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Pressão do PT sobre TSE piora situação de Lula

A situação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral não é boa. Ficará ainda pior nesta semana. Ministros do TSE estão aborrecidos com a “espetacularização” do pedido de registro da candidatura de Lula. O documento será protocolado na quarta-feira, em meio a uma marcha de militantes sobre Brasília. Alguns magistrados enxergam a manifestação como uma tentiva do PT de “constranger” a Justiça Eleitoral. A pressão sairá pela culatra, disse um ministro, em privado.

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Crítica do PT, socióloga diz que inventou Ursal em 2001 como ironia

Denise Perotti / FOLHA DE SP
SÃO PAULO

A Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), sigla virtualmente desconhecida que virou piada nas redes sociais na semana passada após ser citada por Cabo Daciolo (Patriota) no primeiro debate na TV, é uma “ficção” criada há 17 anos.

A afirmação é da socióloga e professora universitária aposentada Maria Lucia Victor Barbosa, que diz à Folha ter inventado o termo Ursal em 2001 como uma ironia, uma crítica a um encontro do Foro de São Paulo em Havana que ocorreu naquele ano. 

Na ocasião, participaram da reunião do grupo, que reúne partidos latino-americanos de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva e o então ditador cubano, Fidel Castro, entre outros.

No evento, Lula fez um discurso veemente contra a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), dizendo ser um projeto de anexação que os Estados Unidos queriam impor, afirmando que seria o fim da integração latino-americana.

Em artigo publicado na internet em 9 de dezembro de 2001 intitulado “Os Companheiros”, que foi reproduzido em alguns blogs à época, a professora escreveu: “Mas qual seria, me pergunto, essa tal integração no modelo Castro-Chávez-Lula? Quem sabe, a criação da União das Republiquetas Socialistas da América Latina (URSAL)?” —em tom de deboche, ela utiliza o termo Republiquetas, em vez de Repúblicas.

A partir daí, diz a professora, a sigla começou a se espalhar na blogosfera e fugiu a seu controle.  A professora afirma que pessoas telefonavam para ela para saber se a tal união existia mesmo, e ela explicava que era uma invenção.

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“PT no 2º turno” é torcida

Se há algo capaz de unir, hoje, o Fla-Flu político é o vaticínio segundo o qual o PT estará representado — quem quer que seja o candidato do partido — no 2º turno das eleições presidenciais. De tanto repetido por aí, virou verdade. Na realidade, como dizia Nietzsche, trata-se de uma “vontade de verdade”, mas não creio que “a verdade continue verdade, quando se lhe tira o véu”, para ficar no mesmo filósofo. Senão vejamos.

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Candidatos sem atributos

O Estado de S.Paulo / VERA MAGALHÃES

12 Agosto 2018 | 03h00

A Lava Jato sacudiu a política brasileira, dragou seus principais expoentes e deixou no lugar um deserto de homens, mulheres e ideias. Muitas análises podem ser feitas sobre estratagemas mais ou menos eficientes sobre o primeiro debate presidencial, mas nenhuma vai superar o fato de que o que se assistiu foi um desfile miserável de frases vazias, por vezes desconexas e que não enfrentam nenhuma das gravíssimas e urgentes questões nacionais.

O eleitorado descrente, raivoso e desesperançoso que viu no curso de menos de quatro anos um ex-presidente ser preso, uma presidente recém-reeleita ser apeada do cargo para o qual já não tinha condições mínimas de exercício, o segundo colocado nas últimas eleições se autoincinerar ao vender a alma para um açougueiro em troca de dinheiro vivo e um presidente da República virar um zumbi depois de ter de parar de governar para salvar o próprio pescoço não encontra nas opções colocadas na praça alguém com atributos necessários para assumir o comando.

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Boulos terá R$ 6,2 milhões para gastar na campanha

É quase 15 vezes o que Luciana Genro teve à disposição em 2014

Graças a fundo eleitoral, Guilherme Boulos receberá mais que Luciana Genro teve em 2014 Foto: Marcio Alves / Agência O Globo
Graças a fundo eleitoral, Guilherme Boulos receberá mais que Luciana Genro teve em 2014 - Marcio Alves / Agência O Globo

O Psol decidiu disponibilizar R$ 6,2 milhões para a campanha à Presidência da República de Guilherme Boulos. O valor é quase 15 vezes o que a candidata em 2014, Luciana Genro, teve para a disputa. Porém, na distribuição de recursos, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, o partido priorizou a eleição de deputados federais. Serão R$ 8,1 milhões para os postulantes à Câmara. O Psol definiu seis deles como "puxadores de voto": Edmilson Rodrigues (PA), Glauber Braga (RJ), Ivan Valente (SP), Jean Wyllys (RJ), Luiza Erundina (SP) e Marcelo Freixo (RJ) - o único dos seis que não tenta a reeleição.

Por Gabriel Hirabahasi / ÉPOCA




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