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Fernando Hugo elogia postura de Elmano de Freitas sobre segurança pública

Por Lincoln Vieira / ALECE

 

Deputado Fernando Hugo (PSD) - Foto: Junior Pio

O deputado Fernando Hugo (PSD) elogiou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quarta-feira (05/02), o governador Elmano de Freitas por fala proferida na última segunda-feira (03/02) durante a sessão de posse da Mesa Diretora da Alece. Na ocasião, o chefe do Poder Executivo estadual disse que está “muito insatisfeito” com a segurança pública no Ceará. 

 

Fernando Hugo classificou a fala de Elmano como “extremamente cidadã”. O parlamentar ressaltou que a violência está vencendo a paz, a tranquilidade e a harmonia social. “Nós saímos de casa sem a certeza que vamos voltar”, lamentou.

 

O deputado frisou que o Governo Estadual investe em segurança desde os governos de Cid Gomes (2007-2015), quando instalou o programa Ronda do Quarteirão. Fernando Hugo sugeriu a discussão do tema, de modo programático, com juristas, especialistas e políticos. 

 

“O Governo do Estado tem tentado proporcionar segurança e paz para a população, mas infelizmente a violência reina no Estado, por isso temos que fazer alguma coisa, pois não há como continuar com a insegurança. Tem que se discutir o tema com cidadania e técnica, sem ideologia”, avalia. 

 

Em aparte, o deputado Lucílvio Girão (PSD) concordou com o colega. O parlamentar salientou que o Governo do Estado investiu em segurança desde o governo Cid Gomes. “Nós sabemos que o Governo vem investindo em segurança com o Cid, o Camilo e o Elmano, mas está faltando alguma coisa”, analisa. 

 

O deputado Simão Pedro (PSD) parabenizou o governador Elmano pelo que ele classificou como “autocrítica”. O parlamentar reforçou ainda que a segurança pública precisa de um “olhar especial” por parte do Governo do Estado. 

 

Edição: Lusiana Freire

De Assis Diniz destaca ações do governo de Elmano de Freitas

Por Luciana Menses / ALECE

- Foto: Júnior Pio

O deputado De Assis Diniz (PT) destacou as ações do governo Elmano de Freitas, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará desta quarta-feira (18/12).

 

De acordo com o parlamentar, o estado do Ceará tem resultados acima do Nordeste e da economia nacional. “O PIB nacional cresceu 3,3%, enquanto o do Ceará alcançou 6%. Geração de emprego com mais de 100 mil trabalhadores com carteira assinada, nossa educação pública entre as melhores do País, nossa juventude com acesso à universidade pública, projetos como o Malha D’água impactando vários municípios e garantindo o abastecimento de água para a população”, citou. 

 

 De Assiz Diniz salientou que os debates precisavam seguir no plano das ideias e ações, sem ofensas ou narrativas que não condizem com a realidade. “Temos uma causa maior, um interesse maior que é melhorar a vida das pessoas, desenvolver cada vez mais o nosso Estado. Então, que nossas leis e ações tenham sempre esse objetivo”, defendeu. 

 

Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) citou a importância e o papel da Transnordestina para o carregamento de grãos por meio da via ferroviária, e a Malha D’água, levando segurança hídrica para diversos municípios do Interior. 

 

Já o deputado Missias Dias (PT) afirmou que os números não mentem e confirmam a eficácia das políticas públicas na vida da população cearense. “Todos trabalhamos com foco na população, para que a mudança chegue para todos. E quero aqui defender o nome de João Alfredo (citado anteriormente em pronunciamento do deputado Felipe Mota), que foi deputado, militante da causa popular e ambiental e está fazendo bonito na política agrária como superintendente do Idace. Ele não precisa deixar o governo por ter uma posição contrária ao projeto sobre a pulverização de agrotóxico. Ele é respeitado pelo seu histórico e por dar o melhor de si”, elogiou. 

 

O deputado Renato Roseno (Psol), por sua vez, clamou ao governador que repense o projeto de lei n.° 1075/23, em tramitação, sobre a pulverização de agrotóxicos com drone. “Governador, repense seu apoio a essa matéria. O agronegócio representa o puro ódio ao meio ambiente e à agroecologia. Está muito bem exposto aqui a opção que tem que ser feita. De um lado a violência, a vontade de destruir e o ódio de classe, do outro a possibilidade de manter seguras as comunidas camponesas. E afirmo aqui que tenho muito orgulho de ter sido assessor junto ao Elmano do então deputado João Alfredo”, ressaltou

O deputado Danniel Oliveira (MDB) se declarou a favor do projeto de lei n.° 1075/23. “Com muito respeito ao deputado Roseno, sou a favor da matéria, mas  defendo que ele contribua com o texto para que possamos não trazer qualquer tipo de prejuízo à sociedade. Como governante, Elmano respeita e tenta entender todas as opiniões dos seu deputados de base e sabe que a matéria é importante para o Ceará”, opinou. 

 

O deputado Felipe Mota (União) agradeceu o apoio do governador ao projeto de sua autoria e lembrou que o agronegócio é o responsável pela alimentação do País. 

Edição: Clara Guimarães

Sérgio Aguiar destaca indicadores positivos da energia solar no Ceará

Por Ricardo Garcia / ALECE

 

 

Deputado Sérgio Aguiar (PDT) - Foto: Junior Pio

 

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) celebrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta terça-feira (04/02), os dados revelados pelo Mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) apontando que o Ceará alcançou mais de 103 mil conexões de geração própria solar em telhados e pequenos terrenos.

De acordo com o mapeamento, o Estado ultrapassou 1,1 gigawatt de potência instalada da tecnologia fotovoltaica em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

 

Para Sérgio Aguiar, o levantamento reforça o potencial do Estado na geração de energia solar. “São mais de 100 mil cearenses que já produzem a própria energia por meio de painéis solares, aproveitando as horas de sol que temos e a potencialidade de fazer com que essa energia renovável signifique oportunidades de trabalho e de desenvolvimento social para o Ceará”, destacou.

 

O parlamentar também ressaltou o protagonismo do Ceará na temática do turismo sustentável, conceito que alia viagens e consumo à consciência ambiental. Segundo ele, em estudo recente realizado pela empresa Descarbonize Soluções, companhia especializada em energia limpa, o Nordeste figura como a principal rota de destinos sustentáveis do País.

 

“O nosso Estado está entre os principais destinos, com empreendimentos de destaque no turismo sustentável, fazendo com que haja um crescimento da nossa economia aliado à preservação do meio ambiente. O que temos de maior riqueza é o nosso patrimônio natural, e é importante fortalecer esse potencial, tornando o turismo sustentável um dos maiores vetores de desenvolvimento do Ceará”, assinalou Sérgio Aguiar.

 

O deputado mencionou ainda a sua filiação e a de demais parlamentares ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na próxima sexta-feira (07/02), em evento que vai ocorrer no auditório Murilo Aguiar, na Alece. “Na sexta-feira, migrarei para o PSB, um partido em que já fui militante, e farei esse reingresso no sentido de fortalecer cada vez mais essa agremiação”, pontuou.

 

Em aparte, o deputado Stuart Castro (Avante) se colocou à disposição para atuar junto ao colega em defesa das pautas de turismo e de energias renováveis.

O deputado Bruno Pedrosa (PDT) salientou que, na sexta-feira, vai ser dada ordem de serviço para o início das obras de implantação de parque solar no município de Jaguaruana. “É um investimento de R$ 800 milhões, que vai gerar quase 500 empregos, demonstrando a força da pauta das energias renováveis no Estado”, avaliou.

 

Já o deputado De Assis Diniz (PT) parabenizou Sérgio Aguiar por integrar um grupo político que tem contribuído muito para o Ceará.

Edição: Vandecy Dourado

Alece aprova celeridade em ações de auxílio à população de municípios em estado de calamidade

- Foto: Júnior Pio

 

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) aprovou dois projetos de lei complementar de autoria do Poder Executivo durante a ordem do dia da sessão plenária desta terça-feira (04/02). 

O projeto de n.° 02/25 altera a Lei n.° 18.331, de 23 de março de 2023, que dispõe sobre as ações políticas públicas estaduais para o enfrentamento da situação de emergência ou de estado de calamidade pública declaradas em municípios do Estado, como o caso do município de Independência. 

A lei prevê medidas de apoio à população desses municípios, incluindo concessão de aluguel social, transferência das famílias de áreas de risco, aquisição e distribuição de cestas básicas, materiais de higiene pessoal, colchões, entre outros insumos básicos. 

Com a alteração, o Estado fica autorizado a prestar auxílio financeiro diretamente aos municípios afetados, reduzindo assim o tempo de resposta e dando celeridade às ações de proteção e assistência à população.

Já o de n.° 01/25 confere nova redação à Lei Complementar n.° 280, de 18 de março de 2022, que institui, no âmbito do Poder Executivo, o Sistema Estadual de Integração e Cooperação Acadêmica Hospitalar (Sicah-CE). Com a adequação da lei, o Executivo propõe uma melhor interação entre os equipamentos da rede pública de saúde com as instituições de ensino superior, buscando garantir eficiência na prestação de serviço, mantendo especial atuação quanto à formação e à qualificação dos profissionais que atuam na área da saúde.

Edição : Clara Guimarães / ALECE

Assembleias contrariam proibição do STF e reelegem presidentes em 20 estados

Por  — Rio de Janeiro / O GLOBO

 

 

À revelia do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a reeleição da Mesa Diretora em uma mesma legislatura, 20 das 26 assembleias que já realizaram o pleito para definir quem vai comandar a Casa nos próximos dois anos — a exceção é a de São Paulo, que vai fazer a eleição em março — optaram por reconduzir seus presidentes, de acordo com levantamento feito pelo GLOBO. Em ao menos sete estados (Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Roraima e Tocantins), a decisão dos deputados estaduais já motivou questionamentos na Justiça.

 

Em apenas seis assembleias, os novos presidentes vão assumir o comando do Legislativo pela primeira vez. Em 13 delas, os atuais presidentes estão no segundo mandato, enquanto, nas demais Casas, os deputados ocupam a cadeira há mais tempo, de três a cinco legislaturas consecutivas.

 

Reconduzido pela quinta vez no Rio Grande do Norte, o tucano Ezequiel Ferreira é o presidente de assembleia com maior tempo no posto. Em Alagoas e na Paraíba, Marcelo Victor (MDB) e Adriano Galdino (Republicanos) comandam o Legislativo desde 2017.

 

As reeleições são respaldadas nos regimentos internos e nas constituições estaduais, mas frequentemente geram disputas judiciais. Como mostrou O GLOBO, nos últimos cinco anos, 29 ações sobre esse tema, envolvendo 19 estados, foram julgadas pelo STF, que já reforçou a proibição de reeleição na mesma legislatura.

Inicialmente, a Corte entendia que a vedação aplicada ao Congresso Nacional não se estendia aos Legislativos estaduais e municipais. A interpretação mudou em 2021, explica o professor de Direito Constitucional da PUC-Rio Thiago Varela:

 

— O Supremo limitou a reeleição dos presidentes com base no princípio democrático da alternância de poder.

 

Nos últimos anos, o STF também já derrubou regras estaduais que previam eleições antecipadas para a Mesa Diretora e chegou a determinar a realização de novas disputas em alguns estados. Ainda assim, a prática voltou a se repetir. Ao todo, 19 das 26 eleições ocorreram de forma antecipada.

 

Atuação nos bastidores

A possibilidade de anulação das reeleições movimenta a política local em alguns estados. Na Bahia, aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT) veem chance de afastamento de Adolfo Menezes (PSD), reeleito no sábado com o apoio de 61 deputados estaduais. Nos bastidores, já há uma disputa por sua sucessão. No estado, o PSD tem conseguido barrar um avanço do PT e também garantiu Ivana Bastos na 1ª Secretaria da Casa.

 

No Maranhão, a recondução de Iracema Vale (PSB), aliada do governador Carlos Brandão (PSB), é alvo de questionamentos de políticos próximos ao ministro Flávio Dino, do STF, que já comandou o estado. Uma das ações, movida pelo Solidariedade, contesta o critério de desempate, baseado na idade dos candidatos, na disputa entre Iracema e Othelino Neto (Solidariedade). O deputado é marido de Ana Paula Lobato, que assumiu a vaga de Dino no Senado, e recebeu os mesmos 21 votos de Iracema. Na segunda-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) deu parecer favorável à pessebista, argumentando que a regra está prevista no regimento interno.

 

Os partidos do Centrão dominam as assembleias. MDB e União Brasil comandam cinco Casas cada, enquanto PSD e Republicanos lideram quatro. Já o PT do presidente Lula e o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro comandam uma Casa cada.

 

No caso do PL a cadeira é a de André do Prado, que deve ser reeleito em março na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), única Casa do país que ainda não realizou a eleição para a Mesa Diretora. Em outubro, em votação relâmpago, Prado aprovou uma mudança no regimento interno para permitir sua recondução.

Oposição a governadores

O único presidente petista foi eleito no Rio Grande do Sul, em um cenário distinto do restante do país. Lá, um acordo entre os líderes dos principais partidos prevê alternância no comando da Casa, o que levou Pepe Vargas à presidência este ano. Ele é opositor do governador Eduardo Leite (PSDB), o que pode dificultar a relação entre os Poderes no estado.

 

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSDB) enfrenta cenário similar. Apesar de ser seu correligionário, o presidente da Casa, Álvaro Porto, é próximo ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), e já fez críticas públicas à governadora.

 

O quadro não se repete na maioria dos estados. Em 17 Casas, o presidente da assembleia compõe a base do governador. No Rio, por exemplo, Rodrigo Bacellar (União) continuará no comando da Alerj por mais dois anos. Apesar de já ter tido atritos com o governador Cláudio Castro (PL), a relação do deputado com o chefe do Executivo vive um momento de pacificação.

 

— A autonomia que o Legislativo conquistou no nível federal ainda não se reflete nos estados, onde há maior tendência ao governismo. Quando há desalinhamento, geralmente ocorre por fragilidades específicas do governador — avalia a cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas.

Filiação de deputados ao PSB e mudanças em blocos partidários empurram definição de comissões na Alece

Escrito por Luana Barrosl DIARIONORDESTE
 

Presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PDT) disse que aguarda a filiação de deputados e deputadas que estão de saída do PDT antes de definir as comissões temáticas da Casa. Nesta segunda-feira (3), o Parlamento realizou sessão solene para instalação da atual legislatura.

A previsão é de que um grupo de parlamentares estaduais se filie ao PSB na próxima sexta-feira (7), seguindo o senador Cid Gomes (PSB). No total, dez deputados estaduais e três suplentes tiveram autorização da Justiça Eleitoral para deixar o PDT. 

Caso todos sigam para a sigla pessebista, o partido terá a maior bancada da Alece, incluindo o presidente da Casa, Romeu Aldigueri. Contudo, nem todos confirmaram a filiação ao PSB. 

"Nós estamos esperando a mudança que vai acontecer de alguns deputados em relação aos partidos para, a partir da próxima semana, sentar e esperar que cada partido indique o seu líder partidário", disse.

Aldigueri disse ainda que deve verificar se os blocos partidários existentes vão ser modificados ou se novas configurações serão criadas. "Para aí, no Colégio de Líderes, a gente começar a formatar as comissões", completa. A previsão é de que todos os colegiados estejam criados até o dia 28 de fevereiro. 

Desafios para gestão

Romeu Aldigueri, que tomou posse como presidente da Alece no sábado (1º), destacou que pretende "mediar" as diferentes formas de pensar dos deputados para "fazer com que a Casa aperfeiçoe as leis que vêm do Executivo, do Ministério Público, da Defensoria, do Judiciário e também os projetos de lei". 

"Eu costumo dizer que, como uma Casa de iguais, 46 deputados e deputadas, cada um com a sua forma de pensar, com a sua ideologia política. Nós vamos procurar mediar esses pensamentos", disse. Ele pontuou ainda que pretende ampliar os serviços prestados a servidores e cidadãos, principalmente no interior do Estado. 

Romeu Aldigueri PDT Foto Marcos Moura 399

Alcolumbre manda recados ao Supremo e indica apoio à agenda do governo

Thaísa Oliveir Renato MachadoRanier Bragon / FOLHA DE SP

 

Eleito presidente do Senado com 73 votos neste sábado (1º), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) reforçou recados de independência diante das tensões do Congresso com o STF (Supremo Tribunal Federal). O amapaense fez um claro discurso de fortalecimento do Congresso e das emendas parlamentares.

Alcolumbre disse que vai continuar defendendo o modelo de distribuição de verba para os redutos dos congressistas, mas pregou harmonia entre os três Poderes e deu uma declaração enfática de apoio a pautas defendidas pelo governo Lula (PT).

"A agenda eleita na última eleição foi a agenda apresentada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Nenhum senador, nenhuma senadora, tem autoridade de atrapalhar a agenda do governo. O governo terá sua agenda totalmente respeitada", afirmou.

"Aliás, nós vamos ajudar a agenda do governo, no que couber ao Parlamento. Mas nós queremos o direito de dizer que concordamos com isso ou não concordamos com aquilo."

O senador afirmou que o Congresso, sob seu comando, será "porta-voz do sentimento dos brasileiros", mas completou que isso exigirá "posicionamento corajoso perante o governo, o Judiciário, a mídia ou o mercado".

O tom de defesa do Senado diante do STF foi um dos pontos centrais também do discurso em que Alcolumbre pediu o apoio dos colegas antes da votação. Ele citou a disputa em torno das emendas parlamentares como um "desafio" e cobrou respeito às prerrogativas do Poder Legislativo.

"O relacionamento entre os Poderes, embora seja regido pela Constituição e pela harmonia, tem sido testado por tensões e desentendimentos. Entre esses desafios, destaco a recente controvérsia envolvendo as emendas parlamentares ao orçamento, que culminou em debates e decisões e com o Supremo Tribunal Federal e o Poder Executivo", afirmou.

 

"É essencial respeitar as decisões judiciais e o papel do Judiciário em nosso sistema democrático. Mas é igualmente indispensável respeitar as prerrogativas do Legislativo e garantir que este Parlamento possa exercer seu dever constitucional de legislar e representar o povo brasileiro", completou.

O embate sobre as emendas parlamentares se arrasta desde agosto do ano passado, quando o ministro do STF Flávio Dino determinou que o governo federal suspendesse o pagamento e cobrou mais transparência do Congresso.

A queda de braço escalou em dezembro, com a decisão de Dino de acionar a Polícia Federal para apurar suspeitas de corrupção. O próprio partido de Alcolumbre, União Brasil, está na mira da PF, por meio da Operação Overclean.

Eleito com o terceiro maior placar da história, Alcolumbre agradeceu pela votação "expressiva". Disse que o amplo apoio recebido por ele demonstra que o Senado está unido e chorou ao falar da família e do antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) —a quem chamou de irmão.

Em outro momento em que defendeu o Senado, Alcolumbre afirmou ser preciso retomar o rito de tramitação das medidas provisórias, suspenso por vontade do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) —um dos principais motivos de atrito entre as duas Casas.

Alcolumbre inclusive citou o distanciamento entre Pacheco e Lira e disse que isso levou ao enfraquecimento do Legislativo. O senador completou que a falta de comunicação entre os dois dividiu o Congresso e deixou alguns temas importantes para o país sem resposta.

 

Com o apoio de uma ampla aliança, que vai do PL de Jair Bolsonaro ao PT de Lula, Alcolumbre buscou fazer um discurso conciliador, dizendo que nenhuma das correntes políticas é "puro anjo ou demônio". Alcolumbre também cobrou o cumprimento de acordos, para evitar "um campo de guerra".

Em entrevista à Globo News após o resultado, o novo presidente também disse que a anistia aos golpistas do 8 de janeiro não vai pacificar o país. Em outro momento, afirmou não querer que o Congresso seja "a caixa de ressonância dos extremos".

O amapaense fazia questão de voltar à presidência do Senado com o maior placar da história e bater o recorde de Mauro Benevides (MDB), em 1991, e José Sarney (MDB), em 2003, ambos com 76 dos 81 votos. Conseguiu o terceiro maior, 73 votos.

Alcolumbre também lembrou seu mandato anterior, entre 2019 e 2021, afirmando ter se tratado de um dos períodos mais difíceis da história, em referência à pandemia da Covid-19. Disse que foi o "timoneiro na tempestade". Já eleito, afirmou continuar igual aos 80 colegas.

Em seu primeiro mandato, o Congresso expandiu o poder sobre o Orçamento, estabelecendo uma partilha de recursos para as bases eleitorais de parlamentares, com baixa transparência. O movimento teve o aval do governo Bolsonaro, com quem o senador amapaense manteve algum alinhamento

Alcolumbre buscou a reeleição, mas foi impedido pelo STF, que julgou não ser possível a recondução em uma mesma legislatura. Todas as suas articulações então foram repassadas para Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi eleito com grande facilidade.

Nesses quatro anos, Alcolumbre se manteve como um dos principais nomes e articuladores do Congresso Nacional. Presidiu nesse período a importante CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, em um sinal de força política, segurou durante quatro meses a sabatina do indicado de Bolsonaro para o STF André Mendonça.

ALCOLUBRE

 

 

Autoridades estaduais e municipais celebram a posse de Romeu Aldigueri

Por Lincoln Vieira / ALECE

 

A sessão solene reuniu autoridades e convidados para posse da nova Mesa Diretora. - Foto: Marcos Moura

 

Autoridades estaduais e municipais participaram da sessão solene de posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para o biênio 2025-2026, realizada no Plenário 13 de Maio, na manhã deste sábado (01/02). Os convidados destacaram o diálogo e a capacidade de liderança do presidente Romeu Aldigueri (PDT) e desejaram sucesso à frente do Parlamento pelos próximos dois anos. 

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), o desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, ressaltou que a expectativa é que a nova Mesa Diretora da Alece prossiga com diálogo republicano para aperfeiçoar os trabalhos de ambas as instituições. “A expectativa é que seja dada a continuidade da relação harmoniosa que foi construída pelo Tribunal e pela Assembleia. O diálogo continuará de forma republicana, preservando a independência dos dois poderes e com a parceria institucional para que ambos possam contribuir para a melhoria, tanto nos trabalhos do Poder Legislativo como do Poder Judiciário”, salientou. 

Já o procurador-geral de Justiça do Ceará, Haley Carvalho, destacou a importância da nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e parabenizou seus membros. “Parabenizo o deputado Romeu Aldigueri e os demais membros da nova Mesa Diretora da Assembleia pela missão que se inicia e desejo sucesso na construção de iniciativas pautadas nas necessidades da população cearense. A Procuradoria Geral de Justiça está de portas abertas para o diálogo e para projetos institucionais com o Parlamento que impactem de forma positiva na vida dos cearenses que mais precisam”, compartilhou.

A líder do Partido Liberal, deputada Dra. Silvana (PL), desejou que a gestão da nova Mesa Diretora seja “exitosa”. A parlamentar informou que vai cobrar a reabertura das galerias do Plenário 13 de Maio no início da gestão. “O que eu acho que vai coroar essa Casa é a reabertura das galerias. Eu acho que a presença do povo nessa Casa torna os nossos mandatos mais vivos e, por que não dizer, mais efetivos? Isso coroa a Casa como o coração do povo. Eu desejo que o presidente reabra as galerias”, explicou. 

O decano da Alece, deputado Fernando Hugo (PSD), afirmou estar otimista com a nova gestão. O parlamentar afirmou que acredita no êxito do deputado Romeu Aldigueri (PDT) à frente da presidência da Alece. “A esperança que tenho faz com que eu acredite mais e mais que a Alece é o Poder do Povo no sentido amplo, geral e irrestrito, e continua a cumprir sua missão para que todos os cearenses se sintam bem na Casa maior da população”, disse.

O deputado Heitor Férrer (União) projetou que Romeu Aldigueri lidere em nome de todos os deputados estaduais. “Romeu Aldigueri é um grande companheiro e o que nós esperamos é algo que tem sido comum entre todos os presidentes da Alece, é que ele, como presidente, seja de todos os deputados”, asseverou. 

O deputado Antônio Granja (PDT) disse acreditar que o presidente Romeu Aldigueri vai surpreender como gestor. “Eu estou no 7º mandato nesta Casa e a cada gestão nova tem me surpreendido com muito trabalho e inovações. Essa Casa está cada vez mais aberta a população cearense. Essa é a nossa função, recepcionar bem a população, receber as demandas dos prefeitos, vereadores, líderes políticos e da comunidade como um todo”, avaliou. 

O superintendente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan Fortaleza), o ex-deputado Artur Bruno (PT), elogiou o novo presidente. Para ele, o parlamentar tem capacidade de liderança. “Romeu é uma pessoa extremamente preparada, ex-prefeito, deputado, líder do governo. Acho que a Assembleia escolheu muito bem. Uma pessoa que tem todas as condições de liderar aqui na Assembleia Legislativa”, elogiou. 

            

Edição: Vandecy Dourado

Presidente da Alece enfatiza compromisso democrático em posse da nova Mesa Diretora

Por Gleydson Silva / ALECE

 

- Foto: Pedro Albuquerque

 

A nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para o biênio 2025-2026 foi empossada na manhã deste sábado (01/02), em sessão solene presidida pelo então presidente da Casa, deputado Fernando Santana (PT). O presidente que tomou posse, deputado Romeu Aldigueri (PDT), destacou a ampla representatividade da nova Mesa Diretora, enfatizou o compromisso com o fortalecimento da democracia, e anunciou  o lançamento do programa de capacitação “Ceará de Valores”.

Romeu Aldigueri destacou que o papel que assume é o de “mediador” de distintas ideologias, posicionamentos e visões de mundo. E afirmou também que a missão confiada a ele reforça o seu compromisso com a promoção do bem comum, a defesa dos princípios democráticos e a construção de um Ceará mais justo, desenvolvido e socialmente equilibrado.

“Ouvir, acolher e transformar novas ideias em realidade foi o que me trouxe até aqui, e acredito profundamente que existem duas forças que foram determinantes em minha trajetória. A primeira delas é a que emana da minha família e a segunda, da qual não podemos prescindir, senhoras e senhores, é a da democracia”, enfatizou.

Com o propósito de fortalecer a atuação do Parlamento junto à população, Romeu Aldigueri comunicou que a Casa irá implantar, por meio da Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace), o programa de formação “Ceará de Valores”, que promoverá capacitações, sobretudo de tecnologia, para jovens e adolescentes, a fim de contribuir com o desenvolvimento das pessoas. 

“Será mais uma instância de complementaridade ao ensino de excelência que a escola pública formal cearense tem apresentado à sociedade. Incentivaremos e apoiaremos mais a arte e cultura em todas as suas formas, seja com música, dança, teatro ou literatura. Iremos aproximar os mais diversos tipos de linguagens, a fim de modernizar e dinamizar a imagem dessa Casa”, pontuou.

De acordo com o parlamentar, o “Ceará de Valores” também terá a missão de apresentar “os mais valorosos cearenses ao nosso povo”. “São escritores, poetas, atletas, músicos, pensadores, artistas, pessoas que devem ser imitadas, que precisam ser enxergadas e valorizadas como referências para cada um e cada uma de nós. Mostrar ao cearense um Ceará de Valores. Mostrar ao cearense o seu valor, o valor de sua cultura, do presente e principalmente do seu futuro”, ressaltou.

Presidente Romeu Aldigueri destaca compromissos da nova gestão  - Foto: Marcos Moura

O chefe do Legislativo reiterou a importância da democracia para o desenvolvimento do Ceará e afirmou que o Estado saiu da "Civilização do Couro", no século XVIII, e prepara infraestrutura física e humana, mirando em uma “indústria 5.0”, “com geração de empregos especializados em energias renováveis, inteligência artificial generativa, produção de hidrogênio verde e desenvolvimento de software”.

Romeu Aldigueri enalteceu o trabalho dos profissionais da imprensa da Alece, “reforçando o elo entre comunicação e democracia, a partir da responsabilidade com as informações que formam o pensamento dos cearenses”. 

O parlamentar destacou ainda seu compromisso e admiração aos servidores da Casa Legislativa, afirmando que terão nele “um parceiro, uma voz, um amigo próximo”. “Não há Estado eficaz sem a valorização dos seus servidores. Tenham a certeza de que saberei ser justo aos pleitos e às inevitáveis mudanças. Cada um de vocês, com dedicação, ética e competência, contribui para que este Parlamento, e consequentemente o Estado do Ceará, cumpram sua missão de representar e servir a população”, disse.

Por fim, o presidente convidou os parlamentares para a sessão solene de instalação da 2ª sessão legislativa, da 31ª Legislatura, que será realizada na próxima segunda-feira (03/02), a partir das 10h. Na ocasião, o governador Elmano de Freitas deve voltar à Casa para a leitura da Mensagem Governamental. 

A nova Mesa Diretora que tomou posse na solenidade presidida pelo deputado Romeu Aldigueri  é formada pelos deputados Danniel Oliveira (MDB), como 1° vice-presidente; Larissa Gaspar (PT), 2ª vice-presidente; De Assis Diniz (PT), 1º secretário; Jeová Mota (PDT), 2° secretário; Felipe Mota (União), 3° secretário, e João Jaime (Progressistas), como 4º secretário. Os deputados Luana Regia (Cidadania)Emilia Pessoa (PSDB) e David Durand (Republicanos) ocuparão, respectivamente, os postos de 1ª, 2ª e 3º suplentes.

Estiveram presentes na solenidade de posse o governador Elmano de Freitas; a vice-governadora Jade Romero; o presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto; o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PDT); o procurador-geral de Justiça do Ceará, Haley Carvalho; presidente do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE/CE), conselheiro Rholden Queiroz; a defensora pública geral do Ceará, Sâmia Farias; o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Léo Couto (PSB); além de secretários do Estado e vereadores.

Assista na íntegra à sessão de posse da nova Mesa Diretora da Alece para o biênio 2025-2026:

Alcolumbre será o ‘novo Lira’ e ambiente no Senado ficará mais hostil a Lula, alertam governistas

Por Roseann Kennedy e Iander Porcella / O ESTADÃO DE SP

 

A governabilidade da gestão Lula 3 em 2025 passa pela boa relação do Planalto com os novos presidentes da Câmara e do Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve sucesso nas articulações para definição do comando das duas casas e tenta costurar uma reforma ministerial para afagar os aliados. Mas um fator preocupa os governistas, o risco de “uma mudança pendular” de problemas.

 

O senador Davi Alcolumbre, favorito para assumir o Senado, tem sido classificado por petistas como o “novo Lira”, em referência à difícil e volátil relação que o ex-presidente da CâmaraArthur Lira (PP-AL), teve nos últimos dois anos com o governo. Procurado, Alcolumbre não respondeu.

 

O cálculo dos governistas é de que haverá uma inversão no clima de hostilidade ao presidente no Congresso: os ânimos esfriarão na Câmara com Hugo Motta (Republicanos-PB) e esquentarão no Senado, com a saída de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o retorno de Alcolumbre. Embora o PT e o próprio governo tenham embarcado nas duas candidaturas, há uma avaliação de que Alcolumbre usará mais o cargo para pressionar o Planalto.

 

Um sinal desse modus operandi ocorreu no final do ano, quando relator do Orçamento Geral da União de 2025, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), anunciou que a proposta só seria votada após o recesso parlamentar. A decisão de deixar a peça orçamentária “pendurada”, na visão de interlocutores palacianos, teve a digital de Alcolumbre. Lira, por outro lado, de saída do cargo, defendia a votação ainda em 2024, segundo apurou a Coluna do Estadão.

 

Outro teste para o Planalto serão as sabatinas das indicações de Lula para cargos em agências reguladoras, que também ficaram para 2025.

 

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