Desta feita, Marina preferiu abandonar as vestes de tecido cru da beata da floresta e envergar hábito da Torquemada anticorrupção
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 23/04/2018 - 7:57

Marina Silva (Rede), pré-candidata da Rede, mudou, não sei se já perceberam, o seu discurso. Ela se deu conta de aquela tradicional mistura de misticismo light com clorofila acaba falando sempre aos mesmos. Ou até me corrijo um pouco: ela perdeu eleitorado. Observem que, desta feita, o meio ambiente está ausente da fase de pré-campanha. Ela preferiu abandonar as vestes de tecido cru de beata da floresta e envergar o hábito da Torquemada contra a corrupção. Nenhuma outra figura da vida pública, com a provável exceção de Álvaro Dias (Podemos), busca colar com tamanho afinco à sua imagem à da Lava Jato.
Marina e Barbosa não se juntam; ambos tentam ser o “outsider insider”. Já Bolsonaro põe um revólver no meio. São discursos sem governo
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 23/04/2018 - 8:02

Não deixa de ser engraçado. Partidários das candidaturas de Marina Silva (Rede) e Joaquim Barbosa (PSB) chegaram a sonhar com uma chapa juntando os dois. Daria errado por uma infinidade de motivos, mas a coisa nem chegou a ensaiar um primeiro passo. A principal dificuldade seria esta: só há lugar pra um na cabeça da chapa. Nem Marina abriria mão em favor de Barbosa nem Barbosa o faria em favor de Marina. Na verdade, o que eles têm em comum? Tentam ocupar o lugar do “outsider insider”.
As incertezas de 2018
Nos últimos 20 anos, ou cinco eleições, o principal embate foi entre PT e PSDB. Neste ano, os dois partidos mais competitivos do país nas eleições presidenciais, nessas duas décadas, estão feridos pelas investigações de corrupção. A incerteza será a marca desse processo e ela pode persistir até a boca da urna, os cenários eleitorais estão em aberto.
Estruturalmente, as circunstâncias jogam a favor de Alckmin. A questão agora é saber se ele consegue reunir forças que estão dispersas
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 23/04/2018 - 8:06

O discurso contra a política exercitado por Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL) é, a um só tempo, a maior força e a maior fraqueza dessas candidaturas. De saída, ele dificulta a composição com outras legendas, que não são bobas nem nada. Caso ajudem na eleição, na vitória do candidato em questão, sabem que não estará garantida a sua presença no poder. Convenham: nenhuma das legendas que estão aí à solta, à procura de um nome em que se escorar, poderia reivindicar o título de Academia de Platão. Por que dariam o seu contado dinheirinho da campanha eleitoral a figuras com esse perfil?

