Coligação de Haddad aciona TSE contra campanha de Bolsonaro por abuso de poder econômico
Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA / O ESTADO DE SP
02 Outubro 2018 | 22h03

Jair Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/AE
BRASÍLIA – A Coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/ PC do B/PROS) acionou nesta terça-feira (2) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja aberta uma investigação por abuso de poder econômico contra a campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. O caso gira em torno da empresa de ar condicionado Komeco, localizada na cidade de Palhoça, na região da Grande Florianópolis (SC).
Ao pedir a instauração de uma ação de investigação judicial eleitoral, a coligação de Fernando Haddad (PT) pretende que, ao final da apuração, a Corte Eleitoral declare Bolsonaro inelegível por oito anos.
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Haddad não vê culpado pela rejeição no espelho
A taxa de rejeição atribuída a Fernando Haddad pelo Ibope deu um salto de 11 pontos percentuais. Agora, 38% do eleitorado declara que jamais votaria no petista. Por quê?, perguntou-se a Haddad. E ele: “Temos sofrido muito ataque do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, está favorecendo o fascismo. Alimentar o ódio é alimentar o fascismo. Quanto mais a gente alimentar o ódio, mais o fascismo vai crescer. Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia para o fascismo.”
Quer dizer: para Haddad, a culpa pelo crescimento do índice de aversão à sua candidatura é de Geraldo Alckmin. Nessa versão, os ataques do candidato tucano ao petismo aguçam o ódio que serve de nutriente para a candidatura de Jair Bolsonaro. Em português mais direto: em campanha, Haddad revela-se capaz de quase tudo, menos de pronunciar meia dúzia de palavras que se pareçam com uma autocrítica.
Ibope: veja os últimos resultados das pesquisas para o governo em todos os estados
O G1 reuniu as mais recentes pesquisas do Ibope de intenção de voto para governador nos 26 estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas entre 8 e 27 de setembro.
Em 5 estados, há empate técnico entre dois ou mais candidatos no primeiro lugar: Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. O cenário se repete no Distrito Federal.
Considerando disputas onde a vantagem do 1º para o 2º colocado é maior que a margem de erro, temos o seguinte cenário:
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