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Grampos revelam golpe de Lula e Dilma contra Lava Jato, e multidão volta às ruas

Dilma e Lula
Dilma e Lula(VEJA.com/Divulgação)

O Brasil que acordou nesta quarta-feira indignado dormiu assustado. Ou dormiu sem sem saber quem é, de fato, seu presidente. De tudo o que foi desnudado pela Lava Jato até aqui, nada é mais revelador de que Lula e Dilma pensam mais na própria sobrevivência política do que no futuro de um país quanto as escutas reveladas hoje. Diante do choque, uma multidão voltou às ruas para gritar: fora PT.

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A estratégia de Jaques Wagner contra a prisão de Lula: 'Sair na porrada'

O ministro Jaques Wagner
O ministro Jaques Wagner(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em grampos da Lava Jato, o ministro Jaques Wagner e o presidente do PT, Rui Falcão, conversam sobre a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Lula e sobre o plano de nomear o ex-presidente para um ministério. Os dois falam sobre o risco de prisão do ex-presidente - e Rui Falcão diz a Jaques Wagner que a presidente Dilma Rousseff tinha que tomar uma decisão rápida. Ainda se referindo ao pedido de prisão, o ministro fala sobre a reação a uma eventual ofensiva contra Lula: "Eu acho que tem que ficar cercado em torno do prédio dele e sair na porrada".

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Lula: 'Aragão deveria cumprir um papel de homem'

Eugênio Aragão, novo procurador eleitoral
Eugênio Aragão, novo procurador eleitoral(TSE/VEJA)

Em um dos diálogos interceptados pela Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula cita Eugênio Aragão, o novo ministro da Justiça de Dilma. Ao conversar com o ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi sobre as investigações que o cercam, Lula cobra um "papel de homem" de Aragão. Para os investigadores, há indícios de que o petista esteja se referindo ao então subprocurador-geral da República.

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Lula pediu intervenção do Planalto no STF, revela grampo

O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva - 04/03/2016
O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva - 04/03/2016(Nelson Almeida/AFP)

Um dos grampos da Polícia Federal nos telefones do ex-presidente Lula flagrou uma conversa entre ele, a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. A conversa, datada do dia em que Lula foi conduzido coercitivamente a depor em São Paulo, começa entre o ex-presidente e Dilma. Lula fala sobre Sergio Moro, que teria feito um "espetáculo antes da decisão daquele negócio que tá no Supremo pra decidir".

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Delcídio sobre diálogo de Dilma e Lula: ‘Grampos corroboram o que falei’

Delcídio, Dilma e o veneno do escorpião

Delcídio, Dilma e o veneno do escorpião

O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) reagiu à divulgação dos grampos em que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula conversam sobre uma ofensiva para conter a Lava-Jato. “Tudo isso que está acontecendo corrobora o que eu falei. Alguém agora tem alguma dúvida de que o governo estava interferindo na Lava-Jato?”, disse Delcídio ao RadarO senador foi irônico sobre o fato de Lula e Dilma, assim como ocorrera na véspera com Aloizio Mercadante, terem sido grampeados em conversa tentando obstruir investigações — razão que levou à sua prisão, em novembro: “O veneno do escorpião que me picou vai acabar com o governo”. Delcídio não deixou de comentar o fato de ter sido chamado de “canalha” pelo ex-ministro da Casa Civil e agora ministro do gabinete (sic) de Dilma, Jaques Wagner: “Você viu? Para mim foi um elogio!”. VEJA

Eu não imaginei que era tão canalha, diz Wagner sobre Delcídio

Em conversa com Lula, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner reclama com o ex-presidente sobre a delação de Delcídio Amaral

Jaques Wagner. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Jaques Wagner. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A gravação interceptada pela Polícia Federal de uma conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma pegou também um diálogo com o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner. O grampo é do dia 4 de março, data em que Lula foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

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Ministros do STF se dizem perplexos com áudios e evitam exposição

BRASÍLIA - A divulgação de áudio em que a presidente Dilma Rousseff conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e combina de enviar a ele seu termo de posse, antes da nomeação oficial, gerou perplexidade entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os integrantes da Corte foram pegos de surpresa com a notícia ao deixarem a sessão plenária desta quarta-feira, 16. Abordados por jornalistas com a informação, os ministros ouviram o áudio na saída do plenário, se mostraram espantados e preferiram reserva. 

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Lava Jato pegou conversas de Lula e Dilma no telefone

A operação monitorou conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Dilma e Lula. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Dilma e Lula. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Operação Lava Jato monitorou conversas telefônicas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que sugerem tentativa de influência no Ministério Público e no Judiciário e também conversa desta quinta-feira entre o ex-presidente e a presidente Dilma Rousseff e o ministro. “Trata-se de processo vinculado à assim denominada Operação Lava Jato e no qual, a pedido do Ministério Público Federal, foi autorizada a interceptação telefônica do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de associados”, registra o juiz Sérgio Moro.

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Deboche em Congonhas - O ESTADO DE SP

Diante do teor do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal (PF) no dia 4 de março, quando foi levado coercitivamente ao Aeroporto de Congonhas, não seria adequado dizer que o ex-presidente desrespeitou a Justiça. A atitude de Lula é pior. Esbanja indiferença e desprezo, sem receio de mostrar que se considera acima da lei e se acha ultrajado simplesmente por lhe perguntarem sobre os escândalos em que se enredou.

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STF nem toma conhecimento de chororô de defesa de Lula no caso tríplex

Os ministros da Segunda Turma do Supremo, que julgam as questões relativas a petrolão, nem tomaram conhecimento da ação da defesa de Lula, que agora quer que o caso saia da 13ª Vara Federal de Curitiba e fique em São Paulo. Os ministros decidiram o óbvio: quando a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da capital paulista, decidiu enviar a investigação do tríplex para a Justiça Federal, não existe mais debate sobre conflito de competência. Se o juiz Sergio Moro recusar, aí, sim, se vai ver o que fazer. Ele pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República. REINALDO AZEVEDO

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