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STF recebe novo pedido de inquérito sobre Renan

renan

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu do Ministério Público Federalum novo pedido de inquérito envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com 1.922 páginas, distribuídas em 9 volumes. O caso, que tramita em segredo de Justiça, chegou à Corte na última sexta (19) e apura suposta prática de lavagem de dinheiro e peculato (desvio de recursos públicos). O documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator de outro caso envolvendo o senador em que é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Caberá também a ele autorizar a nova investigação. No outro inquérito, a Procuradoria Geral da República diz que Renan apresentou notas fiscais falsas ao Conselho de Ética do Senado em 2007, quando se defendia de um processo de cassação.

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Patrimônio de preso na Lava Jato cresceu 35 vezes em 10 anos

 

BARCO DA ACARAJE

O patrimônio do engenheiro Zwi Skornicki, preso preventivamente nesta segunda-feira (22), no Rio de Janeiro, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, aumentou 35 vezes em 10 anos. Segundo informações obtidas pelo Jornal Nacional, seu patrimônio declarado passou de R$ 1,8 milhão para R$ 63 milhões. Na primeira vez em que a operação levou a Polícia Federal à casa de Zwi Skornicki, em 5 de fevereiro de 2015, os agentes recolheram na garagem subterrânea cinco carros importados e valiosos. Nesta segunda, em outros endereços do suspeito de ser operador de propinas da Petrobras, foram apreendidos pelo menos mais dez. Modelos antigos, de colecionador, estavam na mansão da Região Serrana do Rio de Janeiro. A PF não divulgou o número exato.

A residência fixa de Zwi é em uma casa dentro de um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, com subsolo e mais dois pavimentos.

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Carta da mulher de Santana motivou 23ª fase da Lava Jato

23ª fase da Lava Lato, deflagrada nesta segunda-feira (22), surgiu a partir de documentos apreendidos na 9ª etapa da operação. Entre eles, estava uma carta de Monica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, endereçada ao engenheiro Zwi Skornicki, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras. Na carta, havia um contrato entre a offshore (empresa no exterior) Shellbill Finance S.A., que aPolícia Federal acredita ser dos publicitários, e uma offshore ligada à Odebrecht, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato. O texto diz que não há cópias eletrônicas do contrato (veja abaixo). Investigadores suspeitam que João Santana, que atuou em campanhas eleitorais do PT, foi pago com propina de contratos da Petrobras. Ele teria recebido US$ 7,5 milhões entre 2012 e 2014, por meio de uma conta secreta na Suíça.

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JOAO SANTANA

Depois de o Partido dos Trabalhadores ter tentado emplacar a tese - fracassada - de que os pagamentos do escândalo do mensalão se resumiram a caixa dois de campanha, procuradores da força tarefa da Operação Lava Jato tomaram a frente para minar, desde esta segunda-feira, a possibilidade de recursos recebidos pelo marqueteiro João Santana no exterior serem meros recursos não contabilizados à Justiça Eleitoral. Para o procurador Carlos Fernando Lima, o caso de Santana, que recebeu pelo menos 7,5 milhões de dólares em contas secretas, "não é caixa dois". "É corrupção", resumiu ele. Ao comentar a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, Lima ainda negou que haja uma espécie de disputa direta contra o Grupo Odebrecht, já investigado no petrolão, e alvo de novas medidas de investigação na nova etapa dos trabalhos de apuração. O MP chegou a pedir nova prisão do herdeiro e ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht, mas o juiz Sergio Moro negou o pedido.

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PSDB pede envio de documentos da Acarajé ao TSE

AECIO

O PSDB vai representar nesta terça-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) solicitando que todos os documentos da Acarajé, a 23ª fase da Lava-Jato, sejam juntados ao processo de cassação de mandato eletivo contra Dilma Rousseff e Michel Temer. Na petição, o PSDB também solicita que Zwi Skornicki, operador da Petrobras, seja ouvido na ação para explicar o contrato com a empresa do marqueteiro João Santana e as transferências de recursos para ele no exterior. Os tucanos devem apostar daqui para a frente na “saída TSE”. Caso o tribunal aprove a cassação da chapa, haveria nova eleição. VEJA

Repasses a marqueteiro no exterior ocorreram no período de reeleição de Dilma

O marqueteiro João Santana e Dilma Rousseff durante a campanha de 2014: fazendo o diabo
O marqueteiro João Santana e a presidente Dilma Rousseff durante a campanha das eleições de 2014(Ivan Pacheco/VEJA.com)

Diante das disputas políticas e jurídicas sobre o andamento do processo de impeachment e do pedido de cassação da presidente Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um novo ingrediente pode dar ainda mais força ao pedido de cassação da petista do mandato no Executivo. É que investigadores da Operação Lava Jato detectaram que dos cerca de 7,5 milhões de dólares repassados ao marqueteiro João Santana no exterior, os pagamentos mais recentes ocorreram no final do ano de 2014, ou seja, na época em que o publicitário atuava ativamente na campanha à reeleição de Dilma.

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Vídeo: a lancha, carros e 'acarajés' apreendidos pela PF

DINHEIRO LAVA 23

A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira mais de 300.000 reais em moeda nacional e estrangeira na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada Acarajé. O dinheiro foi levado pelos agentes durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo, que incluíram a sede da Odebrecht e o apartamento do marqueteiro João Santana, recolhido pela Justiça. No vídeo a seguir, a PF mostra os agentes contanto o montante apreendido. Também foram recolhidos uma lancha e carros antigos de colecionador do operador Zwi Skornicki, no Rio de Janeiro. Confira. VEJA

PRESO NO RIO O EMPRESÁRIO ZWI SKORNICKI

ZWI SKORNICKI

O empresário Zwi Skornicki foi preso hoje (22) na 23ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Acarajé. Ele é representante oficial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, de Cingapura, e é acusado de pagamento de propinas em negócios com a Petrobras. Skornicki foi preso em casa em um condomínio da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e foi levado para a superintendência da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá, na região portuária da cidade.

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PF: offshores da Odebrecht pagaram US$ 3 mi a Santana

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De acordo com os investigadores da força-tarefa da Lava Jato, o marqueteiro recebeu US$ 4,5 milhões não declarados no exterior, mas ainda está sendo investigado para quem foram repassadas outras somas de dinheiro; o juiz Sérgio Moro determinou o sequestro de um apartamento do publicitário em São Paulo, no valor de US$ 3 milhões, que segundo informou a PF em coletiva de imprensa, seria um "ato de lavagem"; de acordo com os procuradores, João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, tinham conhecimento da origem do dinheiro; "É bom deixar claro que esses recursos têm como origem o esquema de corrupção da Petrobras, não de simples caixa 2", afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos; o MP voltou a pedir a prisão de Marcelo Odebrecht, desta vez indeferida por Moro. BRASIL 24-7

Campanha de Dilma vai à cadeia com Santana - JOSIAS DE SOUZA

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A ordem de prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro contra o marqueteiro João Santana faz cintilar nos autos da Lava Jato uma pérola encontrada pelos investigadores no celular de Marcelo Odebrecht, preso em junho de 2015. Em mensagem endereçada a um executivo de sua empreiteira, Odebrecht anotou: “Dizer do risco cta [conta] suíça chegar na campanha dela.'' O “risco” insinuado no texto de Odebrecht é óbvio: parte dos serviços de marketing prestados à campanha de Dilma Rousseff pode ter sido liquidada com dinheiro roubado da Petrobras. Mais: os recursos de origem espúria foram enviados ilegalmente para o estrangeiro. Essa combinação de fatores como que arrasta para o centro do palco a Justiça Eleitoral.

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