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Família de Lula aciona Ciro na Justiça por dizer que petista tem 'filho ladrão'

Mônica Bergamo é jornalista e colunista. / FOLHA DE SP

 

Os filhos do ex-presidente Lula (PT) acionaram a Justiça para que o candidato Ciro Gomes (PDT) explique o ataque que fez à família do petista ao afirmar, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, que "Lula tinha filho ladrão".

O advogado Fábio Tofic Simantob pede que Ciro esclareça a qual filho de Lula o pedetista está se referindo, e a qual fato especificamente se refere.

No programa, o pedetista não apresentou provas que embasassem sua afirmação.

"A afirmação é leviana porque nenhum filho de Lula responde ou respondeu a qualquer ação penal por corrupção ou crimes assemelhados", diz Siomantob.

"Pelo contrário, um deles [Fábio Luís], investigado durante anos, teve o inquérito contra ele arquivado por ausência de elementos que demonstrem a prática de qualquer malfeito", segue.

Caso não se desculpe pela declaração, e avance nos ataques, Ciro poderá responder a uma ação penal por crime contra a honra, de injúria ou de calúnia, afirma o advogado.

Na petição apresentada à Justiça, a defesa dos filhos de Lula afirma que a interpelação "é uma prova de fogo para ver até onde vai a coragem ou a irresponsabilidade do candidato. Terá ele a coragem da calúnia? Avançará o terreno da honra para imputar fatos investigados e arquivados, por falta de crime? Até onde Ciro terá a coragem de ir? Atacará a justiça, como faz Bolsonaro? Atacará o MPF? Quem mais será alvo de sua metralhadora giratória?".

candidato do PDT tem intensificado os ataques a Lula para tentar manter os votos de seu eleitorado.

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na semana passada, Ciro tem 9% entre os eleitores. Do total, 48% pretendem votar em Lula no segundo turno.

Há uma expectativa, por parte do PT, e o temor, por parte da campanha de Ciro, que parte deles decidam antecipar o voto no ex-presidente caso vislumbrem a possibilidade de que Jair Bolsonaro seja derrotado já no primeiro turno das eleições.

Campanha de Lula recorre ao TSE por sorteio da ordem de sabatinas na Record

Daniela Arcanjo / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (6) para exigir que a Record sorteie a ordem das sabatinas com presidenciáveis que serão realizadas no canal.

Diferentemente da concorrente TV Globo, a emissora não usou o recurso para definir a ordem em que os candidatos serão entrevistados no Jornal da Record de 23 a 28 de setembro. Em vez de sorteio, o critério usado foi a ordem dos postulantes ao Planalto na pesquisa Ipec divulgada em 29 de agosto.

Assim, Lula, líder nas intenções de voto na sondagem usada como referência, seria o primeiro a ser sabatinado, no dia 23, uma sexta-feira. O presidente Jair Bolsonaro (PL) viria em seguida, na segunda (26).

Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), nesta ordem, fechariam o ciclo de entrevistas na emissora.

Na representação, a campanha petista argumenta que, num primeiro momento, o canal havia decidido realizar as sabatinas de 7 a 21 de setembro, e a ordem das entrevistas seria "inversa à da colocação dos candidatos na pesquisa contratada pela Record TV junto à empresa RealTime Big Data, a ser divulgada em 15 de agosto de 2022". Ou seja, os últimos colocados abririam as entrevistas.

O convite, porém, foi cancelado no começo de agosto para dar lugar às novas datas. O formato também mudou: as sabatinas foram limitadas aos quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, e a ordem das entrevistas passou a ser decrescente, com o mais bem colocado inaugurando a série.

"A emissora inverteu absolutamente os critérios de definição da ordem de entrevistas, de modo que se pode identificar violação à isonomia e à paridade de oportunidade entre os candidatos", defende a campanha na representação à ministra Maria Claudia Bucchianeri, da corte eleitoral.

Baseada na lei 9.504, que estabelece normas para as eleições, a coligação pede aplicação de multa para a emissora no caso de descumprimento da lei e, no pedido ao TSE, destacou que Lula seria sabatinado numa sexta-feira, "dia de menor audiência", enquanto Bolsonaro ganharia exposição em data mais próxima do primeiro turno. A coligação diz ter solicitado o sorteio para a emissora, o que teria sido negado.

A lei eleitoral não obriga as emissoras a fazer sorteios para definir a ordem de entrevistas, e sim para debates. "O que a legislação exige é que o veículo de comunicação dê tratamento isonômico a todos os candidatos", diz José Paes Neto, membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).

Num primeiro momento, o advogado diz não ver quebra de isonomia. Segundo Paes, o veículo precisa estabelecer um critério claro de escolha da ordem, e a pesquisa de intenção de voto tem de ser válida.

"O sorteio seria o melhor critério. Mas a partir do momento que a legislação não impõe essa condição para as entrevistas, outros critérios podem ser adotados pelo veículo de imprensa", afirma ele.

A Record não respondeu às tentativas de contato da Folha até a publicação desta reportagem.

Pesquisa Quaest em SP: Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente; ambos empatam na margem de erro

Pesquisa Genial/Quaest relativa a São Paulo divulgada nesta quinta-feira, 8, mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 37% das intenções de voto para a Presidência entre eleitores do Estado, ante 36% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É a primeira vez que o chefe do Executivo ultrapassa numericamente o candidato do PT. Na prática, ambos estão empatados na margem de erro, que é de 2,4 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Juntos, outros candidatos ao Planalto têm 17% das intenções de voto.

 

Em São Paulo, Bolsonaro se aproxima de Lula em recortes do eleitorado nos quais o petista tem vantagem nacionalmente.
Em São Paulo, Bolsonaro se aproxima de Lula em recortes do eleitorado nos quais o petista tem vantagem nacionalmente.  

O presidente melhorou seu desempenho entre os católicos e foi a 35% nesse segmento. É um empate técnico com Lula, que tem 37%. Bolsonaro segue crescendo entre os evangélicos: ele tem 51%, ante 25% do candidato do PT. No Estado, o chefe do Executivo também aumentou sua preferência entre as mulheres e foi a 33%, outro empate técnico com o petista, que tem 36% nesse grupo. O presidente vence entre os homens por 41% a 36%.

Na simulação de segundo turno, Bolsonaro e Lula empatam na margem de erro, com o candidato do PT numericamente à frente. O petista tem 43%, e o presidente, 42%.

A pesquisa Quaest foi contratada pelo Banco Genial e ouviu 2 mil eleitores em São Paulo entre 2 e 5 de setembro, de forma presencial. O registro na Justiça Eleitoral é SP-04685/2022.

Quaest SP: Haddad lidera com 33%; Tarcísio abre vantagem sobre Garcia

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 8, mostra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) à frente nas intenções de voto para o governo de São Paulo, com 33% da preferência. O candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) cresceu 6 pontos em relação à última rodada do levantamento e tem 20%. O atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB) tem 15%.

 

Haddad oscilou um ponto para baixo - na pesquisa anterior, ele tinha 34%. Garcia oscilou dois para cima, de 13% para 15%.

Carol Vigilar (UP) tem 2%; Antonio Jorge (DC), 1%; Gabriel Colombo (PCB), 1%; Vinicius Poit (Novo), também 1%. Elvis Cezar (PDT) não pontuou.

Quaest: Haddad lidera, Tarcísio abre vantagem sobre Garcia.
Quaest: Haddad lidera, Tarcísio abre vantagem sobre Garcia. 

No cenário testado para o segundo turno, Haddad tem vence de Tarcísio por 42% a 36%. O candidato do PT supera Garcia por 40% a 35%. Garcia empata com Tarcísio na margem de erro: o tucano tem 32%, contra 30% do ex-ministro.

Contratada pelo Banco Genial, a sondagem consultou 2 mil pessoas presencialmente entre os dias 2 e 5 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é SP-04685/2022.

Pesquisa Genial/Quaest em SP: Marcos Pontes cresce e empata com Márcio França na corrida ao Senado

Márcio França (PSB) e Marcos Pontes (PL) empatam na margem de erro e dividem a liderança da corrida ao Senado em São Paulo, mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 8. Os candidatos são apoiados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), respectivamente.

Enquanto o ex-governador França, que tem 25% das intenções de voto, caiu 4 pontos porcentuais (pp) em relação ao levantamento do mês passado; o astronauta e ex-ministro Pontes avançou de 12% em agosto, para 23%.

Janaína Paschoal (PRTB), com 7%, está na terceira posição. Edson Aparecido (PSDB) e Aldo Rebelo, ambos com 2%, dividem a quarta posição. Vivian Mendes (UP), Ricardo Mellão (Novo), Tito Bellini (PCB) e Antônio Carlos (PCO) têm 1%.

O astronauta ex-ministro Marcos Pontes avança e conquista 23% da intenção de voto para Senado de SP
O astronauta ex-ministro Marcos Pontes avança e conquista 23% da intenção de voto para Senado de SP  Foto: Dida Sampaio/Estadão

Os demais candidatos não passaram de 1% das intenções de voto. Ao menos 19% dos entrevistados dizem votar branco ou nulo, ou preferem não votar e 17% dos eleitores estão indecisos.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 2 e 5 de setembro A margem de erro é de 2 pp. O registro na Justiça Eleitoral é SP-04685/2022.

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