Desde 1989, Brasil nunca teve virada no segundo turno da eleição presidencial
Desde 1989, na primeira eleição desde o processo de redemocratização do país, o eleitor brasileiro não viu viradas no segundo turno quando se trata de eleição presidencial.
Foram cinco embates como o que veremos agora no segundo turnoentre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Na primeira vez, o eleito foi Fernando Collor, pelo PRN. Após triunfar no primeiro turno, com 30,48% dos votos, ele venceu também o segundo, com 53,03%, em disputa com Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que conseguiu, respectivamente, 17,19% e 46,97%.
Em 1994 e 1998, não houve segundo turno, já que Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, venceu os dois pleitos presidenciais na primeira votação, com 55,22% (1994) e 53,06% (1998) dos votos.
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Segundo turno precisa discutir programas
Em uma campanha fora dos padrões, em que o candidato líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), passou boa parte do tempo hospitalizado, devido ao atentado que sofreu — sem participar, portanto, de alguns debates e sabatinas —, o primeiro turno confirmou as expectativas de sua vitória.
Chegou-se a prever que ele conseguiria vencer no primeiro turno, dado o crescimento do apoio que passou a ter assim que a candidatura petista de Fernando Haddad acelerou o passo, com a evolução rápida da transferência de votos que eram destinados a Lula antes de o ex-presidente ser impugnado pela Justiça, com base na Lei da Ficha Limpa.
Contra onda antipetista, Haddad esconde Dilma e a estrela do PT na campanha
Determinado a chegar ao segundo turno explorando o discurso de que é o “homem do Lula”, o ex-ministro Fernando Haddad concluiu sua campanha na TV ontem ignorando dois ícones do petismo. Repetindo a cada programa o nome de seu padrinho, Haddad deixou de fora da sua propaganda a figura da ex-presidente Dilma Rousseff, que deixou o governo rejeitada pela maioria da população, e a simbólica estrela do PT, marca da crescente onda antipetista nesta campanha.
Primeira mulher a presidir o país, Dilma é candidata ao Senado por Minas Gerais, e lidera a disputa – com 27% das intenções de voto no último Datafolha – fazendo uma campanha pautada no impeachment que sofreu em 2016. Em todos os discursos, ela se diz vítima de um “golpe”, defende a liberdade de Lula e pede votos para o governador Fernando Pimentel (PT), que tem 21% das intenções de voto, lembrando que seu adversário, o senador Antonio Anastasia (PSDB), que lidera a disputa com 32%, foi o relator do impeachment.
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Bolsonaro leva no primeiro turno?
Por Helio Gurovitz
Candidatos à Presidência da República antes do início do debate. Bolsonaro não compareceu — Foto: Marcos Serra Lima/G1
A alta constante de Jair Bolsonaro nas pesquisas Ibope e Datafolha levantou a especulação de que ele possa repetir o feito de João Doria, na eleição para prefeito paulistano em 2016, e levar a eleição logo no primeiro turno.
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