Carlos Felipe ressalta necessidade de políticas públicas para população de rua
Deputado Carlos Felipe (PCdoB)Foto: Paulo Rocha
A proposição n°168/22, de autoria do parlamentar, busca o monitoramento e avaliação para indicação de propostas de políticas públicas que possam promover a proteção social às pessoas em situação de rua. “O Ceará tem um elevado número de moradores de rua. Fortaleza é campeã no número de pessoas que estão nas ruas. É preciso fazer essa reflexão de fortalecer as políticas sociais para as pessoas que vivem nessa situação de extrema vulnerabilidade”, apontou.
Carlos Felipe ressaltou ainda que, em 2020, pelo menos 2,6 mil pessoas viviam sem moradia em Fortaleza, segundo dados do Censo Geral da População em Situação de Rua de Fortaleza. “Acreditamos que os números são maiores e aumentam a cada ano. São pessoas que nunca tiveram moradia e nunca fizeram um curso profissionalizante, e é preciso olhar, acolher e garantir direitos a esses cidadãos que estão na extrema pobreza, muitas vezes sem vínculos familiares”, assinalou.
O deputado solicitou a compreensão dos demais parlamentares para a aprovação de sua proposta que está tramitando na Casa. “É preciso que a Prefeitura de Fortaleza pense e desenvolva mais políticas públicas para pessoas em situação de rua, e sei que o Governo do Estado está sensível a essa causa”, disse.
Em aparte, o deputado Carlos Matos (União) parabenizou a proposta do parlamentar e frisou a necessidade de fortalecer políticas públicas que possam combater a extrema pobreza. “Não dá para ficar culpando um e outro. Não é para politizar. É para fazer o que é preciso para minimizar os problemas”, afirmou.
GM/AT
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Sérgio Aguiar aponta crescimento no turismo do Ceará
Deputado Sérgio Aguiar (PDT)Foto: Junior Pio
O parlamentar explicou que os dados são do IBGE e foram recolhidos entre abril de 2021 e abril de 2022. Além disso, o setor de serviços também registrou variações positivas desde 2021, chegando a crescer 20,4% em abril.
"Essa foi a 13ª taxa de crescimento consecutiva do Estado, que, entre janeiro e abril deste ano, contabilizou um índice de elevação de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado", pontuou.
Comemorou o crescimento de 18,5% do comércio do Ceará em um ano, o que, de acordo com o deputado, baseado nos dados do IBGE, chega a ser 4 vezes maior do que a média nacional para o mês de abril, que foi de 4,5%. Sérgio Aguiar ainda mencionou notícia do Jornal O Povo informando que o diálogo com fornecedores e acordos para prazos mais flexíveis de pagamento são estratégias usadas pelo comércio cearense para ampliar as vendas.
"E, com isso, se fortalece essa atuação e se procura demonstrar que o empreendedor cearense e o poder aquisitivo do cearense estão maiores do que de muitas unidades da nossa federação", afirma.
O parlamentar falou ainda de uma reportagem do jornal O Estado que apresenta o Brasil em quinto lugar na geração de energia solar em 2021, segundo dados do relatório REN 21, lançado globalmente na semana passada e que compila informações sobre investimentos em energias renováveis. O deputado destacou ainda que, no setor eólico, o Brasil está atrás apenas de China e Estados Unidos, conforme reportagem do jornal O Estado.
Em aparte, o deputado Carlos Matos (União) parabenizou pela temáticas trazidas pelo deputado Sérgio Aguiar e pontuou que o Ceará é o "estado mais vocacionado para a energia limpa", criticando o uso de carvão mineral na geração de energia. "Acho que esse pronunciamento que o senhor faz nos estimula a refletir sobre um modelo de desenvolvimento econômico do Ceará", disse citando o número de desemprego no Estado.
VM/LF
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Alece homenageia 157 anos da Batalha Naval do Riachuelo em sessão solene
Quadro a Batalha Naval do Riachuelo. Autor: Oscar Pereira da SilvaFoto: Divulgação
A data relembra a batalha ocorrida em 11 de junho de 1865, evento decisivo e vitorioso na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1865-1870), considerado o maior conflito militar na América do Sul. Desde então, é celebrada a Data Magna da Marinha do Brasil no dia 11 de junho.
O deputado Manoel Duca destaca que é importante rememorar a vitória na batalha e seus heróis e mostrar para a sociedade a história de devoção à pátria das Forças Armadas do Brasil.
Os homenageados serão a Capitania dos Portos do Ceará (CPCE) e a Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará. Entre os convidados estão militares das Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), seus familiares e simpatizantes.
VM/AT
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TV Assembleia lança nova série sobre empreendedorismo na Serra da Ibiapaba
De acordo com a chefe de reportagem da TV Assembleia, Suely Frota, serão cinco reportagens, exibidas diariamente nos dois jornais até sexta-feira (24/06).
As reportagens abordarão, entre diversos temas, a modernização de fazendas, com a transformação do gado rústico em raças selecionadas de alta rentabilidade, sob a orientação do Sebrae. Também será apresentada a reivindicação dos produtores de cachaça, em Viçosa do Ceará, pela certificação de qualidade da bebida, após ela ter sido eleita a melhor do mundo.
A série “Made in Ceará: o empreendedorismo subindo a serra” conta com produção de Suely Frota, reportagens e edição de texto de Cibele Couto, artes e drone de Daniel Cardoso, edição de imagens de Ribamar Júnior, cinegrafia de Salomão Costa e Félix Magalhães como motorista.
BD/CG / AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALECE/ DANIEL SAMPAIO
Senado aprova PEC para manter competitividade do etanol; texto vai à Câmara
Por unanimidade, o Senado aprovou nesta terça-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2022, que estimula a competitividade dos biocombustíveis em relação aos concorrentes fósseis. O texto mantém benefícios para fontes limpas de energia por pelo menos 20 anos. Foram 68 votos favoráveis e nenhum contrário na votação em primeiro turno. No segundo turno, foram registrados 72 votos favoráveis e nenhum contrário. A matéria segue para a Câmara dos Deputados.
A PEC faz parte do pacote de projetos com objetivo de conter a alta no preço dos combustíveis. Nesta segunda-feira (13), o Senado aprovou o projeto que fixa teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público (PLP 18/2022).
De iniciativa do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a PEC 15/2022 prevê a criação de "um regime fiscal favorecido para os biocombustíveis", o que será definido em uma lei complementar a ser aprovada pelo Congresso Nacional. De acordo com a PEC, as alíquotas sobre fontes renováveis devem ser menores do que as previstas para os combustíveis fósseis. O senador destacou que o texto "não inova, apenas mantém os benefícios existentes" para os combustíveis limpos.
— Nós precisamos manter a atratividade para o etanol. Hoje, nós temos uma diferenciação tributária entre a gasolina e o etanol. A PEC é meramente um comando constitucional de manter a atual estrutura tributária — declarou Bezerra.
A regra deve valer por pelo menos 20 anos e será aplicável aos seguintes tributos: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) paga pela empresa sobre receita ou faturamento e pelo importador de bens ou serviços do exterior; Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Enquanto não entrar em vigor a lei complementar, o diferencial competitivo dos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis será garantido pela manutenção, em termos percentuais, da diferença entre as alíquotas aplicáveis a cada combustível fóssil e aos biocombustíveis que lhe sejam substitutos, em patamar igual ou superior ao vigente em 15 de maio de 2022.
Quando o diferencial competitivo não for determinado pelas alíquotas, este será garantido pela manutenção do diferencial da carga tributária efetiva entre os combustíveis.
“A emenda ora apresentada, assim, busca consagrar na Constituição a estrutura competitiva dos biocombustíveis que concorrem diretamente com combustíveis fósseis no país, mantendo um diferencial tributário vigente e justo entre esses produtos. Ainda fortalece a posição estratégica do Brasil para aproveitar as oportunidades delineadas pela economia de baixo carbono", justificou Bezerra ao apresentar a PEC.
Consumo final
Além dos benefícios para o meio ambiente, o relator, senador Fabio Garcia (União-MT), reforçou que a PEC assume maior relevância no cenário atual, marcado pela alta dos preços dos combustíveis. Ele apontou que o projeto garante a manutenção de incentivos a combustíveis renováveis.
— O que se busca aqui é pelo menos a manutenção do diferencial tributário existente hoje. O setor não pede nada mais do que a manutenção. Se o governo tem a intenção de ampliar os incentivos fiscais, o texto também não impede — apontou.
Garcia recomendou a aprovação do texto, com ajustes de redação para explicitar que os biocombustíveis são aqueles destinados ao consumo final, ou seja, aqueles que chegam aos postos.
— Essa emenda à Constituição vem aqui para trazer uma garantia ao nosso país de competitividade aos biocombustíveis, combustíveis renováveis, e essa garantia se faz necessária, tanto para que a gente possa garantir ao cidadão brasileiro que ele tenha alternativa de abastecer e consumir um combustível mais barato e 100% renovável, mas também garante que a gente possa trazer competitividade e, mais além, sobrevivência a uma indústria 100% nacional que gera emprego e oportunidade por este país afora — acrescentou.
"Seletividade"
Durante a votação da proposta, o líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou que o Planalto é favorável à proposta, mas pediu mais tempo para sugerir ajustes como a substituição do termo “diferencial competitivo” por “seletividade”. Também manifestou preocupação com possíveis benefícios para o biodiesel, que segundo ele, poderiam representar perdas para o diesel. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, negou o pedido. Ele apontou que havia ampla aceitação da matéria entre as lideranças partidárias.
Portinho insistiu em mudanças que ele classificou como “ajustes” pontuais, mas o relator, Fabio Garcia, e o autor, Fernando Bezerra, apontaram que as sugestões do governo poderiam afetar o mérito da proposta.
Fernando Bezerra se disse surpreso com as sugestões do governo no momento da votação da PEC e ressaltou que nenhuma emenda de mérito foi apresentada no prazo regimental.
— Está na hora de o governo sinalizar que quer ajudar um setor que é tão importante para a economia brasileira — disse o senador ao afirmar que a PEC 15 é essencial para a manutenção do setor sucroalcooleiro.
O senador Jean Paul Prates (PT-RN) argumentou que a mudança pretendida pelo governo, além de intempestiva, apresentada no momento da votação, representava mudança quanto ao mérito da proposta, e não seria bem compreendida nem mesmo pelos senadores da base.
Por fim, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a PEC está alinhada com a redução de carga tributária defendida pelo governo, mas também defendeu mudanças sugeridas pelo Ministério da Economia. Flávio Bolsonaro afirmou que os “ajustes finos” poderão ser feitos na Câmara dos Deputados.
Como resultado, a proposta foi aprovada por unanimidade.
Fonte: Agência Senado
Comissão especial da reforma tributária discute a proposta com especialistas
A comissão especial que analisa a proposta de reforma tributária (PEC 7/20) promove audiência pública nesta terça-feira (14). O debate atende a requerimentos dos deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Alexis Fonteyne (Novo-SP).
“Para iniciar os trabalhos da implementação de um novo sistema tributário em nosso País, é fundamental entendermos com mais profundidade e clareza as mudanças necessárias em nosso sistema para mudá-lo, tendo em vista a unanimidade da ineficiência do sistema tributário atual”, afirma Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Para Alexis Fonteyne, a transição para um novo modelo de tributação pode durar alguns anos, porém os conceitos da simplificação almejada são simples e passíveis de serem adotados num curto espaço de tempo.
“Um exemplo é a utilização da tecnologia, certamente um desses pilares a serem aplicados para a simplificação tributária. As soluções tecnológicas já existem. O modelo de cobrança eletrônica de impostos, a partir da nota fiscal pode ser adotado ser implementado de imediato pelo Executivo” afirma.
Foram convidados para discutir o assunto, entre outros:
- o fundador da Destrava Brasil e idealizador do modelo tecnológico de cobrança de impostos, Miguel Abuhab;
- o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese; e
- o gerente-executivo de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Telles.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Comissão discute desvio de dinheiro no Programa Farmácia Popular
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta terça-feira (14) para discutir o desvio de dinheiro público do Programa Farmácia Popular.
O pedido para debater o assunto é do deputado Elias Vaz (PSB-GO). Ele cita reportagem exibida pelo Fantástico que aponta entre as fraudes a existência de farmácias fantasmas. "As principais artimanhas dos golpistas atualmente são a compra e a venda das chamadas farmácias populares para aplicar golpes e driblar a burocracia, porque o processo normal para ter um estabelecimento credenciado costuma ser demorado", denunciou o deputado.
Outras fraudes, segundo ele, já aparecem no aplicativo “Conecte SUS”, que registra a retirada de remédios por pessoas sem que elas tenham feito isso.
O programa Farmácia Popular oferece remédios para diversas doenças como hipertensão, asma, diabetes e colesterol alto. Na maioria dos medicamentos, não há custo nenhum. Em outros casos, o desconto chega até a 90%.
Foram convidados para a audiência pública, entre outros:
- a diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Ediane de Assis Bastos;
- o diretor da Secretaria de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União (TCU), Vinicius Augusto Guimarães;
- a procuradora da República Letícia Carapeto Benrdt;
- o delegado da Polícia Federal Franklin Medeiros; e
- um representante do Conselho Federal de Farmácia (CFF).
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Centrão elabora PEC para anular decisões não unânimes do Supremo
Por Daniel Weterman / O ESTADÃO
A cúpula do Centrão pôs no papel uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite aos deputados e aos senadores anularem decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), prerrogativa que o Legislativo não tem hoje. O texto ao qual o Estadão teve acesso dá ao Congresso o poder de revogar julgamentos da mais alta Corte do País sempre que a decisão judicial não for unânime e houver uma alegada extrapolação dos “limites constitucionais”.
A intenção do grupo é reverter julgamentos que tenham derrubado leis aprovadas no Congresso ou contrariado bancadas. Os parlamentares poderiam também revisar decisões tomadas pelo Supremo em temas que não são consenso no Legislativo, como, por exemplo, a definição sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas e a criminalização da homofobia. Ambos os casos são citados pelos políticos defensores da PEC como parte do que consideram um “ativismo judicial” da Suprema Corte.
Como a condicionante para o que pode ser revisto é abrangente, tudo o que “extrapolar limites constitucionais”, o Congresso poderia anular até mesmo condenações de políticos, bastando para isso que a sentença não tenha sido aprovada por unanimidade no STF.
Levantamento mostra que de janeiro de 2019 até hoje, foram 5.865 acórdãos (registro de decisões) por unanimidade no plenário do STF. No mesmo período, 2.402 foram aprovados sem votação unânime.
O caso do julgamento da criminalização da homofobia, por exemplo, está na mira de deputados que patrocinam a PEC – grande parte do Centrão é da bancada evangélica. O julgamento no Supremo não foi por unanimidade – foram oito votos favoráveis.
Ativismo
A estratégia do Centrão que tem à frente o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e os deputados Wellington Roberto (PL-PB), Ricardo Barros (Progressistas-PR) e Marcos Pereira (Republicanos-SP) é fazer a proposta avançar depois das eleições de outubro sob o argumento de que é preciso conter o que consideram um “ativismo judicial” do Supremo. O discurso casa com o do presidente Jair Bolsonaro, crítico da atual composição da Corte, para quem o Supremo tem extrapolado suas atribuições.
“É uma proposta que nós estamos chamando de ‘PEC do Equilíbrio entre os Poderes’. Quando o Supremo toma uma decisão inconstitucional, a quem você vai recorrer? Só se for a Deus”, justificou Domingos Sávio (PL-MG), destacado pelo grupo de partidos para colocar a proposta no papel. Nesta semana, ele disse que fará um “esforço concentrado” para reunir as 171 assinaturas que garantem a tramitação da proposta na Câmara.
Pelo texto, para derrubar uma decisão do Supremo, bastaria o Congresso aprovar um projeto de decreto legislativo específico – o que exige 308 votos na Câmara e 49 no Senado. As votações devem ser realizadas em dois turnos nas duas Casas Legislativas.
“Aí para com essa conversa de fechar o Supremo. O Supremo tem de agir de acordo com a Constituição e, se ele falhar, haverá um remédio para corrigir essa falha dentro da própria Constituição”, disse Sávio. Atualmente, o projeto de decreto legislativo só pode ser usado para revogar atos do presidente da República. Não há previsão constitucional para atribuir aos parlamentares um poder revisor nos julgamentos do Supremo.
Tese
Vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) endossa a tese de ativismo judicial. “É preciso que os Poderes se entendam. Essa briga, esse conflito entre os Poderes, isso tudo é ruim para o Brasil”, disse.
O primeiro passo para uma proposta tramitar na Câmara é a análise da CCJ. Membro da comissão e vice-líder do Republicanos, o deputado Lafayette de Andrada (MG) concorda. “Existe um sentimento de que muitas vezes o Supremo tem extrapolado as fronteiras da sua competência”, disse.
Inconstitucional
A reportagem apresentou o texto da proposta a constitucionalistas, que veem uma interferência indevida no Judiciário. “É uma inversão do sistema de separação de Poderes. Uma coisa é dizer que o Legislativo pode mudar a interpretação sobre a Constituição, outra coisa é transformar o Congresso numa instância revisora de decisões do Supremo. Isso pode gerar uma série de problemas jurídicos e operacionais. Como será possível aprovar um decreto para derrubar uma decisão que suspendeu uma lei se a lei já deixou de existir?”, afirmou o professor de Direito Constitucional Wallace Corbo, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio).
Em 2011, a bancada evangélica tentou derrubar a decisão do Supremo que reconheceu a união estável homoafetiva por meio de um decreto legislativo na Câmara, mas o projeto não foi votado justamente por não ter previsão regimental. “Hoje temos um grupo que não mobiliza maiorias qualificadas no Congresso querendo criar um fast tracking, um atalho problemático em termos de estado de direito”, disse.
Para o professor titular de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo (USP) Elival da Silva Ramos, a PEC é inconstitucional e representa uma interferência no Poder Judiciário, ferindo a separação dos Poderes.
“Isso é algo que cheira a autoritarismo, remontando a um passado nebuloso da Constituição de 1937 e que já deveria ter sido abandonado há muito tempo, não desencavado. O remédio para o ativismo judicial, na verdade, passa por uma composição equilibrada do Supremo, debate público sobre os temas e nas críticas que podem ser feitas”, disse Ramos.
Aprovado projeto que reduz imposto para baixar preço dos combustíveis
Com 65 votos a favor e 12 contra, o Plenário do Senado aprovou o projeto que fixa teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público (PLP 18/2022). A proposta prevê uma compensação aos estados com o abatimento de dívidas com a União, quando a perda de arrecadação passar de 5%. Os governos não endividados terão prioridade para fazer empréstimos com o aval da União, e podem ter recursos adicionais em 2023. Os senadores ainda analisam emendas destacadas para votação em separado.
O governo argumenta que a mudança vai diminuir os preços dos combustíveis para o consumidor final e ajudará no controle da inflação, ajudando a economia como um todo. Já os críticos do PLP afirmam que não haverá redução significativa de preços nas bombas, mas áreas como saúde e educação podem ser afetadas.
O relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) complementou seu relatório analisando todas as 77 emendas apresentadas por senadores. Ele acolheu quatro emendas de maneira integral e outras nove emendas parcialmente.
Como o projeto considera que combustíveis — assim como energia, transportes coletivos, gás natural e comunicações — são bens essenciais e indispensáveis, os governos não poderão cobrar ICMS acima do teto se o PLP virar lei.
Os governadores têm demonstrado resistência à proposta, visto que o ICMS é a principal fonte de arrecadação dos estados. Já os parlamentares de oposição consideram a medida eleitoreira, que pode prejudicar os governos locais sem surtir o efeito desejado, que é baixar os valores na bomba. A questão também é objeto de processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
O texto aprovado reduz a zero as alíquotas de Cide-Combustíveis e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina até 31 de dezembro de 2022. Atualmente, tais tributos federais já estão zerados para diesel e gás de cozinha. O relator optou também por derrubar a zero a PIS/Cofins incidente sobre álcool hidratado e sobre álcool anidro adicionado à gasolina.
Nos cálculos apresentados por Fernando Bezerra Coelho em plenário, as perdas arrecadatórias de estados e municípios representarão pouco frente ao aumento das receitas dos últimos anos.
— Os estados poderão comportar e dar a sua contribuição para que a gente possa reduzir o preço da energia, o preço dos combustíveis, o preço das telecomunicações (... ) estados e municípios podem, sim, suportar o impacto deste projeto — afirmou o relator.
Para Fernando Bezerra Coelho seu relatório aperfeiçoou os mecanismos de compensação aos estados previstos no projeto original, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE).
Líder do PL no Senado, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) defendeu a aprovação do projeto por entender que haverá redução nos preços do frete e dos alimentos, além do alívio inflacionário.
— É um passo importante e corajoso a favor dos mais pobres que o Congresso Nacional dará, pois estamos tratando os combustíveis como bens essenciais que são, conforme já o próprio Poder Judiciário vem reiteradamente reconhecendo e formando um conceito majoritário — disse Flávio Bolsonaro.
Também apoiaram a aprovação do projeto os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Marcos Rogério (PL-RO), Carlos Portinho (PL-RJ), Jorginho Mello (PL-SC), Zequinha Marinho (PL-PA), Reguffe (União-DF), Lucas Barreto (PSD-AP), Angelo Coronel (PSD-BA), Esperidião Amin (PP-SC), Fabio Garcia (União-MT) e outros.
Críticas
O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou duramente o PLP. Ele disse que há 100 milhões de brasileiros que vivem em insegurança alimentar e que as mudanças vão “subsidiar o combustível dos carros da classe média”
— Enquanto uma criança passa fome e tem o desenvolvimento mental dos seus neurônios comprometido pela ausência de proteínas e de alimentação básica, é justo que se estabeleça uma política pública de usar dinheiro público para financiar combustível de carro de passeio? Eu jamais colocarei minha impressão digital sobre tamanho absurdo. Isso não faz nenhum sentido! — opinou Oriovisto.
A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) também foi contrária ao PLP. Ela disse que as alterações vão prejudicar os caixas dos estados e diminuir investimentos em saúde e educação. Ela acrescentou não haver garantias que o preço vai diminuir nos postos de combustível.
— Enquanto a Inglaterra está decidindo taxar os lucros das empresas petrolíferas, aqui nós estamos optando por retirar recursos da educação e da saúde dos estados e dos municípios para manter os lucros e os dividendos dos acionistas da Petrobras, que pagam zero de Imposto de Renda. Isso não se pode fazer! — afirmou Zenaide.
Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Alessandro Vieira (PSDB-SE) e Oriovisto Guimarães também disseram duvidar que o projeto vai conseguir diminuir o preço dos combustíveis nos postos. Eles chegaram a pedir o adiamento da votação, mas não obtiveram sucesso.
— A nossa posição como líder da minoria é de ceticismo absoluto em relação a esse projeto por saber que a solução não reside em, mais uma vez, atacar a tributação estadual e zerar impostos sobre combustíveis fósseis, sacrificando a capacidade de atendimento dos estados e municípios ao público — afirmou Jean Paul Prates.
Fonte: Agência Senado
CCJR realiza sessão para apreciar 13 projetos e um veto nesta terça-feira
A CCJR vai analisar o veto parcial 01/2022 do Governo do Estado, por inconstitucionalidade, ao autógrafo da Lei nº 168/2022, que cria o Conselho Estadual dos Direitos da população em situação de rua e em superação de rua.
O projeto de lei nº 283/2020, da deputada Dra. Silvana (PL), institui o serviço voluntário de capelania escolar na rede estadual de ensino do Estado do Ceará.
Duas proposições são do deputado André Fernandes (PL). O projeto nº 267/2021dispõe sobre o videomonitoramento de obras públicas custeadas direta ou indiretamente, total ou parcialmente, com recursos da administração pública direta e indireta do Estado do Ceará. Já o projeto nº 186/2022considera de utilidade pública a Associação Comunitária Nova Vida.
A proposição nº 197/2021, do deputado Nelinho (MDB), proíbe o corte no fornecimento de energia elétrica em instituições de longa permanência para idosos, abrigos de crianças e adolescentes e nos centros terapêuticos de dependentes químicos.
O projeto nº 561/2021, do deputado Salmito (PDT), dispõe sobre a inclusão da disciplina de turismo como conteúdo na grade curricular complementar das escolas públicas mantidas pelo governo do Estado do Ceará.
A proposição nº 631/2021, de autoria do deputado Walter Cavalcante (PV), altera a ementa e o artigo 1°, bem como acrescenta o parágrafo único ao artigo 1° da Lei 14.288-A, que dispõem sobre o Programa Popular de Formação, Educação, Qualificação, Habilitação e Renovação Profissional de Condutores de Veículos Automotores.
Do mesmo parlamentar, o projeto nº 03/22considera de utilidade pública o projeto Viver Criança, com sede no município de Caucaia. O deputado Walter Cavalcante é autor ainda do projeto nº 174/2022que considera de utilidade pública a associação ONG Juvenil Kite Cumbuco, com sede em Caucaia.
O deputado Tin Gomes (PDT) é autor da proposição nº 66/2022que denomina de Francisco Hélio Linhares a areninha a ser construída no município de Ibiapina.
De autoria do deputado Audic Mota (MDB), o projeto de lei nº 162/2022dispõe sobre a criação do dia do motorista de aplicativo.
Constam ainda na pauta da CCJR três projetos de indicação de parlamentares. A proposição nº 483/2021, da deputada Dra. Silvana (PL);nº 45/2022, do deputado Walter Cavalcante (PV) e nº 138/2022do deputado Romeu Aldigueri (PDT).
As reuniões das comissões técnicas são transmitidas ao vivo pela TV Assembleia (canal 31.1) e FM Assembleia (96,7 MHz).
AGÊNCIA DE NOTICIAS DA ALECE/CE - DANIEL SAMPAIO



