Busque abaixo o que você precisa!

Elmano promete novas Casas da Mulher Cearense e aumento das Patrulhas Maria da Penha

Escrito porAlexia Vieira e Luana Barros / DIARIONORDESTE

 

O governador Elmano de Freitas (PT), candidato a reeleição, falou sobre quais devem ser as medidas para proteção das mulheres caso seja eleito para um novo mandato. Entre as prioridades, está a construção de novas Casas da Mulher Cearense e a ampliação das Patrulhas Maria da Penha. 

 

Ele participou de caminhada no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, na manhã deste domingo (23). Ao lado dele, estava a candidata a vice-governador, Gabriella Aguar (PSD), além do senador Camilo Santana (PT), do prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) e de candidatos a deputado federal e estadual da coligação. 

 

Ao ser indagado sobre as políticas para proteção às mulheres, Elmano reforçou que hoje, existem "mais de 102 equipamentos da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres". A meta, segundo ele, é construir mais três Casas da Mulher Cearense. 

 

Patrulha Maria da Penha e autonomia financeira

O candidato também disse que quer aumentar as Patrulhas Maria da Penha, responsáveis pela proteção, prevenção e monitoramento de mulheres que tenham denunciado casos de violência. Segundo ele, a implementação da medida diminui a reincidência dos casos de agressão. 

"Para que aquela mulher que faz a denúncia, que está sendo ameaçada, já na delegacia, possa ter já a ação da Polícia Militar para fazer a sua proteção e acompanhamento do agressor para evitar que ele possa fazer qualquer ação contra essa mulher", detalhou.  

 

Elmano reforçou ainda que deve continuar no trabalho para "autonomia econômica" das mulheres. Hoje, por exemplo 70% das beneficiárias do pequeno crédito no Ceará são mulheres, explica o candidato.

 

"Nós vamos continuar aumentando o recurso para garantir a essa mulher a autonomia econômica e oportunidade de emprego", garantiu. 

 

Crédito para empreendedores

Elmano falou ainda sobre a proposta de criação de agência de fomento no Ceará especializada em microcrédito. Segundo ele, essa medida seria feita em parceria com o Banco do Nordeste. 

 

A meta, segundo ele, é ampliar o Ceará Cred. "O Ceará Cred já emprestou mais de R$ 500 milhões a 150 microprodutores e empreendedores", disse.

 

A ampliação ocorrerá por meio da agência de fomento. "E vamos espalhar isso no Ceará inteiro, na capital, nas grandes cidades, mas também nas pequenas cidades", prometeu. 

 

capa da noticia

Legenda: Elmano de Freitas falou sobre ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

O desafio de Caiado, Renan Santos e Augusto Cury no debate era se destacar, mas todos falharam miseravelmente

Vera Magalhães/ O GLOBO

 

Lula e Flávio Bolsonaro devem ter respirado aliviados ao fim do debate da Band, realizado em pool com outros veículos. O nível da discussão foi tão pobre que o eleitor de ambos teve razões de sobra para trocar uma decepção com a ausência dos favoritos por uma solidariedade com sua decisão.

 

O desafio de Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury era se tornarem conhecidos para, no decorrer da campanha, quem sabe, despontarem como uma terceira via possível diante da polarização bastante consolidada. Nesse sentido, falharam miseravelmente.

 

O show de Renan para a machosfera, as pílulas de autoajuda lançadas por Cury e uma mal ajambrada coletânea de realizações de seu governo em Goiás produzida por Caiado não chegaram, em nenhum momento, a configurar um debate de fato, em que os candidatos —a presidente da República! — formulassem propostas viáveis para problemas concretos do país e dos eleitores.

 

As medidas extremas metralhadas por Renan entre uma ofensa de boteco e outra a Lula, Flávio e, de forma bastante gratuita, à primeira-dama Janja da Silva são todas inviáveis à luz da Constituição, e ele não falou em nenhum momento como pretende lidar com o Congresso para aprová-las.

 

Caiado não conseguiu se distinguir de dois oponentes alheios à política e fazer da experiência que tem um trunfo capaz de conquistar os eleitores independentes, que oscilam entre os favoritos ausentes, ou os indecisos.

 

É lamentável que os favoritos fujam do confronto de ideias faltando menos de dois meses da eleição. Ainda mais diante de uma lista importante de esqueletos nos armários de ambos, como o escândalo Dark Horse do filho de Bolsonaro e as traficâncias de Lulinha, filho do presidente.

Vai ficar para em cima da hora do voto, no debate da Globo, o único momento de tête-à-tête entre Lula e Flávio, o que é um desserviço para o eleitor.

 

Dito isso, há que se alterar as regras dos debates de forma que candidatos a lacradores não capturem a discussão, como aconteceu com Pablo Marçal em 2024 e de novo ontem.

 

Esse tipo de comportamento de circo acaba por dar aos fujões uma justificativa com a qual o eleitor comum, que não está interessado em espetáculo, é capaz de se identificar.

 

Diante do que se viu — dois favoritos que não se dignam a debater, e um outro conjunto de candidatos fracos e sem propostas consistentes—, não admira que a disputa de 2026 esteja baseada, mais do que nunca, numa batalha de rejeições.

 

São Paulo (SP), Canditados durante o 1° Debate entre candidatos a Presidência da República as dependências da TV BAND. Foto: Maria Isabel PimentaSão Paulo (SP), Canditados durante o 1° Debate entre candidatos a Presidência da República as dependências da TV BAND. Foto: Maria Isabel Pimenta — Foto: Maria Isabel Oliveira

 

 

Elmano começa campanha no Pirambu, em primeiro ato com Cid e Luizianne, e ressalta gestão da saúde

Escrito por Letícia do ValeeMarcos Moreira / DIARIONORDESTE

 

Candidato à reeleição pelo PT, o governador Elmano de Freitas estreou a campanha eleitoral na manhã deste domingo (16), durante caminhada no bairro Pirambu, em Fortaleza. Na agenda, o político ressaltou o trabalho à frente do Executivo estadual e endereçou críticas ao grupo de oposição. 

Ao lado da candidata à vice-governadora, Gabriella Aguiar (PSD), o governador realizou o primeiro ato público com os postulantes ao Senado da sua chapa: o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede), que foi confirmada na composição no dia 5 de agosto. 

 

Elmano foi acompanhado por apoiadores e candidatos durante a caminhada no Pirambu. Em entrevista coletiva, o governador defendeu os avanços no Ceará durante o mandato, como a geração de emprego e a interiorização da saúde.

 

Campanha nas ruas

Em seguida, os candidatos discursaram em cima de um carro de som em via pública no Pirambu. Nesse momento, Elmano de Freitas falou sobre o acirramento da disputa contra o grupo liderado por Ciro Gomes (PSDB), candidato ao Governo pela oposição. 

“Se eles achavam que a eleição se resolve de prévia, não é assim não, eleição se resolve na rua e na urna, é lá que nós vamos ver. Não tenho nenhuma dúvida, hoje é só o começo”, salientou Elmano. 

 

Disputa pelo Senado

Durante discurso na caminhada, o senador Cid Gomes também enfatizou a importância do início da campanha eleitoral. “Vamos separar os meninos dos adultos, agora o time está entrando em campo, é um time para ganhar, é um time para fazer bem ao Brasil e ao Ceará”.

Por sua vez, Luizianne Lins ressaltou a aposta no eleitorado feminino para dar continuidade ao projeto liderado por Elmano de Freitas.

 

“Quero convocar e conclamar todas as mulheres, a gente que gera todo dia dentro da gente o futuro, para que a gente não deixe esse projeto ser interrompido, nem que a maldade e o bolsonarismo voltem para nossas casas e para a sociedade brasileira”, defendeu a candidata da federação Psol/Rede Sustentabilidade. 

Primeiro dia de campanha de Elmano

Após a caminhada no Pirambu, Elmano seguiu para a Basílica Santuário de São Francisco das Chagas, em Canindé. O governador também fará visitas no Cariri: Horto do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte (14h); estátua de Santo Antônio, em Barbalha (15h); e estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato (16h).

 

A agenda da noite prevê a gravação de um programa eleitoral em Sobral, mas sem horário informado. Às 19h, a previsão é de um evento na Praça Pedra Cheirosa, em Itarema.

Ciro diz que disputou com Bolsonaro e Lula: 'Querem distrair a população' no Ceará

Escrito por Redação / DIARIONORDESTE

 

O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou que já disputou eleições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) e acusou adversários de tentarem associá-lo ao bolsonarismo para desviar o debate eleitoral no Estado. A declaração foi dada pelo tucano na noite desta terça-feira (18) durante a inauguração do comitê do deputado federal Danilo Forte (PP).

"A mentira tem perna curta e eles viraram tão poderosos e tão ladravazes que eles esquecem que o povo inteiro do Brasil, não foi só do Ceará, assistiu eu ser candidato a presidente da República numa eleição que foi disputada com o Bolsonaro e com o Lula. E não foi só uma vez, não. Foram duas vezes”, disse.

Ciro disputou as eleições presidenciais de 2018 e 2022, quando Lula e Bolsonaro estiveram entre seus adversários. Em 2018, o petista foi impedido de concorrer e acabou substituído por Fernando Haddad (PT).

 

Críticas ao grupo petista

O tucano defendeu a necessidade de uma mudança de “rumo” no Estado, especialmente nas áreas de segurança pública, saúde e economia. O candidato voltou a citar a atuação de facções criminosas e afirmou que o Ceará vive um cenário de "perseguição".

 

"Essa candidatura nasceu com eu e ele (o ex-senador Tasso Jereissati) resmungando, nós dois. Os dois velhinhos lá meio zangados com as coisas e tal, e acabamos tomando uma decisão: vamos juntar a turma nova", afirmou.

 

Ciro citou, entre os nomes envolvidos nessa aproximação, o ex-prefeito Roberto Cláudio (União) e os deputados federais Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL), que estiveram em campos distintos em eleições anteriores.

"É possível a gente deixar as diferenças de lado na questão da política nacional e fazer um grande e generoso movimento de unir o Ceará para mudar. E conseguimos", concluiu.

O limite desigual das doações eleitorais

Lara Mesquita

Professora na Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP) e pesquisadora do Cepesp. Doutora em ciência política pelo IESP-UERJ

FOLHA DE SP

 

Passadas as convenções e definidas as candidaturas, as atenções se voltam para o financiamento das campanhas eleitorais. Os fundos públicos respondem hoje pela maior parte do financiamento eleitoral —67,7% dos recursos em 2018 e 81,4% em 2022—, mas ainda há espaço para doações privadas.

Rodrigo Tamussino Roll defendeu recentemente dissertação de mestrado dedicada à análise das estratégias dos doadores de campanhas eleitorais no Brasil, no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ.

A pesquisa identifica quatro tipologias de doadores, a partir da dispersão das doações entre cargos e estados e entre campos ideológicos. Nos extremos estão os pragmático-dispersos, que financiam candidaturas de diferentes ideologias, cargos e estados, e os ideológico-concentrados, que restringem as contribuições a um mesmo campo ideológico e a poucos alvos eleitorais.

Até a proibição das doações empresariais, em 2015, as empresas respondiam por quase 91% dos recursos do grupo pragmático-disperso. Já os ideológico-concentrados são majoritariamente pessoas físicas.

Os dois perfis são muito diferentes também financeiramente. Embora os pragmáticos representem cerca de 1% dos doadores, respondem por aproximadamente 34% do valor privado doado.

O grupo ideológico, por sua vez, representa cerca de 96% dos doadores e suas doações concentram-se em valores baixos. Esses doadores têm maior preferência por candidaturas de direita e a cargos do Legislativo. Dados do TSE consultados mostram que a doação mediana desse grupo foi de R$ 1.394 em 2018 e caiu para praticamente R$ 2,21 em 2022. Mas essa é apenas uma face da moeda.

Entre as pessoas físicas, porém, há superdoadores capazes de movimentar milhões de reais e distribuir recursos entre diferentes candidaturas ao Executivo e ao Legislativo.

Por exemplo, Rubens Ometto (Cosan) doou R$ 8 milhões em 2018; os irmãos Pedro e Alexandre Grendene destinaram, juntos, mais de R$ 11,5 milhões a candidatos em 2022; Salim Mattar (Localiza) doou R$ 4,1 milhões em 2018. São exemplos da escala que doações individuais podem alcançar.

Há um abismo entre as doações dos "cidadãos-comuns" e dos "superdoadores". Enquanto os primeiros contribuem majoritariamente com valores simbólicos, a elite usa a doação pessoal como ferramenta de acesso e influência, ocupando o papel que as empresas exerciam até serem proibidas de doar em 2015.

A proibição das doações empresariais, em 2015, retirou as empresas da disputa, mas não eliminou a possibilidade de grandes concentrações privadas. Pessoas físicas continuam podendo doar até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição.

Na prática, esse limite autoriza tetos muito diferentes. Para quem recebeu R$ 100 mil em 2025, o máximo é R$ 10 mil; para quem recebeu R$ 100 milhões, são R$ 10 milhões. Na prática, esse teto apenas acentua as desigualdades de uma sociedade tão desigual quanto a brasileira.

Apenas um teto nominal, fixo e igual para todos, preservaria a doação cidadã e reduziria a capacidade de uma pequena elite de exercer influência financeira desproporcional sobre as campanhas. Essa mudança poderia até reabrir a discussão sobre doações de empresas, mas esse já é assunto para outra coluna.

Compartilhar Conteúdo

444