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Lula teve prejuízo de R$ 100 mil com desistência no Guarujá

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Após um investimento total de R$ 286 mil em uma unidade do edifício, o casal Lula e Marisa desistiu do negócio e vai receber R$ 188,2 mil de restituição, divididos em 36 parcelas de R$ 5.227,99; em nota, o ex-presidente disse ter desistido de adquirir um imóvel no prédio porque notícias sobre o edifício teriam “rompido a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”; segundo ele, adversários e a imprensa “tentam criar um escândalo a partir de invencionices” BRASIL 247

Lava Jato tem mais de 80 condenados, totalizando quase 800 anos de cadeia

Ao discursar na abertura do ano judiciário de 2016, no plenário do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot prestou contas dos resultados da Lava Jato. Destrinchou dados recolhidos até 18 de dezembro de 2015. Até aquela data, a maior operação anti-corrupção já realizada no país havia produzido 80 condenações judiciais. Juntas, as penas somavam 783 anos e dois meses de cadeia. Nesta segunda-feira, o juiz Sérgio Moro lavrou mais uma sentença. Condenou o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada a 12 anos e 2 meses de cadeia. Adicionando-se a novidade ao levantamento de Janot, sobe para 81 o número de condenações da Lava Jato. E as penas saltam para 795 anos e 4 meses de prisão. Janot desfiou os números sentado ao lado de um dos mais notórios investigados da Lava Jato: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ignorou-o. Negou-lhe a gentileza de um cumprimento. Absteve-se de mencionar-lhe o nome ao cumprimentar as autoridades presentes. Também compunha a mesa o presidente do Senado, Renan Calheiros, outro alvo da operação. A dupla ouviu, impassível, o discurso do chefe do Ministério Público Federal.

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Edifícios de cooperados da Bancoop estão na mira da Operação Lava-Jato

casa verde

SÃO PAULO - Embora altas, as duas torres do Condomínio Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, não conseguem ocultar uma ausência. Onde deveria haver um prédio com cerca de 80 apartamentos, há só o concreto de uma laje. O drama dos cooperados da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) começou há cerca de dez anos, quando parte deles descobriu que não receberia os apartamentos de 64 metros quadrados pelos quais já haviam pagado cerca de R$ 120 mil.

O que se seguiu foram batalhas administrativas e disputas judiciais até que, há três anos, a OAS assumiu as obras prometendo aprontar tudo até o fim do ano passado, em troca de cerca de mais R$ 50 mil de cada cooperado. Três anos depois, não há sinal da nova torre, a OAS entrou em recuperação judicial após seus executivos serem condenados no maior escândalo de corrupção do país e disse aos moradores que não deve mais fazer a obra. Para a surpresa dos proprietários do Condomínio Casa Verde, cujo sonho era ter uma casa própria, o local foi incluído na lista de obras investigadas pela Lava-Jato.

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Lula admite visita a tríplex com Léo Pinheiro; promotor vê incoerência

O Instituto Lula publicou ontem em seu site reproduções de documentos para voltar a negar que o apartamento no condomínio Solaris, no Guarujá, pertença a Luiz Inácio Lula da Silva e sua família. A entidade, presidida por Paulo Okamotto, confirmou que o ex-presidente esteve na unidade 164-A, um tríplex de 215 m2, em uma “única ocasião”, em 2014, acompanhado da mulher, Marisa Letícia, e de José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, sócio da OAS.

Lula e Marisa foram intimados na semana passada a depor no próximo dia 17 como investigados em inquérito do Ministério Público Estadual que apura oito empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) assumidos pela OAS, alvo da Lava Jato por formação de cartel na Petrobrás entre 2004 e 2014. Um desses empreendimentos é o condomínio Solaris – também alvo da Operação Triplo X, 22.ª fase da Lava Jato. 

Ex-presidente Lula comparece ao Sindicato dos Metalúrgicos para receber Prêmio João Ferrador ao lado da esposa Marisa 

Ex-presidente Lula comparece ao Sindicato dos Metalúrgicos para receber Prêmio João Ferrador ao lado da esposa Marisa 

O comunicado divulgado ontem pelo Instituto Lula faz um histórico da negociação envolvendo o empreendimento e acusa a imprensa e “agentes públicos partidarizados” de promover uma “farsa” para incriminar o ex-presidente da República.  No Ministério Público paulista, contudo, a avaliação inicial é de que as informações corroboram os indícios de tentativa de ocultação de patrimônio. O promotor Cássio Conserino afirmou que viu incoerência nas informações apresentadas. 

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José Dirceu diz que ganhou R$ 40 mi em 'consultorias', mas 'tinha muitas despesas'

José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato na sexta-feira (29). Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

José Dirceu chega para seu interrogatório na Lava Jato na sexta-feira (29) em Curitiba. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu disse ao juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, que enfrenta”dificuldades financeiras”. Ele disse na audiência de sexta feira, 29, que ganhou R$ 40 milhões em “consultorias”, mas que tinha “muitas despesas”. Preso desde 3 de agosto de 2015 – alvo da Operação Pixuleco, desdobramento da Lava Jato -, Dirceu é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A força-tarefa do Ministério Público Federal afirma que, por meio de uma empresa de “fachada”, a JD Assessoria e Consultoria, o ex-ministro recebeu propinas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. O relato de Dirceu não convenceu os investigadores da Lava Jato porque, segundo eles, as dificuldades e as despesas não o impediram de gastar R$ 1,5 milhão com a reforma de sua casa.O ESTADO DE SP

Perícia da PF revela que Collor gastou R$ 16,4 mi em quatro anos com despesas de consumo

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) gastou R$ 16,4 milhões entre 2011 a 2014 com despesas de consumo, como pagamento de contas de energia elétrica, água, telefone, TV por assinatura, passagens aéreas, segurança privada, medicamentos, funcionários, tributos, entre outros. As informações constam de laudo da Polícia Federal, finalizado em 14 de janeiro, para a Operação Politeia que investiga suposto envolvimento do senador com esquema de corrupção na BR Distribuidora.

Collor é suspeito de receber propina em troca de contratos com a subsidiária da Petrobrás que era controlada politicamente por ele até o ano passado. Suas empresas seriam usadas para lavar o dinheiro por meio de empréstimos fictícios. Os gastos milionários com consumo são bem inferiores a renda declarada pelo senador em todo o período, de R$ 700 mil.

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Desmorona o castelo de Lula - ISTOÉ

Documentos obtidos por ISTOÉ colocam em xeque versões apresentadas pelo ex-presidente sobre o tríplex no Guarujá, que entrou na mira da Lava Jato por suspeitas de camuflar pagamento de propina

Pedro Marcondes de Moura ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

Na sexta-feira 29, o Ministério Público de São Paulo intimou para prestar depoimento o ex-presidente Lula, sua mulher Marisa Letícia e o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro. Lula será ouvido em 17 de fevereiro como investigado, sob a suspeita de ter praticado crimes de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Frente a frente com os promotores, a família do ex-presidente e o empreiteiro terão de apresentar justificativas mais plausíveis do que aquelas já expostas até agora a respeito do tríplex localizado no condomínio Solaris, no Guarujá, e reformado pela OAS, que na semana passada transformou-se em alvo da mais recente fase da Operação Lava Jato. As suspeitas, segundo os procuradores, recaem sobre o uso dos apartamentos do Solaris, entre eles o de Lula, para “repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras.” Em outras palavras, pagamento de suborno do Petrolão.

abre.jpg NA MIRA O ex-presidente Lula terá de depor ao MP para explicar a relação com imóvel reformado por empreiteira do Petrolão

ISTOÉ teve acesso a três documentos que comprometem as versões exibidas por Lula, desde que o caso veio à tona. No ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias de que a empreiteira OAS, envolvida nas falcatruas da Petrobras, desembolsou mais de R$ 700 mil na reforma do apartamento no litoral paulista, o Instituto Lula se esmera em negar com veemência que o ex-presidente ou a ex-primeira-dama Marisa Letícia sejam donos do imóvel. Eles seriam, segundo insistem em afirmar, apenas cooperados de uma cota da quebrada Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, já comandada por dirigentes petistas, como João Vaccari Neto e Ricardo Berzoini, hoje ministro de Dilma, que deixou mais de três mil famílias sem ver a cor de seus imóveis e do dinheiro aplicado por eles movidos pelo sonho da casa própria. O discurso do principal líder petista persistiu até semana passada, apesar de toda a sorte de depoimentos que confirmaram a presença rotineira de integrantes da família Lula durante as obras responsáveis por mudar (para melhor) a configuração do tríplex. Os documentos que ISTOÉ apresenta agora revelam que Lula jamais abriu mão do imóvel. Há sete anos, a família Lula deveria ter exercido o direito, caso tivesse interesse, de se desfazer da cobertura de frente para a praia e receber a restituição em dinheiro do que havia desembolsado até ali. Mas não o fez. Na época, um acordo foi selado, transferindo o empreendimento atrasado e inacabado da Bancoop para a OAS. 

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Lava-Jato investiga venda de outros imóveis pela Bancoop

Condomínio Altos do Butantã, onde Vagner Freitas tem imóvel - Marcos Alves

SÃO PAULO - Além do condomínio Solaris, no Guarujá, onde o ex-presidente Lula já teve um apartamento, a força-tarefa da Lava-Jato investiga outros empreendimentos que eram da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) e foram assumidos pela OAS. Os investigadores apuram crimes de sonegação e ocultação patrimonial, além de indícios de que parte dos imóveis tenha sido usada para repasse de propina. Um dos apartamentos investigados é o do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, dono de imóvel registrado em nome da empreiteira OAS em bloco do Residencial Altos do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.

O apartamento tem área total de 100,6 metros quadrados e está situado no segundo andar do bloco B do residencial, no bairro Butantã. Por meio de sua assessoria, Freitas negou qualquer crime e disse ter comprovantes de quitação do imóvel. Ele disse que, apesar de ter pagado pelo apartamento "há três ou quatro anos", ainda não tomou providências para alterar o registro em cartório. Diante da divulgação do caso, disse que pretende fazer a transferência de registro nesta segunda-feira.

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Silvinho Pereira ganhava ‘cala boca’ de R$ 50 mil mensais de empreiteiros, diz delator

Fernando Moura, réu na mesma ação em que é acusado ex-ministro José Dirceu, afirmou a procuradores que os pagamentos começaram quando petista cumpria pena alternativa imposta no mensalão

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Foto: Jamil Bittar/Reuters

O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Foto: Jamil Bittar/Reuters

O empresário ligado ao PT Fernando de Moura, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou aos procuradores da força-tarefa, na quinta-feira, 28, que Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, recebia “um cala boca” de dois empreiteiros denunciados no esquema de corrupção na Petrobrás. “Teve o processo todo do mensalão, quando ele cumpriu pena de serviço comunitário. Me parece que o Silvio recebia da OAS e da Ultratec, que (hoje) é a UTC”, afirmou Moura, interrogado pelo Ministério Público Federal em um procedimento para apurar quebra do acordo de delação premiada. Ele diz ter ouvido que os pagamentos ocorreram quando Silvio Pereira, conhecido no PT como Silvinho, cumpria pena alternativa. Os pagamentos teriam durado até recentemente. “Parece que o Silvio estava recebendo, que era o Leo (Pinheiro, da OAS) e o Ricardo (Pessoa, da UTC).

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Em carta, lobista preso cita ‘ligação’ com Lula como facilitadora de negócio

Uma carta apreendida pela Polícia Federal na Operação Zelotes indica que o lobista Mauro Marcondes Machado, preso em Brasília, usava de sua suposta proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vender seus serviços a potenciais clientes. 

Em texto enviado ao ex-presidente da Scania para a América Latina Sven Harald Antonsson, Marcondes se colocou à disposição da companhia para ajudá-la em função de sua “ligação com o presidente da República, vários ministros de Estado e instituições ligadas à indústria”. A mensagem não é datada, mas, segundo a investigação, coincide com a vinda do executivo ao Brasil, o que ocorreu em 2008, no segundo mandato de Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Marcondes está preso desde outubro do ano passado e responde a ação penal por participação em esquema de lobby e corrupção para viabilizar a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de medidas provisórias de interesse do setor automotivo. Ele atuava como lobista de montadoras em diversas frentes, fazendo chegar pedidos a Lula e ministérios. 

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