Como o PT sobrevive
Em sua coluna na revista Época desta semana, Helio Gurovitz cita o livro Partisans, antipartisans, and nonpartisans (Partidários, antipartidários e não partidários), de David Samuels e Cesar Zucco, para entender a força que o PT mantém no Brasil, mesmo após o mensalão, o petrolão e o impeachment.
Farda e toga fora da propaganda eleitoral
A Lei Eleitoral proíbe “o uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou imagens associadas ou semelhantes às empregadas por órgão de governo, empresa pública ou sociedade de economia mista”.
A gota d’água dos tucanos
A crise já rondava a campanha tucana fazia tempo. Afinal de contas, Geraldo Alckmin seguia patinando nas pesquisas, sem conseguir crescer. Mas o gigantesco tempo de propaganda eleitoral que o candidato tinha garantido mantinha uma espécie de fé no futuro – embora muita gente da campanha já sentisse o cheiro de queimado no ar.
Justiça condena Doria
Juíza da 11.ª Vara da Fazenda Pública da Capital condenou João Doria (PSDB) por improbidade administrativa e impôs ao candidato ao governo de São Paulo a suspensão dos direitos políticos por quatro anos. Ele é acusado de suposta “promoção pessoal” com o uso do slogan Cidade Linda, informa o Estadão. Cabe recurso.
Alckmin tem tempo de TV, estrutura e experiência. Falta só um detalhe: as intenções de voto
Durante mais de 12 anos, Geraldo Alckmin morou no segundo andar do Palácio dos Bandeirantes, um edifício de inspiração neoclássica, cuja ala residencial com 2.000 metros quadrados e 25 cômodos abriga o governador de São Paulo e sua família. Ao cruzar a sala principal rumo ao extenso corredor que liga a casa ao gabinete de trabalho, passava todos os dias por um piano de cauda de 1952, da tradicional marca americana Mason & Hamlin. Vivia cercado por cozinheiros, copeiros, arrumadeiras, garçons e seguranças, e convivia com um acervo de cerca de 3.500 obras de arte distribuídas pelo prédio. Desde que se afastou do cargo para concorrer pela segunda vez à Presidência da República, Alckmin passou a despachar num escritório alugado no bairro do Itaim Bibi, na região sul da capital. Voltou a morar em seu apartamento no Morumbi, a alguns quilômetros dali. Modesto, o imóvel virou motivo de deboche entre aliados. “O apartamento do Geraldo precisa de um guarda de trânsito”, disse um apoiador, emendando um suspense antes de terminar a piada. “Senão a cozinha acaba invadindo a sala.”

