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A pré-candidata Marina Silva Foto: Humberto Salles / Futura Press
A pré-candidata Marina Silva - Humberto Salles / Futura Press

A campanha da candidata da Rede Sustentabilidade ao Palácio do Planalto, Marina Silva, ficará com metade dos recursos do fundo eleitoral destinados ao partido. Terá R$ 5,3 milhões para gastar em sua terceira campanha à Presidência da República. A Rede destinará entre 25% e 35% aos candidatos a deputado federal (o equivalente a R$ 2,6 milhões a R$ 3,7 milhões). Os candidatos ao Senado poderão utilizar entre 10% e 25%. Já os candidatos aos governos estaduais poderão contar com até 10% dos recursos. Os critérios da distribuição foram enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Ibope registra pesquisa para o Ceará

A campanha estadual começa a esquentar. O Ibope registrou ontem pesquisa de intenção de voto para o Ceará. Serão pesquisadas intenção de voto (espontânea e estimulada) para o Governo do Estado, rejeição, expectativa de vitória para o Governo, intenção de voto para o Senado, intenção de voto para presidente da República (espontânea e estimulada) e avaliação do governo Camilo Santana.

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Repasse de votos para Haddad no Nordeste será crucial para Lula

O grande teste de transferência de votos de Lula se dará no Nordeste. A região, que se transformou em fortaleza petista, concentra o maior número de órfãos do ex-presidente quando seu nome não aparece nas pesquisas. O PT terá o desafio de levar quase 20 milhões de lulistas às urnas em outubro para votar em um nome diferente.


O ex-presidente tem o apoio de quase 50% dos nordestinos, mas Fernando Haddad ainda é um virtual desconhecido. Em simulações de segundo turno na região, o substituto de Lula fica tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro (25% a 28%), perde para Geraldo Alckmin (30% a 21%) e toma uma lavada de Ciro Gomes (40% a 14%).

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Haddad é ‘recall’ de Dilma, poste que deu defeito

No mundo dos negócios, o recall é uma convocação que as empresas fazem aos consumidores para trocar peças ou produtos vendidos com defeito. Evitando riscos à vida, à saúde e à segurança da clientela, o fabricante atenua o vexame e livra-se das indenizações. Lula está prestes a introduzir na política a prática do recall. Com uma diferença: ele oferecerá um novo poste ao eleitorado, Fernando Haddad, sem reconhecer que o poste anterior, Dilma Rousseff, revelou-se uma fraude.

À espera da decretação formal de sua inelegibilidade pela Justiça Eleitoral, Lula trata a fabricação da candidatura de Haddad como um grande negócio. Se o eleitor comprar a tese de que o novo poste é solução para os problemas nacionais, Lula será convertido em mártir. Se o produto for refugado, o presidiário do PT renovará a pose de vítima. Em qualquer hipótese, o segredo do negócio é esconder o fiasco da administração de Dilma Rousseff.

Levado à vitrine como vice da chapa tríplex do PT, Haddad aderiu ao coro que celebra a presença de Lula na liderança das pesquisas como uma consequência da comparação do seu governo com a gestão de Michel Temer. Nessa versão, os brasileiros recordam que havia mais empregos e renda sob Lula. E deploram a volta do desemprego e da miséria sob Temer. Para que esse tipo retórica fique em pé, será necessário que a amnésia petista vire um fenômeno epidêmico.

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Quem venceu o debate da Band

POR MÍRIAM LEITÃO

Lula venceu o debate por uma espécie de W.O. às avessas. Por estranha estratégia dos candidatos, o PT foi poupado de cobranças sobre o mensalão e o petrolão. Naquele mesmo dia havia acontecido um evento emblemático: o Ministério Público, que o ex-presidente acusa de perseguição, devolveu à empresa mais R$ 1 bilhão desviado da estatal. O partido foi poupado da crítica de o governo Dilma ter provocado a pior recessão do país, ter transformado 16 anos de superávit primário no maior rombo fiscal em duas décadas e iniciado a mais dolorosa onda de desemprego. Dilma foi invenção de Lula mas a ele nada é imputado.

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