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Érika Amorim aborda prevenção da gravidez na adolescência

Deputada Érika AmorimDeputada Érika AmorimFoto: Edson Júnior Pio

 
A deputada Érika Amorim (PSD) abordou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (13/02), a campanha pela prevenção da gravidez na adolescência lançada pelo Ministério Saúde e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

A campanha “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois” chama atenção, segundo a parlamentar, da necessidade de se discutir o tema e investir em políticas públicas para evitar mais casos de gravidez na adolescência. “Em 2018, cerca de 15% do total de nascidos vivos foram de mães com idade até 19 anos, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc)”, citou.

Érika Amorim informou ainda que, embora o número de gestações na adolescência venha caindo no País – passando de 721.564, em 2000, para 434.573, em 2018 –, o Brasil ainda possui taxa de 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes e jovens mulheres entre 15 e 19 anos. “De acordo com a pesquisa Nascer Brasil 2016, do Ministério da Saúde, 66% das gestações em adolescentes não são planejadas”, acrescentou.

Outro ponto preocupante para a deputada é que a alta taxa de natalidade entre adolescentes é mais presente em jovens pobres e com baixa escolaridade. “Muitas dessas meninas tem pouca orientação e a vida sexual ativa cada vez mais precoce. Grande parte delas, após descobrir a gravidez, é abandonada por seus parceiros. Essas jovens, ainda crianças, precisam de muito apoio familiar, dos companheiros e uma maior compreensão da rede de saúde”, avaliou.

Érika Amorim anunciou que o tema será pauta de audiência pública na Comissão da Infância e Adolescência da Casa, a qual preside, abrindo o diálogo com especialistas e buscando soluções para reduzir os números.

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PP) disse que aplaudiu o lançamento da campanha, mas que não concorda com a forma de pensar da ministra Damares Alves. “A campanha é necessária, pois nesse momento temos meninas de 12 anos parindo e sabemos como isto vai mudar a vida dessas meninas que ainda estão praticamente em formação. É preciso alertar os jovens do que implica uma gravidez ainda na adolescência, mas isso não deve acontecer sugerindo uma abstinência sexual”, opinou.
LA/AT

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