Grampos revelam golpe de Lula e Dilma contra Lava Jato, e multidão volta às ruas
O Brasil que acordou nesta quarta-feira indignado dormiu assustado. Ou dormiu sem sem saber quem é, de fato, seu presidente. De tudo o que foi desnudado pela Lava Jato até aqui, nada é mais revelador de que Lula e Dilma pensam mais na própria sobrevivência política do que no futuro de um país quanto as escutas reveladas hoje. Diante do choque, uma multidão voltou às ruas para gritar: fora PT.
A estratégia de Jaques Wagner contra a prisão de Lula: 'Sair na porrada'
Em grampos da Lava Jato, o ministro Jaques Wagner e o presidente do PT, Rui Falcão, conversam sobre a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Lula e sobre o plano de nomear o ex-presidente para um ministério. Os dois falam sobre o risco de prisão do ex-presidente - e Rui Falcão diz a Jaques Wagner que a presidente Dilma Rousseff tinha que tomar uma decisão rápida. Ainda se referindo ao pedido de prisão, o ministro fala sobre a reação a uma eventual ofensiva contra Lula: "Eu acho que tem que ficar cercado em torno do prédio dele e sair na porrada".
Lula: 'Aragão deveria cumprir um papel de homem'
Em um dos diálogos interceptados pela Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula cita Eugênio Aragão, o novo ministro da Justiça de Dilma. Ao conversar com o ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi sobre as investigações que o cercam, Lula cobra um "papel de homem" de Aragão. Para os investigadores, há indícios de que o petista esteja se referindo ao então subprocurador-geral da República.
Lula pediu intervenção do Planalto no STF, revela grampo
Um dos grampos da Polícia Federal nos telefones do ex-presidente Lula flagrou uma conversa entre ele, a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. A conversa, datada do dia em que Lula foi conduzido coercitivamente a depor em São Paulo, começa entre o ex-presidente e Dilma. Lula fala sobre Sergio Moro, que teria feito um "espetáculo antes da decisão daquele negócio que tá no Supremo pra decidir".
Delcídio sobre diálogo de Dilma e Lula: ‘Grampos corroboram o que falei’
O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) reagiu à divulgação dos grampos em que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula conversam sobre uma ofensiva para conter a Lava-Jato. “Tudo isso que está acontecendo corrobora o que eu falei. Alguém agora tem alguma dúvida de que o governo estava interferindo na Lava-Jato?”, disse Delcídio ao Radar. O senador foi irônico sobre o fato de Lula e Dilma, assim como ocorrera na véspera com Aloizio Mercadante, terem sido grampeados em conversa tentando obstruir investigações — razão que levou à sua prisão, em novembro: “O veneno do escorpião que me picou vai acabar com o governo”. Delcídio não deixou de comentar o fato de ter sido chamado de “canalha” pelo ex-ministro da Casa Civil e agora ministro do gabinete (sic) de Dilma, Jaques Wagner: “Você viu? Para mim foi um elogio!”. VEJA
Eu não imaginei que era tão canalha, diz Wagner sobre Delcídio
Em conversa com Lula, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner reclama com o ex-presidente sobre a delação de Delcídio Amaral
A gravação interceptada pela Polícia Federal de uma conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma pegou também um diálogo com o ex-ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner. O grampo é do dia 4 de março, data em que Lula foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.
Ministros do STF se dizem perplexos com áudios e evitam exposição
BRASÍLIA - A divulgação de áudio em que a presidente Dilma Rousseff conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e combina de enviar a ele seu termo de posse, antes da nomeação oficial, gerou perplexidade entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os integrantes da Corte foram pegos de surpresa com a notícia ao deixarem a sessão plenária desta quarta-feira, 16. Abordados por jornalistas com a informação, os ministros ouviram o áudio na saída do plenário, se mostraram espantados e preferiram reserva.
Lava Jato pegou conversas de Lula e Dilma no telefone
A operação monitorou conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
A Operação Lava Jato monitorou conversas telefônicas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que sugerem tentativa de influência no Ministério Público e no Judiciário e também conversa desta quinta-feira entre o ex-presidente e a presidente Dilma Rousseff e o ministro. “Trata-se de processo vinculado à assim denominada Operação Lava Jato e no qual, a pedido do Ministério Público Federal, foi autorizada a interceptação telefônica do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de associados”, registra o juiz Sérgio Moro.
Deboche em Congonhas - O ESTADO DE SP
Diante do teor do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal (PF) no dia 4 de março, quando foi levado coercitivamente ao Aeroporto de Congonhas, não seria adequado dizer que o ex-presidente desrespeitou a Justiça. A atitude de Lula é pior. Esbanja indiferença e desprezo, sem receio de mostrar que se considera acima da lei e se acha ultrajado simplesmente por lhe perguntarem sobre os escândalos em que se enredou.
STF nem toma conhecimento de chororô de defesa de Lula no caso tríplex
Os ministros da Segunda Turma do Supremo, que julgam as questões relativas a petrolão, nem tomaram conhecimento da ação da defesa de Lula, que agora quer que o caso saia da 13ª Vara Federal de Curitiba e fique em São Paulo. Os ministros decidiram o óbvio: quando a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da capital paulista, decidiu enviar a investigação do tríplex para a Justiça Federal, não existe mais debate sobre conflito de competência. Se o juiz Sergio Moro recusar, aí, sim, se vai ver o que fazer. Ele pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República. REINALDO AZEVEDO








