PSDB já discute os efeitos do fiasco de Alckmin
Caciques do PSDB já debatem internamente os efeitos políticos de um eventual insucesso de Geraldo Alckmin na corrida presidencial de 2018. Em respeito ao candidato, os tucanos se esforçam para ocultar o desânimo. No debate interno, porém, o grosso do partido já jogou a toalha, admitiram três integrantes da cúpula do tucanato em conversas com o blog. Na expressão de um deles, a sexta derrota nacional deve “estilhaçar” a legenda.
O primeiro efeito prático do provável fracasso de Alckmin será uma divisão quanto ao posicionamento do partido no segundo turno. Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso sinalizou que, numa eventual disputa entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, não hesitaria em apoiar o petista. Mas essa posição não é consensual. Longe disso.
Análise: Datafolha reabre a chance de 'terceira via' na eleição
RIO — A pesquisa Datafolha divulgada neste madrugada indica, a pouco mais de duas semanas da eleição, uma última chance para uma terceira via, para além da polarização que parecia colocada entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
LEIA MAIS: Bolsonaro 28%; Haddad 16%; Ciro 13%
O primeiro dado a reforçar essa hipótese é o crescimento menos acentuado de Fernando Haddad (PT) do que na pesquisa do Ibope divulgada na terça-feira. O petista segue em trajetória de alta, mas não a ponto de se isolar no segundo lugar (no Ibope, tem 19%, enquanto no Datafolha chega a 16%).
Leia mais:Análise: Datafolha reabre a chance de 'terceira via' na eleição
Semimorto no Ibope, Ciro renasce no Datafolha
Num intervalo de pouco mais de 24 horas, Ibope e Datafolha despejaram na praça dados frescos sobre a corrida presidencial. No atacado, detectam o mesmo sinal: a polarização entre Bolsonaro e Haddad. No varejo, expõem pelo menos uma diferença notável, fora da margem de erro. Num levantamento, Ciro aparece semimorto. Noutro, permanece vivo na briga por uma vaga no segundo turno.
Ciro manteve-se estático nas duas pesquisas: 11% no Ibope, 13% no Datafolha. A diferença está no movimento de Haddad. No Ibope, o preposto de Lula deu um salto de 11 pontos percentuais. Bateu em 19% das intenções de voto, abrindo sobre Ciro um abismo letal de oito pontos.
No Datafolha, o poste petista avançou três casas. Foi a 16%, distanciando-se apenas três pontos percentuais de Ciro. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais —para cima ou para baixo—, a dupla estaria ainda em situação de empate técnico.
O mais importante na leitura de uma pesquisa é enxergar os movimentos que ela insinua. A transferência de eleitores de Lula para Haddad fica evidente nas duas sondagens. E não parece ter batido no teto, eis o movimento mais relevante.
Polarização acentua a trinca que divide o Brasil
Juntos, o líder e o vice-líder da corrida presidencial somaram 47% das intenções de voto no Ibope mais recente —Bolsonaro com 28%, Haddad com 19%. Cristalizou-se a polarização: o anti-PT contra o petista. Somando-se as taxas atribuídas aos outros presidenciáveis e o índice dos sem candidato, verifica-se que 52% dos eleitores estão, por enquanto, fora da polarização. Esse é o retrato de uma sociedade trincada.
O Brasil a ser administrado pelo presidente que tomará posse em 1º de janeiro de 2019 é um país de ponta-cabeça. O Executivo está quebrado. O Legislativo, pulverizado. O Judiciário, abarrotado de escândalos por julgar. Esse já não é um cenário de fundo do poço. O Brasil se encontra num poço sem fundo.
Datafolha: Com 28%, Bolsonaro tem a mesma pontuação de Ibope. Ciro e Haddad em empate técnico; pedetista venceria oponentes no 2º
Por: Reinaldo Azevedo
Publicada: 20/09/2018 - 7:20
http://www3.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo/wp-content/uploads/2018/09/datafolha-com-28-bolsonaro-tem-a-mesma-pontuacao-de-ibope-ciro-e-haddad-em-empate-tecnico-pedetista-venceria-todos-os-oponentes-300x222.jpg 300w" sizes="(max-width: 665px) 100vw, 665px" style="margin: 0px; padding: 0px; box-sizing: border-box; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; font-size: 16.296px; vertical-align: middle; background: 0px 0px; transform: scale(1); width: 1100.52px; height: auto;">O instituto Datafolha divulgou no começo da madrugada desta quinta dados de sua mais recente pesquisa, com questionários aplicados na terça e na quarta. O instituto ouviu 8.601 pessoas em 323 municípios. Os números têm, digamos assim, suas respectivas faces voltadas para a mesma direção para onde olham os do Ibope, que ouviu 2.506 eleitores entre os dias 16 e 18. Os dois levantamentos têm margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Agora, queridos leitores, será assim: a cada pouco, um solavanco. Vamos ver.
No Datafolha, Jair Bolsonaro, do PSL, oscilou dois pontos para cima em relação à pesquisa anterior, do dia 14, e aparece com 28%, mesmo número apontado pelo Ibope. É no segundo lugar que diferenças, ainda que dentro da margem de erro, podem fazer toda a diferença.
No Datafolha, Fernando Haddad cresceu de 13% no dia 14 para 16% agora. Ciro Gomes (PDT) permaneceu nos 13%, mas continua tecnicamente empatado com o petista. E aqui vai a diferença importante. No Ibope, Haddad saltou de 8% no dia 11 para 19% no dia 18 e estaria isolado na segunda colocação. Ciro, no caso desse instituto, teria 11%. Então notem: ainda que os números dos dois levantamentos possam coincidir se levada em conta a margem de erro, o fato é que, no Datafolha, Ciro e Haddad estão em empate técnico, ainda que o petista pareça estar em ascensão e o pedetista estagnado, e, no Ibope, a vantagem do petista é de 8 pontos percentuais.
Geraldo Alckimin (PSDB) mantém, no Datafolha, os mesmos 9% do dia 14, dois pontos percentuais à frente do número que lhe confere o Ibope: 7%. Marina Silva, da Rede, surge, respectivamente, com 6% e 7%.



