José Sarto faz balanço da gestão e aponta desafios do ano eleitoral

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado José Sarto (PDT), completou, no início de fevereiro, um ano à frente do Legislativo estadual. Nesse período, o parlamentar propôs uma reestruturação do organograma da Casa, com mudanças em setores administrativos, além de corte de gastos.
As alterações tiveram como resultado uma economia de R$ 40 milhões, o que deve, segundo ele, ser revestido em concurso e seleção pública para modernizar a estrutura administrativa. A nomeação dos concursados deve ser feita ainda no primeiro semestre.
Apesar do balanço positivo das mudanças realizadas até aqui, Sarto deve enfrentar desafios no segundo ano de mandato como presidente. Se as eleições municipais estão agendadas apenas para outubro deste ano, os embates ‘paroquiais’ na tribuna da Assembleia Legislativa já iniciaram. Ainda nesta semana, deputados estaduais protagonizaram discussão com foco na disputa eleitoral de Tauá.
Segundo ele, as ponderações com os deputados quanto às discussões eleitorais já iniciaram e a Mesa Diretora deve ficar cada vez mais atenta a excessos. Na Capital, o nome de Sarto também é apontado como pré-candidato ao Executivo municipal. Sobre isso, faz como outras lideranças de seu grupo político: desconversa. “Eu sou candidato a fazer uma boa gestão na Assembleia”, afirma.
Heitor Férrer solicita audiência sobre plano de cargos de médicos
Deputado Heitor FérrerFoto: Edson Júnior Pio
O parlamentar esclareceu que a reivindicação, via Secretaria de Saúde do Estado, é a implementação da Lei. “O que pleiteamos é algo que nos é devido desde 2008. Conquistamos o plano ainda no governo Cid Gomes, mas ele nunca foi implementado por completo”, relatou.
Agora, segundo Heitor Férrer, o secretário de Saúde do Estado, Dr. Cabeto, busca viabilizar a implantação, mas isto não pode ser compreendido como aumento. “É cumprir a lei que foi descumprida ao longo desses 11 anos. Existe uma ação na Justiça para que a lei seja cumprida, junto a uma mobilização da categoria para pressionar o Governo”, reforçou.
LA/AT
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Bruno Pedrosa destaca entrega de capacetes pelo projeto CNH Popular
Deputado Bruno PedrosaFoto: Edson Júnior Pio
Segundo o parlamentar, o programa não contemplava anteriormente a entrega gratuita de capacetes, e agora garante a segurança dos novos habilitados.
“É uma medida que contribui para a segurança viária dos municípios, já que muitas famílias não contam com orçamento para adquirir este item de segurança”, salientou Bruno Pedrosa.
Ainda de acordo com o deputado, desta forma, “todos vão poder respeitar a lei e conduzir com mais segurança”.
RG/LF
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João Jaime denuncia construção de estrada irregular entre Cruz e Jijoca
Deputado João JaimeFoto: Edson Júnior Pio
Segundo o parlamentar, a construção não tem licença ambiental, está sendo feita em faixa litorânea e estaria causando a destruição de falésias. Ele ressaltou que o operário que aparece no vídeo operando a máquina que abre a estrada, estaria vestindo uma blusa com a marca do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão de proteção ambiental.
João Jaime destacou que já informou sobre a situação para a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Ele solicitou que a Semace tome providências imediatas e pediu que o Governo do Estado interceda o mais rápido possível para evitar um dano ainda maior ao meio ambiente.
JM/LF
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Heitor Férrer questiona decisão do TRE que cassou mandatos de deputados
O parlamentar disse que ficou preocupado com a decisão do TRE, pois, na sua visão, o que eles fizeram foi divulgar os benefícios que obtiveram por meio de emenda parlamentar para o município.
Heitor Férrer afirmou que, no relato de um dos julgadores, ouviu que a condenação seria pelo fato de os deputados terem, em seu município, referido-se “a coisas” feitas com verbas trazidas por eles e que levariam mais verbas para aquele município, no caso Parambu.
Para o deputado, mesmo reconhecendo que no TRE há bons julgadores, o fato de os parlamentares terem sido condenados à perda dos mandatos por levarem recursos, através de suas emendas parlamentares, para o município e terem publicizado isso no site da Prefeitura também vai levar à condenação muitos deputados, inclusive parlamentares estaduais, porque no Tribunal ainda existem muitos processos “com o mesmo pecado”. “A vida do homem público tem que ser exposta: fiz isso e devo continuar a fazer isso”, afirmou.
Heitor exemplificou que ele mesmo tem R$ 1 milhão em emendas parlamentares, mas que não vai poder dizer que vai destinar R$ 500 mil reais para fazer passagem molhada porque vai correr o risco de ter o mandato cassado.
Ele informou que tanto o deputado federal Genecias Noronha como a deputada estadual Aderlânia Noronha vão recorrer da decisão do TRE às instâncias superiores, porque não houve por parte dos parlamentares ato de improbidade administrativa, de corrupção, de enriquecimento ilícito e nem desvio de dinheiro público. “O que houve foi um pronunciamento público em que o deputado Genecias disse que destinou recursos para o município e que iria levar mais recursos através das emendas parlamentares”, pontuou.
WR/CG
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Governo, PMs e bombeiros fecham acordo de reestruturação salarial
Segundo o secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Élcio Batista, o acordo faz parte de um propósito de valorização profissional dos servidores da área de segurança pública. O acordado terá um impacto a mais de aproximadamente R$ 149 milhões da proposta inicial, que era de R$ 338 milhões, alcançando um total de R$ 495 milhões. “A gente foi no limite que tinha em termo de responsabilidade fiscal”, destacou.
Entre os pontos acordados, citou o secretário, está a incorporação de algumas gratificações e metas ao vencimento base dos profissionais. A reestruturação já terá a primeira parcela implementada no próximo mês de março, com percentual de 40%. As duas parcelas restantes, segundo a negociação, serão pagas em março de 2021, com 30%, e março de 2022, com os 30% restantes. “O salário-base de um soldado no Ceará vai ficar em R$ 4.500”, afirmou Élcio Batista.
O deputado Júlio César Filho (Cidadania), líder do Governo na Casa, ressaltou que a expectativa é de que a mensagem do Governo do Estado com os pontos acordados chegue à AL na próxima semana. “Buscaremos fazer um acordo com os líderes partidários para que a gente possa acelerar o mais rápido possível e votar antes do Carnaval, para que ela seja implementada em março, sem prejuízo de, se a gente votar no começo de março, ela ser implementada retroativa a 1º de março, até porque a folha do Estado fecha depois do dia 10”, explicou.
O deputado informou que novas datas serão marcadas para negociação com policiais civis, escrivães, delegados e agentes da Perícia Forense. A expectativa do líder do Governo é de que essas reuniões ocorram na próxima segunda-feira (17/02), “para que a gente conclua todas as negociações dentro de uma possibilidade razoável de capacidade financeira e para que essa mensagem chegue o quanto antes a essa Casa”.
O deputado Soldado Noelio (Pros) avaliou que houve um avanço, mas ainda há muito o que melhorar. “Conseguimos ainda aumentar em 50% o recurso que estava destinado à Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, mas, diante do prejuízo histórico das categorias, eu considero que ainda há o que se melhorar no futuro. Trabalhamos dentro de um compromisso com a população e com a tropa. Tentamos fazer o nosso melhor e conseguimos o máximo possível”, ressaltou.
O parlamentar reiterou que entre os pontos acordados estão pedidos feitos ao governador Camilo Santana, como a redução do número de parcelas, o aumento do valor da primeira parcela e o aumento do valor total que o Governo estava concedendo.
O deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE) parabenizou a articulação das categorias e representações, pontuando que o acordo foi um grande avanço. “Foi uma luta, existia uma defasagem muito grande, mas conseguimos um avanço, por exemplo, para o soldado, um reajuste que vai aumentar o salário dele em pelo menos R$ 1.050, quando a proposta inicial era de R$ 500”, exemplificou.
Também participaram das reuniões nesta quinta-feira os deputados estaduais Augusta Brito (PCdoB), Queiroz Filho (PDT), Acrísio Sena (PT), Delegado Cavalcante (PSL), André Fernandes (PSL), Nelinho (PSDB), Renato Roseno (Psol), Carlos Felipe (PCdoB), Fernanda Pessoa (PSDB) e Vitor Valim (Pros).
Além de Élcio Batista, outros quatro secretários estaduais estiveram presentes, Fernanda Pacobahyba, da Fazenda; Nelson Martins, assessor de relações institucionais; Flávio Jucá, Planejamento e Gestão, e André Costa, Segurança Pública e Defesa Social. A comissão contou ainda com representantes de nove entidades representativas, do comando da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e da Procuradoria Geral de Justiça.
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA AL/ DANIEL ADERALDO
Novo secretário de Previdência defende mudanças na CLT para favorecer a contratação de jovens
Em audiência da comissão mista da MP do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo (MP 905/19) realizada nesta quinta-feira (13), o novo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, defendeu a proposta e rebateu as críticas de que o governo estaria apenas diminuindo direitos trabalhistas.
"Quando se fala em redução ou extinção de direitos trabalhistas, não se olha para o lado daquelas pessoas que não têm nem o direito à vida, aquelas pessoas que não têm direito a comida todos os dias na sua mesa", disse.

O Contrato Verde e Amarelo reduz encargos trabalhistas para a empresa que contratar jovens entre 18 e 29 anos.
Por sua vez, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que, na época do debate contra a escravidão, os donos de escravos também diziam que os escravos preferiam comer a serem libertados. Segundo ele, o argumento do Executivo não é justo.
Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) sustentou que não trabalha com ideologias, mas com a realidade. E a realidade, apontou a parlamentar, é que as pessoas precisam de emprego.
Sugestões
Seme Arone Júnior, da Associação Brasileira de Estágios, sugeriu que os jovens contratados na nova modalidade possam cumprir seis horas de trabalho diárias para que não larguem os estudos, caso estejam na escola.
Por sua vez, Carlos Eduardo Silva, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais, fez várias críticas ao Contrato Verde e Amarelo, entre elas, a possibilidade de pagamento mensal das férias e do 13º salário. "Que garantia a gente vai ter de que o setor da cebola em Santa Catarina, por exemplo, que paga diária de R$ 50 a R$ 60, vai fazer o cálculo das férias? Ou ele vai embutir esse valor nos R$ 60 colocar o trabalhador para assinar um recibo que vai impedi-lo de questionar isso na Justiça futuramente?"
Relator
O relator da MP, deputado Christino Aureo (PP-RJ), informou que vai alterar o texto, entre outras coisas, para deixar clara a prevalência das negociações feitas entre trabalhadores e patrões. A comissão deve fazer mais uma audiência pública sobre o Contrato Verde e Amarelo no próximo dia 18.
Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Marcelo Oliveira
Representantes do governo defendem MP do Contribuinte em audiência
Participantes da audiência pública que discutiu, nesta quinta-feira (13), a Medida Provisória do Contribuinte Legal (MP 899/19) defenderam a proposta como forma de trazer segurança jurídica para a renegociação de dívidas tributárias e estimular a retomada do desenvolvimento econômico.
A MP regulamenta a transação tributária prevista no Código Tributário Nacional (CTN) e está em análise em uma comissão formada por deputados e senadores. Com ela, o governo espera estimular a regularização de débitos fiscais e a resolução de conflitos fiscais entre contribuintes e União. A transação representa alternativa à concessão de parcelamentos especiais por meio de programas de refinanciamento de dívidas (os Refis), que, segundo o governo, impactam negativamente a arrecadação e concedem benefícios a contribuintes com alta capacidade contributiva. Já a medida provisória prioriza a busca de soluções negociadas.
Na reunião, o diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia-Geral da União, Vanir Fridriczewski, disse que o estabelecimento de novos critérios trará um retorno grande para o Estado, principalmente nos casos em que os créditos podem ser contestados durante anos na Justiça. “Com as novas modalidades de parcelamento, a gente vai permitir o acertamento da situação dos devedores para com o Estado. Isso fomenta a economia e a cultura de responsabilidade, e há uma inserção dos devedores no universo econômico”, declarou.
O assessor jurídico do Ministério da Economia Felipe Aguiar acrescentou que o cenário atual no País, no que diz respeito à cobrança de dívidas fiscais, é de “perde-perde”. “No final, ganhamos e não recebemos. Não adianta, porque aí vem o Refis, a empresa consegue o desconto. Há diversas situações de perde-perde no Brasil. Não podemos admitir isso, enquanto temos hospitais com fila e escolas sem professores.”
Fernando Hugo aponta crescentes reclamações contra Enel
Deputado Fernando HugoFoto: Edson Júnior Pio
O parlamentar salientou que, em 2019, o Procon Assembleia registrou 798 queixas da população contra a empresa. Neste ano, as reclamações já somam 150. “São denúncias diárias de erros, inoperâncias e malversação funcional da empresa apenas no Procon da Assembleia. Os demais órgãos, como o Decon, devem registrar ainda mais dados negativos”, afirmou.
Fernando Hugo enfatizou a audiência pública realizada na Casa, através da Comissão de Defesa do Consumidor, a qual preside, que debateu, junto a diretores da Enel, representantes do Procon Assembleia e população, a problemática das contas duplicadas e demais transtornos.
O deputado frisou que, durante a reunião, ficou definido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a finalidade de solucionar o problema da emissão de faturas de consumo de energia elétrica duplicadas com vencimento no mesmo mês. “Após essa audiência, que aconteceu em setembro do ano passado, mais problemas continuaram a importunar os cearenses”, lamentou.
O parlamentar lembrou ainda da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, solicitada pelo deputado Delegado Cavalcante (PSL), para “investigar as causas da má prestação do serviço de energia elétrica pela Enel e descumprimento do prestador de serviço essencial das normas de consumo”. “Esse pedido de CPI é vago. Não tem um objetivo definido. É preciso ver o que é a falha e melhorar, em vez de buscar acabar com contratos do Governo do Estado, até porque uma CPI não tem poder para tal”, assinalou.
Em aparte os deputados Osmar Baquit (PDT) e Carlos Felipe (PCdoB) também reiteraram problemas e reclamações ligados a Enel, por parte da população do Estado.
GM/AT
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Érika Amorim aborda prevenção da gravidez na adolescência
Deputada Érika AmorimFoto: Edson Júnior Pio
A campanha “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois” chama atenção, segundo a parlamentar, da necessidade de se discutir o tema e investir em políticas públicas para evitar mais casos de gravidez na adolescência. “Em 2018, cerca de 15% do total de nascidos vivos foram de mães com idade até 19 anos, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)”, citou.
Érika Amorim informou ainda que, embora o número de gestações na adolescência venha caindo no País – passando de 721.564, em 2000, para 434.573, em 2018 –, o Brasil ainda possui taxa de 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes e jovens mulheres entre 15 e 19 anos. “De acordo com a pesquisa Nascer Brasil 2016, do Ministério da Saúde, 66% das gestações em adolescentes não são planejadas”, acrescentou.
Outro ponto preocupante para a deputada é que a alta taxa de natalidade entre adolescentes é mais presente em jovens pobres e com baixa escolaridade. “Muitas dessas meninas tem pouca orientação e a vida sexual ativa cada vez mais precoce. Grande parte delas, após descobrir a gravidez, é abandonada por seus parceiros. Essas jovens, ainda crianças, precisam de muito apoio familiar, dos companheiros e uma maior compreensão da rede de saúde”, avaliou.
Érika Amorim anunciou que o tema será pauta de audiência pública na Comissão da Infância e Adolescência da Casa, a qual preside, abrindo o diálogo com especialistas e buscando soluções para reduzir os números.
Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) disse que aplaudiu o lançamento da campanha, mas que não concorda com a forma de pensar da ministra Damares Alves. “A campanha é necessária, pois nesse momento temos meninas de 12 anos parindo e sabemos como isto vai mudar a vida dessas meninas que ainda estão praticamente em formação. É preciso alertar os jovens do que implica uma gravidez ainda na adolescência, mas isso não deve acontecer sugerindo uma abstinência sexual”, opinou.
LA/AT



