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Projeto que reduz ICMS dos combustíveis vai ao plenário do Senado

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, continua avançando no Senado. Segundo o relator do PLP, Fernando Bezerra (MDB-PE), o texto chega ao plenário da Casa, para leitura do relatório e debate, ainda nesta semana.

“A matéria será debatida na sessão de quinta-feira, às 10h, quando farei a leitura do meu relatório no plenário”, disse ele à imprensa na tarde de hoje (7). Durante essa sessão, o tema será discutido e a ideia inicial é votar o PLP na próxima segunda-feira (13), um dia atípico para sessões deliberativas.

Por enquanto, o texto aprovado na Câmara ainda está mantido, mas Bezerra e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, terão reuniões com governadores para ouvir o posicionamento dos estados, principais afetados com a medida. Afinal, serão eles a perder a arrecadação do ICMS.

“É muito importante que ouçamos os governadores para que tenhamos uma conclusão madura em relação ao PLP 18”, afirmou Pacheco, em coletiva de imprensa ocorrida cerca de uma hora após a fala de Bezerra. “Receberemos os governadores tanto hoje quanto amanhã para que possamos fazer as ponderações em relação a esse tema”, acrescentou. O encontro com os governadores está marcado para as 19h de hoje. Amanhã (8), às 9h30, haverá um novo encontro com um segundo grupo.

Segundo a proposta do PLP 18, os setores de combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo seriam classificados como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%.

A medida, entretanto, desagrada os estados, que argumentam que a redução vai precarizar ou extinguir a prestação de serviços de competência desses entes. Em um movimento paralelo, e também encabeçado por Bezerra, duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) serão apresentadas.

A primeira, chamada por Bezerra de PEC dos Combustíveis, e também relatada por ele, prevê ressarcimento da União aos estados que decidirem zerar o ICMS do diesel e do gás de cozinha (GLP).

A outra PEC, dos biocombustíveis, é complementar às demais propostas. Ela vai procurar, em um cenário de benefício fiscal aos combustíveis fósseis, manter a competitividade dos combustíveis sustentáveis, como o etanol, através de um regime tributário diferenciado. A PEC dos biocombustíveis é de autoria do emedebista e ainda não tem relator definido.

Tanto Pacheco quanto Bezerra destacaram a compreensão dos líderes partidários, manifestada em reunião realizada hoje, da importância do tema e de avançá-lo no Congresso. Mas, como pontuou o presidente do Senado, a proposta final só será apresentada após ouvir os governadores.

Se o PLP deve ir direto ao plenário, sem passar por comissão especial ou mesmo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o trâmite das PECs ainda é desconhecido. “Se forem apresentadas, nós vamos buscar entender qual a importância delas no contexto para viabilizar as medidas de contenção do aumento do preço dos combustíveis. Sendo importantes, elas terão um tratamento diferenciado”, afirmou Pacheco.

Edição: Lílian Beraldo / AGÊNCIA BRASIL

Câmara deve votar PECs para redução do preço de combustíveis até julho

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (7) que o plenário da Casa deve analisar até o recesso parlamentar duas propostas de emenda constitucional para reduzir o preço dos combustíveis e energia. Pela Constituição Federal, o recesso no Congresso Nacional ocorre entre os dias 18 e 31 de julho.

A expectativa de Lira considera a previsão de que seja votado no Senado, na próxima semana, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

"Nós estamos esperando e fazendo um apelo à sensibilidade do Senado Federal para que se debruce, debata e vote sobre esse assunto. Dificilmente, nós vamos ter uma decisão que não seja outra a não ser, respeitando a independência das Casas, mas uma votação de aprovação desse PLP", disse Lira.

Redução do ICMS

Em uma das PECs, seria autorizado aos estados a zerarem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre o óleo diesel e o gás de cozinha (GLP). A proposta foi anunciada ontem (7) pelo presidente Jair Bolsonaro ao lado de Arthur Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Com a medida, os governos estaduais contariam com uma compensação financeira equivalente à receita que deixaria de ser arrecadada. 

Para que a proposta avance, é necessária a aprovação no Senado do PLP 18, que torna essenciais os serviços de combustíveis e que limita a cobrança do ICMS em até 17%. Segundo a proposta do governo, seriam possível compensar os estados que reduzirem os impostos sobre diesel e gás de cozinha no limite da essencialidade, ou seja, até esse limite dos 17%. Esse projeto foi aprovado pela Câmara em 25 de maio. 

De acordo com Arthur Lira, o governo deve encaminhar uma outra PEC para garantir a competitividade do etanol, já que haverá desoneração dos impostos federais da gasolina. O parlamentar, no entanto, não detalhou a proposta.

Edição: Fábio Massalli / AGÊNCIA BRASIL

Romário discute com senador do PT: 'Não bota o dedo na minha cara'; veja vídeo

Weudson Ribeiro / FOLHA DE SP
BRASÍLIA | UOL

Os senadores Romário (PL-RJ) e Paulo Rocha (PT-PA) discutiram nesta quinta-feira (2) no plenário do Senado, durante votação de um projeto que regulamenta as atividades de profissionais de educação física. Outros congressistas apartaram a briga.

"Não bota o dedo na minha cara não, que eu não te desrespeito. Para de graça que não joguei p... nenhuma contra ninguém. Vai fazer graça para a casa do c..., que não é o fortão dessa p...", disse o ex-jogador ao colega parlamentar.

No momento, a Casa pautava um projeto de lei que regulamenta a atuação do Conselho Federal de Educação Física e os respectivos conselhos regionais. O projeto foi aprovado por 36 votos a 15 e segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A matéria, que provocou a briga dos parlamentares, determina que professores de educação física devam se inscrever nos conselhos federais e regionais para exercer o magistério.

Segundo a proposta, caberá às entidades regionais registrar os profissionais, expedir carteiras de identidade profissional, arrecadar taxas e anuidades, julgar infrações, aplicar penalidades e fiscalizar o exercício profissional.

Segundo o projeto, se for condenado em alguma inspeção, o profissional estará sujeito a advertência escrita, com ou sem aplicação de multa, suspensão ou cancelamento de registro. A multa deverá ser equivalente ao valor de uma a cinco anuidades.

Um dos pontos da regulamentação se refere à obrigação de professores de educação física terem de se vincular a esses conselhos e à fiscalização para poderem exercer a atividade —a obrigatoriedade pressupõe o pagamento de anuidades.

A bancada do PT tentou derrubar a obrigatoriedade dessa vinculação, mas a emenda com esse objetivo apresentada pelo partido foi rejeitada, com o parecer da senadora Rose Freitas (MDB-ES).

Em nota ao UOL, o gabinete do senador Paulo Rocha afirmou que a discussão ocorreu porque o senador Romário deu a entender que o PT estava contra a categoria dos profissionais de educação física.

"Tanto o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA), quanto o senador Paulo Paim (PT-RS), autor da emenda criticada pelo ex-jogador, estão entre os parlamentares que ajudaram na criação do Conselho da categoria ainda na Câmara Federal, quando ambos eram deputados."

"Apesar da divergência ideológica e o debate acalorado, Paulo Rocha não tem nada contra o senador Romário."

Ao UOL Romário comemorou a vitória da proposição no Senado e afirmou acreditar que seja normal que Paulo Rocha defenda sua posição, contra o PL.

"Houve uma discussão calorosa depois de uma defesa que fiz sobre o projeto da educação física. Os ânimos se exaltaram porque o senador Paulo Rocha, ao invés de usar o microfone para um debate às claras, como deve ser, resolveu colocar o dedo em riste e vir em minha direção defender o seu ponto."

"É legítimo que ele defenda sua posição, mas para isso há meios cordiais e públicos, dentro do regimento. Discussão é comum no parlamento, acontece. Não tenho nada contra o senador Paulo Rocha e sempre buscarei o diálogo e o debate dentro das regras regimentais. Mas ninguém vai colocar o dedo na minha cara e muito menos achar que vai ganhar no grito. De resto é isso. Grande vitória da educação física!"

Lei destina R$ 700 milhões para áreas afetadas por enchentes

Foi promulgada na quarta-feira (1°) a Lei nº 14.359, de 2022, decorrente da Medida Provisória 1.092/2021, que abre crédito extraordinário de R$ 700 milhões para o Ministério da Cidadania. O objetivo é atender regiões brasileiras afetadas pelas fortes chuvas de dezembro. A promulgação dessa lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2).

 

A medida provisória foi aprovada na semana passada pelo Senado, com o mesmo texto original que havia sido enviado pelo Executivo. Como não sofreu mudanças no Congresso Nacional, a proposição não precisou passar pela sanção presidencial e foi promulgada. 

 

A MP foi editada em janeiro pelo Executivo, antes das enchentes em Pernambuco. De acordo com o governo federal, a medida foi uma forma de enfrentamento das consequências das fortes chuvas que haviam atingido diversas regiões do Brasil, principalmente os estados de Minas Gerais e da Bahia (várias pessoas ficaram desabrigadas e desalojadas em decorrência de alagamentos, deslizamentos de terra e danos à infraestrutura local, com interdição de estradas, quedas de pontes e viadutos e interrupção de fornecimento de energia elétrica e água potável).

 

Segundo a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, 13 munícipios da Bahia decretaram estado de calamidade pública e 470 mil pessoas ficaram em situação de vulnerabilidade, das quais quase 80 mil ficaram desabrigadas ou desalojadas. Em Minas Gerais, a estimativa é que 40 mil pessoas foram atingidas nos 84 municípios que decretaram estado de emergência ou calamidade pública.

Aplicação

Dos R$ 700 milhões previstos na lei, R$ 500 milhões devem ser empregados na estruturação da rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O dinheiro se destina a abrigar desalojados; mitigar efeitos econômicos com ações socioassistenciais; instalar postos avançados de atendimento; e adquirir equipamentos de proteção individual e itens essenciais à sobrevivência das famílias, como  alimentos e roupas, com prioridade para pessoas idosas e com deficiência, crianças, adolescentes, pessoas em situação de rua, imigrantes e comunidades tradicionais.

 

Os R$ 200 milhões restantes devem ser usados para aquisição e distribuição de cestas básicas para grupos populacionais tradicionais e específicos, por meio da Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produção Rural do Ministério da Cidadania.

 

Fonte: Agência Senado

Combustíveis: relator espera votação na semana que vem

Após reunir-se com membros do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), o relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou que o projeto que busca segurar o aumento dos preços dos combustíveis será votado na semana que vem.

 

O PLP 18/2022 prevê um teto de 17% para o ICMS dos combustíveis e da energia elétrica, alíquota inferior à praticada atualmente por parte dos estados. Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei complementar é criticado por governadores, que estimam perdas de arrecadação de até R$ 83 bilhões.

 

O relator disse ser possível votar a proposta no Senado na terça ou quarta-feira da próxima semana, ficando a votação final na Câmara para a semana seguinte. Ele vai apresentar as propostas dos secretários de Fazenda para a equipe econômica do governo ainda hoje. Um dos pontos chave é como os estados serão recompensados pelas futuras perdas de arrecadação.

 

Também participaram da reunião os senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Participaram secretários de Fazenda dos estados do Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Pará e Pernambuco.

 

De acordo com Prates, ainda estão pendentes vários pontos que precisam ser negociados com o governo. Ele disse que o grupo de senadores quer “uma solução que realmente funcione” e consiga frear a escalada de preços.

 

Fonte: Agência Senado

Lei prevê atendimento prioritário para acompanhante de idoso e pessoa com deficiência

Está em vigor a Lei 14.364/22, que garante a pessoas com deficiência, idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos a presença de acompanhante ou atendente pessoal sempre que imprescindível à consecução das prioridades legais a que têm direito.

 

O texto sancionado sem vetos pelo presidente Jair Bolsonaro foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) e altera a Lei do Atendimento Prioritário. Assim, os acompanhantes e os atendentes pessoais também poderão ter prioridade quando estiverem com os titulares do benefício.

 

Atualmente, o atendimento prioritário é assegurado em repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos, instituições financeiras, logradouros, sanitários públicos e veículos de transporte coletivo. No entanto, a Lei 10.048/00 não trata de acompanhantes e atendentes pessoais.

 

A norma é oriunda do Projeto de Lei 6467/16, do deputado Alexandre Leite (União-SP), aprovado pela Câmara em 2019. Segundo ele, anteriormente a ausência de uma previsão legal para o acompanhante poderia inviabilizar a fruição do direito de prioridade. No Senado, o texto foi ajustado para estender o benefício também a atendentes pessoais.

 

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova formalização de serviços de beleza por microempreendedor individual

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 49/22, da deputada Celina Leão (PP-DF), que define novos códigos no sistema de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) para os profissionais de beleza. A proposta segue para o Senado.

 

As mudanças contemplam pessoas e empresas que prestam serviços de bronzeamento natural e artificial e de design de sobrancelhas, cílios, micropigmentação e depilação. A classificação pode permitir o registro desses profissionais no regime simplificado de pagamento de tributos do microempreendedor individual (MEI).

 

Formalização


O relator, deputado Márcio Labre (PL-RJ), estima que o mercado conta com cerca de 300 mil empregos que serão formalizados com a proposta. "Temos a possibilidade de dar a estas pessoas a condição devida para exercer sua profissão", comentou. "Estamos falando de um mercado de estética e beleza que é o terceiro maior do mundo, só perdendo para China e os Estados Unidos. Movimentou nos últimos dez anos R$ 500 bilhões e, mesmo com a pandemia, demonstrou força."

 

A deputada Erika Kokay (PT-DF) também defendeu a proposta. "Faz justiça a profissionais das atividades do ramo da estética que são invisibilizadas. Serviços que são fundamentais como geradores de emprego e instrumentos de elevação da autoestima", comentou. "Assegura direitos a profissionais que exercem funções importantes e estimula que busquem sua própria renda ao serem incluídos formalmente na cadeia produtiva."

 

Intervenção


O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) manifestou-se contra a proposta por acreditar que a inclusão das categorias no MEI não deveria ser por projeto de lei. "O projeto já perdeu o objeto porque na semana passada o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já fez uma atualização e já incluiu as categorias previstas pelo projeto na tabela do CNAE", afirmou. "Os limites de participação no MEI deveriam ser de faturamento. Não deveria ter essa intervenção do Estado para definir qual categoria está dentro ou está fora."

 

Reportagem - Francisco Brandão
Edição - Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Carlos Matos critica desperdício de água no Ceará e em Fortaleza

Dep. Carlos Matos ( PSDB )Dep. Carlos Matos ( PSDB )Foto: Junior Pio

 
O deputado Carlos Matos (PSDB) chamou a atenção, durante o primeiro expediente da sessão plenária realizada em formato presencial e remoto, nesta quinta-feira (02/06), para matéria do jornal O Povo que destaca o desperdício de água e o prejuízo para a população. “Precisamos mudar nossa gestão de recursos hídricos para algo mais eficiente e que garanta mais segurança. Em um estado como o Ceará não pode haver esse tipo de desperdício”, alertou.

Conforme o texto do jornal, o desperdício de água traz um prejuízo anual de R$ 14 bilhões ao País. O levantamento, realizado pelo Instituto Trata Brasil, mostra ainda que no Ceará as perdas de faturamento para o setor chegam a 32,90%, enquanto em Fortaleza, esse percentual aumenta para 49%.

Para Carlos Matos, é hora de realizar uma cobrança mais forte à Cagece, que arrecadou muito durante o período de contingenciamento (sobretaxa criada pela Cagece em 2015, em um período de forte escassez hídrica), mas que deixou o povo do campo no prejuízo. “Precisamos de um novo ciclo na gestão hídrica, e pretendo trabalhar nessa direção, de forma a permitir que a agricultura do nosso Estado, onde se encontram metade dos pobres do Ceará, cresça e se desenvolva”, disse.

A discussão levantada pelo deputado Salmito (PDT), em pronunciamento anterior, sobre o projeto de lei complementar 18/22, de autoria do deputado federal Danilo Forte (União), em tramitação no Congresso Federal e que tem sido alvo de controvérsias no debate político, foi retomada por Carlos Matos.

Conforme o texto do projeto, a proposta tenta reduzir a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os serviços essenciais e já conta com uma previsão de impacto na inflação do País, podendo favorecer o agronegócio cearense, reduzir o percentual de inflação no Brasil em 2022, sem gerar perda de arrecadação para os governos estaduais. Para a Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), entretanto, a medida não terá o impacto esperado e ainda prejudicará o financiamento de serviços sociais e benefícios assistenciais pagos pelo Estado.

Carlos Matos, por sua vez, considera o projeto uma “boa iniciativa”, e afirmou que o foco da discussão, em verdade, é a inclusão de itens como energia elétrica, gás e combustível na relação de bens essenciais que terão o ICMS reduzido. Ele criticou o discurso de Salmito e afirmou que a redução da alíquota deve sim refletir nos valores dos produtos.

Em  aparte, o deputado Guilherme Landim (PDT) reforçou que a água é um bem muito precioso ao Estado e lembrou que a gestão das águas e a defesa do povo cearense sempre marcam suas passagens pelo Legislativo cearense.

O deputado Delegado Cavalcante (PL) também indagou como a redução de uma carga tributária pode não influenciar na redução do valor final do produto. “O Ceará cobra uma das taxas de ICMS mais cara do Brasil e teve um superávit absurdo na lei orçamentária aprovada ano passado baseado nessa taxa. Negar isso é tentar enganar a população cearense”, apontou.

PE/AT

Érika Amorim aponta preocupação com ameaça de doenças já erradicadas

Dep. Erika Amorim ( PSD )Dep. Erika Amorim ( PSD )Foto: Junior Pio

A deputada Érika Amorim (PSD) manifestou preocupação, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (02/06), realizada de forma presencial e remota, com a queda nas taxas de vacinação no Brasil, tendo como consequência uma ameaça da volta da poliomielite no País. Segundo a parlamentar, é necessário que todos estejam atentos à carteira de vacinação dos seus filhos, para que uma doença já erradicada não ameace novamente a sociedade.

De acordo com ela, conforme a Lei de Acesso à Informação, em 2021, a vacinação infantil no Brasil chegou aos piores níveis desde 1987, com muitas doenças que já eram tidas como erradicadas voltando a fazer vítimas.

“Nós precisamos avançar nesses números, melhorar os nossos índices e não regredir. É um momento de alertar a todos, de pedir a atenção dos pais com as carteiras de vacinação dos seus filhos, pois não podemos permitir que doenças já erradicadas voltem a assolar a sociedade”, cobrou Érika Amorim.

A deputada também se solidarizou com os barraqueiros e a população do litoral de Caucaia, que estão tendo as suas barracas derrubadas de forma “abrupta”, para a realização de intervenções da Prefeitura. “Nós estamos sensíveis a essa situação, entendendo que existe a necessidade de projetos de desenvolvimento importantes para a região, mas que existem pessoas, vidas e famílias que precisam ser levadas em consideração”, salientou.

Para ela, está havendo “descaso com a população nativa e com os barraqueiros”. A parlamentar enfatizou que as intervenções estruturais realizadas podem trazer comprometimentos ambientais a médio e longo prazo.

O anúncio feito pela governadora do Ceará, Izolda Cela, de um novo pacote de recuperação de rodovias estaduais, citando obras previstas para o município de Caucaia, também foi lembrado pela parlamentar. “São alguns pontos de rodovia que estão em estado bem crítico e com trânsito bem intenso. O pacote de recuperação das rodovias é extremamente necessário, e agradecemos a governadora pela medida, cobrando celeridade nessas obras”, reforçou.

Em aparte, o deputado Leonardo Pinheiro (Progressistas) endossou a preocupação com o recrudescimento da poliomielite no Brasil, ressaltando que se trata de uma doença facilmente prevenível, mas também facilmente transmissível.

“Nós vivemos uma onda extremamente irracional e ilógica, que é o negacionismo relacionado às vacinas, que são o maior avanço da medicina no século passado. A onda do negacionismo, ligada à Covid-19, tem influenciado outras doenças que já eram erradicadas, e isso deve gerar preocupação das autoridades sanitárias”, assinalou Leonardo Pinheiro.

RG/AT

Antônio Granja celebra anúncio de recuperação de estradas

Dep. Antonio Granja ( PDT )Dep. Antonio Granja ( PDT )Foto: Junior Pio

 
O deputado Antônio Granja (PDT) agradeceu, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (02/06), o anúncio feito pela governadora Izolda Cela na última quarta-feira (01/06), sobre um pacote de investimentos para a recuperação de estradas estaduais.

Serão 80 trechos de CEs, em territórios de 89 municípios, que passarão por reforma e sinalização no prazo de um ano e que atenderão, segundo o parlamentar, a requerimentos de sua autoria para a recuperação de trechos solicitados.

“Agradeço muito o esforço e sensibilidade da nossa governadora em contemplar trechos que ligam a municípios como Morada Nova, Jaguaruana, Iracema, Pereiro, Ereré, Limoeiro do Norte, Canindé, Itapipoca, que serão refeitos, enquanto os menos danificados passarão pela operação tapa-buracos”, explicou.

Para Antônio Granja, a situação das estradas tornou-se ainda pior por causa das chuvas intensas em todo o Ceará. “É muito bom receber chuva, mas, por vezes, elas acabam sendo danosas para alguns setores, enquanto são de extrema necessidade para outros. Talvez tenhamos tido o melhor índice dos últimos 10 anos, com recarga de quase 50% do açude Orós. Já o Castanhão está beirando 24% da sua capacidade, realidade totalmente diferente de dois anos atrás, quando chorávamos porque só tinha 2% da sua capacidade”, lembrou.

O deputado destacou ainda o aniversário de emancipação de municípios parceiros de seu mandato, como Alto Santo, que completou 64 anos na última quarta-feira (01/06); São João de Jaguaribe, que completou também 64 anos no dia primeiro de junho, e Ereré, que celebrará 35 anos no dia 04/06.

LA/LF

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