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Eleições 2018: veja datas de sabatinas e debates entre presidenciáveis

Igor Moraes, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2018 | 18h49

O período oficial de campanha eleitoral será aberto no dia 16 de agosto, mas os debates na TV entre os políticos que participarão das eleições 2018 vão começar já nesta semana. O primeiro embate entre os candidatos à Presidência da República será promovido pela Band na quinta-feira, 9, às 22 horas. Tradicionalmente, a emissora é a primeira a realizar o encontro na televisão.

Em parceria com o Estado, a TV Gazeta realizará seu debate com os postulantes ao Palácio do Planalto no dia 9 de setembro, às 19h30. Caso aconteça o segundo turno, um novo encontro está marcado para o dia 14 de outubro.

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COMO 'CANDIDATO DE LULA', HADDAD ASSUME SEGUNDA POSIÇÃO, APONTA PESQUISA

247 - Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para a corretora XP Investimentos mostra que o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) é citado como candidato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto, Haddad já assume a segunda posição em intenções de voto. 

 

Segundo o levantamento, ao ser apontado como candidato do ex-presidente, Haddad salta para 13%, e fica atrás apenas de Bolsonaro, que registra 20%. O terceiro lugar é dividido entre Marina e Alckmin, com 9% cada um.

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Lula implodiu a esquerda

Semanas depois de anunciar sua transcendência da condição humana para a sublimidade de “uma ideia”, Lula recaiu na vida mundana. Da prisão, comandou o PT numa proeza: implodiu o agrupamento autodenominado de esquerda.

É aposta de alto risco. O resultado só será mensurável na apuração da noite de domingo, 7 de outubro. Até lá, contam-se os sobreviventes. Entre eles está Ciro Gomes, visto ontem em Brasília queixoso da vida: “É só fuxico, é só conchavo, é só rasteira, é só punhalada pelas costas.” O candidato do PDT não admite, mas é o responsável pelo próprio isolamento. Imolou-se.

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A ‘viagem lisérgica’ do PT

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2018 | 03h00

O Partido dos Trabalhadores (PT), dirigido da cadeia por seu chefão, tem e não tem candidato à Presidência. Ou melhor, tem dois candidatos - e uma candidata a vice-presidente que é sem ser. Se o leitor não entendeu, não se preocupe. Ninguém entendeu. É a “viagem lisérgica” de que falou o candidato Ciro Gomes a respeito da estratégia petista.

A oficialização da candidatura de Lula da Silva à Presidência, no sábado passado, torna o PT, na prática, um partido sem candidato, pois o demiurgo de Garanhuns é inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. A ideia, claro, é desafiar a Justiça a impugnar a candidatura do messiânico líder petista - que, à moda dos velhos caudilhos de antanho, considera que somente a História e as urnas são capazes de julgá-lo, pois ele está acima dessa formalidade chamada “lei”.

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PT é avisado do risco de a indicação de Haddad minar pedido de registro de Lula

Na prática a teoria é outra indicação de Fernando Haddad (PT) a vice de Lula, com o reconhecimento público de que a vaga, na verdade, será de Manuela d’Ávila (PC do B), preocupa assessores do PT. Há o temor de que o acerto político fragilize de tal maneira a argumentação jurídica a favor do registro da candidatura do petista, hoje preso, que a ofensiva no Tribunal Superior Eleitoral ganhe ares de “causa fake”. Se o PT decidir ir à Justiça para garantir a presença de Haddad nos debates, dizem os auxiliares, pior ainda.

Natimorto Quem acompanha com atenção a batalha jurídica pela candidatura de Lula diz que o PT precisa entender que os sinais públicos de que há um plano B tendem a tirar o peso do pedido de registro do ex-presidente.

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