Érika Amorim agradece votos recebidos e ressalta candidaturas femininas
Deputada Érika Amorim (PSD)Foto: José Leomar
A parlamentar declarou sua satisfação com a campanha que fez ao lado de nomes como Roberto Cláudio, Ciro Gomes, Domingos Filho e Tasso Jereissati. “Estou aqui para agradecer aos 190 mil cearenses que nos acompanharam e me deram seu voto de confiança para o Senado Federal. Mesmo que o resultado não tenha sido o que queríamos, foi uma honra ter feito essa caminhada ao lado de tantos nomes especiais, em especial, da ex- primeira-dama de Fortaleza Carol Bezerra”, assinalou.
Érika Amorim agradeceu ainda o apoio que recebeu da família, amigos e equipe e parabenizou o deputado Elmano Freitas (PT) pela vitória como governador e ao ex-governador Camilo Santana pela vaga conquistada para o Senado. “Desejo sabedoria e firmeza para as correções necessárias que precisam ser feitas, com olhar de igualdade para os cearenses. E tenho que ressaltar ainda a grande campanha da candidata Kamila Cardoso ao Senado, pelo resultado expressivo que obteve”, salientou.
O alto número de mulheres eleitas para os legislativos estadual e federal também foi lembrado pela deputada. “Tivemos 91 mulheres eleitas para o Congresso. Aqui teremos nove mulheres ocupando legitimamente seu lugar na Assembleia e três no Congresso. Isso representa muito. O número de candidaturas femininas no Ceará foi o maior desde 1998. Isso comprova a necessidade e importância de leis que garantam e incentivem a participação feminina na política. Me sinto muito feliz pela eleição de cada uma delas, e que o Parlamento esteja mais qualificado e sensível a pautas que amenizem o sofrimento do nosso povo cearense”, acrescentou.
Érika Amorim lembrou que seu ciclo na Assembleia Legislativa só encerrará ao final de janeiro de 2023 e frisou a importância não só de votar, mas de acompanhar os mandatos dos eleitos. “Temos que estar vigilantes, verificando se estão cumprindo as pautas que os elegeram, fortalecendo também o desempenho dos bons representantes públicos”, pontuou.
Em aparte, o deputado Sérgio Aguiar (PDT) elogiou a trajetória da colega deputada na Assembleia nas comissões e na Mesa Diretora, assim como seu trabalho na campanha. “Como mulher e cristã, foi à luta demonstrando sua competência e capacidade, engrandecendo essa disputa ao Senado. Marcou posição de uma mulher, com respaldo e respeito, e sei que faria um grande papel o Congresso”, pontuou.
LA/AT
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Heitor Férrer agradece aos cearenses por votação
Deputado Heitor Férrer (União)Foto: José Leomar
“Os que não foram reeleitos, assim como eu, não se sintam derrotados. Gratidão ao povo do Ceará que me concedeu nove mandatos, quatro de vereador e cinco de deputado”, comentou.
O parlamentar cobrou ainda o chamamento dos aprovados no concurso público para a Fundação de Saúde do Estado (Funsaúde). “Quando o Estado estabelece edital de um concurso público é porque há necessidade desses concursados. A Funsaúde estabeleceu seis mil vagas para serem preenchidas, mas só 332 pessoas foram chamadas. Quem sofre com esse não chamamento é o povo, o serviço público”, lamentou.
Heitor Férrer criticou a demora no processo. “O estado do Ceará não atende aquele que tem câncer de mama ou aquele que teve um infarto do miocárdio. O Estado espera um atendimento médico adequado, que faz sofrer não só o paciente, mas a família do paciente, os profissionais que estão à frente, o que nos frustra e nos obriga a criticar a postura do Governo”, assinalou.
Em aparte, o deputado Renato Roseno (Psol) elogiou a postura do deputado durante os anos na Alece. “Conheci Vossa Excelência quando ainda era vereador, em 1992. O senhor sempre conduziu o seu mandato com muito critério, cobrando aquilo que deveria ser cobrado. Um governo sem oposição erra mais. É necessária uma oposição para que erre menos”, pontuou.
A deputada Augusta Brito (PT), em aparte, reconheceu o trabalho do parlamentar no Legislativo cearense. “Eu quero ressaltar a importância do seu mandato, da questão de aprender com você. Muitas vezes não concordamos e muitas vezes concordamos. O senhor faz uma oposição propositiva, responsável. Fico triste porque, a partir do próximo ano, o senhor não estará neste Parlamento. Quem perde é o Governo”, disse.
JI/AT
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Projeto que garante recursos do Fundef a profissionais do magistério tramita na Alece
Leitura do expediente da sessão legislativa desta quarta-feiraFoto: José Leomar
Dentre os projetos de lei do Governo do Estado, o 124/22 altera a Lei nº 17.924/22, que dispõe sobre a obrigatoriedade da distribuição aos profissionais do magistério da educação básica estadual de recursos relativos a diferenças do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação e Valorização do Magistério (Fundef), decorrentes do resultado do julgamento da Ação Civil Originária (ACO) nº 683, pelo Supremo Tribunal Federal. A matéria assegura a esses profissionais o repasse de 60% do total de recursos recebidos pelo Estado, incluídos os juros de mora.
O PL 121/22 institui o Código do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará e cria o Sistema Estadual do Patrimônio Cultural do Ceará para fortalecer a promoção, a proteção e a gestão integrada e participativa do patrimônio cultural em nível estadual.
O 122/22 altera o quadro de empregos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que trata da Lei nº 15.296/13, alterada pela Lei nº 16.286, de 18 de julho de 2017. O documento prevê a redistribuição do número total de vagas (1.453 empregos, previstos na Lei 15.296/13), pelas diversas categorias de emprego de acordo com as necessidades da companhia.
Já o 123/22 autoriza a abertura de crédito especial no valor de R$ 1,8 milhão no orçamento da Secretaria Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS) destinado a novas ações relacionadas ao Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência (Previo) do Estado.
Dois outros projetos de lei complementar são de iniciativa da Defensoria Pública. O 22/22 altera dispositivos na Lei Complementar Estadual nº 06, de 28 de abril de 1997, para instituir, na Defensoria Pública Geral, o regime de plantão para o desempenho por seus membros, sempre presencial, de atividades em finais de semana e feriados que exijam atendimento urgente em matéria penal, saúde ou relacionada à criança e ao adolescente.
E o PLC 23/22 disciplina alterações na estrutura organizacional da Defensoria Pública do Estado do Ceará, em conformidade com as alterações promovidas recentemente pelo Tribunal de Justiça do Estado, que, por meio da Resolução nº 09/2020, elevou as comarcas de Tauá, Quixadá e Iguatu para entrância final.
De parlamentares, são quatro projetos de lei e seis de indicação. Entre as propostas de lei, o 340/22, do deputado Tin Gomes (PDT), dispõe sobre a gratuidade de ingresso ou acesso livre para cronistas desportivos nos locais de realização de todo e qualquer evento esportivo no âmbito do Estado.
Do deputado Delegado Cavalcante (PL), o PL 341/22 estabelece o cumprimento de nota técnica de segurança para uso de munição no emprego dos órgãos de segurança pública no âmbito do Estado do Ceará.
O PL 342/22, do deputado Fernando Santana (PT), institui feriado estadual no dia 24 de outubro, data do martírio de Benigna Cardoso da Silva - a Menina Benigna - a primeira beata do Estado.
Por sua vez, o 343/22, do deputado Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos), trata da proibição de terapia hormonal e cirurgia de redesignação sexual, respectivamente, a menores de 18 e 21 anos, nos hospitais e clínicas públicos e privados do Ceará.
Dos projetos de indicação, os de nº 221/22, 224/22, 225/22 e 226/22 são de iniciativa do deputado Tony Brito (União); o 222/22, do deputado Pedro Lobo (PT), e o 223/22, do deputado Bruno Pedrosa (PDT).
Após a leitura, os projetos seguem para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, da Procuradoria da Casa e comissões técnicas de mérito. Se aprovados, são encaminhados para a votação do Plenário.
LS/AT
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Veja a lista completa de deputados estaduais eleitos no Ceará
COM DIARIONORDESTE
Com 100% das urnas no Ceará já apuradas, a lista de 46 deputados estaduais que assumirão está definida. Os candidatos eleitos passarão a integrar a Assembleia Legislativa pelos próximos quatro anos.
A lista, que contou com nomes tradicionais do cenário político no Estado, também apresentou novidades em 2022.
Entre as atribuições dos deputados estaduais está a fiscalização de gastos do Governo do Estado, que teve Elmano de Freitas (PT) eleito em primeiro turno.
CONFIRA A LISTA DE DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS EM 2022:
- Carmelo Neto (PL)
- Evandro Leitão (PDT)
- Marta Gonçalves (PL)
- Fernando Santana (PT)
- Sergio Aguiar (PDT)
- Romeu Aldigueri (PDT)
- Zezinho Albuquerque (PP)
- Dra Silvana (PL)
- Gabriella Aguiar (PSD)
- Renato Roseno (PSOL)
- Cláudio Pinho (PDT)
- Osmar Baquit (PDT)
- Pr. Alcides Fernandes (PL)
- David Durand (Republicanos)
- Guilherme Landim (PDT)
- João Jaime (PP)
- Marcos Sobreira (PDT)
- Jeová Mota (PDT)
- Agenor Neto (MDB)
- Antonio Henrique (PDT)
- Lia Gomes (PDT)
- Queiroz Filho (PDT)
- Danniel Oliveira (MDB)
- De Assis Diniz (PT)
- Moises Braz (PT)
- Oriel Filho (PDT)
- Firmo Camurça (União Brasil)
- Salmito (PDT)
- Leonardo Pinheiro (PP)
- Alysson Aguiar (PCdoB)
- Davi de Raimundão (MDB)
- Dr. Oscar Rodrigues (União Brasil)
- Dr. Lucílvio Girão (PSD)
- Luana Ribeiro (Cidadania)
- Jô Farias (PT)
- Julinho (PT)
- Juliana Lucena (PT)
- Missias do MST (PT)
- Sargento Reginauro (União Brasil)
- Larissa Gaspar (PT)
- Felipe Mota (União Brasil)
- Dep Fernando Hugo (PSD)
- Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos)
- Emilia Pessoa (PSDB)
- Lucinildo Frota (PMN)
- Stuart Castro (Avante)
Na Câmara e no Senado, PL elege o maior número de parlamentares
As eleições deste ano trarão, a partir de 1° de janeiro de 2023, uma nova configuração de forças na Câmara dos Deputados e no Senado. O Partido Liberal (PL), do presidente Jair Bolsonaro, saiu fortalecido da disputa com aumento expressivo de cadeiras.

Dos 513 assentos de deputados, a sigla terá 99. Já a Federação Brasil da Esperança, da qual fazem parte PT, PCdoB e PV, terá a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, com 80 parlamentares. Em terceiro lugar está o União Brasil, com 59 deputados, seguido do PP, que elegeu 47. O MDB e PSD garantiram 42 deputados, cada, e o Republicanos, 41.
Ainda na Câmara, o desempenho de partidos tradicionais como o PSDB - federado com o Cidadania - foi modesto com a conquista de 18 cadeiras. Também com desempenho tímido, PDT e PSB, elegeram, respectivamente, 17 e 14 deputados no pleito.
Senado
Assim como na Câmara, no Senado o PL desbancou o MDB que há mais de três décadas era o maior partido da Casa e foi o maior vitorioso nas urnas. Dos 27 senadores eleitos, o PL elegeu oito, o dobro dos eleitos pelo PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, que emplacou quatro.
Com esse resultado, o partido de Bolsonaro começará a próxima legislatura, caso não haja mudanças, com 14 senadores.
Outros partidos
O União Brasil, fundado a partir da junção do Democratas e do Partido Social Liberal (PSL), garantiu cinco assentos no Senado e em 2023 terá 12 senadores. Já os petistas terão nove representantes e ficarão atrás do PSD, que terá dez, e do MDB, que perdeu três assentos e também sai do pleito com dez senadores.
Entre os emedebistas que disputaram uma vaga na Casa, apenas Renan Filho (MDB), de Alagoas, foi eleito.
Apesar do resultado de ontem, no Senado a situação ainda está indefinida para cinco senadores que disputam o segundo turno de governos estaduais. É o caso de Jorginho Mello (PL-SC), Rogério Carvalho (PT-SE), Marcos Rogério (PL-RO), Eduardo Braga (MDB-AM) e Rodrigo cunha (União-AL). Todos eles têm mandatos na Casa até 2027, por isso, caso não sejam eleitos para o governo, poderão voltar ao Senado.
Impactos
O tamanho das bancadas tem impacto direto no funcionamento do Congresso. Isso porque as presidências das comissões da Câmara e do Senado, por onde passam as propostas legislativas, são definidas a partir da proporcionalidade partidária.
O mesmo ocorre com as vagas na Mesa Diretora das duas Casas. Na prática, os partidos ou blocos que elegem mais nomes também ganham prioridade para ocupar cargos mais importantes.
O desenho da nova composição também influencia na governabilidade do próximo presidente da República, que terá que buscar apoio dos partidos para votar reformas e pautas que considerar prioritárias em seu mandato. Outra consequência é vista na divisão dos recursos do Fundo Partidário, feita entre os partidos de acordo com a votação para deputado federal.
Recursos
Em razão de eventuais recursos decididos pela Justiça Eleitoral como ações sobre abuso do poder econômico e político nas eleições, ou se o candidato registrado de fato tem todos os requisitos para exercer o cargo, os resultados finais ainda poderão ser alterados.
Veja como ficou a composição na Câmara dos Deputados:
- PL – 99
- Federação Brasil (PT/PV/PCdoB) – 80
- União Brasil – 59
- PP – 47
- MDB – 42
- PSD – 42
- Republicanos – 41
- Federação PSDB/Cidadania – 18
- PDT – 17
- Federação Rede/PSOL – 14
- Podemos – 12
- Outros partidos – 28
Confira quem são os 27 senadores eleitos:
- Acre: Alan Rick (União Brasil)
- Alagoas: Renan Filho (MDB)
- Amapá: Davi Alcolumbre (União Brasil)
- Amazonas: Omar Aziz (PSD)
- Bahia: Otto Alencar (PSD)
- Ceará: Camilo Santana (PT)
- Distrito Federal: Damares Alves (Republicanos)
- Espírito Santo: Magno Malta (PL)
- Goiás: Wilder Morais (PL)
- Maranhão: Flávio Dino (PSB)
- Mato Grosso: Wellington Fagundes (PL)
- Mato Grosso do Sul: Tereza Cristina (PP)
- Minas Gerais: Cleitinho (PSC)
- Pará: Beto Faro (PT)
- Paraíba: Efraim Filho (União Brasil)
- Paraná: Sergio Moro (União Brasil)
- Piauí: Wellington Dias (PT)
- Pernambuco: Teresa Leitão (PT)
- Rio de Janeiro: Romário (PL)
- Rio Grande do Norte: Rogério Marinho (PL)
- Rio Grande do Sul: Hamilton Mourão (Republicanos)
- Rondônia: Jaime Bagattoli (PL)
- Roraima: Hiran Gonçalves (PP)
- Santa Catarina: Jorge Seif (PL)
- São Paulo: Marcos Pontes (PL)
- Sergipe: Laércio (PP)
- Tocantins: Dorinha (União Brasil)
Edição: Denise Griesinger / AGÊNCIA BRASIL
PEC destina recursos das emendas de relator para piso da enfermagem
A garantia de recursos para o pagamento do piso nacional da enfermagem é o objetivo de uma proposta de emenda à Constituição recém-apresentada no Senado. A PEC 22/2022, assinada pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN) e subscrita por outros 27 senadores, destina recursos das emendas de relator do Orçamento para apoiar os entes públicos e hospitais filantrópicos no pagamento do piso. A estimativa é de que R$ 10 bilhões sejam usados para essa finalidade.
A PEC é uma das proposições que o Senado pode analisar para viabilizar o custeio do piso, que é de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras. Esses valores estão previstos na Lei 14.434, sancionada em agosto. A aplicação da lei, no entanto, está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por 60 dias, até que os entes públicos e instituições privadas da área da saúde esclareçam o impacto financeiro.
A proposta do senador Jean Paul prevê que a Lei Orçamentária da União para 2023 conterá rubrica específica de apoio a estados, municípios e Distrito Federal e aos hospitais filantrópicos, sem fins lucrativos, para pagamento do piso. Pelo texto, esse apoio virá dos recursos classificados como emendas do relator (RP 9) alocadas no Ministério da Saúde.
“As estimativas de impacto do piso giram em torno de R$ 10 bilhões por ano, mesmo valor previsto para as emendas de relator dentro do orçamento federal da saúde. Convém reforçar que os recursos do RP 9 já estão previstos no projeto de orçamento do SUS. Portanto, a PEC não tem impacto fiscal, tratando apenas de direcionamento de recursos no Orçamento para a implementação do piso”, explicou Jean Paul Prates ao apresentar a proposta.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já havia sinalizado ser a favor de que o Congresso desse a sua contribuição, por meio do Orçamento, para o pagamento do piso.
— Uma coisa que foi ventilada também, por mim inclusive, é nós termos a contribuição do Executivo e também do Legislativo por meio do Orçamento, inclusive das emendas de relator. É um problema nacional, é um problema de uma categoria inteira e naturalmente isso gera reflexos para municípios, estados e hospitais filantrópicos que têm papel fundamental para a saúde do Brasil — afirmou na última semana, em entrevista após seminário da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) .
Regulamentação
As emendas RP 9, que ficaram conhecidas como "orçamento secreto", são uma parte do Orçamento da União cuja destinação é definida pelo relator do projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA). Para Jean Paul, esse tipo de emenda não leva em conta critérios de distribuição objetivos, por exemplo, do ponto de vista epidemiológico ou populacional. Se aprovada a PEC, os recursos serão todos empregados no apoio aos entes para o pagamento do piso, e os critérios para distribuição e transferência de recursos serão regulamentados pelo Executivo.
Ele também argumenta que os R$ 10 bilhões das emendas de relator foram incluídos pelo governo dentro do piso constitucional da saúde, que é o mínimo de recursos que o governo é obrigado a investir na área. “Na prática, [a emenda de relator] consome recursos do setor e agrava as condições de financiamento de uma área estratégica à prestação de serviços públicos para a população”, explicou.
A PEC ainda não tem relator. A próxima sessão deliberativa do Senado está marcada para o dia 4 de outubro.
Fonte: Agência Senado
Lira endossa Bolsonaro, lança insinuações sobre pesquisas e pede punição a institutos
Aliado de Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou nesta quinta-feira (22) o que chamou de "resultados tão divergentes" das pesquisas de intenção de voto, insinuou haver manipulação dos dados e defendeu medidas legais para punir institutos que "erram demasiado ou intencionalmente" para prejudicar candidatos.
A manifestação ocorreu em uma rede social. "Nada justifica resultados tão divergentes dos institutos de pesquisas. Alguém está errando ou prestando um desserviço", afirmou.
"Urge estabelecer medidas legais que punam os institutos que erram demasiado ou intencionalmente para prejudicar qualquer candidatura."
"Não podemos permitir que haja manipulações de resultados em pesquisas eleitorais. Isso fere a democracia", complementou, sem apresentar provas de nenhuma pesquisa que tenha sido manipulada.
Pouco após a publicação da reportagem, Lira voltou à mesma rede social para dizer que não acusou "nenhum instituto de manipular pesquisa".
"Apenas, como milhares de brasileiros, não entendo tantas divergências de números. Devemos agir dentro da legalidade para evitar manipulações. Quem vestiu a carapuça precisa se explicar", escreveu.
As contestações ocorrem em um cenário em que pesquisas de institutos como Datafolha e Ipec colocam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do atual mandatário.
Datafolha da última quinta-feira (15) mostrou o petista com 45% das intenções de voto, estável. O atual presidente oscilou negativamente de 34% para 33%. Em terceiro lugar, empatados tecnicamente, vêm Ciro Gomes (PDT), com 8%, e Simone Tebet (MDB), com 5%.
O ataque de Lira às pesquisas, sem citar nenhum dos institutos dos quais desconfia, ocorre também em um momento de violência contra pesquisadores que fazem o trabalho de campo.
Na última terça-feira (20) um pesquisador do Datafolha foi agredido com chutes e socos por um bolsonarista em Ariranha (a 378 km de São Paulo).
Segundo o Datafolha, relatos de pessoas que passam gritando, acusando o instituto de ser comunista ou tentando filmar os entrevistadores como forma de intimidá-los têm sido comuns. Houve casos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Maranhão, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Sobre o caso de Ariranha, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), prestou solidariedade ao pesquisador do Datafolha.
"Manifesto minha solidariedade ao pesquisador do Datafolha que foi agredido, de forma covarde, enquanto realizava o seu trabalho", disse em publicação nas redes sociais.
Na Câmara, Lira patrocinou uma série de medidas para tentar alterar as regras que tratam de pesquisas eleitorais. A principal deles foi a votação a toque de caixa de um código com 898 artigos e que inclui dispositivos que censuram pesquisas eleitorais. O projeto está parado no Senado.
De acordo com o projeto, os institutos deverão informar um percentual de acertos das pesquisas realizadas pela entidade ou empresa nas últimas cinco eleições. A divulgação dos resultados só poderá ocorrer até a antevéspera da disputa (sexta-feira).
Segundo parlamentares, esses pontos não se enquadrariam no princípio da anualidade, por não ser regra eleitoral, e poderiam valer após a sanção do texto.
O Congresso já tentou por várias vezes limitar a publicação de pesquisas eleitorais. Em 2006 o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional projeto aprovado que proibia a divulgação dos levantamentos nos 15 dias que antecedessem o pleito.
Antiga reclamação de parlamentares, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral também são afetadas pelo projeto.
Os deputados aprovaram texto segundo o qual, para valer nas eleições, essas resoluções terão que ser emitidas com antecedência mínima de um ano. O Congresso passa também a ter o poder de cassar resoluções do TSE.
Além de Lira, o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, e o das Comunicações, Fábio Faria, costumam criticar pesquisas eleitorais.
Em 19 de setembro, Faria contestou em uma rede social o resultado de pesquisa Ipec que mostrou Lula com 47% e Bolsonaro com 31%.
"TSE, anote esses números que o IPEC está dando, que no dia 02 de outubro a população vai cobrar o fechamento desse instituto. Chega desses absurdos com pesquisas eleitorais!!! A hora da verdade está chegando", escreveu.
Em outra mensagem, escreveu: "Se eu estiver errado não terei problema em reconhecer o erro, mas cobrarei o contrário. Dia 02 está logo aí. Aguardemos."
Auxílio de R$ 2 bilhões para filantrópicas pode viabilizar piso da enfermagem
O projeto de lei que prevê auxílio financeiro de até R$ 2 bilhões para hospitais filantrópicos e santas casas sem fins lucrativos, que atuem de forma complementar junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das propostas a ser analisada pelo Senado em busca de recursos para viabilizar o pagamento do piso nacional da enfermagem.
O PL 1.417/2021 - que atualmente aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados, onde tramita em regime de urgência – foi aprovado no Senado em outubro de 2021. De autoria do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), o texto original previa que a ajuda financeira poderia ser de até R$ 3,3 bilhões. A proposta, porém, foi aprovada na forma de texto substitutivo apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que reduziu o valor para até R$ 2 bilhões, em razão das restrições fiscais do país.
O auxilio tem o objetivo de contribuir para a sustentabilidade econômico-financeira das instituições hospitalares e para a manutenção dos atendimentos, sobretudo diante da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da covid-19.
O relator incluiu ainda no projeto a determinação de que o Ministério da Saúde deve coordenar a distribuição do dinheiro, e acrescentou a previsão de que os recursos podem ser usados no pagamento dos profissionais de saúde e em pesquisa.
De acordo com o texto que seguiu para a Câmara, a União terá de entregar às santas casas e hospitais filantrópicos, sem fins lucrativos, que participam de forma complementar do SUS, auxílio financeiro emergencial no montante de até R$ 2 bilhões, “com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade econômico e financeira dessas instituições na manutenção dos atendimentos, sem solução de continuidade, sobretudo, diante da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da covid-19”. O repasse dos recursos será feito por meio dos fundos de saúde estaduais, distrital ou municipais com os quais as instituições filantrópicas estejam contratualizadas.
O texto estabelece que o total do valor recebido pela entidade beneficente deverá ser aplicado no pagamento dos profissionais de saúde, mesmo aqueles contratados após o recebimento do auxílio financeiro; na aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos, produtos hospitalares e equipamentos; na execução de pesquisas relacionadas às demandas de saúde; e na realização de reformas físicas para aumento ou adequação de estruturas para oferta de leitos, se for o caso, para a manutenção dos atendimentos relacionados ou não com a covid-19.
O Ministério da Saúde fará a distribuição do valor de maneira proporcional aos pagamentos feitos no exercício de 2020 às santas casas e hospitais sem fins lucrativos pela prestação de serviços ambulatoriais e hospitalares, independentemente de terem ou estarem realizando atendimentos específicos de covid-19. Os créditos serão liberados em até 15 dias após a publicação da futura lei.
Após a distribuição do dinheiro, o Ministério da Saúde terá que publicar portaria identificando cada entidade que recebeu recursos, em quais municípios e quais valores foram recebidos. As entidades beneficiadas deverão prestar contas da aplicação dos recursos aos respectivos fundos de saúde estaduais, distrital ou municipais.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Profissionais de enfermagem protestam contra suspensão do piso salarial, enquanto Congresso busca recursos
Profissionais de enfermagem de todo o País promoveram paralisações em capitais como Recife, Salvador, Natal e Belo Horizonte. Em Brasília, eles fizeram uma manifestação em frente aos prédios do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) para protestar contra a suspensão da lei que estabelece o piso salarial da categoria. Isso enquanto deputados e senadores analisam maneiras de encontrar fontes de financiamento para o aumento dos gastos decorrente do piso.
Aprovada pela Câmara e pelo Senado no primeiro semestre, a lei do piso foi suspensa por 60 dias pelo STF, a pedido da confederação que representa os hospitais privados. Neste prazo, de acordo com a decisão, devem ser avaliados os impactos financeiros da medida, não só para os hospitais privados como para governo federal, estados e municípios.
A lei suspensa define que o mínimo que um enfermeiro pode ganhar nos hospitais públicos ou privados é R$ 4.750. Já o piso dos técnicos de enfermagem é R$ 3.325 e o dos auxiliares e parteiras, R$ 2.375.
O acordo que permitiu a aprovação pelo Congresso foi condicionado à aprovação de fontes de financiamento para o piso.
Uma dessas propostas está pronta para ser votada pelo Plenário da Câmara. É o Projeto de Lei 1272/22, que desonera a folha de pagamento dos hospitais privados. O texto do relator, deputado Pedro Westphalen (PP-RS), reduz a alíquota que os empregadores têm que pagar ao INSS de 20% para 1%. Também serão beneficiados os serviços de ambulância e as empresas de home care, que tratam de pacientes em casa.
Jogos de azar
Outra fonte de financiamento proposta é o projeto que legaliza os jogos de azar (PL 442/91), mas este depende de aprovação dos senadores. O Senado, porém, busca alternativas. Depois de se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o relator do Orçamento do ano que vem, senador Marcelo Castro (MDB-PI), anunciou a votação de um projeto (PLP 44/22) que vai permitir que governos estaduais e prefeituras remanejem recursos da saúde para o pagamento do piso salarial da enfermagem.
A proposta, apresentada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), autoriza estados e municípios a usarem repasses carimbados da União, como verbas já transferidas para o combate à Covid-19, para complementar os novos salários. A estimativa é de uma receita de R$ 6 a R$ 7 bilhões, que estão parados, como explicou Marcelo Castro.
“Pega os recursos que estão parados nos estados e municípios para que os municípios e os estados possam utilizar esses recursos em outras rubricas e liberar recursos dos próprios estados e dos municípios para fazer face ao aumento de despesas oriundas do piso. E esse PLP de autoria do senador Heinze é de aprovar já na próxima semana”, disse Castro.
Rodrigo Pacheco afirmou que o governo ainda vai analisar outras propostas em discussão no Senado que poderão ser votadas depois das eleições. Entre elas, as que preveem a repatriação de bens do exterior, a atualização patrimonial (PL 458/21) e a autorização de repasses diretos da União para hospitais filantrópicos e Santas Casas.
“Somente nesses três projetos nós temos uma arrecadação absolutamente suficiente para estados e municípios que podem fazer valer, fazer frente ao impacto orçamentário relativo ao piso nacional de enfermagem para os anos 2023 e 2024”, afirmou Pacheco.
Novo imposto
Na Câmara, deputados também pensam em alternativas, além da desoneração das empresas de saúde. Uma delas é a volta de uma espécie de cobrança sobre movimentações financeiras, que poderia, de acordo com o deputado General Peternelli (União-SP), permitir não só a desoneração dos encargos dos hospitais privados, mas também dos demais setores.
"A solução definitiva, no meu ver, está exatamente em desonerar a folha, através de um imposto na movimentação financeira. Se você colocar um imposto na movimentação financeira, de 0,44 a 0,80 aproximadamente, você pode desonerar a folha de pagamento de todas as categorias e, dessa forma, todo empregador vai poder pagar mais para aqueles que trabalham", disse o deputado.
Aplicação da lei
Na manifestação em frente ao Congresso, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal, Jorge Henrique, defendeu a aplicação da lei do piso da categoria.
"É muito importante que a categoria de enfermagem tenha um piso salarial porque são profissionais que trabalham dentro de hospitais, UTIs, prontos-socorros, garantindo a vacinação da população, e muitas vezes são profissionais que têm mais de um trabalho e enfrentam jornadas muito cansativas. Então são profissionais que precisam de muita atenção para prestar assistência à população", disse o sindicalista.
O projeto que desonera a folha de pagamento de hospitais, clínicas e outras empresas privadas de atendimento à saúde pode ser votado a qualquer momento no Plenário da Câmara.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Antonio Vital
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Projeto sugere nova repatriação de recursos para custear piso da enfermagem
Entre as propostas que serão analisadas pelo Senado para custear o piso salarial dos enfermeiros está um projeto de lei que sugere a criação de um novo programa de repatriação de recursos do exterior (PL 2.482/2022). A ideia é usar a arrecadação dessa nova rodada de repatriação para bancar o piso para estados e municípios pelos próximos quatro anos.
A repatriação é uma ferramenta para regularizar e taxar bens e recursos não declarados que são mantidos por brasileiros no exterior. Ela pode incluir anistia a crimes como evasão de divisas e sonegação fiscal. O governo federal promoveu um programa de repatriação em 2016, que rendeu cerca de R$ 51 bilhões aos cofres públicos, segundo a Receita Federal.
O projeto é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que também foi o autor da proposta de repatriação aprovada em 2016. Ele cita cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que estimam o custo anual com o piso da enfermagem em R$ 16 bilhões por ano. Randolfe afirma que uma nova etapa de repatriação de recursos cobriria com sobras a despesa.
“Tão somente com a medida, é de se esperar que haja o adequado ajuste orçamentário necessário ao desatamento do nó que se formou ao redor do piso. Com tal injeção de vultosos recursos nos caixas da União, o ente central poderá custear temporariamente as despesas dos entes estaduais e municipais, até que estes façam os reajustes necessários para que sustentem, por si, os devidos custos”, explica o senador na sua justificativa.
Pela proposta, o recolhimento com a repatriação seria direcionado para o Fundo Nacional de Saúde (FNS), de onde a União destinaria dotações orçamentárias para que estados e municípios arquem com o aumento de despesas causado pelo piso. Essa compensação duraria quatro anos. Depois desse período, os entes da federação passariam a ser responsáveis pelo próprio custeio dos seus enfermeiros.
Outra medida para turbinar o FNS contida no projeto é a regulamentação de doações para o fundo. Pessoas físicas e jurídicas poderiam fazer doações e descontá-las do Imposto de Renda, até o limite de, respectivamente, 6% e 1% do imposto apurado.
Além disso, o projeto também contém dispositivos voltados para o setor privado e as entidades filantrópicas, que também são afetadas pelo novo piso da enfermagem. Para os hospitais privados, Randolfe propõe redução do Imposto de Renda para todos os empregadores de enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. A desoneração, com redução de até 50% no primeiro ano e de até 25% no segundo, valeria por dois anos e não poderia ultrapassar R$ 2 bilhões em cada ano de vigência.
Já para as entidades filantrópicas, que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e são remuneradas pelo poder público, Randolfe sugere a revisão da tabela de pagamentos em pelo menos 100% dos valores atuais.
“Todo o sistema aqui proposto é perfeitamente hermético: de um lado, há mais injeção de recursos financeiros nos cofres da União, a qual poderá, com o superávit formado, conceder os necessários benefícios aos responsáveis últimos pelos pagamentos financeiros aos profissionais da enfermagem: municípios, estados, empregadores privados e entidades filantrópicas”, resume o senador.
Ainda segundo Randolfe, a proposta não cria desonerações ou benefícios “indevidos”, porque todas as medidas nesse sentido são temporárias, e não promove aumento da carga tributária.
O projeto ainda precisa ser despachado para as comissões temáticas. A mesma deliberação definirá se o texto vai precisar passar pelo Plenário depois da análise das comissões. Se for aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado

