Bolsonaro diz que não enviará propostas ao Congresso antes de discuti-las com parlamentares
Por Laís Lis, G1 — Brasília
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em entrevista divulgada neste domingo nas redes sociais do candidato que, se eleito, só apresentará propostas ao Congresso depois de discuti-las previamente com os parlamentares.
Segundo ele, assim que nomear os ministros do governo, vai apresentar um pacote de medidas ao Congresso e muitas dessas medidas já terão sido discutidas com deputados e senadores.
“Não vamos apresentar nada sem conversar com os parlamentares. Pretendo ter a certeza de que essas propostas vão ser aprovadas de forma racional pelos parlamentares”, disse Bolsonaro na entrevista, concedida à Band.
TSE dá prosseguimento a ação do PDT contra Bolsonaro, mas nega pedido de liminar
O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prosseguimento neste domingo (21) a uma ação apresentada pelo PDT e pela Coligação Brasil Soberano (integrada por PDT e Avante) contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Uma segunda ação, com teor parecido, apresentada apenas pela coligação, também foi instaurada.
O corregedor deu prazo de cinco dias para a defesa do candidato se manifestar e negou todos os pedidos de liminar – decisão provisória – que constavam das duas ações. Entre outros pontos rejeitados está o pedido para impedir Bolsonaro e o vice na sua chapa, Hamilton Mourão, de veicularem qualquer notícia por meio de rede social e, principalmente, WhatsApp.
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Reação a camiseta de candidato vai de sorriso a cusparada em São Paulo
Em meio a relatos de violência por motivos políticos que se espalham pelo país, a Folha foi às ruas testar reações a camisetas com estampa de apoio e repúdio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL).
Na sexta-feira (19), durante quatro horas, dois repórteres circularam pelo centro financeiro da cidade de São Paulo vestindo roupas com estampa do rosto do candidato e outra com o dizer “Ele Não”, da oposição ao capitão reformado.
No país, um homem foi morto a facadas por um apoiador de Bolsonaro e outros foram vítimas de espancamentos. Na capital paulista, durante a experiência da reportagem, as reações variaram de uma simples risada de aprovação a uma cusparada na repórter.
A Folha percorreu a avenida Paulista entre o Masp e a TV Gazeta entre 12h e 16h, enquanto a equipe de imagem registrava reações.
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Estratégia digital da campanha de Bolsonaro é uma jabuticaba, diz pesquisador
A campanha eleitoral de 2018 não tem precedente no uso da internet e de aplicativos de trocas de mensagens —que tanto permitiram maior participação direta dos eleitores como promoveram a difusão de informações falsas.
Neste novo cenário se destaca a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas, que não participou dos tradicionais debates na televisão no segundo turno, mas criou o que o pesquisador Francisco Brito Cruz chama de "infraestrutura de propaganda em rede".
"É uma jabuticaba", diz o advogado e diretor do InternetLab, um centro independente de pesquisa em direito e tecnologia que está monitorando os tipos de propaganda usados pelas campanhas durante as eleições 2018 –a expressão "jabuticaba" refere-se à fama (falsa) de que a fruta só existe no Brasil.
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Apoiadores de Bolsonaro fazem ato a favor do candidato em pelo menos 24 capitais
O Estado de S.Paulo
21 Outubro 2018 | 14h16
Atualizado 22 Outubro 2018 | 00h11
A sete dias das eleições presidenciais, pelo menos 24 capitais recebem neste domingo, 21, atos favoráveis ao candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Em cidades como São Paulo, Rio, Florianópolis e Brasília, os manifestantes se organizam para apoiar o capitão reformado e protestar contra a possível volta do PT.
Em São Paulo, o ato começou por volta de 14h na Avenida Paulista, que fica fechada para os carros entre 10h e 18h de todos os domingos e feriados, com apoiadores do candidato criticando Fernando Haddad, o PT e pedindo mudanças. Cinco carros de som foram pela avenida. Os movimentos Avança Brasil, Vem pra Rua, MBL e Nas Ruas estiveram entre os presentes.
Bonecos infláveis do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, com roupa de presidiário e do vice de Bolsonaro, General Mourão(PRTB) foram erguidos na Paulista. No carro de som do Vem Pra Rua, há uma bandeira com referência ao discurso do ex-governador do Ceará Cid Gomes em comício do PT, na semana passada. Os organizadores puxaram o canto “Ô, seus babacas, presta atençao, Lula tá preso e vão perder a eleiçao”. O hino nacional foi tocado em seguida.
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