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Elo de Gilmar Mendes com a 'política do Ceará' gera suspeição sobre caso Júnior Mano, diz Cid Gomes

 
 
 
 
 

Em defesa do deputado federal Júnior Mano (PSB), aposta para o Senado em 2026, o senador Cid Gomes (PSB) alfinetou outros pretensos candidatos, questionou a validade do inquérito policial sobre desvio de emendas e levantou suspeitas sobre o ministro Gilmar Mendes. O magistrado é relator do caso que liga Mano ao esquema de desvio de recursos públicos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cid concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (16) sobre o assunto, ocasião em que declarou não ver conexão direta entre o deputado e os crimes investigados e sugeriu o afastamento de Mendes do processo. 

O ministro Gilmar, eu não sei, eu acho que ele tem sido é pressionado para ter alguma coisa. E acho até que em função de algumas ilações que são feitas, ele, a meu juízo, devia entregar o caso para outra pessoa.
Cid Gomes (PSB)
Senador da República

Ele ainda afirmou que todos identificam “uma ligação do ministro Gilmar Mendes com a política do Ceará” e lembrou que o magistrado é casado com uma cearense, a advogada Guiomar Mendes. Ela é irmã de Chiquinha Feitosa, empresário e presidente estadual do Republicanos.

Ex-suplente de senador – ele assumiu cadeira na Casa Alta com uma licença de quatro meses de Tasso Jereissati (PSDB) –, Chiquinho também está de olho no Senado. O dirigente é primo de Rozário Ximenes (Republicanos), ex-prefeita de Canindé e autora da denúncia que ligou Mano ao esquema de emendas, em 2024. 

“Dizem assim, (como) se familiares não tivessem relação política, mas têm. Não é razoável”, opinou Cid, mencionando “falibilidade” do aparato policial e conflito de interesses.

“Como tem em todo lugar – na igreja, no futebol, em qualquer lugar –, gente séria, gente direita, também tem gente desonesta. No judiciário também tem. Portanto, a gente não pode ir na polícia encarar isso como verdade absoluta”, completou.

PontoPoder buscou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pronunciamentos sobre as declarações de Cid Gomes relacionadas ao ministro Gilmar Mendes. Quando houver resposta, a matéria será atualizada.

Vaga do Senado em disputa

Para Cid, um fator que pesa nos supostos ataques políticos que Júnior Mano vem sofrendo é a sua influência nos municípios cearenses, visando as eleições de 2026. O deputado tem relação direta com 29 prefeitos, diz o aliado.

O senador reiterou diversas vezes, inclusive nesta quarta-feira, que o deputado é a sua aposta para a Casa Alta. “Pura leviandade”, define. 

"Sabem quantos pretendem a vaga de senador no Ceará? Tem um que não – eu. Quantos outros pretendem? Será que enxergam no Júnior Mano um amigo, um aliado? Certamente não, enxergam nele um oponente, e tudo que puderem fazer, como insinuar e mentir, vão fazer", complementa. 

Eu não quero aqui precipitar a discussão eleitoral. De maneira nenhuma, nunca fiz isso. Eu apenas tornei público porque me senti na obrigação de um compromisso meu com ele, e isso é simples. Se o PSB tiver um lugar, eu defenderei que seja ele na chapa majoritária. Simples assim, objetivo assim.
Cid Gomes (PSB)
Senador da República

Júnior Mano agradece

Na noite desta quarta-feira, o deputado Júnior Mano usou as redes sociais para agradecer as declarações de Cid Gomes. "Um gesto que muito me honra, vindo de quem tem uma história de dedicação ao nosso estado. Tenho recebido também inúmeras mensagens de carinho que só reforçam minha determinação de trabalhar ainda mais pelo Ceará. Vou continuar de cabeça erguida, fazendo política com responsabilidade, seriedade e compromisso com quem mais precisa", disse.GILMAR MENDES JUNIOR MANO CID

 

Proposta de novo Código Eleitoral traz risco de retrocessos

EDITORIAL DA FOLHA DE SP

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação do novo Código Eleitoral, texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 2021 e que estava parado desde então. Talvez tenha sido melhor assim. Embora seja possível enxergar algum mérito na intenção de unificar todas as legislações eleitorais do país, a proposta padece de tantos males que seu saldo, inevitavelmente, seria negativo.

Há, de saída, um problema conceitual grave. Os congressistas não pretenderam, em nenhum momento, limitar-se a compilar as regras hoje existentes, eliminando possíveis contradições e incorporando teses pacificadas na doutrina e na jurisprudência. Não se trata, portanto, de simples unificação, como às vezes pode parecer. Parlamentares aproveitaram o ensejo para instituir normas novas, modificando, sem justificativa plausível, diversos aspectos do sistema eleitoral. Basta notar que o código em tramitação soma quase 900 artigos.

A princípio, nada há de errado em tentar sanar falhas e distorções pontuais. Mudanças no atacado, contudo, deveriam ser reservadas, quando muito, a instituições disfuncionais; não sendo esse o caso das leis que regulam a disputa política no Brasil, faria melhor o Congresso Nacional se buscasse avanços incrementais. Uma medida bem-vinda, por exemplo, seria a criação de uma quarentena para certos servidores públicos, como magistrados, membros dos Ministérios Públicos e agentes das forças de segurança. Em 2021, circulou uma proposta que visava impedi-los de disputar cargos eletivos antes de cinco anos de afastamento.

Nos debates parlamentares, entretanto, o período foi reduzido para dois anos e, agora, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) opõem-se inclusive a essa quarentena desidratada —barrando uma providência que amenizaria o risco de essas corporações se verem contaminadas pela lógica político-partidária.

E esse nem representa o maior desserviço dos bolsonaristas no debate. Como de praxe, eles querem usar o peso de sua bancada no Congresso para reavivar uma ideia fixa de Bolsonaro: a estapafúrdia tese do voto impresso. Mas não se imagine que os demais parlamentares não patrocinem retrocessos nesse novo código. Um dos mais acintosos é o dispositivo que mira pesquisas de intenção de voto —ainda que a censura defendida na Câmara tenha sido recusada no Senado, o que ficou no lugar tampouco se coaduna com democracias.

Outros dizem respeito a mecanismos de fiscalização das contas partidárias e eleitorais, que restariam debilitados diante do necessário monitoramento dos recursos públicos empregados no pleito. Não custa lembrar, o montante passa de R$ 6 bilhões. Pode-se imaginar, dessa forma, que o verdadeiro interesse dos congressistas não está no aperfeiçoamento do sistema, mas no seu enfraquecimento. Cabe à sociedade civil impedir que esse desatino avance nos termos atuais.

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Envelhecimento e concentração regional marcam PT que escolhe novo comando

Laura Intrieri / FOLHA DE SP

 

 

PT chega às eleições internas neste domingo (6) enfrentando ao menos dois desafios estruturais: o envelhecimento de seus filiados e a concentração de seu poder em governos de estaduais no Nordeste.

Pessoas de até 34 anos representam apenas 8,32% dos filiados, segundo levantamento feito pela Folha com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2010, essa faixa etária compunha 25,46% dos militantes petistas —uma redução de 17,14 pontos percentuais em 14 anos. No mesmo período, o conjunto dos partidos brasileiros perdeu cerca 10 pontos percentuais de filiados nesse estrato, indo de 19,31% a 9,36%.

O partido tem quatro candidaturas para o comando da direção nacional: o favorito, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e apoiado pelo presidente Lula; Valter Pomar, Romênio Pereira e o deputado federal Rui Falcão (SP).

 

A disputa ocorre enquanto partido de Lula, mesmo tendo reconquistado o Palácio do Planalto, opera com uma estrutura partidária profundamente transformada por quase uma década de crises.

As lideranças, por outro lado, não foram renovadas de modo a acompanhar e responder a tais mudanças, de acordo com Marco Antônio Teixeira, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

"O PT certamente passa por um processo de envelhecimento, e isso é percebido porque os principais nomes do partido hoje em dia ainda são os que participaram da própria fundação do PT. Naquela época, eles eram 'os jovens' da legenda", diz.

Dados obtidos pela coluna Painel mostram que o pleito da legenda terá 4,3% dos candidatos com menos de 30 anos —os comandos estaduais e municipais também serão escolhidos neste domingo.

O PL, partido de Jair Bolsonaro (PL), que abriga figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira, teve um respiro e, de 2022 a 2024, elevou a fatia de filiados com menos de 34 anos de 7,48% para 9,1%.

A Operação Lava Jato marca um divisor de águas na trajetória do PT. Entre 2014 e 2018, o partido perdeu a presidência com o impeachment de Dilma Rousseff, viu sua bancada federal cair de 68 para 56 deputados —o menor número desde 1998— e perdeu o governo de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país.

A queda foi ainda mais expressiva considerando que o PT havia atingido seu recorde de 91 deputados federais em 2002, no primeiro ano de governo Lula.

A volta de Lula à Presidência foi uma vitória, mas, considerando-se os governos estaduais, a legenda, que já governou 23,7% da população brasileira, hoje administra 14,6%, sem nenhum estado fora do Nordeste.

Mesmo com o retorno do petista ao Palácio do Planalto, a bancada federal se recuperou apenas parcialmente, com 67 deputados em 2022. Fortaleza é a única capital com prefeito do PT: Evandro Leitão, um político egresso do PDT.

"A paulada da Lava Jato foi forte e o PT vai sentir isso durante muito tempo, ainda mais porque não se renovou", avalia Teixeira.

No Congresso, episódios recentes expõem a dificuldade com o encolhimento da bancada. Nas votações sobre o aumento do IOF, partidos com 14 ministérios se uniram à oposição e votaram contra o governo.

Os 383 votos a favor da derrubada dos decretos de Lula contaram com mais da metade dos votos de PP (que deu 100% dos seus votos contra Lula), União Brasil (97% da bancada), Republicanos (95%), MDB (93%) e PSD (60%).

Entre os partidos de esquerda, 94% da bancada do PDT votou contra o governo. No PSB de Alckmin, a rebelião ficou em 60%.

A sucessão de Lula quando o petista deixar a política permanece uma incógnita. Não há consenso em torno de figuras já cotadas para assumir o lugar, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O envelhecimento do partido permitiu que a geração fundadora mantivesse controle sobre a máquina partidária, bloqueando renovações genuínas, de acordo com o professor da FGV.

"Pensar no futuro pós-Lula é urgente, mas, quando você vê lideranças novas, quem são? A [vereadora] Luna Zarattini, aqui em São Paulo, que vem de uma família de políticos [neta do ex-deputado Ricardo Zarattini (1935-2017)]. O [vereador de Belo Horizonte] Pedro Rousseff, sobrinho da Dilma", diz.

"O PT teve dificuldade de ingressar naquilo em que a juventude hoje está dialogando, que são as redes sociais, o TikToks, o Instagram", aponta Teixeira.

Ele aponta que, enquanto isso, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e coletivos como o movimento negro capturam a atenção dos mais novos com pautas específicas.

"Os movimentos da esquerda têm mais essa característica de trabalhar com as identidades, enquanto os movimentos mais da direita são mais temáticos. O debate do empreendedorismo, por exemplo, que hoje pega muito jovens, principalmente por conta do trabalho com aplicativo, não é um debate liderado pelo PT", afirma o professor.

Investigação contra Júnior Mano desencadeia troca de acusações entre casais da política cearense

Escrito por Wagner Mendes / DIARIONORDESTE
 
operação da Polícia Federal, que investiga a participação do deputado federal Júnior Mano (PSB) em supostas irregularidades no repasse de emendas a cidades cearenses, desencadeou troca de farpas nas redes sociais entre o principal investigado e o ex-deputado federal Capitão Wagner, presidente do União Brasil no Ceará.
 

O dirigente fez um post citando a operação e pedindo mais investigações sobre o caso. "Escândalo milionário: apenas a ponta do iceberg", denunciou.

Na mesma publicação, Júnior Mano respondeu com críticas diretas.

"Vai atrás de votos, capitão, com o povo porque teu discurso de rede social não cola mais. Todo mundo sabe que tu tá igual um palhaço na rede social. E outro, todo mundo sabe o que tu anda fazendo com as emendas da mulher, depois da tua época! Senado tá chegando, recalcado", escreveu.

Em tréplica, Wagner disse que não tem medo de "bandido".

"Se eu tivesse medo de ameaça de bandido não teria escolhido ser policial. Não tenho medo de ameaça de cidadão, nem de bandido", rebateu.

E continuou: "Se explique pra justiça! Nāo faço aliança com integrantes de facção".

Prefeita e deputada respondem

A prefeita de Nova Russas, Giordanna Mano (PRD), que é esposa de Júnior Mano, foi no post do Capitão e fez críticas ao ex-deputado federal.

"Já cansou de ir pra eleição e perder, agora quer derrubar os outros porque sabe que nos votos tu não ganha mais nem pra vereador. Não adianta tu querer queimar o Júnior Mano porque a verdade vai chegar. Agora os teus votos não chegam nunca", escreveu a gestora.

Giordanna citou indiretamente a deputada federal Dayany Bittencourt (União), esposa do Capitão, no texto da publicação.

"Ninguém acredita em quem não tem posição. Acha que ser blogueirinho dá voto? O que dá é trabalho por isso que o deputado Júnior Mano tirou mais de 200 mil votos e o Senado vem aí. Faz mídia até colocando câmera no apartamento da própria esposa. Ridículo", escreveu.

Em réplica, Dayany disse que as acusações serão levadas à Justiça.

"Colega, aí você agora terá que provar, não discuto na internet. Eu resolvo na justiça, fica com Deus", encerrou a parlamentar.

O que diz Júnior Mano sobre a investigação

Em nota, o deputado federal afirma que "não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos". 

Como parlamentar, doiz o texto, "o deputado não exerce qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras, não participa de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos".

Por fim, "o parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública".

"Tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta", encerrou.casais politica

 

Camilo, Evandro e Elmano respondem Luizianne e dizem que PT que sai do PED é o da ‘maioria’

Escrito por Bruno Leite / diarionordeste
 

Lideranças do PT Ceará, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão; o governador do Ceará, Elmano de Freitas; e o ministro da Educação, Camilo Santana; ao serem indagados, neste sábado (5), responderam às declarações da deputada federal Luizianne Lins sobre não saber "que PT vai sair das urnas” após o Processo de Eleição Direta (PED) que ocorrerá neste domingo (6).

A fala da parlamentar, registrada na quinta-feira (3), ocorreu devido ao volume de filiações sentido na sigla após a Campanha Nacional de Filiações, que, de dezembro até fevereiro, somou 341 mil filiados recentes em todo o Brasil. Ceará foi o segundo estado com maior número de adesões, com 39.373 registros, atrás somente do Rio de Janeiro. Luzianne é uma das críticas ao volume de novos petistas.

Para o chefe do Executivo municipal da capital, a etapa será definida pelo conjunto dos partidários. “É o PT que a grande maioria vai escolher, dos filiados. Acho que é normal toda e qualquer eleição, acho que tem que prevalecer a escolha da maioria, isso é a democracia”, disse Evandro.

A posição foi a mesma defendida pelo governador. “Sai o PT eleito pelas suas bases. Sai o PT eleito pelos seus filiados. Sai o PT, penso eu, muito unido para os enfrentamentos que precisamos fazer na sociedade”, ratificou Elmano ao PontoPoder, também considerando que o momento terá “grande participação”. 

No entendimento do gestor do Estado, existem prioridades a serem encaradas pelos correligionários. “Acho que a coisa mais importante agora é nós discutirmos, são os desafios que o PT tem na nova conjuntura política do Brasil. No caso do Ceará, é o desafio de governar o estado, a capital, 48 municípios”, discorreu.

Ao mesmo modo, o titular do Ministério da Educação definiu qual legenda sairá da eleição direta. “Estamos numa democracia, é o PT da vontade da maioria dos filiados do PT, que tem o direito de escolher seus representantes”, indicou Camilo Santana.

Questionado sobre o contexto das declarações da deputada federal, o da onda de filiações e o reflexo dessas adesões no processo eleitoral interno, o ministro se absteve de responder. “Cabe a você questionar”, devolveu o político.

PT ELEIÇÕES NO CEARÁ DIRETORIOS

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