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Lula, leve e solto

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 03h00

 

Sabem aquela história do “falem mal, mas falem de mim”? É exatamente o que ocorre com o ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, mas corre livre, leve e solto na mídia. É pelo “recall” do seu governo, mas também pelo excesso de exposição, que Lula se mantém disparado na liderança do Ibope, apesar de ser flagrantemente inelegível.

A cada habeas corpus, Lula ganha boa visibilidade tanto no pedido quanto na negativa. Quando o desembargador Rogério Favreto deu uma canetada para soltá-lo, Lula ganhou sucessivas manchetes ao longo de um domingo inteiro, com a decisão de Favreto, a reação do juiz Sérgio Moro, as negativas do relator e do presidente do TRF-4, a nota da presidente do STF, Cármen Lúcia.

E a intensa exposição continuou ao longo da semana, com as cacetadas da presidente do STJ, Laurita Vaz, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Sem contar as reportagens, colunas, análises e entrevistas que inundaram a mídia brasileira. Só se falava em Lula.

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Sem Lula, Bolsonaro lidera corrida presidencial das eleições 2018 com 20%, diz Ibope

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2018 | 18h50

 

No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - condenado e preso na Operação Lava Jato –, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial das eleições 2018, com 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 20. Ele é seguido por Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.

Já no cenário em que Lula é incluído, o ex-presidente aparece em primeiro lugar, com 37%, e Bolsonaro cai para a segunda colocação, com 18%.

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A renovação se esvai na distribuição do dinheiro

Bruno Carazza / FOLHA DE SP

O roteiro já é bem conhecido de todos: como resposta à proibição de doações de empresas, os parlamentares aprovaram um fundo de R$ 1,7 bilhão para os partidos gastarem na campanha deste ano. Nessa manobra, os maiores partidos e os mais habilidosos na dança do acasalamento pré-eleitoral ficarão com a maior fatia desse bolo de dinheiro público.

Um ponto de fundamental importância é saber como os partidos distribuirão essa bolada entre os milhares de candidatos Brasil afora. Analisando documentos enviados por 29 dos 35 partidos ao TSE, fica claro que, afora a disputa presidencial, que sempre atrai os holofotes, neste ano o foco da maioria dos partidos está na eleição para a Câmara dos Deputados.

De um lado, ampliar a bancada de deputados federais (e, em menor medida, senadores) garante aos partidos o seu ganha-pão nos próximos anos. Afinal de contas, os valores a receber dos fundos partidário e de campanha, bem como a fatia no horário gratuito de rádio e TV para as próximas eleições, são calculados com base no desempenho eleitoral nesses pleitos no dia 7 de outubro.

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Ministério Público Eleitoral opina pela inelegibilidade de Lula e pede para TSE recusar a candidatura

O vice-procurador geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, apresentou parecer nesta segunda-feira (20) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo para a Corte negar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

A manifestação foi apresentada em quatro ações de inelegibilidadeapresentadas por cidadãos que questionam o pedido de registro de Lula no TSE.

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Nada de novo

O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2018 | 03h00

 

Os eleitores que anseiam por uma lufada de ar fresco no Congresso Nacional deverão ter paciência – e esperança – e aguardar mais um pouco. Não será nas eleições deste ano que o quadro de representação política no Poder Legislativo passará por uma renovação, tanto de nomes como, principalmente, de ideias.

Não obstante o forte desgaste por que passam as atuais composições das duas Casas Legislativas, quase 90% dos deputados e cerca de 65% dos senadores tentarão a reeleição em outubro, de acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a pedido do Estado.

Na Câmara, ao menos 447 deputados estão dispostos a permanecer mais quatro anos em Brasília. No Senado, são 35 dos 54 senadores eleitos em 2010 os que tentarão obter mais um aval dos eleitores nas urnas. No Senado, trata-se do maior contingente de senadores que irá tentar a reeleição desde 1994. O caso da Câmara não é muito diferente: o maior desde o pleito de 1998.

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