Pesquisa Datafolha: no Sudeste, Lula está cinco pontos à frente de Bolsonaro
Por O Globo — São Paulo
A nova rodada da série de pesquisas do Datafolha mostra vantagem, no limite da margem de erro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Sudeste. O petista tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos percentuais a mais que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que soma 36%.
Há uma semana, o Datafolha mostrou Lula alcançando a mesmas proporção na região mais populosa do país. O candidato à reeleição tinha 35%, um ponto abaixo, dentro da margem de erro. Esses percentuais deixam ligado o sinal amarelo na campanha do petista, que, na metade de agosto, liderava a disputa no Sudeste com 44% das intenções de voto, contra 32% do candidato do PL.
O novo estudo contratado pela “Folha de S.Paulo” e TV Globo se soma a outras pesquisas divulgadas nesta semana que indicam sinais distintos sobre a disputa presidencial na região — que concentra quatro em cada dez eleitores aptos a votar em outubro.
O Ipec, instituto fundado por ex-executivos do Ibope, constatou dilatação da distância entre Lula e Bolsonaro. A pesquisa realizada entre 2 e 4 de setembro mostrou o ex-presidente dez pontos percentuais à frente do atual chefe do Executivo (o petista tem 41% das intenções de voto, contra 30% do candidato do PL). Na semana passada, seis pontos separavam os dois presidenciáveis (39% a 33%).
As oscilações de Lula e Bolsonaro se deram dentro da margem de erro, que é estimada em três pontos percentuais para mais ou menos no recorte específico da pesquisa para o Sudeste.
A vantagem do candidato do PT num cenário de eventual segundo turno contra Bolsonaro também oscilou para cima. Há uma semana, Lula atraía 46% dos votos da região nessa simulação, enquanto Bolsonaro atingia 36%. Agora, o petista vai a 51% dos votos, contra 34% do atual mandatário.
Já os dados da Quaest mostram empate técnico entre Lula e Bolsonaro no Sudeste, com vantagem numérica para o candidato à reeleição. No fim do mês passado, o placar no primeiro turno era de 39% a 37% favoráveis ao petista. Agora, Bolsonaro aparece com 39%, enquanto Lula oscilou para baixo e está com 36%.
Os levantamentos de cada instituto de pesquisa não podem ser comparados entre si, já que adotam metodologias diferentes e foram realizados em períodos distintos. O Datafolha, por exemplo, captou possíveis reações do eleitorado nos dias seguintes aos atos de cunho eleitoral de Bolsonaro no 7 de Setembro.
Os eleitores do Sudeste foram o foco inicial das campanhas — não só de Lula e Bolsonaro, como também de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) —, e devem voltar a ser o alvo preferencial dos candidatos nas semanas restantes até o primeiro turno.
O alto estoque de votos na região justifica a prioridade dada pelas campanhas. São Paulo concentra sozinho quase 35 milhões de pessoas aptas a votar, o que equivale ao eleitorado somado das regiões Sul e Norte. Um bom desempenho no estado pode suplantar derrotas em várias outras unidades da federação.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país (são 16,3 milhões) e, desde a redemocratização, nunca um presidente foi eleito sem ter vencido a votação no estado. Já o Rio de Janeiro, berço político de Jair Bolsonaro, abriga 12,8 milhões de eleitores. Juntos, os três estados mais populosos do Sudeste concentram 41% do eleitorado brasileiro.
Pesquisas realizadas pelo Ipec nesta semana em cada um desses três estados indicam que Lula tem vantagem sobre Bolsonaro em São Paulo e Minas, enquanto no Rio há empate técnico entre os adversários.
Pesquisa Ipec Ceará: Lula tem 57%; Bolsonaro, 19%; Ciro, 14%
A segunda rodada da pesquisa Ipec no Ceará para a disputa pela Presidência da República, divulgada nesta sexta-feira (9), aponta o ex-presidente Lula (PT) com 57% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), com 19%. Ciro Gomes (PDT), tem 14%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à primeira pesquisa, divulgada no último dia 1º de setembro, Lula oscilou um ponto percentual para baixo. Bolsonaro e Ciro se mantiveram com os mesmos índices. À época, Lula aparecia com 58%, Bolsonaro tinha 19% e Ciro Gomes, 14%.
O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares e ouviu 1.200 pessoas entres os dias 6 e 8 de setembro. As entrevistas foram feitas no modo presencial em 56 municípios. A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos.
A candidata Simone Tebet (MDB) tem 2% das intenções de voto. Soraya Thronicke (União), Felipe d’Avila (Novo), Pablo Marçal (Pros) e Constituinte Eymael (DC) não pontuaram. Os candidatos Léo Péricles (UP), Roberto Jefferson (PTB), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) não foram citados.
Brancos e nulos representam 4% dos entrevistados. Outros 4% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. O nível de confiabilidade é de 95%.
Na primeira pesquisa, Tebet tinha 1% das intenções de voto. Vera, Marçal, Jefferson, d’Avila e Thronicke não haviam pontuado, os outros não tinham sido citados. Brancos e nulos representavam 4%.
SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM O(A) SR.(A) VOTARIA? (ESTIMULADA %):
- Lula (PT): 57%
- Jair Bolsonaro (PL): 19%
- Ciro Gomes (PDT): 14%
- Simone Tebet (MDB): 2%
- Soraya Thronicke (União): 0%
- Felipe d’Avila (Novo): 0%
- Pablo Marçal (Pros): 0%
- Constituinte Eymael (DC): 0%
- Branco/Nulo: 4%
- Não sabe/Não respondeu: 4%
O levantamento foi realizado pelo instituto Ipec Inteligência e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-06797/2022 e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob protocolo CE-08984/2022.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Lula lidera com 57% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Jair Bolsonaro, com 18%, e Ciro Gomes, com 10%. Simone Tebet foi apontada por 1% dos entrevistados. Constituinte Eymael, Felipe d’Avila e Soraya Thronicke não pontuaram.
Léo Péricles, Pablo Marçal, Roberto Jefferson, Sofia Manzano e Vera Lúcia não foram citados. Outros nomes foram mencionados pelos eleitores, mas não chegaram a pontuar. Brancos e nulos somam 4%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 9% disseram não saber ou preferiram não opinar.
Já na primeira rodada de pesquisa, Lula tinha 54%, Bolsonaro, 19%, e Ciro, 10%. Em seguida, apareciam Tebet, com 1%. Os outros candidatos não haviam sido citados pelos entrevistados. Brancos e nulos somavam 4%. Outros 13% disseram não saber ou preferiram não opinar à época.
A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos.
O TSE acertou ao proibir celular na cabine de votação? NÃO
João Daniel Silva
Pesquisa Ipespe/Abrapel: Lula tem 44%, Bolsonaro 36%, Ciro Gomes 8% e Simone Tebet 5%
Por Matheus Piovesana / O ESTADO DE SP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto no primeiro turno das eleições de outubro e o presidente Jair Bolsonaro (PL) 36%, de acordo com pesquisa Ipespe divulgada neste sábado, 10.
A diferença entre os dois candidatos caiu para 8 pontos porcentuais. Na pesquisa anterior, divulgada pelo Ipespe na semana passada, a vantagem de Lula era de 9 pontos.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3, Bolsonaro oscilou 1 ponto porcentual para cima, dentro da margem de erro. Lula manteve o mesmo índice. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente pelo pesquisador, Lula tem 40% das intenções de voto, e Bolsonaro, 34%.
No levantamento estimulado, o candidato do PDT, Ciro Gomes, tem 8% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) vem em seguida, com 5%. Em relação à pesquisa anterior, Ciro oscilou 1 ponto porcentual para baixo, e Tebet ficou estável.
O Ipespe testou ainda um cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Neste caso, o ex-presidente tem 52% das intenções de voto, contra 39% de Bolsonaro. Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para cima. Em ambos os casos, a variação se deu dentro da margem de erro.
A pesquisa Ipespe consultou 1.100 eleitores de todo o País por telefone entre os dias 7 e 9 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O código de registro na Justiça Eleitoral é BR-07606/2022. O levantamento foi contratado pela Associação Brasileira dos Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).
BOLSONARO JOGOU AS REDES E COLHEU O SETE DE SETEMBRO, BICENTENÁRIO E TODA A MIDIA
Eliane Cantanhêde / O ESTADÃO
O presidente Jair Bolsonaro não só implodiu a Constituição e as leis, sequestrou o 7 de Setembro e o bicentenário da Independência do Brasil e pôs a estrutura, os recursos, os funcionários públicos e as Forças Armadas a serviço da reeleição como também capturou toda a mídia nacional e os jornalistas com a armadilha da “princesa” e o “imbrochável”.
Não há uma só referência do presidente ao Dia da Pátria e à Independência na quarta-feira, em que rádios, televisões, internet e nós, editores, comentaristas, colunistas, repórteres, fotógrafos e cinegrafistas demos ao candidato Bolsonaro uma exposição que nenhum de seus concorrentes terá em toda a campanha, na cobertura e na propaganda eleitoral.
As cartas foram embaralhadas neste 7 de Setembro, Bolsonaro deu sua última cartada e a oposição se assustou e entra com ações na Justiça que não darão em nada, só em mais propaganda para ele. Foto: André Borges/AFP
“Trending topics” do Twitter e citado até no The New York Times, o “imbrochável”, difícil de traduzir, foi o sucesso do Dia da Pátria. Tão abjeto quanto o presidente comparar sua mulher e a dos adversários e convocar solteiros a casar com “princesas”. Ou quanto o então presidente Lula se referir-se ao “ponto G” feminino numa entrevista com o americano George W. Bush em São Paulo. Isso tudo diminui homens, mulheres e o País.
Tal como na facada de 2018, o País, a mídia e os candidatos foram todos abduzidos pela campanha de Bolsonaro, principalmente em Brasília, sem os presidentes dos Poderes, e na icônica Copacabana, embalada pela Esquadrilha da Fumaça da FAB, por navios da Marinha brasileira e das armadas de países aliados e tiros de canhão do Exército. Não foi só o general Eduardo Pazuello, foram as Forças Armadas num comício. Mil anos de sigilo?
Depois da implosão da compostura, do desmanche de ambiente, saúde, educação, cultura, relações externas, lei eleitoral, do teto de gastos e da responsabilidade fiscal, do uso de militares, PGR, Câmara, PF, Receita e Coaf a favor dele, filhos e aliados... Não sobra pedra sobre pedra.
E nós? Nós vamos assistindo a tudo, esperando a próxima pesquisa, a próxima agonia, a próxima “gripezinha” que matou 680 mil brasileiros e a nova “cartinha” em defesa da democracia, temendo que o presidente, se reeleito, “extirpe” os adversários e nos enquadre a todos nas “quatro linhas da Constituição” – a dele – e o “povo” – o dele – armado, crente em mitos e fake news.
As cartas foram embaralhadas neste 7 de Setembro, Bolsonaro deu sua última cartada e a oposição se assustou e entra com ações na Justiça que não darão em nada, só em mais propaganda para ele. Não custa lembrar, porém, que o “Datapovo” bolsonarista só olha para as redes amigas e militantes de comício. O “povo” é muito, muito maior do que isso. Que venham as reais pesquisas!

