ELEIÇÃO SEM POVO
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A tempestade enfurecida de rancor, de despeito e de ressentimento que as manifestações despertaram junto ao ex-presidente Lula, à sua campanha e à esquerda em geral é o certificado mais instrutivo sobre a vitória que a candidatura de Bolsonaro teve no 7 de Setembro. Não deu para dizer que o público não foi para a rua. O público foi acusado, então, de ir para a rua. “Deprimente”, “dia triste para o Brasil”, “motivo para chorar”, “retrocesso político”, “ato contra a democracia”, “reunião da Ku Klux Klan”, segundo disse Lula – e por aí se vai, numa condenação explícita à liberdade das pessoas em manifestar sua opinião, apoiar o seu candidato e fazer as suas escolhas políticas. Mas não deveria ser exatamente assim, numa democracia de verdade? Qual é essa tragédia toda que estão vendo no fato de mais de 1 milhão de pessoas, possivelmente, ter participado de manifestações de massa em todo o País sem violência, sem incidentes, sem provocar um único BO policial? A ira contra o que aconteceu no dia 7 de setembro – essa, sim, é trágica. Ela diz muito, ou diz tudo, sobre o que a esquerda nacional realmente acha do povo brasileiro: uma massa de gente desqualificada e sem vontade própria, que não se comporta como prescrevem os analistas políticos, totalitária e incapaz de votar corretamente numa eleição para presidente da República.
Por que a esquerda, em vez de ficar odiando a multidão que foi à rua para dizer que quer votar em Bolsonaro, não faz uma manifestação igual? Esta é a questão que continua sem resposta. Estão querendo uma eleição sem povo – só com os ministros Moraes, Barroso e Fachin, advogados com influência no TSE, briguinhas no horário eleitoral e mais do mesmo. O 7 de Setembro veio para atrapalhar.
Pesquisa Datafolha: no Sudeste, Lula está cinco pontos à frente de Bolsonaro
Por O Globo — São Paulo
A nova rodada da série de pesquisas do Datafolha mostra vantagem, no limite da margem de erro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Sudeste. O petista tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos percentuais a mais que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que soma 36%.
Há uma semana, o Datafolha mostrou Lula alcançando a mesmas proporção na região mais populosa do país. O candidato à reeleição tinha 35%, um ponto abaixo, dentro da margem de erro. Esses percentuais deixam ligado o sinal amarelo na campanha do petista, que, na metade de agosto, liderava a disputa no Sudeste com 44% das intenções de voto, contra 32% do candidato do PL.
O novo estudo contratado pela “Folha de S.Paulo” e TV Globo se soma a outras pesquisas divulgadas nesta semana que indicam sinais distintos sobre a disputa presidencial na região — que concentra quatro em cada dez eleitores aptos a votar em outubro.
O Ipec, instituto fundado por ex-executivos do Ibope, constatou dilatação da distância entre Lula e Bolsonaro. A pesquisa realizada entre 2 e 4 de setembro mostrou o ex-presidente dez pontos percentuais à frente do atual chefe do Executivo (o petista tem 41% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PL). Na semana passada, seis pontos separavam os dois presidenciáveis (39% a 33%).
As oscilações de Lula e Bolsonaro se deram dentro da margem de erro, que é estimada em três pontos percentuais para mais ou menos no recorte específico da pesquisa para o Sudeste.
A vantagem do candidato do PT num cenário de eventual segundo turno contra Bolsonaro também oscilou para cima. Há uma semana, Lula atraía 46% dos votos da região nessa simulação, enquanto Bolsonaro atingia 36%. Agora, o petista vai a 51% dos votos, contra 34% do atual mandatário.
Já os dados da Quaest mostram empate técnico entre Lula e Bolsonaro no Sudeste, com vantagem numérica para o candidato à reeleição. No fim do mês passado, o placar no primeiro turno era de 39% a 37% favoráveis ao petista. Agora, Bolsonaro aparece com 39%, enquanto Lula oscilou para baixo e está com 36%.
Os levantamentos de cada instituto de pesquisa não podem ser comparados entre si, já que adotam metodologias diferentes e foram realizados em períodos distintos. O Datafolha, por exemplo, captou possíveis reações do eleitorado nos dias seguintes aos atos de cunho eleitoral de Bolsonaro no 7 de Setembro.
Os eleitores do Sudeste foram o foco inicial das campanhas — não só de Lula e Bolsonaro, como também de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) —, e devem voltar a ser o alvo preferencial dos candidatos nas semanas restantes até o primeiro turno.
O alto estoque de votos na região justifica a prioridade dada pelas campanhas. São Paulo concentra sozinho quase 35 milhões de pessoas aptas a votar, o que equivale ao eleitorado somado das regiões Sul e Norte. Um bom desempenho no estado pode suplantar derrotas em várias outras unidades da federação.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país (são 16,3 milhões) e, desde a redemocratização, nunca um presidente foi eleito sem ter vencido a votação no estado. Já o Rio de Janeiro, berço político de Jair Bolsonaro, abriga 12,8 milhões de eleitores. Juntos, os três estados mais populosos do Sudeste concentram 41% do eleitorado brasileiro.
Pesquisas realizadas pelo Ipec nesta semana em cada um desses três estados indicam que Lula tem vantagem sobre Bolsonaro em São Paulo e Minas, enquanto no Rio há empate técnico entre os adversários.
Pesquisa Ipespe/Abrapel: Lula tem 44%, Bolsonaro 36%, Ciro Gomes 8% e Simone Tebet 5%
Por Matheus Piovesana / O ESTADO DE SP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto no primeiro turno das eleições de outubro e o presidente Jair Bolsonaro (PL) 36%, de acordo com pesquisa Ipespe divulgada neste sábado, 10.
A diferença entre os dois candidatos caiu para 8 pontos porcentuais. Na pesquisa anterior, divulgada pelo Ipespe na semana passada, a vantagem de Lula era de 9 pontos.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3, Bolsonaro oscilou 1 ponto porcentual para cima, dentro da margem de erro. Lula manteve o mesmo índice. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente pelo pesquisador, Lula tem 40% das intenções de voto, e Bolsonaro, 34%.
No levantamento estimulado, o candidato do PDT, Ciro Gomes, tem 8% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) vem em seguida, com 5%. Em relação à pesquisa anterior, Ciro oscilou 1 ponto porcentual para baixo, e Tebet ficou estável.
O Ipespe testou ainda um cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Neste caso, o ex-presidente tem 52% das intenções de voto, contra 39% de Bolsonaro. Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para cima. Em ambos os casos, a variação se deu dentro da margem de erro.
A pesquisa Ipespe consultou 1.100 eleitores de todo o País por telefone entre os dias 7 e 9 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O código de registro na Justiça Eleitoral é BR-07606/2022. O levantamento foi contratado pela Associação Brasileira dos Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
Pesquisa Ipec Ceará: Lula tem 57%; Bolsonaro, 19%; Ciro, 14%
A segunda rodada da pesquisa Ipec no Ceará para a disputa pela Presidência da República, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta o ex-presidente Lula (PT) com 57% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), com 19%. Ciro Gomes (PDT), tem 14%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à primeira pesquisa, divulgada no último dia 1º de setembro, Lula oscilou um ponto percentual para baixo. Bolsonaro e Ciro se mantiveram com os mesmos índices. À época, Lula aparecia com 58%, Bolsonaro tinha 19% e Ciro Gomes, 14%.
O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares e ouviu 1.200 pessoas entres os dias 6 e 8 de setembro. As entrevistas foram feitas no modo presencial em 56 municípios. A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos.
A candidata Simone Tebet (MDB) tem 2% das intenções de voto. Soraya Thronicke (União), Felipe d’Avila (Novo), Pablo Marçal (Pros) e Constituinte Eymael (DC) não pontuaram. Os candidatos Léo Péricles (UP), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) não foram citados.
Brancos e nulos representam 4% dos entrevistados. Outros 4% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. O nível de confiabilidade é de 95%.
Na primeira pesquisa, Tebet tinha 1% das intenções de voto. Vera, Marçal, Jefferson, d’Avila e Thronicke não haviam pontuado, os outros não tinham sido citados. Brancos e nulos representavam 4%.
SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM O(A) SR.(A) VOTARIA? (ESTIMULADA %):
- Lula (PT): 57%
- Jair Bolsonaro (PL): 19%
- Ciro Gomes (PDT): 14%
- Simone Tebet (MDB): 2%
- Soraya Thronicke (União): 0%
- Felipe d’Avila (Novo): 0%
- Pablo Marçal (Pros): 0%
- Constituinte Eymael (DC): 0%
- Branco/Nulo: 4%
- Não sabe/Não respondeu: 4%
O levantamento foi realizado pelo instituto Ipec Inteligência e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-06797/2022 e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob protocolo CE-08984/2022.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Lula lidera com 57% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Jair Bolsonaro, com 18%, e Ciro Gomes, com 10%. Simone Tebet foi apontada por 1% dos entrevistados. Constituinte Eymael, Felipe d’Avila e Soraya Thronicke não pontuaram.
Léo Péricles, Pablo Marçal, Roberto Jefferson, Sofia Manzano e Vera Lúcia não foram citados. Outros nomes foram mencionados pelos eleitores, mas não chegaram a pontuar. Brancos e nulos somam 4%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 9% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Já na primeira rodada de pesquisa, Lula tinha 54%, Bolsonaro, 19%, e Ciro, 10%. Em seguida, apareciam Tebet, com 1%. Os outros candidatos não haviam sido citados pelos entrevistados. Brancos e nulos somavam 4%. Outros 13% disseram não saber ou preferiram não opinar à época.
A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos.
O TSE acertou ao proibir celular na cabine de votação? NÃO
João Daniel Silva

