colocado foi Fábio Ramalho (MDB-MG), com 66 votos. O terceiro lugar ficou com o candidato da oposição, Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com 50 apoios.
Em seguida vieram JHC (PSB-AL), com 30 votos, Marcel Van Hattem (Novo-RS), com 23 votos, Ricardo Barros (PP-PR), com 4 votos e General Petternelli (PSL-SP), com 2 votos.
Agora, caberá a Maia tocar a agenda econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL), à qual já se declarou favorável. A reforma da Previdência, por exemplo, deve ser enviada ao Congresso ainda em fevereiro e terá de ser aprovada na Câmara antes de seguir para o Senado, tarefa que não foi possível no governo de Michel Temer.
Renan: ‘Seu Merda!’. E Tasso: ‘Você é um ladrão!’... -
Em sessão tumultuada, o Senado decidiu que a escolha do seu próximo presidente será feita por meio de voto aberto. Por 50 votos a 2, os senadores modificaram o regimento interno da Casa, que prevê votação secreta.
Irritado, Renan Calheiros (MDB-AL) desentendeu-se com o desafeto Tasso Jereissati (SPDB-CE). As câmeras da TV Senado captaram a cena. Mas as vozes soaram longe do microfone. Uma testemunha reproduziu para o blog o teor da diálogo:
Renan: "Toda essa confusão está acontecendo por sua causa, seu merda."
Tasso: "Você é um ladrão."
Renan: "Eu vou te pegar."
Tasso: "Quem vai te pegar é a polícia. Você vai ser preso."
A turma do 'deixa-disso' interveio, para evitar que Renan e Tasso se atracassem. A essa altura, a proclamação do resultado da votação que instituiu o voto aberto incendiara o plenário. O tumulto estava previsto. Conforme noticiado aqui, a confusão foi precedida de manobras que antecedem a sessão. A sessão prossegue. JOSIAS DE SOUZA
Rodrigo Maia é reeleito presidente e comandará Câmara até 2021
Por Fernanda Calgaro, Guilherme Mazui, Luiz Felipe Barbiéri, Fábio Amato e Fernanda Vivas, G1 e TV Globo — o candidato antes da votação que o reelegeu presidente da Câmara — Foto: J.Batista/Câmara dos Deputados
O deputado federal Rodrigo Maia(DEM-RJ) foi reeleito nesta sexta-feira (1º) presidente da Câmara por mais dois anos. Esta é a terceira eleição consecutiva que ele vence para comandar a Casa e ficará no posto até 31 de janeiro de 2021.
Na votação, Maia recebeu 334 votos, 77 votos a mais do que o necessário para se eleger no primeiro turno. Em 2017, quando foi eleito presidente da Casa pela segunda vez, o deputado do DEM recebeu 293 votos.
O segundo colocado na disputa deste ano foi o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), que recebeu 66 votos. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) recebeu 50 votos e foi o terceiro colocado no pleito. JHC (PSB-AL) recebeu 30 votos; Marcel Van Hattem (NOVO-RS) recebeu 23; Ricardo Barros (PP-PR), 4; e General Peternelli (PSL-SP) recebeu 2 votos.
Bloco da oposição vai propor CPI do Narcotráfico na Assembleia Legislativa

Minutos antes de tomarem posse na Assembleia Legislativa, os deputados Vitor Valim (Pros), Soldado Noelio (Pros) e André Fernandes (PSL) adiantaram propostas que devem apresentar no novo mandato. Segundo eles, o foco das ações será nas investigações e combate ao crime organizado.
Em entrevista ao jornalista Carlos Mazza, do O POVO, os parlamentares defenderam a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico. Valim disse lamentar que na última gestão do legislativo estadual “alguns deputados” tenham evitado o tema por medo de represálias. Para ele, se os policiais se colocam em risco, os deputados devem fazer o mesmo.




