Seria um presente de grego - ISTOÉ

As urnas fizeram os interlocutores sumir
A eleição de 2018, com seus resultados para a nova formação do Congresso Nacional, está gerando muita desorientação. Pouca gente está conseguindo projetar com algum grau de convicção como serão a Câmara e o Senado depois da renovação que o voto proporcionou, em níveis que há muito tempo não se via. O pessoal que cuida da articulação política na Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, anda à procura das unidades estaduais para tentar entender o que aconteceu e, em especial, saber o que sobrou do que havia antes.
O plano do PT se perder a eleição
Apesar de Fernando Haddad (PT) ainda se esforçar para diminuir a vantagem para seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), alguns petistas já pensam o cenário em caso de derrota. Avaliam que o partido seria líder na oposição a toda pauta apresentada por Bolsonaro durante a campanha.
A análise é que se o PT vencesse a eleição, teria uma situação "muito dura" pela frente na relação com o Congresso. Também que, por uma questão numérica, o partido teria a prerrogativa de se portar como principal porta-voz da oposição a um eventual governo.
Por Gabriel Hirabahasi / ÉPOCA
Edson Fachin: "O que há é uma suspeição"
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin avaliou de maneira comedida a denúncia de que empresas estariam comprando pacotes de disparos de mensagens em massa pelo Whatsapp, para utilizá-las contra Fernando Haddad, presidenciável pelo PT. O objetivo seria o favorecimento do postulante do PSL, Jair Bolsonaro.
“Nesse momento, o que há é uma suspeição. A suspeição, se transformada em indício, vai demandar uma coleta probatória. Se as provas não forem apresentadas, isso poderá ser arquivado. E se aparecerem provas suficientes, haverá, evidentemente, uma apreciação pelo colegiado, com a tranquilidade que o procedimento tem. Nenhum julgamento precoce pode ser feito”, avaliou o ministro, em entrevista ao O POVO.
Horário eleitoral é filme de James Bond sem 007
Perde seu tempo quem procura um projeto de governo no horário político da televisão. Em 2014, estava em cartaz a ficção hollywoodiana da chapa Dilma-Temer, patrocinada pelo departamento de propinas da Odebrecht. Na atual temporada, Bolsonaro e Haddad levam ao ar uma espécie de filme de James Bond 100% feito de bandidos —sem um 007 para deter a guerra tecnológica que se alastrou para a trincheira do WhatsApp.
Os planos tenebrosos de Bolsonaro são expostos nos filmetes do PT. Assistindo-os, o brasileiro descobre, por exemplo, que será sugado por uma máquina do tempo. Ela o arrastará para um imenso complexo subterrâneo, situado em algum porão da década de 1970. Ali, hordas de esquerdistas formarão filas defronte de salas de tortura. Dentro delas, monstros com a cara do Brilhante Ustra conduzirão sessões ininterruptas de pancadaria e choques elétricos.



