Kajuru pede empenho do Congresso para aumentar a produtividade do país
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O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) cobrou empenho do Congresso para mudar uma realidade do mercado de trabalho: a produtividade do trabalhador brasileiro representa um quarto da do norte-americano e um terço da do alemão. Em pronunciamento nesta segunda-feira (10), Kajuru citou estudo de Renan Pieri, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, segundo o qual, para mudar esse cenário, é preciso investir em educação em todos os níveis, incluindo o técnico, e também modernizar as empresas.
O pesquisador apontou ainda, disse Kajuru, a necessidade de aproximar a escola das empresas, para que a formação de estudantes atenda às exigências do mercado. O senador também mencionou observação do economista Celso Pastore, para quem o problema não reside apenas na "baixa qualidade profissional". De acordo com o estudioso, os empregos ofertados também são de baixa qualidade, fato que pode ser comprovado com a simples análise do trabalho informal, que abrange 40 milhões de brasileiros.
— E onde entramos [parlamentares] nessa história? Discutindo os grandes problemas do país, como a falta de emprego e a baixa produtividade, inclusive a nossa, apresentando projetos para corrigir as distorções estruturais que se acumulam nesse Brasil, votando leis que abram caminhos para a nação se alinhar entre os países que criam perspectivas para o povo — disse.
Mesa
Kajuru lembrou ainda que nesta terça-feira (11) a atual Mesa do Senado se reunirá pela primeira vez. Segundo ele, o presidente da casa, senador Davi Alcolumbre, garantiu que, neste ano, as reuniões da Mesa serão semanais.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Simone Tebet: PEC dos Fundos Públicos será votada no dia 19 na CCJ
Fonte: Agência Senado
Alvaro Dias pede redução do número de deputados e senadores Fonte: Agência Senado
O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) defendeu nesta segunda-feira (10) em Plenário a redução no número de deputados e senadores, e lembrou que isso aconteceu recentemente na Itália, sendo uma medida estudada em outros países, o que reforçaria sua tese. Ele acrescentou que também é favorável à diminuição do número de partidos políticos representados no Congresso.
— Não queremos a extinção dos partidos, mas queremos normatização, para que sejam representados ou tenham representação no Parlamento os partidos que obtiverem um percentual de votos exigido pela legislação, compatível com as aspirações da sociedade — explicou.
Para o senador paranaense, a economia seria brutal por não ser apenas a eliminação de mandatos, mas a eliminação de gabinetes, de recursos destinados à água, luz, papel, telefone, carros, auxílio moradia, verba indenizatória e tratamento de saúde. Alvaro Dias lembrou que o Congresso foi obrigado a aprovar uma dura reforma da Previdência, porque houve a falência do sistema. E que essa reforma impôs sacrifícios ao povo, pois os trabalhadores terão que trabalhar mais e por mais tempo, se aposentar mais tarde e receber uma aposentadoria inferior. Ele defendeu que os parlamentares também deem sua contribuição.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Comissão que analisa MP sobre regularização fundiária recebe governadores

A comissão mista que analisa a medida provisória que institui um novo programa de regularização fundiária do governo federal (MP 910/09) realiza duas audiências na próxima semana para ouvir os governadores do Distrito Federal e de Rondônia.
A MP concede, ao longo dos próximos três anos, cerca de 600 mil títulos de propriedades rurais para ocupantes de terras públicas da União e assentados da reforma agrária. O número representa metade de uma estimativa de 1,2 milhão de posses precárias, incluindo cerca de 970 mil famílias assentadas que ainda não obtiveram título de propriedade e outros 300 mil posseiros em áreas federais não destinadas. Os números são do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autarquia responsável pela execução do programa.
Convidados
Na terça-feira (11) serão ouvidos o governador do DF, Ibaneis Rocha; o presidente do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (INCRA), Geraldo Melo Filho; o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior; o defensor-público-geral Federal (DPU), Gabriel Faria Oliveira; a procuradora Federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Macedo Duprat; e o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado. O debate será às 14 horas, no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.
E na quarta-feira (12) a comissão recebe, entre outros convidados, o governador de Rondônia, Marcos Rocha; o deputado federal, Alceu Moreira (MDB-RS); e o secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Nabhan Garcia. A audiência será às 14 horas no plenário 13 da ala Alexandre Costa, no Senado.
As duas audiências poderão ser acompanhadas de forma interativa pelo e-Cidadania.
Da Redação - RS
Com informações da Agência Senado
Moro participa de debate na Câmara sobre prisão após segunda instância

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, é o convidado da próxima quarta-feira (12) da comissão especial que analisa a volta da prisão após condenação em segunda instância (PEC 199/19).
No ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que ninguém deveria ser considerado culpado até que haja uma sentença final, ou seja, até que sejam esgotadas todas as possibilidades de recursos.
O deputado José Nelto (Podemos-GO) é um dos autores dos requerimentos que pediram a vinda de Moro. “O ministro Moro é essa reserva moral que vai dar o seu ponto de vista se nós estamos no caminho correto ou não. E o que ele pode contribuir para que o Congresso Nacional possa votar a prisão em segunda instância o mais rápido possível e dentro da legalidade."
Para o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM), será possível votar a proposta até março porque a maior parte dos parlamentares é favorável. O prazo de emendas já se encerrou e nenhuma emenda foi apresentada.
Segundo Marcelo Ramos, a proposta não vai servir só para ações criminais; mas para processos que reivindiquem créditos trabalhistas ou que contestem cobranças tributárias.
Participação popular
A audiência será realizada a partir das 10 horas no plenário 1.
O debate será interativo e os interessados poderão enviar perguntas e comentários aos participantes. Clique no banner abaixo e participe.
Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Natalia Doederlein
Eduardo Girão faz balanço do primeiro ano de mandato

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) apresentou nesta terça-feira (4) em Plenário um balanço das atividades realizadas em 2019, seu primeiro ano de mandato. O parlamentar lembrou que essa também foi a sua primeira candidatura política e a vitória foi considerada uma “grande zebra”.
Girão ressaltou que, ao assumir o mandato, abriu mão de várias vantagens: carro oficial, apartamento funcional, auxílio-moradia e plano de saúde. Ele disse ainda que reduziu a estrutura do gabinete, atuando com menos assessores, e gasta apenas 30% da verba total, o que representou uma de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos.
Em relação à atividade legislativa, o senador elencou alguns dos 19 projetos de lei apresentados no ano passado, caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 72/2019, que veta a concessão de indulto aos condenados por crime contra a administração pública. Também foi citada a PEC 134/2019, outra proposta de Girão, que possibilita a renúncia ao foro privilegiado por prerrogativa de função.
Concepção e infância
O senador destacou outros três projetos de sua autoria: o que eleva a pena do crime de aborto (PL 556/2019), o que garante direitos da gestante e da criança por nascer (PL 3.406/2019), e o que cria campanhas educativas para reduzir a incidência de gravidez na adolescência (PL 848/2019).
— Esses três PLs falam muito alto ao meu coração. Eu considero a vida desde a concepção uma das mais importantes bandeiras, porque se nós não garantirmos o direito fundamental de uma criança nascer, perdemos a autoridade moral para defender todos os direitos legítimos de um ser humano — afirmou.
Girão ainda relatou 27 projetos de lei no ano passado e foi protagonista na articulação para aprovar no Senado o PLC 37/2013, que criou nova política de drogas no Brasil.
Lava Jato
O parlamentar encerrou o discurso enfatizando as ações para manter vivas as atividades da Operação Lava Jato, em favor da prisão em segunda instância, pela instalação da CPI da Lava Toga e também pelo andamento dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para “que seja passado a limpo o único poder ainda não investigado”, concluiu.
Fonte: Agência Senado
Simone Tebet presta homenagem a Pedro Simon por seu aniversário de 90 anos

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) prestou homenagem, nesta terça-feira (4), ao ex-senador Pedro Simon, pela passagem dos seus 90 anos, comemorados no dia 31 de janeiro. Sua luta contra a corrupção e o fisiologismo e seu posicionamento crítico ao presidencialismo de coalizão representado pela oferta de emendas parlamentares em troca de apoio governamental foram lembrados pela senadora.
Para Simone, Pedro Simon é exemplo de ética e sua atuação foi determinante para aprovação de leis que trouxeram avanços no combate a corrupção, como a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 2010).
— Quantas será que não foram as centenas, as milhares, as dezenas de milhares de assinaturas que ele conseguiu com o seu clamor desta tribuna, com a sua fala, com a sua oratória, com a sua verve, com a sua empolgação por essa lei de iniciativa popular? Quem sabe um dia poderemos chamá-la, a Lei da Ficha Limpa, de Lei Senador Pedro Simon — afirmou.
A senadora lembrou do apreço que seu pai, o ex-senador Ramez Tebet (1936-2006), nutria por Simon. Simone informou que esteve com com o ex-parlamentar gaúcho em Capão da Canoa (RS), no sábado (1º), quando cerca de mil pessoas participaram de evento para homenageá-lo. De acordo com ela, mesmo com 90 anos, Simon mantém sua atuação política com capacidade de se importar com os problemas atuais do país e estimula debates e ações para melhorar a vida do povo brasileiro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Kajuru critica gastos do presidente do Senado com viagens oficiais

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) criticou em Plenário, nesta quarta-feira (5), o que chamou de excesso com gastos de viagens oficiais do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo o senador, dados extraídos do Portal da Transparência indicam que R$933.285,91 foram destinados a gastos com viagens oficiais em 2019. Ao afirmar que o valor é o maior dos últimos quatro anos, Kajuru alertou para o fato de que muitos parlamentares foram eleitos nas últimas eleições para atender à expectativa de mudança dos eleitores.
— Por isso, cabe a pergunta: como fazer um novo Parlamento aumentando despesas quase impossíveis de justificar e adotando velhas práticas que merecem repudio da população? — questionou.
Kajuru também citou matéria publicada pelo site O Antagonista que indica a existência de 214 assuntos pendentes a serem tratados pela Mesa do Senado, que segundo ele, nunca esteve reunida nessa legislatura.
— Lembro que, segundo o site de notícias, entre os assuntos que se acumularam sem solução nesse período estão os pedidos de impeachment de ministros do STF, que Alcolumbre decidiu sozinho mandar para o lixo ou para gaveta, lembrando Brindeiro, [procurador-geral da República do governo] de Fernando Henrique Cardoso. Aliás, ele está superando o Brindeiro, o rei da gaveta — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Executivo e Congresso: quatro meses decisivos para o futuro do Brasil

Os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, vivem uma relação de altos e baixos. No início do governo, as rusgas entre eles puseram em risco a reforma da Previdência, que acabou aprovada graças ao empenho, principalmente, do deputado. Naquela época, Maia se tornou alvo das hostes bolsonaristas, que só se referiam a ele de forma pejorativa nas redes sociais. Hoje, os tempos são outros, e os dois políticos experimentam uma fase inédita de harmonia e parceria, que pode facilitar o avanço de mais duas reformas consideradas vitais para a recuperação da economia: a tributária e a administrativa. A ideia é que esses dois projetos sejam aprovados pelos deputados até o fim do primeiro semestre, já que de julho a outubro os congressistas estarão em férias informais, chamadas de recesso branco, e se dedicarão às eleições municipais. “Não podemos achar que a solução para o crescimento do Brasil está limitada à reforma da Previdência. É preciso avançar na agenda econômica, em que há convergência entre governo e Câmara na maior parte dos temas”, disse Maia a VEJA.

O primeiro ponto de convergência é a reforma tributária. Desde o ano passado, encontra-se em tramitação uma proposta de iniciativa dos deputados que tem como objetivo simplificar a cobrança de impostos e contribuições sobre bens e serviços. O ministro da Economia, Paulo Guedes, promete apresentar um projeto alternativo, mas ainda não fechou o texto. Uma das prioridades da equipe econômica é reduzir a carga tributária das empresas de 34% para 20%, e assim desonerar a folha de pagamento. Em tese, essa medida pode levar os empregadores a abrir mais postos de trabalho. A pedido do próprio Bolsonaro, o ministério também estuda aumentar a faixa de isenção do imposto de renda da pessoa física. Como de costume, o problema está em como compensar a perda de arrecadação decorrente dessa iniciativa. Nas simulações feitas pelos técnicos, a conta não fecha. Em alguns casos, seria preciso aumentar de 27,5% para 32% a alíquota máxima do IR. Apesar de Bolsonaro rechaçar publicamente a ideia, Guedes mantém a intenção de ressuscitar a CPMF, criando um imposto sobre transações digitais. A justificativa é que assim seria possível bancar, por exemplo, a desoneração da folha.
Após Câmara livrar deputado, Senado pode fazer o mesmo com ‘Moro de saia’
Após o plenário da Câmara dos Deputados rejeitar a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o deputado Wilson Santiago (PTB-PB), o Senado pode seguir o mesmo caminho e barrar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos-MT) em setembro deste ano.
Selma, que é juíza aposentada, ficou conhecida como “Moro de saias” por sua bandeira de combate à corrupção. Em dezembro do ano passado, ela foi condenada pelo TSE por abuso de poder econômico e captação ilegal de recursos na campanha de 2018. Em janeiro deste ano, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar para que Carlos Fávaro (PSD), o terceiro candidato ao Senado mais votado por Mato Grosso – o primeiro na fila dos não-eleitos -, ocupe o cargo interinamente – sua posse, no entanto, só pode ocorrer quando o Senado declarar a vacância do mandato.
Na quarta-feira 5, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que vai submeter a cassação da parlamentar à Mesa Diretora da Casa já que alguns senadores têm dúvidas sobre o processo. “Eu também tenho dúvida, porque no último caso concreto [cassação do senador João Capiberibe, em 2005], a Mesa manteve a decisão. Se acontecer de a votação da Mesa não seguir a decisão do tribunal, será o primeiro fato concreto em relação a isso”, disse Alcolumbre.
O rito para os trabalhos da Mesa Diretora foi anunciado por Alcolumbre aos demais senadores nesta quarta-feira. Está prevista uma reunião da Mesa para terça ou quarta-feira da próxima semana – o próximo passo será a definição de um relator para o caso. Depois disso, a senadora será notificada e terá um prazo de dez dias para apresentar a sua defesa. VEJA.



