Bolsonaro: Respeito a bandeira, a esquerda bota fogo nela

O presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçou, neste sábado (13), seu apreço pela Bandeira Nacional e afirmou que “é comum” ver militantes da esquerda queimarem a flâmula e profanarem símbolos religiosos. As declarações ocorreram durante entrevista ao podcast do jornalista Rica Perrone, que chegou a atingir a marca de 450 mil espectadores simultâneos na edição com o chefe do Executivo.
– Eu respeito a bandeira nacional. O pessoal da esquerda é comum você ver botar fogo na bandeira nacional e fazer com que os símbolos religiosos sejam profanados. Do lado de lá, sempre preferiram a cor vermelha, que é associada a ditadura no mundo todo – assinalou Bolsonaro.
Ele prosseguiu pontuando que cada vez mais os brasileiros estão demonstrando seu patriotismo usando as cores verde e amarela.
– O pessoal para o lado de cá começou a usar mais o verde e amarelo. Mas não tem nada a ver. É comum andar pelo Brasil e quando passamos em região de fazendas, uma em cada três tem uma vara com a bandeira hasteada. Cada vez mais o país está pintado de verde e amarelo. Não é pela Copa, é pelo patriotismo – afirmou.
O presidente ainda disse que, embora as cores da bandeira venham sendo associadas a ele e seus apoiadores, ele reforçou que elas pertencem a todos os brasileiros.
– É de todos nós, pô. Inclusive, o verde e amarelo começou a surgir na nossa campanha com mais ênfase, né? Quando nós chegamos [na campanha de 2018] começou a se a usar mais ainda. Logicamente, que o pessoal faz uma relação comigo, mas não tem nada a ver, é de todos nós – acrescentou. PLENO NEWS
Jornalistas da Globo “descobrem” engajamento 60 vezes maior de Bolsonaro em relação a Lula nas redes
Jornalistas da Globo atestaram, na última sexta-feira (12), a enorme diferença registrada atualmente no potencial de engajamento entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) nas redes sociais.
Durante o programa Em Pauta, da GloboNews, a jornalista Eliane Cantanhêde ilustrou essa constatação com a brutal vantagem na quantidade de curtidas recebidas por Bolsonaro em relação a Lula nas postagens que os dois fizeram sobre a chamada Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela Universidade de São Paulo (USP).
– O Bolsonaro falando da carta teve mais de 360 mil likes. O ex-presidente Lula falando da carta teve 6,6 mil (…). Ele [Bolsonaro] tem canais para reduzir a importância, para enxugar a importância. Enquanto ele reduz a importância do simbólico, do subjetivo, que são os princípios, ao mesmo tempo ele tem dados objetivos de redução de inflação e redução de desemprego – disse.
Ainda durante o programa, o jornalista Guga Chacra se disse “assustado” com a diferença entre os dois no engajamento gerado nas redes sociais.
– Bem, Eliane, eu fiquei assustado com a diferença, 360 mil contra 6 mil. É brutal o engajamento maior que teve o Bolsonaro – concluiu Chacra. PLENO NEWS
Pesquisa BTG/FSB: Lula sobe a 45%; Bolsonaro tem 34%
Por Gustavo Porto / O ESTADÃO
Pesquisa do Instituto FSB para presidente da República encomendada pelo banco BTG Pactual, divulgada na manhã desta segunda-feira, aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto, seguido pelo atual chefe do Executivo e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), com 34%. A diferença, de 11 pontos porcentuais (pp), marca a retomada do fôlego de Lula nos levantamentos, após a pesquisa da semana passada apontar a menor diferença até então entre os dois, de 7 pp, na série histórica iniciada em março deste ano.
Com relação à pesquisa anterior, de 8 de agosto, Lula subiu 4 pp, pois tinha 41%. No mesmo período, Bolsonaro permaneceu em 34%. A alta na diferença entre os dois ocorre na semana quando começou o pagamento do novo Auxílio Brasil, de R$ 600, uma das bandeiras de campanha do atual chefe do Executivo, mas em que foram divulgadas cartas da sociedade civil pela democracia no País, uma resposta ao endurecimento do discurso de Bolsonaro contra o sistema de votação e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ciro Gomes teve 8%, 1 pp a mais do que os 7% da pesquisa da semana passada, e Simone Tebet (MDB) registrou 2%, 1 pp a menos do que na mostra anterior. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 1%, outros 2% não souberam ou não responderam e 5% declaram não votar em nenhum dos candidatos.
Na simulação de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 53% a 38%, ante 51% a 39% na pesquisa de 8 de agosto. Nessa simulação, Lula cresceu 2 pp e Bolsonaro cresceu 1 pp. Lula venceria Ciro por 50% a 29% e Simone por 54% a 26%. Ciro bateria Bolsonaro por 47% a 39% em eventual segundo turno entre Bolsonaro e Simone haveria empate técnico: 42% a 40% para o atual presidente.
Avaliação do governo
Na pesquisa, o governo Bolsonaro foi considerado ruim ou péssimo por 44% dos entrevistados, ótimo ou bom por 33%, desempenhos iguais aos da anterior, e regular por 21% (22% na pesquisa passada) A forma de governar de Bolsonaro é desaprovada por 55%, ante 54% na anterior, e aprovada por 38% (40% na passada).
A pesquisa foi feita entre sexta-feira, 12, e domingo, 14, com 2 mil eleitores, intervalo de confiança de 95%, margem de erro de 2 pp e está registrada no TSE sob o número BR-00603/2022.
Eleições 2022: Veja quais pesquisas para presidente serão divulgadas nesta semana
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite consultar os levantamentos eleitorais que foram registrados recentemente e a data em que eles terão seus resultados divulgados. Segundo o sistema da Justiça Eleitoral, os institutos de análise estatística Quaest, Datafolha, Ideia, Ipespe, PoderData e Paraná terão novas pesquisas para a disputa presidencial ao longo desta semana. Veja as datas previstas:
Instituto: Quaest | Contratante: Banco Genial | Data de divulgação: 17/08 | Registro: BR-01167/2022
Instituto: Datafolha | Contratante: Datafolha e Rede Globo | Data de divulgação: 18/08 | Registro: BR-09404/2022
Instituto: Ideia | Contratante: Metrópoles | Data de divulgação: 18/08 | Registro: BR-06857/2022
Instituto: Ipespe | Contratante: Podemos | Data de divulgação: 18/08 | Registro: BR-03631/2022
Instituto: Paraná Pesquisas | Contratante: Paraná Pesquisas | Data de divulgação: 18/08 | Registro: BR-07507/2022
Instituto: PoderData | Contratante: PoderData | Data de divulgação: 17/08 | Registro: BR-02548/2022
O Instituto FSB divulgou pesquisa nesta segunda-feira, 15. Segundo o levantamento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL), 34%. Também nesta segunda-feira, deve ser divulgado o resultado da rodada mais recente da pesquisa Ipec, feita a pedido da TV Globo. O instituto irá divulgar as intenções de voto para presidente em todo o País e para governador em cinco Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul; além do Distrito Federal.
Para esta consulta, foram considerados apenas os institutos que são levados em conta pelo agregador de pesquisas do Estadão, que calcula a Média Estadão Dados. São eles: Datafolha, Ipec (o antigo Ibope), Quaest, Paraná, Vox Populi, Sensus, MDA, PoderData, Ipespe, Ideia, Futura, FSB, Gerp e Real Time Big Data.
O TSE determina que as pesquisas de intenção de voto sejam registradas no sistema da Justiça Eleitoral até cinco dias antes da divulgação dos resultados. Os três maiores colégios eleitorais do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, não tiveram novos levantamentos catalogados nesse período.
A DEMOCRACIA DO IMPOSTO
J.R. Guzzo / O ESTADÃO
No Brasil desconexo, despótico e disfuncional criado nos últimos anos pela deposição dos poderes Executivo e Legislativo, e a ocupação das suas funções pelo STF, reduzir impostos tornou-se um ato “antidemocrático”. É uma das aberrações mais grosseiras desta marcha batida rumo à degeneração. Numa democracia de verdade, o Estado existe para servir à população; tem de entregar o máximo, e o melhor, pelo menor custo para o cidadão. No Brasil que está sendo fabricado pelos nossos altos tribunais de Justiça, o que vale é o exato contrário. Para salvar a democracia, dizem eles, é a população que tem de servir ao Estado – e qualquer tentativa de aliviar um pouco essa servidão é imediatamente reprimida pela junta judiciária que hoje governa este país. Menos imposto não é mais eficiência; é “populismo”, dizem seus membros. É transferência de renda do Estado para as pessoas, e isso configura crime de demagogia. Na democracia do STF, só se admite que a renda nacional faça o caminho oposto – seja transferida da população para o Estado.
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O veto à redução de 35% no IPI é a última comprovação desse disparate. A diminuição do imposto beneficiaria diretamente os brasileiros, ao levar à queda nos preços de centenas de produtos que as pessoas consomem em seu dia a dia. Mas, segundo o governo do Amazonas, e mais um partido anão da extrema “esquerda” que usa o STF como seu escritório de despachantes, a redução geral de preços iria diminuir a vantagem dos produtos fabricados da Zona Franca de Manaus, que custam menos por desfrutarem de isenção fiscal. O governo, então, fez uma lista excluindo da redução de 35% uma série produtos que são montados na Zona Franca – esses continuariam com os preços atuais. Não adiantou nada. Os militantes do imposto exigiram que não se tocasse na alíquota, de jeito nenhum, e o ministro Alexandre de Moraes ficou do lado deles. O Brasil tem 220 milhões de habitantes. O Amazonas tem menos de 4 milhões. É assim que funciona o Brasil democrático do STF.
Não se trata, aí, de uma exceção. É a regra: o Supremo é hoje o inimigo número 1 da redução de impostos, por entender que isso dá “popularidade” a um governo que detesta e quer ver derrotado nas eleições presidenciais de outubro. Não se salva, nem mesmo, a diminuição de tributos que levou a baixar os preços dos combustíveis – algo de interesse absoluto, direto e urgente para o cidadão. O Supremo sabota ativamente a gasolina mais barata, ao dar licença para que os Estados, forçados por lei a reduzir seus impostos sobre os combustíveis, não paguem as dívidas que têm com a União. É a “resistência” ao “autoritarismo”.
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