Bolsonaro condecora pela segunda vez em menos de um mês os filhos Eduardo e Flávio
RIO — Em menos de um mês, o presidente Jair Bolsonaro condecorou os filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), com mais uma condecoração do governo. Nesta terça-feira, Eduardo, Flávio e 15 ministros de seu governo — entre eles dez que também já haviam sido homeageados com a Ordem de Rio Branco — foram agraciados com a Ordem do Mérito Naval . A homenagem é entregue a personalidades civis e militares que tenham prestado serviços relevantes à Marinha .
A Ordem também foi concedida a sete governadores, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores e ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.
Bolsonaro chama manifestantes pela educação de ‘pessoalzinho’

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar os manifestantes que foram às ruas de mais de 200 cidades do país na última quarta-feira contra os cortesque seu governo está fazendo no orçamento para a educação. Falando enquanto cumprimentava um grupo de estudantes na porta do Palácio da Alvorada na noite deste sábado, ele atribuiu os protestoscom a participação de centenas de milhares de pessoas a um “movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba”, “uma minoria que manda na escola” e que “nem sabe o que vai fazer na rua”.
O presidente também voltou a chamar os manifestantes de “idiotas úteis”, dizendo que o “pessoal” dele esteve na rua e constatou que “a molecada” nem sabia o que estava fazendo em meios aos protestos. — É massa de manobra dos espertalhões de sempre, do pessoal que quer voltar ao poder — afirmou. Os reitores de universidades públicas também entraram na mira de Bolsonaro, que repetiu uma crítica reiterada nos últimos dias pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que autonomia universitária não se confunde com “soberania”.
— Hoje em dia, parece que eles (reitores) têm, na verdade, autonomia total, soberania. Têm que prestar as contas do que está acontecendo — disse.
A ameaça de Bolsonaro - o estado de sp
18 de maio de 2019 | 05h00
O presidente Jair Bolsonaro considera impossível governar o Brasil respeitando as instituições democráticas, especialmente o Congresso. Em sua visão, essas instituições estão tomadas por corporações – que ele não tem brio para nomear – que inviabilizam a administração pública, situação que abre caminho para uma “ruptura institucional irreversível” – conforme afirma em texto que fez circular por WhatsApp ontem, corroborando-o integralmente, como se ele próprio o tivesse escrito.
Ao compartilhar o texto, qualificando-o de “leitura obrigatória” para “quem se preocupa em se antecipar aos fatos”, Bolsonaro expressou de maneira clara que, sendo incapaz de garantir a governabilidade pela via democrática – por meio de articulação política com o Congresso legitimamente eleito –, considera natural e até inevitável a ocorrência de uma “ruptura”.
Bolsonaro volta atrás e nega ‘acordo’ com Moro por vaga no STF
16 de maio de 2019 | 23h32
DALLAS - O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás e negou que tenha feito um acordo prévio com Sérgio Moro para que o então juiz da Lava Jato aceitasse integrar o governo com a perspectiva de uma cadeira como ministro do Supremo Tribunal Federal no futuro. “Não teve nenhum acordo, nada. Nunca ninguém me viu com Moro. (…) Só vim conversar com Sérgio Moro depois de eleito presidente da República”, disse Bolsonaro, em Dallas, durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
No domingo, ele afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes, que esperava cumprir seu “compromisso” de indicar o ex-juiz da Lava Jato para uma vaga no STF. No dia seguinte, Moro afirmou que não impôs “nenhuma condição” quando aceitou convite de Jair Bolsonaro para fazer parte do governo.
Hoje, Bolsonaro minimizou a história e afirmou que “sempre falava” que o País precisa de “alguém com perfil de Sérgio Moro” no STF. “E mais: mais um momento eu tenho, e todo mundo tem, com toda a certeza, para elogiar Sergio Moro. Ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Tinha tranquilo lá, mais poucos anos ele se aposentava pelo teto e ia cuidar da vida dele. Podia advogar, ministrar palestras, cuidar da vida dele. Ele preferiu abrir mão de 22 anos de magistratura”, afirmou.
Acossado, Bolsonaro cutuca multidão com o pé.
Dizer que o governo é incompetente não traduz adequadamente o que se passa no setor da Educação. Nessa área, o refinamento e o cuidado com que os erros são cometidos faz com que a incompetência seja exercida com máxima competência. Assim, quando Jair Bolsonaro chama de "idiotas úteis" os brasileiros que foram às ruas para protestar, fica evidente que a diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade, quando se revela inútil, não tem limites. Bolsonaro classificou os manifestantes de "militantes". Tachou-os de "massa de manobra". Seu governo mal começou e já teve dois ministros da Educação. Ambos revelaram-se militantes do diretório da Virgínia, nos Estados Unidos.
Submetido ao desastre Vélez Rodrigues o capitão trocou-o por Abraham Weintraub, um fiasco sem sotaque espanhol. A substituição do erro pelo equívoco fez de Bolsonaro um presidente de manobra. Quem puxa as cordinhas é Olavo de Carvalho.
Bolsonaro atribuiu o contingenciamento das verbas da educação (pode me chamar de corte) ao fato de ter herdado um "Brasil destruído economicamente, com baixa arrecadação." O capitão ainda não percebeu. Mas os 57 milhões de brasileiros que votaram nele fizeram isso para que ele resolva o problema, não para que passe quatro anos falando mal dos antecessores. Foi graças à ruína petista que o asfalto roncou pelo impeachment de Dilma Rousseff, abrindo espaço para a eleição do capitão.
Depois de acordar as ruas, Bolsonaro, inteligente a mais não poder, avaliou que seria uma boa ideia cutucar a multidão com o pé para ver se ela morde. Dilma fez a mesma coisa. E descobriu, da pior maneira possível, que a "idiotice útil", quando atiçada, não se limita a morder. Ela costuma engolir a genialidade inútil. Difícil aturar a incompetência. Quando ela vem acompanhada da arrogância aí mesmo é que se torna intolerável. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.. JOSIAS DE SOUZA
Governo pretende rever deduções no IR com saúde e educação
14 de maio de 2019 | 21h05
BRASÍLIA - O governo pretende rever as deduções permitidas na tabela do Imposto de Renda nos gastos com saúde e educação. Os benefícios tributários nessas duas áreas custaram cerca de R$ 20 bilhões em 2018, enquanto os gastos com o Sistema Único de Saúde (SUS), que atende aos mais pobres, somaram R$ 108 bilhões. Essa revisão, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, será avaliada no futuro, após a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso.
“Os mais favorecidos se tratam no (hospital Albert) Einstein, que é isento. A classe média frequenta escolas que são isentas, enquanto a filha da doméstica estuda em escola privada que paga imposto”, reconheceu o ministro, em resposta a uma pergunta da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), em audiência na Comissão Mista do Orçamento (CMO).
Reforma da Previdencia acaba com abono salarial em cinco estados
A reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro (PSL) acaba com o pagamento do abono salarial em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse benefício é destinado a trabalhadores de baixa renda e funciona como um 14º salário, pago pelo governo. Hoje, quem tem carteira assinada e recebe até dois salários mínimos (R$ 1,9 mil) por mês tem direito ao abono, cujo valor é de um salário mínimo (R$ 998).
Segundo o Ministério da Economia, a reforma da Previdência prevê que o parâmetro para ter direito ao abono é o piso nacional (R$ 998).
A regra atual —renda mensal de até dois salários mínimos— garante que trabalhadores desses cinco estados tenham acesso ao benefício. Com a mudança de critério defendida pelo governo, o abono salarial seria cortado nos cinco estados.
'Talvez tenha um tsunami na semana que vem, mas a gente vence', diz Bolsonaro
10 de maio de 2019 | 11h24
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que seu governo enfrenta alguns problemas devido à forma como ele escolheu governar, sem permitir que sejam feitas indicações políticas para a composição da estrutura de seu governo. Ele disse, ainda, que poderá enfrentar "um tsunami na semana que vem", mas não explicou o que poderia ser.
O presidente participou do evento "Nação Caixa" nesta manhã e falou brevemente a gestores da Caixa Econômica Federal. "A imagem distorcida da Caixa era em função disso. Cada partido tinha uma presidência, uma vice-presidência. Não tinha como dar certo. Escolhi nossos ministros por critério técnico, todos têm liberdade para decidir", afirmou.
Bolsonaro extingue Conselhão, criado durante gestão de Lula
No decreto publicado nesta quarta-feira, o presidente extinguiu 55 conselhos (Nelson Almeida/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro revogou 55 colegiados da administração pública federal, incluindo o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), conhecido como Conselhão. O decreto com o fim do colegiado foi publicado na edição desta quarta-feira, 8, no Diário Oficial da União.
Composto por mais de 90 representantes da sociedade civil, com grande número de empresários, o Conselhão foi criado em 2003, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia era que houvesse um contato direto entre os integrantes com o presidente da República, para recomendações de criação ou aperfeiçoamento de políticas públicas em diversas áreas. VEJA



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