Pressão do PT sobre TSE piora situação de Lula
A situação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral não é boa. Ficará ainda pior nesta semana. Ministros do TSE estão aborrecidos com a “espetacularização” do pedido de registro da candidatura de Lula. O documento será protocolado na quarta-feira, em meio a uma marcha de militantes sobre Brasília. Alguns magistrados enxergam a manifestação como uma tentiva do PT de “constranger” a Justiça Eleitoral. A pressão sairá pela culatra, disse um ministro, em privado.
“PT no 2º turno” é torcida
Se há algo capaz de unir, hoje, o Fla-Flu político é o vaticínio segundo o qual o PT estará representado — quem quer que seja o candidato do partido — no 2º turno das eleições presidenciais. De tanto repetido por aí, virou verdade. Na realidade, como dizia Nietzsche, trata-se de uma “vontade de verdade”, mas não creio que “a verdade continue verdade, quando se lhe tira o véu”, para ficar no mesmo filósofo. Senão vejamos.
Candidatos sem atributos
O Estado de S.Paulo / VERA MAGALHÃES
12 Agosto 2018 | 03h00
A Lava Jato sacudiu a política brasileira, dragou seus principais expoentes e deixou no lugar um deserto de homens, mulheres e ideias. Muitas análises podem ser feitas sobre estratagemas mais ou menos eficientes sobre o primeiro debate presidencial, mas nenhuma vai superar o fato de que o que se assistiu foi um desfile miserável de frases vazias, por vezes desconexas e que não enfrentam nenhuma das gravíssimas e urgentes questões nacionais.
O eleitorado descrente, raivoso e desesperançoso que viu no curso de menos de quatro anos um ex-presidente ser preso, uma presidente recém-reeleita ser apeada do cargo para o qual já não tinha condições mínimas de exercício, o segundo colocado nas últimas eleições se autoincinerar ao vender a alma para um açougueiro em troca de dinheiro vivo e um presidente da República virar um zumbi depois de ter de parar de governar para salvar o próprio pescoço não encontra nas opções colocadas na praça alguém com atributos necessários para assumir o comando.
Boulos terá R$ 6,2 milhões para gastar na campanha
É quase 15 vezes o que Luciana Genro teve à disposição em 2014

O Psol decidiu disponibilizar R$ 6,2 milhões para a campanha à Presidência da República de Guilherme Boulos. O valor é quase 15 vezes o que a candidata em 2014, Luciana Genro, teve para a disputa. Porém, na distribuição de recursos, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, o partido priorizou a eleição de deputados federais. Serão R$ 8,1 milhões para os postulantes à Câmara. O Psol definiu seis deles como "puxadores de voto": Edmilson Rodrigues (PA), Glauber Braga (RJ), Ivan Valente (SP), Jean Wyllys (RJ), Luiza Erundina (SP) e Marcelo Freixo (RJ) - o único dos seis que não tenta a reeleição.
Por Gabriel Hirabahasi / ÉPOCA

